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como professor formador {riso nervoso} que resumir..éh, as vezes é um pouco difícil, mas vamo lá. Éh…o professor formador ele vai formar o futuro..no caso do curso de Letras inglês né, o futuro professor de Língua Inglesa, né, e aí ele vai formar, em que sentido? bom, o que que esse professor vai ter que fazer depois de formado? ele vai ter que ensinar a Língua Inglesa, ele vai ter que ser um educador e tal, então ele tem que ter uma preparação…né, na língua que ele vai ensinar, na Língua Inglesa, no nosso caso, então ele tem que saber sobre, saber..usar essa língua nas mais diversas modalidades, escrita, oral e assim por diante...ele tem que saber que..esse professor, a gente não sabe pra que, éh, em que contexto ele necessariamente vai atuar, então assim..pode ser que ele seja um professor de escola pública, pode ser que ele “dá” aula, dê aula em institutos de idiomas, pode ser que ele “dá” aula, dê aula em escola regular, éh, privada, pode ser que ele dê aula como eu dei, em centros de consultoria linguística {riso} pode ser que ele vá pro contexto universitário, então a gente po-, não sabe né, assim, então a gente precisa preparar esse profissional pra ele conseguir se virar independente do contexto que ele for trabalhar…né, se virar no sentido de se eu for pra trabalhar naquele contexto, que que eu preciso saber, onde que eu busco informação “pra” pra poder montar as minhas aulas, então é nesse sentido, ele precisa ser um profissional que então desenvolva essa independência…de ir atrás de conhecimento, ele precisa ser…éh…criativo, então não só dependente de ah..eu vou pegar e, o livro didático só aplicar, então não é essa ideia de ele só conseguir trabalhar com livro didático, mas dele ser capaz de montar suas próprias aulas, dependendo do público que ele for trabalhar, ele precisa ser, eh...crítico, no sentido dele questionar sempre as teorias, “não” não existe fórmula mágica para ensinar Língua Inglesa, então não adianta ele achar que ele vai procurar num manual e descobrir como é que ensina a língua e poder ensinar a língua daquele jeito pra todo mundo, então ele tem que sempre questionar as teorias, os autores que ele for ler, criar suas próprias teorias, quando a gente fala de criar as próprias teorias parece uma coisa que ai isso é só especialista que faz, mas não a gente faz todo dia enquanto professor, então criar teoria no sentido de, éh, entender como o mundo funciona, então como o aluno aprende a língua, o que que é mais fácil pra ele, o que que é mais difícil, se ele tá com uma dificuldade, que que eu posso fazer pra ajudar, o que que eu posso fazer pra ele ajudar, pra ele buscar formas de melhor aprender essa língua, então formular teorias nesse sentido de como a língua funciona, como a aprendizagem de língua funciona, que que é mais fácil, que que é mais difícil pra um aluno né e assim por diante, e ser um professor que sabe se virar e que sabe acompanhar as mudanças do mundo, né, de..éh, éh, éh e a gente também como formador tem que acompanhar essas mudanças, porque a forma como eu aprendi a Língua Inglesa…se for pensar hoje em dia com tanta tecnologia é uma forma muito ultrapassada, porque eu só tinha insumo de livros didático, de fita cassete, na época não tinha internet, depois que a internet surgiu, então não adianta eu querer como formadora insistir pro aluno aprender dessa forma, hoje é outros recursos, então acho que a gente como formador tem

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que estimular o professor, o futuro professor de inglês ou até o professor de inglês, porque muitos alunos já no curso de Letras ainda não formados mas já atuam como professor, a explorar essas possibilidades pra ele aprender e pra ele ensinar o aluno dele também...né pra sempre ir atrás de conhecimento, então acho que pra mim é isso que ser, pra, um professor formador assim, né, tentar das essas possibilidades pros alunos, ajudá-los ao máximo, dar um empurrão neles e ver e deixar eles seguindo pelas próprias…pernas assim, dar, dar a orientação que eles precisam, tentar estar presente pra responder às dúvidas, eu falo tentar estar porque a gente também na universidade tem várias outras atribuições, né, e na pós-graduação, na parte administrativa, então às vezes é difícil a gente conseguir conciliar tudo, mas, eu acho que a gente tem que tá, éh, sempre mediar, entendeu assim, estimular uma autonomia do professor, pra ele ir atrás, mas tá ali pra, éh, depois acompanhar esse professor em sala de aula ou quando é possível, dar um retorno pra ele, né, não impondo, ah! você tá fazendo certo ou errado porque isso não existe, mas discutir, dar sugestões, então, éh, pra…sempre esse professor dar uma aula melhor pro aluno, né, ele ficar atento a certas questões, né durante uma aula.

9. Éh, como que eu descreveria os professores de inglês que eu tive na minha vida?…bom…eu tive desde professores que, hã, que por exemplo na escola mesmo com lá 6º ,7º ano de ensino fundamental e até no ensino médio que passavam conteúdo, sentava, largava a gente fazendo, depo-, fazendo exercício, exercício basicamente de tradução, né, éh..e depois a gente, ou de gramática, e depois passava visto no caderno e pronto, e, até professores, éh, nos cursos de idiomas com os quais eu já conseguia, éh...desenvolver outras habilidades, os professores da universidade também, que, ham…que eu via que preparavam uma boa aula, porque esses da escola eu não acho que eles preparavam uma boa aula né {riso} mas que procuravam “várias” várias fontes, vários, diversos materiais, “pra” pra montar as aulas, para ser uma aula que fosse ao mesmo tempo de aprendizado mas também que fosse motivadora, éh, eu tive professores que... que assim, estimulavam “os” os alunos, principalmente no curso de Letras né, os alunos a, mesmo quando tinha uma dificuldade insistir na aprendizagem, que não é uma coisa fácil mesmo, éh..aprender uma língua estrangeira...que tem que ter persistência, éh...aprendi também a como não ser…éh…“um” um professor assim que eu não queria ser, então eu tive “professor” um professor que eu lembro, que ele era brilhante assim, a maneira como ele falava a Língua Inglesa, “ele” era tão bonito assim, né, o sotaque dele, não que eu quisesse ter aquele sotaque, que é um sotaque britânico e eu não almejava aquilo não {risos} porque meu sotaque era diferente, éh do britânico, mas que ele tinha uma facilidade assim, parece pra se expressar, sem ficar gaguejando não sei o que, uma certa fluência, eu queria atingir aquela fluência, mas ele tinha, ao mesmo l-, ao mesmo tempo, ele tinha um certo comportamento com alguns alunos que tinham mais dificuldade, que eu não gostava, que era meio assim irônico, “na” na hora de corrigir o aluno era meio constrangedor, então, assim, eu sempre pensava ah eu não concordo e aí meus colegas ficavam reclamando de como eles eram tratados e que éh..esse professor tratava bem aqueles alunos que sabiam a língua e tratava mal aqueles alunos que eram ruins na Língua Inglesa e eu pensava que isso não era uma questão legal, acho que isso que de certa forma me levou a querer entender ou estudar essas questões afetivas envolvidas na aprendizagem de uma língua, né, a ter isso como tema de pesquisa, que isso me sempre “me” me intrigou, essa coisa de como as vezes um professor pelo que ele fala ou pelo que, alguma coisa que ele...faz ele acaba desestimulando tanto o aluno a ponto de, desse aluno desistir a falar a língua, ao mesmo tempo, “tem” pra certas pessoas um professor que age desse jeito pode ser um estímulo, né, pra ele..se virar ou melhorar né, então tipo aquele pai que é super

strict com os filhos e, e cê fala: Deus me livre eu nunca vou ser assim! meus filhos tem que ter mais

liberdade, não pode, éh, ter um pai tão autoritário, mas depois, ao mesmo tempo você fala ah, mas eu tive um pai assim, mas pelo menos eu fui atrás das coisas, “eu” eu consegui succeed assim na língua, então, “essas” essas questões afetivas sempre, éh..me intrigaram né, então eu tive “todo” todo tipo de professor, tanto um que estimulava o aluno, “não”,não desiste, vamo lá, né, estimulava a procurar respostas de forma mais autônoma quanto esses professores que parece que não percebiam muito {risos} o quanto eles podiam desestimular o aluno “na”…pra aprender uma língua.

{Bom, então Marcela, eu tô na nona questão, eu vou dar uma paradinha por aqui e depois eu continuo a gravação das outras.ques-, das outras respostas pra você. Um abraço.}

121 10. Agora a décima tem a ver com os critérios que eu levei em conta pra escolher ser professora de inglês. Éh...eu não sei “se” se conscientemente eu escolhi “um”, um, critérios específicos pra me tornar professora, eu acho que eu sempre fui movida pelo gosto pela língua e por uma, talvez desde criança, essa vontade de ensinar, sabe, “de” de, nesse sentido ainda de transmitir o que eu sabia, de ajudar os outros né, mas, éh...eu não não sei exatamente se eu escolhi ser professora ou “se”, se ser professora me escolheu { } porque foram coisas que “foram” foram acontecendo durante o curso de graduação, entrei no curso de graduação com um desejo e sempre com esse gosto pela a Língua Inglesa…em querer me comunicar nessa língua, em querer sempre aprender mais sobre essa língua e a usar essa língua né, e aí...os meus envolvimentos durante a graduação foram me constituindo professora, eu fui fazer uma iniciação científica em que comecei “a”, a trabalhar assim observando aulas de uma professora que eu tive no segundo, éh, ano da faculdade né, observando a questão de correção de erros, né, então eu comecei a prestar atenção em toda a dinâmica de sala de aula, né, como trabalhar de forma a facilitar “a”…na tentativa de facilitar aprendizagem dos alunos, né, então...e aí “com” com isso eu tinha que procurar emprego, daí eu fui trabalhar e aí, essas experiências, uma foi levando a outra, né.

11. Éh…o que significa ensinar inglês, né, que é a décima primeira pergunta…éh, eu acho que ensinar em inglês tem a ver “com”, com criar oportunidades pros alunos, éh, aprenderem tanto sobre quanto se expressarem “na” lin-, nessa língua, né, éh...é lógico que a gente sempre tem essa vontade eu acho, pelo menos eu tenho essa vontade, “de”, éh...de que esse processo fosse mais simples e que a gente ensinasse alguma coisa, no sentido eu dou um insumo pro aluno, esse insumo é internalizado, ,né, e se transforma, é um intake né, e se transforma em output, que é a produção, tanto na forma oral quanto escrita, só que isso não acontece da forma que a gente gostaria {risos}, né, ele não é um processo simples assim, né...por conta de..nossa diversos fatores, até barreiras psicológicas, né, “de” de, dos alunos não serem todos iguais, né e cada um tem um estilo de aprender e tal e o que cada um faz com esse insumo que o professor fornece varia, né, então acho que tem a ver com criar essas oportunidades pra fazer o uso, pra se expressar, pra criar por meio da Língua Inglesa, né, se “a”, com isso o aluno, isso, quer dizer, com isso na esperança de que ele vai evoluir nesse sentido dele de que “essa”, essa expressão nessa outra língua vai se tornar cada vez mais…ham, não sei se seria a palavra ideal seria fácil ou mais natural, éh..mas sempre uma esperança porque a gente também não sabe {risos} “a” a essa aprendizagem não ‘é” acontece de forma linear, né.

12. Éh, o que significa ensinar alguém a ser professor? né, éh…eu não sei se eu consigo enquanto