5 Internasjonal bankregulering og Basel-regelverket:
5.4 Norske lovregler om kapitalkrav for bankene:
Em 1990, 75% da população brasileira já viviam em cidades, mas os desequilíbrios ambientais em áreas urbanas têm recebido proporcionalmente pouca atenção dos governantes ou da opinião pública. (RIBEIRO, 1992).
Em muitos trabalhos acadêmicos sobre a arborização urbana relevam- se seus benefícios aos munícipes, como podemos observar em Furtado e Mello Filho (1999 APUD GENGO e HENKES, 2013)
As árvores interceptam, refletem, absorvem e transmitem a radiação solar. Uma adequada arborização e uma boa ventilação constituem dois elementos fundamentais para a obtenção do conforto térmico para o clima tropical úmido. O conjunto arbóreo colocado a uma distância mais apropriada possível da edificação fornecerá um bom sombreamento nas fachadas, compondo um entorno mais favorável (p. 63)
Outros autores destacam que as espécies devem ter porte apropriado para que não haja necessidades de poda ou corte gerando custos para a Prefeitura
Andrade (2002) ainda aponta a necessidade de modificação das espécies arbóreas para se adequarem ao espaço urbano, do melhoramento genético das árvores. Já que o crescimento acelerado das cidades dificulta a seleção de espécies que atendam às características do meio e que tolerem tantas adversidades.
Consideramos que a arborização urbana não deveria ser considerada boa apenas por trazer benefícios a nós como melhoria do microclima, sombreamento, para amenizar a queda de água das chuvas, dos ventos etc. Vale lembrar que precisamos reconstruir nosso olhar perante o ambiente. A natureza não pode ser entendida apenas como instrumento para satisfazer nossas necessidades e vontades, isto é uma construção do pensamento antropocêntrico e utilitarista já apontado anteriormente nesse trabalho. É o
que nos indica, dentro de uma perspectiva comentada por Grun (1996, APUD BONOTTO 201-?)
O problema que estamos enfrentando aqui é que a autonomia é vista como um ideal. Sendo ela um dos principais pressupostos que formam a base conceitual do currículo, as tentativas de compreensão da crise ambiental tornam-se muito difíceis ou até mesmo impossíveis (...) A autonomia da razão pode ser considerada como uma das principais causas a engendrar o antropocentrismo. Em uma postura antropocêntrica o Homem é considerado o centro de tudo e todas as demais coisas no universo existem única e exclusivamente em função dele. O antropocentrismo é um mito de extrema importância para a manutenção da crise ecológica. (p. 34)
Paralelamente a essa questão, Henrique (2009) nos lembra a influência do capitalismo que atravessa nosso olhar perante a natureza:
A natureza, material e simbolicamente, incorpora-se à esfera de um mundo capitalista, de uma racionalidade instrumental e da criação de um conjunto de necessidades que parecem ser naturais ao homem, mas que se constituem apenas em mais possibilidades de consumo (p.115 )
Enfim, esta ética antropocêntrica, que encontramos na modernidade nem sempre existiu. No passado a natureza se apresentava a nós com diferentes simbolismos (conforme já indicamos anteriormente na seção 3.1), principalmente dentro da visão dualista do bem ou do mal, ou mesmo cheia de mistérios. Mas esta visão foi cedendo lugar à dominante, de cunho capitalista.
No entanto, precisamos lembrar que convivemos com outras espécies de animais e vegetais nesse planeta, dividindo a mesma “casa”. A existência de árvores no espaço urbano, além de também trazer benefícios a outras espécies, sua própria existência é importante, pois se trata de uma vida. Como aprendemos na escola, as plantas também são seres vivos. Entretanto, apenas aprendemos a ter o conhecimento sobre o assunto, não nos é
ensinado para nos envolvermos com essa ideia, o ato de “sentir” a vida dos demais seres vivos, no que se refere à valorizarmos e respeitarmos essas outra formas de vida.
Assim, vários autores defendem o plantio de árvores adequadas no espaço urbano para que as mesmas não causem a destruição dos equipamentos públicos como calçadas, rede elétrica, imóveis etc. Isto não está errado, entretanto, podemos considerar que temos claramente a capacidade de adequar o espaço urbano a qualquer espécie arbórea, desde arbustos até as de porte grande que excedem 30m de altura. Da mesma maneira que as ruas são calculadas, planejadas para a passagem de veículos, as cidades podem ser planejadas para se obter, além de uma boa arborização, áreas verdes mais amplas para lazer e convivência com outros animais e, como consequência, beleza estética.
Largura e comprimento das ruas estão totalmente em harmonia para, por exemplo, um ônibus virar uma esquina e não bater em um carro estacionado. Distribuição das placas, altura e localização da rede elétrica também estão adequados para que não sejam destruídos pelos veículos, mas elas não são pensadas para respeitar as árvores e seu crescimento. Isso prova o quanto a natureza está ausente em nossas preocupações diárias. Não é destinado espaço para a arborização planejada, para o plantio de uma muda e crescimento até sua fase adulta sem que cause danos aos equipamentos urbanos (canalização, rede elétrica, placas, ruas, calçadas, imóveis). Além disso, mesmo com planejamento sem a inclusão dos elementos da natureza, a rapidez do crescimento de uma cidade não propicia resultados satisfatórios, caso contrário não encontraríamos enchentes em épocas de chuvas, congestionamentos no trânsito e desmoronamentos de edifícios por causa de problemas com o solo, por exemplo.
Em geral, os projetos de arborização urbana nas cidades são raros. Os dados indicam que, em 295 municípios do Estado de São Paulo, foi observado que 26,44% seguiram um projeto de arborização, enquanto que em 69,15%, este foi aleatório (WINTERS, 1992). No trabalho de Silva (2006), a cidade de Maringá- PR, que é considerada um exemplo de cidade bem arborizada no nosso país, a programação da arborização urbana se deu a partir da perspectiva de que modelo de cidade ideal se reconstrói na
representação social de seus habitantes, estruturando um espaço urbano, em que as árvores traduzem uma representação social de “cidade ecológica” e o seu traçado urbanístico simboliza a modernidade (SILVA, 2006).
“Projetada por Jorge de Macedo Vieira, engenheiro da Companhia City
de São Paulo” (SILVA, 2006, p. 71), o projeto urbanístico, pensando-se numa
interação entre cidade e natureza, foi inspirado no modelo de cidade-Jardim de Ebenezer Howard, estabelecida pela Companhia Melhoramento Norte do Paraná (CMNP), dentro de um projeto de expansão do oeste brasileiro.
Os gestores públicos de Maringá elegeram a árvore como o signo da cidade. Esta se transformou na representação social da “cidade verde”, “cidade ecológica”. Este é um exemplo de Planejamento Urbanístico que desejamos a todas as cidades brasileiras, o qual integra espaço transformado pelo homem e os demais elementos da natureza, ambos ocupando, dividindo e se relacionando num mesmo ambiente (ver figuras 10 e 11).
Fonte: Gazeta do Povo
Figura 11: Foto aérea panorâmica de Maringá- PR
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO GERAL