De um modo geral, este estudo atendeu ao objetivo proposto, qual seja, o de investigar quais concepções estão presentes, quando professores se propõem trabalhar o conceito de número com alunos do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental de Jequié – BA. Entretanto, como costuma ocorrer, quando se chega à conclusão de
uma investigação, algumas ideias, fruto de nossas meditações, surgem-nos como possibilidades de encaminhamentos para futuras pesquisas.
A primeira delas seria um estudo comparativo da concepção de professores que atuam nos anos iniciais (1º e 2º ano) sobre número, daqueles que não atuam (3º e 4º ano). A concepção sobre número desses professores será diferente?
Entendemos que o foco de professores que atuam nos anos de alfabetização Matemática é mais voltado para o trabalho com o número enquanto os professores que atuam no 3º e 4º ano enfatizam um trabalho mais voltado às operações. Dessa forma, tal estudo poderia investigar a seguinte questão de pesquisa: Existe diferença de concepção sobre número de professores que atuam nos anos iniciais do ciclo I do Ensino Fundamental para os que atuam nos anos finais desse mesmo ciclo?
A metodologia a ser empregada neste estudo seria também qualitativa de cunho descritivo como a nossa, e a amostra seria dividida em dois grupos com 4 professores, sendo dois de cada ano escolar. O grupo dos professores dos anos iniciais do ciclo I (1º e 2º ano – 4 professores) e o grupo dos professores dos anos finais do ciclo I (3º e 4º ano – 4 professores).
Uma segunda sugestão seria investigar se essa concepção sobre número que as professoras apresentaram é divergente da concepção de professoras que atuam em escola particular? Também seria utilizada a metodologia qualitativa de cunho descritivo. A amostra seria dividida em dois grupos, o grupo dos professores que atuam nas escolas públicas e o grupo dos professores que atuam em escolas particulares.
Outra sugestão, igualmente interessante, seria confrontar a visão de número de alunos dos anos de alfabetização e a visão de seus professores. Os sujeitos seriam os alunos de um dos anos escolares da alfabetização matemática e seu respectivo professor. Utilizaria uma pesquisa diagnóstica e descritiva a ser realizada com uma das turmas.
Por fim, uma última sugestão: a de confrontar a concepção sobre número que professores relatam e as concepções presentes em sua prática docente. Seria um estudo diagnóstico e descritivo com uma turma de cada ano escolar (1º e 2º ano).
Utilizaria a observação participante para dar condições de descrever e analisar as ações realizadas pelos sujeitos da pesquisa em sua prática.
Esperamos que esta pesquisa tenha contribuído no sentido de trazer reflexões aos professores, em relação à construção do conceito de número pela criança.
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Apêndice – A
Apêndice B
Roteiro da Entrevista Bloco 1 – Da Escola
Vamos conversar um pouco sobre a sua trajetória escolar, • Ensino Fundamental; Médio e Superior.
Conte-me como foi, onde você fez? Comente sua pior/melhor lembrança. Qual é a disciplina que você mais gostava? Por que você escolheu sua profissão?
Você acha que sua formação foi suficiente para a sua prática pedagógica?
Bloco 2- Da visão Macro da Profissão
E hoje qual é a sua preferência em relação á matemática? Mudou? Permaneceu? Fez algum curso complementar (formação continuada)? Qual?
Como você planeja suas aulas? Como foi a preparação para ensinar?
Qual é o trabalho de Matemática que você faz? Quais eixos dos PCNs você conhece?
Quais eixos você trabalha?
Bloco 3 – Da Sala de Aula
Em relação aos materiais de apoio didático você informou que usa jogos nestes jogos as crianças acumulam pontos?
Os alunos sabem dizer quem ganhou? Eles sabem dizer com quantos pontos a mais ganharam ou perderam?
Bloco 4 - Número
Seus alunos conhecem número?
Quais atividades você costuma apresentar para seus alunos como recurso para o ensino e aprendizagem de números?
Você identifica a atividade(s) que eles mais apresentam resultado?
Em relação a situação elaborada quais os conceitos inseridos na situação que você elaborou?
Você identifica mais de uma função para o número?
Número como rótulo, quantidade, ordem, quem sabe o que é?
Quem já trabalhou com alguma situação que envolve número com essas funções? Relate a atividade.
Apêndice – C
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO DO ALUNO Resolução nº 196/96 do CNS
O presente termo em atendimento à Resolução 196/96, destina-se a esclarecer ao participante da pesquisa intitulada: A Concepção de Professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental sobre a Construção
do Conceito de Número pela Criança sob responsabilidade da Mestranda Ana Paula Perovano dos Santos Silva, do curso de Mestrado em Educação Matemática da PUC/SP, os seguintes aspectos:
Objetivos: Investigar a visão dos professores que atuam nos 1º e 2º anos do Ensino fundamental sobre a
construção do conceito de número, bem como, identificar as estratégias pedagógicas que esses professores lançam mão para o ensino do número; identificar as ferramentas didáticas que eles utilizam para o ensino do conceito de número e Investigar as concepções dos professores que atuam no 1º e 2º ano do Ensino fundamental para o ensino do conceito de número.
Participação: ao concordar com a participação na pesquisa, deverei estar à disposição para responder uma
entrevista semi-estruturada constando de questões referentes à minha vida pessoal e profissional.
Riscos: este estudo não trará riscos para minha integridade física, mental ou moral. Todos os dados que
obtivermos serão utilizados somente para fins científicos com garantia de anonimato.
Confidencialidade do Estudo: os registros da sua participação nesse estudo serão mantidos em sigilo.
Serão guardados esses registros e somente os pesquisadores responsáveis terão acesso a essas informações. Se alguma publicação resultar deste trabalho, a identificação do participante não será revelada e os resultados serão relatados de forma sumariada preservando o anonimato da pessoa.
Participação voluntária: toda participação é voluntária, não há penalidades para aqueles que decidam não
participar desse estudo. Ninguém será penalizado se decidir desistir de participar do estudo em qualquer época. Podendo retirar-se da participação da pesquisa, sem correr riscos e sem prejuízo pessoal.
Depois de conhecer e entender os objetivos, bem como de estar ciente da necessidade do uso de minha imagem e/ou depoimento, AUTORIZO, através do presente termo, a pesquisadora Ana Paula Perovano
dos Santos Silva a realizar as fotos que se façam necessárias e/ou a colher meu depoimento sem quaisquer
ônus financeiros a nenhuma das partes.
Ao mesmo tempo, libero a utilização destas fotos (seus respectivos negativos) e/ou depoimentos para fins científicos e de estudos (livros, artigos, slides e transparências), em favor dos pesquisadores da pesquisa, acima especificados, obedecendo ao que está previsto nas Leis que resguardam os direitos das crianças e adolescentes (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei N.º 8.069/ 1990), dos idosos (Estatuto do Idoso, Lei N.° 10.741/2003) e das pessoas com deficiência (Decreto Nº 3.298/1999, alterado pelo Decreto Nº 5.296/2004).
Jequié, ______ de__________ de_________ ______________________________________ Participante da Pesquisa