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ensino da língua, aprendizagem da língua e tudo mais, eu só não diria a mesma coisa sobre os professores de literatura, na minha época nós não tínhamos um quadro de literatura..formado, então eram professores que trabalhavam muito mais a partir do que tinham sido seus cursos e tudo mas não de uma forma, éh, mais sistemática que motivasse alguém a...se enveredar pela literatura não é.

10. Mhm, eu não saberia dizer exatamente que critérios, né, eu levei..eu levei adiante né pra escolher ser professor de inglês, mas, éh, eu voltaria a alguma coisa que eu disse antes, que é, eu acho que a identificação com a língua, éh..essa, a Língua Inglesa realmente me possibilitou falar de um outro lugar, isso conta, tem contado e tem ajudado bastante a...ao meu progresso que eu suponho que fiz na carreira, né...e é nesse sentido que eu digo que, então ensinar uma língua estrangeira, eu tenho isso hoje comigo né, essa convicção, é mostrar a possibilidade de um outro lugar, né, de um outro lugar discursivo que..mhm, alguém, identificado com essa língua, pode falar de um outro lugar né.

11. E nesse sentido, eu..não sei se a gente ensinaria alguém a ser professor, né, de inglês, o, o que a gente faz, eu acho, é proporcionar às pessoas que estão em formação, uma série de...coisas, de...procedimentos, que poderiam ajudar essa pessoa a se éh..ver né, nesse lugar, né, porque…éh...não são coisas muito conscientes né, de repente você se vê numa sala de aula e diz olha, eu sou professor dessa língua, é com isso que eu me vejo agora, né, então, assim, eu não saberia dizer exatamente o que que significa ensinar alguém a ser professor né, eu acho que..éh..na relação com os alunos que isso vai

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aparecendo, e esses alunos vão dizendo também me vejo como...professor, né, mas eu não sei se, éh, éh, o que a gente tem oficialmente é isso, uma série de questões que, vão problematizar isso, mas eu acho que é na relação formador-formando, que, mhm, vem essa possibilidade de...que, éh..alguém aprenda ser, éh, professor de inglês né.

12. Mhm, como, como, mhm...professor, mhm...formador, eu acho que a dificuldade que a gente tem hoje, é uma dif-, são dificuldades muito pontuais, não é, você encontra, éh...profissionais, não profissionais não, mas éh, também, você encontra profissionais do curso de Letras, pessoas que já, já são professores, você encontra aqueles que...não...não são professores e que tem uma dificuldade nessa relação com a língua bastante grande, porque, éh, éh, é muito, essas pessoas são muito constituídas de de um imaginário de que aprender uma língua estrangeira é uma tarefa fácil né, quando...na verdade ela precisa de um investimento subjetivo alto né, senão a gente..não consegue, como qualquer, outra, outra coisa né, então, eu acho que, éh, os desafios né que a gente encontra como professor formador é justamente isso, é..tentar se colocar numa posição de escuta pra ver quem está diante de mim, que relação essa pessoa supõe que tem, com a língua, que às vezes diz querer aprender, ou às vezes diz querer, éh, ou às vezes diz que gosta demais, é muito comum no curso de Letras a gente dizer olha, eu vim fazer Letras porque eu amo inglês e aí como eu costumo dizer nas minhas aulas, você pergunta se a pessoa...quantas horas por semana ela estuda, ou...se ela tem um dicionário, ou se ela tem uma gramática e as respostas são todas negativas, você diz mas é curioso né, porque quando a gente gosta, quando a gente ama a gente investe né, e às vezes você não vê isso na mesma proporção né, acho que a dificuldade de todo formador é essa, achar uma medida..em que você consiga escutar quem tá diante de você justamente pra tentar achar saídas pra que alguma coisa aconteça nessa relação professor, aluno, saber, saber a língua, investir no conhecimento sobre a língua e..nela se constituir né, acho que vai um pouco por aí né.

13. Mhm, sobre o perfil, mhm..dos ingressantes, eu insisto em dizer que hoje, éh...é muito difícil a gente ir pro desejável né, eu acho que...mhm, esse perfil, né...deve ser um...perfil de alguém que esteja aberto pra enfrentar uma tarefa árdua, que é, no caso dos alunos de Letras, licenciandos, dupla, aprofundar os seus conhecimentos sobre a língua e ao mesmo tempo adquirir e implementar conhecimentos sobre como ensinar e aprender essa língua, então eu acho que a, a expectativa é..que a gente consiga alunos que tenham esse espírito aberto pra essas duas coisas, pra, pra essas duas dimensões que é..são duas dimensões da formação do professor de inglês né.

14. Mhm, eu acho que..o curso de Letras, o nosso curso de Letras, que agora tá passando por.. grandes, éh, transformações ainda tem, éh, mhm, ele tem pelo menos duas, éh, dimensões, ele conta com um quadro muito bem formado e isso..ajuda, né, sobretudo pra quem quer ser professor mhm...de língua estrangeira, né, no caso, no nosso caso o inglês, né, ao mesmo tempo em que, não só ele, mas os outros cursos do instituto e talvez da própria universidade mesmo, ainda estão, éh, muito engessados, os currículos são currículos que, éh, engessam muito as decisões dos próprios alunos, eu acho que isso também tem a ver com..o que a gente vive em termos educacionais no..país, porque não se avança muito nisso né e todas as mudanças ao meu ver, elas são mudanças muito apressadas, muito pouco...discutidas, em que se perde um pouco a dimensão de quem se quer formar, tanto é que, as discussões sobre o perfil dos egressos, elas também são sempre discussões muito, muito, éh, apressadas né, então eu...eu vejo essas duas coisas que são bastante contraditórias né, você tem, um quadro que é bastante bem formado, né, por exemplo no meu caso, eu tenho todos os, os meus colegas são doutores, com exceção de um ou dois, e..então isso garante aos alunos uma boa referência de formação e sobre a formação, ao mesmo tempo também que, éh, éh, você tem isso bastante engessado, porque, éh, tudo tem que ser feito, em quatro anos, com uma..limitação de, de carga horária, enfim, isso se engessa..bastante né.

15. Não respondeu.

16. Bom...mhm, sobre a proficiência, mhm, dos professores em formação, o que eu vejo é que...ela é muito diversa no curso de graduação, né, você tem desde aqueles alunos, que são alunos proficientes na língua e que...éh...tem uma, uma relação com essa língua que está para além da, da comunicação e aqueles que, que também, mhm, são aprendizes, éh, primeiros, que tão começando com essa língua, há uma realidade aí, éh..dupla, né, em que você tem essas duas coisas funcionando...mhm, éh, o que éh..não deixa de acarretar problemas porque, muitas vezes quando o aluno chega, e ele é proficiente, ele se embebeda por isso achando que ele não tem mais nada pra aprender e isso cria um problema, sobretudo quando você, como é meu caso por exemplo, que...tô mais..trabalhando com

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escrita acadêmica em língua estrangeira, mhm..você vê que muitos derrapam e não conseguem dar saltos em relação a essa língua, que no meu caso significa dizer em relação ao discurso acadêmico, porque, éh..já estão muito fechados pra essa relação né e...então isso pode ser um problema pra esse perfil também, mas no geral a gente tem essas duas realidades né, alunos que são proficientes e aqueles alunos que estão em busca de uma proficiência, mhm, mais acentuada né.

17. Não respondeu.

18. Mhm, eu vejo, eu vejo, éh, que hoje, sobre as experiências, competências, saberes e práticas né, eu acho que há um espaço, éh..que a gente..sempre reivindicou mas que, há um espaço em que você pode fazer coisas interessantes, éh, ligadas à prática..docente, eu vejo que esse é um aspecto que a gente caminhou né, o aluno não precisa esperar lá o estágio supervisionado pra começar a ter a..dimensão da realidade em que ele vai, éh, atuar, né, mhm...no nosso caso, a gente tá fazendo uma aposta no nosso currículo novo de inglês, em que..o aluno tem, o aluno dentro das 400 horas práticas que ele tem que fazer, que são diferentes do estágio, ele vai ter 4 disciplinas de 90 horas, em que ele vai ter tempo de elaborar, éh, praticar e ter esse contato com a realidade educacional, durante um...um período inteiro, é o que a universidade hoje tá chamando de [x], então a gente aposta que esse é um, pode ser um espaço importante né, mas, no caso, é...é um contato orientado né com essa realidade que pode proporcionar competências, experiências, saberes, práticas né, como, éh, o tópico sugere, no próprio processo de, de formação, mas o que...pode garantir tudo isso, é ele ter também relação com o professor pra quem isso é importante né, mhm, um dos problemas que a gente enfrenta...na universidade e aí não só nos cursos de Letras ou no curso de inglês é que muitas vezes o professor acredita que a formação tá só lá pra quem dá estágio, ou pra uma prática de ensino, enfim, só pras disciplinas que seriam pedagógicas mesmo, na verdade, a pergunta que cada professor tem que fazer é, que pontes, que relações o ensino tem a ver com a vida e isso em consequência tem oq ue a ver com a formação, né, porque a formação ela não se dá só mediante os elementos didático-pedagógicos que a gente ensina, isso é parte e faz parte de um imaginário que permite a instituição dizer, essa pessoa está licenciada para alguma coisa, no nosso caso Língua Inglesa, mas eu vejo que isso tudo funciona e toma uma outra dimensão quando o aluno reconhece naquele que ensinar alguém que também é comprometido com o que faz, isso não é de uma ordem de uma garantia, eu posso tanto ter, como não, a gente nunca sabe até onde cada um pode... pode chegar né, então a gente tá num campo que extrapola muito o conhecimento...em si né, mas vai, vai muito mais pras relações de investimento subjetivo que cada um faz, éh, e as relações que cada um tem com o seu objeto de trabalho.

19. Mhm, eu tenho..boas lembranças dos meus professores formadores, apesar de que eu acho que