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A forma como habitualmente os responsáveis pelas compras para o lar residentes na área da Grande Lisboa realizam as suas compras será apresentada em seguida (anexo 3).

8 A classificação da classe social dos inquéritos foi elaborada de acordo com o cruzamento da profissão com o

grau de instrução, tendo sido adaptado o quadro do Mercator, Fonte: Consulmark.

A/B 7,10% C 50,20% D 22,80% E 19,90% A/B C D E

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Tabela 3 – Média e repartição da amostra por opinião relativamente à compra (em %) – questão 8 MÉDIA Discordo totalmente (1) Discordo (2) Não concordo nem discordo (3) Concordo (4) Concordo totalmente (5) a) Gosto de tudo o que é novidade na área

alimentar e compro sempre que existem produtos novos

2,58 6,7% 48,7% 24,3% 19,9% 0,4% b) Quando me sinto em baixo gosto de comprar

produtos alimentares 2,44 8,6% 59,9% 11,2% 19,5% 0,7%

c) Quando estou de bom humor faço mais

compras alimentares do que habitualmente 2,52 6,0% 59,6% 10,5% 24,0% 0% d) Sinto-me culpado/a quando compro produtos

alimentares em demasia 2,61 5,6% 56,0% 10,9% 26,3% 1,1%

e) Quando estou no supermercado apetece-me

comprar tudo o que é para comer 2,27 10,5% 67,0% 7,5% 14,6% 0,4%

De acordo com os dados obtidos através do questionário, verifica-se que a maioria dos inquiridos não gosta de tudo o que é novidade na área alimentar e não compra produtos

novos sempre que estes surgem no mercado. No entanto, para 1/5 da amostra verifica-se

precisamente o oposto.

Ao nível das faixas etárias, regista-se uma leve tendência para uma maior impulsividade nos responsáveis pelas compras para o lar mais novos.

Verifica-se que os homens são ligeiramente menos impulsivos que as mulheres e que a classe social mais alta (A/B) apresenta uma média inferior, estando ligeiramente mais perto do “discordo” que as restantes classes sociais.

Quanto à compra de produtos alimentares quando se sentem em baixo, a maioria afirma que não o faz. Existe no entanto um segmento de respondentes que gosta de o fazer.

A faixa etária com o resultado superior foi +65 anos com 2,77. Também nesta questão, a média verificada pelo sexo masculino é ligeiramente inferior à do sexo feminino. Ao analisarmos as classes sociais, verifica-se que quanto mais alta a classe social, menos se verifica este comportamento.

Relativamente à questão “quando estou de bom humor faço mais compras alimentares do que habitualmente”, a maioria discorda desta afirmação, sendo que 24% concorda com a mesma.

56 Os homens apresentam mais uma vez uma média inferior às mulheres e nesta questão destaca- se a classe social A/B que apresenta valores muito próximos de 3.

Constata-se que a maioria da amostra não se sente culpada quando compra produtos

alimentares em demasia, no entanto, existe um segmento de 26,3% dos inquiridos que se sente culpado quando o faz. Verifica-se que as faixas etárias mais novas são as que têm tendência para se sentirem mais culpadas quando compram em demasia.

Quanto ao género, as diferenças não são significativas. No que diz respeito às classes sociais, verifica-se que os valores das médias das respostas vão decrescendo consoante a classe social diminui, com a classe A/B a apresentar valores ligeiramente superiores comparativamente às restantes classes.

Quanto à questão “quando estou no supermercado apetece-me comprar tudo o que é para comer”, a maioria das respostas registou-se no “discordo”, existindo no entanto uma pequena parte da amostra que concorda com esta afirmação.

Relativamente à faixa etária, ao género e à classe social, as diferenças não têm grande relevância.

Tabela 4 – Média e repartição da amostra por opinião relativamente à compra (em %) – questão 12 MÉDIA Nunca (1) Quase nunca (2) Às vezes (3) Quase sempre (4) Sempre (5) a) Hoje, quando vou às compras compro

produtos novos 2,34 21,7% 25,1% 50,9% 1,9% 0,4%

b) Hoje, quando vou às compras, utilizo lista de

compras 3,02 34,1% 3,7% 18% 14,6% 29,6%

c) Hoje, quando vou às compras, compro

produtos que não tinha pensado comprar 2,53 22,1% 11,6% 59,2% 5,2% 1,9%

Continuando a avaliação do comportamento de compra dos responsáveis pelas compras para o lar, residentes na área da Grande Lisboa (anexo 4), verifica-se que metade dos inquiridos assume que às vezes, quando vai às compras compra produtos novos, sendo que 1/4 dos

inquiridos afirma que quase nunca o faz e cerca de 1/5 afirma que nunca o faz. Ao nível

das faixas etárias, género e classe social, as respostas foram muito idênticas, com a maioria das respostas a incidir na opção “às vezes”.

57 Relativamente à utilização de lista de compras, verifica-se que 34,1% dos inquiridos assume

nunca utilizar lista de compras, seguido de 29,6% a assumir que utiliza sempre lista de compras. As faixas etárias entre os 25 e os 54 anos apresentaram uma percentagem de

respostas superior na opção “sempre”, sendo que a percentagem maior de respostas nas faixas etárias entre os 18-24 anos, 55-64 anos e + 65 anos registou-se no “nunca”. De salientar o facto de 50% dos homens nunca utilizar lista de compras, quando vai às compras, face a apenas 31,4% das mulheres que nunca o fazem. Da mesma forma, a percentagem de mulheres que utilizam sempre lista de compras (31,9%) é bastante superior à percentagem de homens que o fazem (15,8%). No que diz respeito às classes sociais, verifica-se que as classes

inferiores são aquelas que apresentam uma percentagem maior de inquiridos a nunca utilizar lista de compras.

Verifica-se que por vezes, os inquiridos compram produtos que não tinham pensado

comprar antes de entrar no supermercado. No entanto, pouco mais de 1/5 afirma que nunca o faz.

De registar nesta análise, uma ligeira tendência para a compra por impulso, mais

frequente em indivíduos com idade inferior.

Não existem diferenças relevantes ao nível do género. Já ao nível da classe social, verifica-se que a maior percentagem de respondentes que afirma nunca comprar produtos que não

tinha pensado comprar se encontra nas classes sociais mais baixas.

Aos questionarmos os responsáveis pelas compras para o lar sobre como se sentiam quando

compravam produtos alimentares que não tencionavam comprar antes de entrar na superfície comercial (anexo 5), a maioria respondeu que nunca comprava produtos que não tinha pensado comprar (de salientar aqui a contradição dos inquiridos relativamente à

questão anterior). Ao nível das faixas etárias, verifica-se novamente uma ligeira

impulsividade nas faixas etárias mais novas.

Curiosamente, a percentagem de mulheres a afirmar que nunca compra produtos que

não tencionava (31,4%) é superior à percentagem de homens (26,3%). Relativamente às

classes sociais, é de referir que a classe social E apresenta 50,9% das respostas na opção

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