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Non-motor symptoms

1. INTRODUCTION

1.4. Non-motor symptoms

O modelo CORE-MM é uma arquitetura que foi proposta baseada em aspectos identificados a partir da investigação sobre tecnologias aplicadas à crowdsourcing, gamificação, cidades inteligentes, computação ubíqua, gerenciamento de recursos e modelos previamente propostos para estes temas. O modelo CORE-MM foi proposto a partir das carências encontradas nas comparações dos trabalhos relacionados.

As carências encontradas nos trabalhos relacionados que este trabalho pretende suprir são: apesar de os trabalhos relacionados serem focados em resolver problemas das cidades, nenhum trabalho foi encontrado que focasse em recursos genéricos (todos os tipos de recursos) para cidades inteligentes, ou seja, todos eles eram focados em um tipo de recurso específico. “Recursos genéricos” é no sentido da ideia de generalidade, ou seja, no sentido de gerenciar todo tipo de recurso e não ficar focado em apenas uma área e tipo de recurso. O modelo suporta esta ideia de generalidade, a qual foi testada e comprovada na avaliação com a aplicação do protótipo em duas áreas (recursos de

cuidado): acessibilidade e saúde.

Porém a principal carência dos trabalhos relacionados é que, apesar de quase todos os trabalhos utilizarem recursos das cidades e/ou do cotidiano das pessoas, são poucos os que são focados em gerenciar estes recursos, o que é o principal objetivo deste trabalho. E os que trabalham com gerenciamento de recursos o fazem de forma muito limitada - em comparação ao que se pretende com o CORE-MM, no sentido de que o presente modelo não pretende depender de usuários administradores para a inserção de novos recursos na base de dados, diferente dos outros trabalhos.

Gerenciamento de recursos: é o objetivo principal do modelo – gerenciar todo tipo de recursos de uma cidade. Gerenciar recursos significa manter atualizada uma base de dados - de recursos – registrando e atualizando recursos - que são buscados e utilizados pelos cidadãos;

Crowdsourcing: para realizar o gerenciamento dos recursos, o modelo é baseado em crowdsourcing;

Gamificação: para incentivar a participação das pessoas no gerenciamento dos recursos (no crowdsourcing), o modelo utiliza gamificação;

Cidades inteligentes: um dos focos deste trabalho é auxiliar, através do gerenciamento dos recursos, no processo de transformação das cidades em cidades inteligentes;

Alteração no comportamento das pessoas: através do uso de gamificação, pretende-se estimular as pessoas a utilizarem os recursos de crowdsourcing e a tomar ações de compartilhamento de informações dos recursos – adicionando ou avaliando recursos;

Informativo: através do compartilhamento de informações, visa informar o máximo de pessoas possíveis sobre os recursos das cidades, os quais elas necessitam;

Público-alvo dos recursos: o modelo é genérico quanto ao público-alvo, afinal é genérico em relação às áreas que abrange (acessibilidade, saúde, e quaisquer outras), pois pode ser aplicado para qualquer público e quaisquer pessoas interessadas em encontrar recursos das cidades;

Público-alvo do gerenciamento dos recursos: o modelo também é genérico quanto ao público-alvo do gerenciamento dos recursos, pois a participação no gerenciamento de recursos, do crowdsourcing e da gamificação, é aberto a qualquer público e pessoas interessadas em participar (tanto por querer ajudar, quanto por se interessar pelo sistema e pelas recompensas da gamificação);

Conteúdo: suporta a disponibilização de recursos (físicos e/ou digitais) provenientes da disponibilização de informações providas pelos usuários que participam do gerenciamento dos recursos.

O objetivo do CORE-MM é o de trazer informações aos usuários, através do gerenciamento coletivo de recursos, e, portanto, quanto mais confiáveis os dados informados, mais útil será o modelo e mais este será utilizado. Porém, manter os dados de recursos das cidades atualizados não é uma tarefa simples de ser realizada de forma centralizada (ou seja, através de um pequeno grupo de pessoas compondo um sistema administrativo). Por este motivo, este modelo permite que os usuários colaborem compartilhando informações para atualizar a base de dados, gerando assim resultados mais atualizados e confiáveis e, consequentemente, atraindo mais usuários a utilizarem o modelo, e, da mesma maneira, quanto mais usuários utilizarem o modelo, mais informações serão adquiridas, melhorando, assim, sua qualidade e, consequentemente, sua utilidade. Dessa forma, o CORE-MM também comprova que o seu modelo de gamificação e crowdsourcing para cidades inteligentes pode realizar um gerenciamento de recursos para as pessoas que vivem nas cidades.

Para tal objetivo, crowdsourcing é utilizado no modelo para receber e acumular informações de forma descentralizada, ou seja, pelos próprios usuários e, assim, atualizar o sistema. Porém, o crowdsourcing é dependente da participação dos usuários: quanto mais colaborações de informações forem feitas, melhor funcionará o sistema. Por esta razão, a gamificação também tem um importante papel, que é o de motivar o maior número possível de pessoas que possam prover as informações. As informações sobre os recursos podem ser introduzidas no modelo através do crowdsourcing, voluntariamente.

O CORE-MM, através de sua abordagem de gerenciamento de recursos pretende auxiliar as pessoas que vivem nas cidades em suas necessidades como a mobilidade urbana, o auxílio com a realização de tarefas do cotidiano, a oferta de informações sobre os recursos relevantes para as pessoas que necessitem deles, dentre outras necessidades.

Geralmente, de acordo com Komninos (KOMNINOS et al., 2014), regiões geográficas, tais como centros urbanos e regiões metropolitanas, já possuem infraestrutura para aplicar cidades inteligentes, já que nestes locais há acesso quase irrestrito à Internet e, por exemplo, possibilidade de instalar redes de sensores, requisitos que facilitariam a aplicação de cidades inteligentes. Quanto à região de abrangência, com o CORE-MM é possível atender, através do gerenciamento de recursos, qualquer localidade do mundo, pois recursos podem ser adicionados para quaisquer cidades, e a participação no crowdsourcing está aberta para quaisquer pessoas de quaisquer cidades. A avaliação do modelo CORE-MM – o teste prático do protótipo que foi desenvolvido – foi feito na cidade de São Leopoldo (Rio Grande do Sul, Brasil) e, também, outros testes aconteceram na cidade de Pelotas (Rio Grande do Sul, Brasil).

Uma das utilidades para o CORE-MM é a possibilidade de poder integrá-lo, posteriormente, a sistemas ou modelos que utilizem cidades inteligentes, como o MASC (TELLES et al., 2016) citado no capítulo anterior e que é focado em acessibilidade; ou poder integrá-lo, posteriormente, a sistemas ou modelos que não necessariamente utilizem cidades inteligentes, como o Hefestos (TAVARES et al., 2016) também citado no capítulo anterior e que é também focado em acessibilidade. Estas integrações podem ser realizadas para que, futuramente, o CORE-MM seja responsável pelo gerenciamento de recursos do modelo integrado.

O CORE-MM necessita de informações sobre os usuários, informações sobre os recursos e informações sobre os locais. Os recursos são elementos físicos disponíveis, tais como veículos de transporte público, rampas de acesso para acessibilidade, hospitais, instituições de saúde, praças, ou quaisquer outros objetivos e recursos da cidade que possam ser utilizados e representados.