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DEL III: OPPGAVENS PROBLEMSTILLING

8. ALTERNATIV 1: ”TIL DET INNGÅS NY TARIFFAVTALE”

8.2 A DGANGEN TIL Å ANVENDE EKSISTERENDE TARIFFAVTALE

8.2.2 Norsk rett

Nos parágrafos que descrevem o perfil das docentes — exceto o meu —, os nomes atribuídos às professoras são fictícios para manter a identidade delas em anonimato. Ainda assim, não foram escolhidos ao acaso. A escolha associou a personalidade e o significado dos nomes: Letícia tem o sentido de alegria, e a docente que recebeu esse nome me pareceu ser uma pessoa alegre; Bianca alude ao significado de alvo, branco: cor que associo com a calma que notei no comportamento da docente. A escolha se baseou, também, em personagens da literatura brasileira (Teresa Batista,

cansada de guerra, de Jorge Amado) e em cantores (Gloria Gaynor). Mas o fio condutor

da escolha faz referência à personalidade da docente.

22 “O termo êmico é usado para descrever o sistema de referência das formas e objetos que são utilizados em

QUADRO 3. Perfil das professoras participantes da pesquisa

S Í LV I A

Tenho 39 anos e sou professora de Inglês. Trabalho no Centro de Ensino Médio. Sou formada em História pela Unitins e em Letras pela UFT. Fiz especialização em Psicopedagogia e quando estava concluindo Letras, encontrei um curso de Metodologia de Ensino e Língua Inglesa à distância. Sempre gostei de inglês, mas confesso que não me lembro de ter aprendido muita coisa na escola. No ensino médio só tive essa disciplina no primeiro ano. Aprendi muito por curiosidade, sempre folheando, lendo e relendo uma coleção da Reader’s Digest que meu padrasto havia comprado. [...] Gosto muito de ser professora, apesar das dificuldades da profissão. Sei da importância da minha profissão e do meu papel como transformadora da realidade. Poder contribuir para a formação pessoal e profissional de alguém não tem preço. Mas ao mesmo tempo me sinto despreparada e desamparada profissionalmente. Geralmente professores de inglês não contam com muito apoio na parte pedagógica. Temos que nos virar sozinhos. Buscar melhorias, metodologias, estratégias, seja lá o que for para nos tornamos melhores profissionais.

LETÍCIA

Tenho 42 anos, sou professora de Língua inglesa desde 1997. Sou graduada em Letras pela Universidade do Tocantins e especializada em Informática na Educação pela Universidade Federal de Lavras-MG. Sempre gostei de inglês, embora não soubesse de quase nada na minha vida escolar. Lembro quando estava no primeiro período da faculdade, errava até o verbo “to be” na hora da conjugação. [...] Gosto muito da minha profissão, porém atualmente os alunos em sua maioria precisam de mais orientação para valorizar o espaço escolar, pois estão perdendo a noção da importância do estudo, não perceberam ainda a participação deles como agentes ativos na escola. Nós professores além de ensinar estamos tendo que educar para a vida, ensinar valores”. (Recorte da narrativa de Letícia)

LAURA

Tenho 45 anos e 20 como professora de Língua Portuguesa e Inglesa, com especialização em Língua Portuguesa, atuando sempre em sala de aula e na mesma escola durante todo esse período. Senti a necessidade de aprender Inglês quando uma amiga me chamou para trabalhar como professora, o que nem passava pela minha cabeça. Quando vi a carga horária de inglês e os livros didáticos percebi que precisava melhorar o pouco que tinha aprendido na faculdade [...] me apaixonei pela disciplina apesar das dificuldades encontradas, tais como, salas super lotadas, indisciplina, desinteresse, alunos com necessidades especiais, falta de materiais didáticos e principalmente, falta do acompanhamento dos pais no desempenho dos seus filhos. Apesar de todas essas dificuldades e de muitas outras, eu amo o que faço e tento fazer da melhor forma possível. [...] Assim sendo, procuro através das minhas práticas pedagógicas ser lembrada não só pelo conteúdo gramatical repassado, mas sim, por ter contribuído na formação de um jovem com visão mais crítica do mundo que o espera fora dos muros da escola e que ele seja um agente transformador da comunidade em que vive.

SOPHIA

Há 15 anos decidi cursar Letras. Na época, a UFT ainda habilitava a graduação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e sua Literaturas. Felizmente, me identificava e identifico com as duas áreas. Há 10 anos comecei a atuar em escolas da rede pública estadual. [...] Atuo na área de códigos e linguagens e suas tecnologias com as disciplinas de língua portuguesa e língua inglesa. Atualmente, para alunos do ensino médio básico. [...] Gosto das duas: a Língua Portuguesa, por ser a língua materna; a língua Inglesa por considerar que é importante, como língua de comunicação no contexto global. E gosto mesmo da língua Inglesa. Tanto de aprender como de ensinar. Lamento, quando os alunos não a valorizam. Se me perguntarem se gosto de ser professora. Digo que sim. Não gosto é da falta de valorização da profissão.

VITÓRIA

Sou professora de nível fundamental, médio e EJA e tenho 46 anos, sou formada em Letras Português/ Inglês há 18 anos. Trabalho como docente desde 1998. Até agora não consegui obter nenhuma especialização, mas espero que em breve eu consiga. [...] na realidade eu não considero que eu aprendi inglês, estou ainda no processo de aprendizagem e pretendo alcançar muito mais, agora é apenas o começo. Gosto de ser professora, desse modo eu consigo ficar sempre em contato com os conteúdos de Língua Inglesa, na realidade eu gosto muito da disciplina, apesar que na minha profissão sinto que é sempre um desafio muito grande trabalhar em sala de aula atualmente, então a todo momento existe algo novo para você encarar, tais como: ensino por meios de tecnologia atuais, diversidades de gêneros, etc.

Continuação do QUADRO 3...

B IA N C A

Tenho 28 anos, sou professora de inglês da rede estadual de ensino nas séries da EJA da rede pública há quatro anos. Formada em Letras Português/Inglês pela Unitins e Atualmente mestranda do Programa de Pós- Graduação em Letras: Mestrado em Ensino de Língua e Literatura. A minha história com o inglês, começa quando eu estava na graduação e não conseguia acompanhar muito bem as aulas de língua inglesa, principalmente de literatura, então eu comecei a estudar e a gostar cada vez mais da língua. [...] Eu preparo as minhas aulas com o cuidado necessário afim de que os alunos possam aprender algo, interagirem no decorrer das mesmas e quem sabe até gostar mais da língua que está sendo ensinada para eles, por que eu gosto muito de trabalhar com língua inglesa. Eu gosto de ensinar o pouco que sei, amo a minha profissão. [...] Sinto uma certa desvalorização com a minha profissão. [...] Eu ainda acredito que a educação pode mudar o futuro de uma nação. [...] Um dos pontos positivos de ser professor, é poder fazer a diferença na vida de alguém, que por meio da educação possa viver melhor e se relacionar melhor com o outro, é ter contato com as diversas personalidades do ser humano e contribuir para a formação dessas pessoas enquanto humanos que formam a nossa sociedade e que formaram a sociedade do futuro, sejam eles do EJA ou não.

TE R E S A

Tenho 38 anos e sou professora da Rede Estadual de Ensino desde 1998. Formada em Letras Português/ Inglês pela Unitins. Atualmente trabalho somente em uma Escola de Araguaína, mas já trabalhei em outras escolas da cidade e também na cidade de Xambioá por três anos, me especializei em Leitura e Produção Escrita pela UFT. Aprendi Inglês na escola fazendo uso do dicionário para aprender a pronúncia através da fonética e assim me apaixonei pelo idioma, às vezes me sinto insegura e estudo sozinha para vencer minhas limitações, amo minha profissão, penso que não seria feliz se não fosse professora, pois era um sonho e parece que nunca se realizou de tanto que acho bom. Emociono-me com meus alunos, com a vida deles, sofro às vezes com alguns relatos, mas também me arrepio quando alcanço meu objetivo e isso não seria possível em outra profissão.

G LÓ R I A

Tenho 40 anos e sou professora de inglês há 18. Sou formada em Letras Português/Inglês pela Unitins e não foi por acaso que me tornei professora, mas sim por amor e motivação própria. Desde o início de minha carreira optei por ensinar inglês. Eu gosto muito do que faço. Como professora, tento inovar e aprender a cada dia. Tem dias que eu acho difícil, nem sempre o feedback é positivo, mas procuro trazer esperança e alegria amenizando estes dias.

LU N A

Sou formada em Letras Português/Inglês pela UNITINS, tenho 50 anos, e há 14 anos atuo como professora de inglês na rede pública. Apesar de minhas limitações, gosto muito de ser professora e acho que tenho desempenhado um bom trabalho. Acho que a humildade para dizer que é uma eterna aprendiz é muito importante, porque ninguém sabe tudo.

Fonte: dados da pesquisa — narrativas das professoras

Como professora-pesquisadora-formadora e participante da pesquisa, compus um perfil para mim.

QUADRO 4. Perfil da professora pesquisadora e participante da pesquisa

E L IS A

Sou pesquisadora e sujeito da pesquisa — pois me revisito a cada momento com relação às minhas concepções de ensino e aprendizagem — e autora deste estudo. Há mais de 20 anos, graduei-me em Letras/Português-Inglês na Universidade Estadual do Tocantins, onde iniciei minha carreira docente de nível superior alguns anos após a formatura. Fiz especialização em Ensino de Língua Inglesa e Literaturas de Língua Inglesa na Universidade Estadual de Anápolis e mestrado na Universidade de Brasília (UnB), na área de Linguística Aplicada. Atuei como professora de inglês em diferentes contextos, da pré-escola ao superior, em instituições públicas e privadas. Acredito que ensinar língua inglesa é ensinar sobre diversidade e respeito. Via língua inglesa podemos falar sobre diversos assuntos que podem contribuir para a construção de um mundo melhor.