4.6 The Deep BSDE Method Implementation
5.1.2 Numerical Results
Entrevista concedida à revista eletrônica Lugares, da Fundação Iberê Camargo, publicado em 28/07/2006
Justo Werlang, empresário e colecionador, graduado em Administração e Direito e mestre em Administração pela UFRJ, assumiu, em julho, a presidência da Bienal do Mercosul. O colecionador foi eleito pelo Conselho de Administração da Fundação Bienal e assume a 6ª edição do evento, que será realizada de setembro a novembro de 2007. Justo Werlang participou da criação da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul e presidiu a primeira edição do evento, além de ter sido vice-presidente da 4ª e 5ª edições. O colecionador é também vice-presidente e membro do Conselho Curatorial da Fundação Iberê Camargo.
Conheça as propostas de Justo Werlang para a sua gestão.
O senhor esteve à frente da criação da Bienal do Mercosul e foi presidente da primeira edição, além de vice-presidente da 4ª e 5ª edições. Qual é a sua avaliação sobre o amadurecimento da mostra? Quais são os desafios de estar à frente da 6ª edição?
A Bienal do Mercosul, após sua quinta edição, encontra-se consolidada no cenário brasileiro e continental por suas contribuições ao estudo, reflexão e divulgação da arte latino-americana. A seqüência dos eventos, o cuidado das propostas curatoriais implementadas, a qualidade das obras apresentadas pelos artistas, o rigor na museografia e produção, a robusteza do projeto editorial, a ênfase na ação educativa, têm garantido um crescente reconhecimento, seja do público leigo, seja do público especializado. Os desafios da sexta edição se constituem exatamente em criarmos condições para a continuidade das contribuições prestadas pela Instituição. São desafios no desenho cultural/curatorial/educativo do evento, mas também no âmbito da gestão e continuidade da Fundação Bienal do Mercosul.
Entre as suas propostas para a 6ª Bienal está uma modificação na curadoria. De que forma o senhor acha que este sistema pode ser melhorado? Já podemos falar em nomes do curador da 6ª edição?
Desde a primeira Bienal tivemos a presença de um curador geral e de curadores responsáveis pelas representações nacionais. A primeira alteração é a de que teremos curadores responsáveis por mostras, às quais poderão concorrer artistas oriundos de diversas nacionalidades. A figura do curador responsável por representações nacionais deixará de existir. Os curadores das mostras irão trabalhar em regime de co-curadoria com o curador geral, que irá conceber o projeto como um todo. Isto determinará que a mostra seja ainda mais coesa. Também está prevista a presença de um curador pedagógico na
equipe curatorial. Assim, as demandas da área de educação poderão ser discutidas e atendidas desde o nascedouro do projeto. Com isto alcançaremos importantes desdobramentos, especialmente na ampliação da interação dos públicos com as obras de arte, artistas, historiadores e curadores. Finalmente, a decisão do Conselho de Administração da Bienal do Mercosul foi pela contratação de um curador geral não- brasileiro. As modificações que estão sendo adotadas no modelo curatorial irão determinar uma renovação do projeto, mas não um rompimento com o que já alcançamos. Dia 7 de agosto estaremos apresentando o curador e as linhas da sexta Bienal do Mercosul.
Sempre existiu uma grande preocupação na formação do olhar do público. Como será trabalhada a mediação público x obras na 6ª Bienal do Mercosul? Que papel o projeto educativo terá?
A ação educativa tem sido uma de nossas prioridades durante as cinco edições, e vamos agora aprofundar um pouco mais essa questão. A presença do curador responsável pelo projeto pedagógico certamente irá qualificar o diálogo necessário entre o público e os trabalhos expostos. Creio que teremos aplicadas diversas ferramentas estimulando essa interação. Ainda neste ano a equipe educativa será mobilizada e, no início do ano letivo de 2007, estaremos trabalhando com os professores das redes pública e privada de ensino. Dentro desta perspectiva, a Bienal poderá ser a última etapa de um processo de educação realizado durante o ano pela escola. E, deixando os bancos escolares, um conjunto de seminários, palestras, encontros e oficinas deverão ampliar essa perspectiva de formação do olhar.
E sobre os desafios na área de gestão e continuidade da Instituição?
A Fundação Bienal do Mercosul não está constituída a partir de um patrimônio, nem de
uma dotação anual. O maior ativo com que contamos para sua existência são os valores humanos que a compõem. A cada dois anos uma nova diretoria se lança a construir a Bienal praticamente do zero. Pois, para continuar a ter essa possibilidade de realizar os eventos, para a Instituição continuar a existir, estaremos encarando o desafio de ampliar a participação da comunidade na sua condução. A participação na diretoria estatutária será aberta a jovens que tenham demonstrado competência, liderança e vontade de contribuir. Este será um projeto de longo prazo que, além de ampliar nossos quadros, fará da Bienal do Mercosul uma formadora de voluntários que poderão atuar em qualquer outra área do terceiro setor. Também realizaremos um esforço de qualificação de nossos colaboradores permanentes, e de sua relação com o projeto. Além de estarmos atentos à responsabilidade da Instituição com a formação dos colaboradores temporários, tais como produtores, montadores e mediadores.
A Bienal do Mercosul possui parceiros fortes que estão aliados ao evento desde a primeira edição. O senhor pretende ampliar o leque de patrocinadores?
Temos consciência de que os investimentos realizados por nossos patrocinadores somente se justificam na justa medida em que conseguirmos servir às comunidades em que o projeto se inscreve. Pois, no tempo, a ação da Instituição sempre teve esse foco, oferecendo oportunidades de formação cultural através da fruição e reflexão continuada. E mais, temos objetivamente nos dedicado a ampliar as possibilidades de acesso dos públicos. Iniciativas como o livre acesso às mostras, adotado desde a terceira edição (2001), ou o projeto editorial da quinta edição (2005), onde os catálogos tomaram o caráter de livro de arte determinando uma vida mais longa às sete publicações realizadas, ou ainda essas alterações agora previstas na ação educativa, tudo isso são atitudes concretas tomadas pela Fundação para ampliar e qualificar o acesso à arte. A percepção de que são reais os benefícios sociais e culturais que o projeto tem trazido de forma crescente tem levado nossos parceiros patrocinadores a confirmarem os aportes de recursos a cada edição. Estaremos trabalhando para reafirmar e ampliar as parcerias já existentes, buscando também novos patrocinadores e apoiadores interessados em compartilhar a construção desta sexta edição da Bienal do Mercosul.
Anexo 6 – Comparação entre integrantes das Diretorias e Conselho Curatorial da