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2   Det norske selvbildet

2.1   Norsk utenrikspolitikks historie

Assim como o nome o indica este tipo de fontes não possuem serifas, sendo reduzidas ao seu desenho fundamental. As primeiras famílias tipográficas sem serifas surgiram por volta do século XIX, apesar de existirem já há algum tempo, foi a partir desta época que se tornaram mais conhecidas. Na Alemanha adquiriram para além de sem serifas, o nome de grotescas pois estas fontes não eram consideradas estéticas.

Segundo Ilene Strizver, as fontes tipográficas sem serifas foram alguns dos primeiros estilos a serem gravados na pedra, periodicamente eles foram voltando a ser populares, muito em parte devido à sua simplicidade e ao seu aspeto industrial.22

As suas primeiras utilizações foram em cartazes publicitários, em que o corpo das letras era bastante grande. As fontes sem serifas eram também aplicadas em pequenos textos e mais tarde começaram também a ser utilizadas em ecrã pois transmitiam uma sensação de limpeza e organização, considerados fatores essenciais para atrair o leitor

Grotescas

Os tipos de letra inseridos nesta categoria foram os primeiros tipos sem serifas comer- cialmente populares.

Esta categoria de fontes caracteriza-se principalmente pela uniformidade entre as espessuras dos caracteres e pelo eixo vertical que as formas adquiriram.

O mais conhecido exemplo tipográfico desta categoria é a Helvetica (1951), um dos tipos mundialmente mais conhecido e utilizado.

22 Tradução de autor “ (...) sans serif typefaces are without serifs. These were some of the irst styles to be cut in stone, and they have had periodic returns to popularity due to their simplicity, as well as their somewhat industrial look.”.

Strizver, Ilene, “Type rules! The designer’s guide to professional typography” 2ª edição, John Wiley & Sons, Inc. 2006, p. 44

Figura 22 | Características das fontes não Serifadas Grotescas

Nestes que foram os primeiros tipos de letra sem serifa veriica-se a uniformidade da espessura entre carac- teres e também a existência do eixo vertical que as formas adquiriram.

Figura 23 | MUPI Fonte não Serifada Grotesca

Neste MUPI o título e o restante texto são compostso numa fonte tipográica não serifada grotesca.

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Geométricas

Assim como a categoria indica, os tipos de letra aqui inseridos caracterizam-se pelas suas formas se basearem em figuras geométricas, tais como círculos e quadrados.

As diferenças entre as espessuras das fontes geométricas são praticamente imperce- tíveis. Por vezes letras como é o caso do “o” são círculos perfeitos. Por norma os tipos de letra geométricos apresentam espessuras de traço monótonas, ou seja com poucas variações.

Geralmente tipos de letra geométricos devem ser apenas e especialmente aplicados em títulos ou em pequenos textos. Quando aplicados a grandes blocos de texto os tipos geométricos tornam-se impossíveis de ler, pois a partir do momento em que o olhar começa a ficar cansado deixa de perceber as formas das letras para apenas perceber apenas as formas geométricas que lhes deram origem, o que torna o texto uma conju- gação de formas geométricas.

Dos tipos sem serifas geométricos destacam-se a Futura (1927), a Avant Garde (1970) e a Gotham (2000).

Figura 24 | Características das fontes não Serifadas Geométricas

As fontes não serifadas geométricas caracterizam-se por possuírem formas baseadas em iguras geométri- cas. Nesta categoria as espessuras entre os traços dos caracteres são mínimas, existindo assim poucas varia- ções de espessura.

Figura 25 | MUPI Fonte Não Serifada Geométrica

Muito frequentemente as fontes não serifadas geomé- tricas são utilizadas na publicidade. Tal como pode- mos ver no MUPI em que a informação principal se encontra nesta categoria de fontes. De forma a tornar mais legível o restante da informação secundária não foi utilizada uma fonte tão impactante como para o que é mais importante.

Neste caso a tipograia é o mais importante, a imagem é apenas um elemento decorativo.

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Humanistas

Os tipos de letra sem serifas humanistas segundo Ilene Strizver foram como que uma tentativa de melhorar a leiturabilidade dos tipos sem serifas, através da aplicação de uma estrutura clássica romana a estes. Ou seja, os tipos humanistas são baseados nas proporções das maiúsculas romanas bem como nas minúsculas clássicas23.

Nesta categoria de tipos de letra, para além do eixo normalmente vertical, o contraste entre a espessura das letras é mais facilmente percetível, o que faz com que mais facil- mente se consigam distinguir as letras umas das outras. Características que fazem com que estes sejam considerados os tipos de letra mais legíveis na categoria das fontes tipográficas sem serifas.

Desta categoria de tipos de letra humanistas sem serifas fazem parte a Gill Sans (1930) e Meta (1991).

23 Tradução de autor “Humanistic type styles were an attempt to improve the readability of sans serifs by applying a sans

serif structure to the classical Roman form; more simply, they are based on the proportions of Roman capitals and oldstyle lowercase, with an apparent stroke contrast.”.

Strizver, Ilene, “Type rules! The designer’s guide to professional typography” 2ª edição, John Wiley & Sons, Inc. 2006, p. 45

Figura 27 | Características das fontes não Serifadas Humanistas

Nas fontes não serifadas humanistas o eixo das formas apresenta-se por norma na vertical, e o contraste entre as espessuras das letras possui muitas variações o que faz com que se consigam distinguir mais facil- mente cada uma das letras.

Figura 26 | MUPI Fonte Não Serifada Humanista

Neste MUPI o slogan da marca para a época foi composto totalmente numa fonte sem serifas huma- nista a Cronos. Para além da fonte humanista utilizada este possui ainda um destaque extra por se encontrar numa cor apelativa.

Não sendo o mais importante neste caso a tipograia acaba por dividir as atenções com a imagem. Uma é o complemento da outra.

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2.2.3 Display

Esta categoria de fontes é talvez a mais abrangente e mais diversificada, pois possui tipos que não se encaixam em nenhuma outra categoria. Estes tipos devido às suas utili- dades decorativas são principalmente projetados para títulos ou para pequenas linhas de texto, pois pretendem sobretudo ser distintivos.

Por norma muitos dos tipos inseridos nesta categoria não são passíveis de ser utili- zados pois não são completamente percetíveis. Ou seja, devido à sua excentricidade, alguns destes tipos tornam-se completamente inúteis, pois não têm em conta aspetos como a legibilidade e a leiturabilidade dos mesmos.

Quando utilizados os tipos display ou decorativos pretendem sobretudo chamar a atenção pois destacam-se de todos os outros pela sua diferença e originalidade. Nesta categoria existem tipos para todos os gostos, pois por norma estas apresentam temáti- cas, o que faz com que a sua utilização tenha que ser ponderada. Assim estas fontes são muitas das vezes desenvolvidas para um uso específico e por norma em tamanhos gran- des passiveis de serem utilizados em cartazes e outdoors.

Os tipos display foram concebidos para ter um forte impacto visual e principalmente para serem utilizados em pequenos textos.

Como exemplo desta categoria temos a Bodoni Poster (1790) e também a Stencil (1928).

Figura 28 | Características das fontes Display

Sendo esta a categoria de fontes mais abrangente e diversiicada é também a que apresenta a maior origi- nalidade de fontes e que por norma mais impacto causam.

Figura 29 | MUPI Fonte Display

Não sendo o aspeto mais importante desta publicidade a fonte display utilizada na mensagem principal, neste caso pretende de alguma forma transmitir não só atra- vés da mensagem em si mas também através da fonte tipográica utilizada a vida do seu produto, que neste caso é a água das pedras.

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2.2.4 Manuscritas

Os tipos de letra manuscritos são os que mais se aproximam da escrita caligráfica. Geralmente nesta categoria as fontes apresentam muitos detalhes e ornamentos e são frequentemente associadas ao requinte e à sofisticação. Devido aos seus detalhes este tipo de fontes não são muito aconselhados para grandes blocos de texto, estando assim a sua utilização limitada a apenas títulos e a pequenos textos.

Uma das principais características das fontes manuscritas são a diferença de espes- sura dos traços das letras que são muito variados.

Frequentemente este tipo de fontes apresentam atributos da escrita convencional com instrumentos de escrita com ponta direita ou até mesmo com pincel, pois muitos apre- sentam marcas distintivas desse tipo de escrita, como manchas, gotas e irregularidades. Snell Roundhand (1965) e Comic Sans (1995) são dois dos tipos de letra que integram esta categoria.

Figura 30 | Características das fontes Manuscritas

As fontes manuscritas são as que mais se asseme- lham à escrita caligráica. Por norma e devido aos seus característicos pormenores e ornamentos, estas fontes estão muitas vezes associadas ao requinte, luxo e soisticação.

Figura 31 | Página Revista Fonte Manuscrita

Para além de a fonte manuscrita ser utilizada na imagem gráica da marca de vinhos, esta é ainda utili- zada no slogan da publicidade como forma de trans- mitir a elegância e soisticação associadas ao vinho, que também são transmitidas pela imagem usada.

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