9 Fremtidsregnskap
9.5 Budsjettdrivere
9.5.2 Netto driftsresultat
A origem do petróleo relaciona-se com a decomposição da matéria orgânica por microrganismos em condições extremas que não permitam sua oxidação completa. A interação de condições termo-químicas apropriadas e microbiológicas são condições para o processo de formação do petróleo na crosta terrestre (OLLIVIER & MAGOT, 2005).
Os registros mais antigos da utilização do petróleo datam da Antiguidade, onde este era obtido de liberações naturais na superfície. Marco Polo descreveu a substância em 1291 como combustível para lâmpadas (TESTA e WINEGARDNER, 2000). No século XIX, nativos americanos utilizavam o óleo cru encontrado nas cavernas e rios como algo medicinal (EIA, 2001). A exploração comercial do petróleo começou a partir de 1859 com a primeira perfuração de um poço na Pensilvânia, Estados Unidos, por Edwin L. Drake.
A produção comercial do petróleo nos Estados Unidos só começou em 1859, com a produção de querosene a ser utilizado em lâmpadas. Ao longo do século XIX surgiu o motor a combustão interna, que passou a ser utilizado em larga escala, causando assim um forte impulso na indústria petrolífera. Após esses eventos o petróleo se tornou a principal fonte de energia da época até a atualidade, provocando o desenvolvimento econômico de muitos países (THOMAS et al., 2001). No século seguinte o enfoque principal passou a ser a gasolina, com a invenção e popularização do automóvel. Em 1930 passou a se desenvolver o mercado do óleo de aquecimento. No ano 2000, 85% da energia utilizada mundialmente vieram de combustíveis fósseis, sendo a produção de óleo responsável por suprir 40% dessa demanda (EDWARDS, 2001).
De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME, 2009) em 2007 o petróleo e gás natural corresponderam a 54,9% da matriz energética mundial (Figura 2). Junto com o carvão mineral, as principais fontes fósseis representam 80,9%, com forte potencial de geração de efluentes a base de hidrocarbonetos e consequente impacto sobre o ambiente.
A demanda mundial por petróleo é crescente. De 1970 para 1999 a produção primária de energia cresceu 76% no mundo todo com a utilização de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão), sendo essas fontes de energia responsáveis por mais de 80% da energia mundial. A produção mundial de petróleo atingiu os 68 milhões de barris por dia no ano 2000 (EIA, 2001). Essa dependência do mundo no petróleo é associada a problemas ambientais como o aquecimento global e a diminuição da qualidade do ar em centros urbanos.
Figura 2 – Quantidade de petróleo utilizada mundialmente em BTU (unidade térmica britânica do sistema imperial, sendo 1 J = 9.478×10-4 BTU) de acordo com a Energy
Information Association, 2001.
O petróleo é valorizado como fonte energia não apenas por sua alta densidade energética em BTUs, como também pela facilidade de transporte. A demanda mundial por óleo cru tem aumentado continuamente devido ao aumento populacional e industrialização nos países em desenvolvimento. Combinados, esses fatores causam um aumento de 1,5% na demanda anual de petróleo. Estima-se que em 2030 a demanda chegue a 38 bilhões de barris. Conforme a demanda aumenta, as reservas de óleo diminuem. Ao invés de buscar fontes alternativas de energia, recursos são investidos em melhorias na prospecção e tecnologias de recuperação do petróleo mais eficientes. Fontes antes inexploráveis como as “tar sands” estão se tornando cada vez mais importantes (TISSOT e WELTE, 1978).
Existem teorias que indicam um declínio da produção de petróleo no mundo pela exaustão das reservas encontradas. A mais famosa dessas teorias é a de HUBBERT (1956), no qual se determina que exista um pico de produção seguido de um declínio na mesma proporção. Essa teoria sugere uma exaustão total das reservas de petróleo em todo o mundo. Existe uma série de controvérsias envolvendo agências internacionais e membros da OPEC sobre o fato do mundo já ter atingido esse pico de produção (RUDOLF, 2010).
Existe uma grande dificuldade em prever o pico de produção máxima de petróleo em cada região. Nem mesmo relatórios oficiais permitem uma discussão detalhada acerca do tema, já que as empresas responsáveis pela produção do petróleo costumam declarar valores superiores de produção pela competição por maior participação no mercado global (MASON, 2010). De acordo com os relatórios da Agência Internacional de Energia (IEA, 2009), a produção de petróleo mundial atingiu seu máximo em 2006. Com base no fato de que praticamente todos os setores econômicos dependem do petróleo, sérias consequências e mudanças são esperadas nos mercados globais.
As distribuições de reservas petrolíferas de onde o petróleo é extraído não estão distribuídas igualmente pelo mundo. Esse fato reflete nos níveis divergentes de produção de petróleo entre as nações no mundo. Dos cerca de 70 bilhões de barris de petróleo produzidos, 12% são pela Arábia Saudita; seguidos pela Rússia responsável por 9% dessa produção; e os Estados Unidos, responsáveis por 8% dessa produção (EIA, 2001). Petróleo e gás são atualmente explorados e produzidos em praticamente todos os biomas do mundo, incluindo florestas tropicais, desertos do Oriente Médio, regiões do Ártico e profundezas oceânicas. A complexa natureza e extensão da indústria petrolífera fazem com que qualquer acidente e vazamento afetem de muitas maneiras os ambientes.
O petróleo e seus derivados são uma grande fonte de energia. Como resultado da atividade humana em grande escala associada a essa substância, vazamentos acidentais e perdas ocorrem regularmente durante a exploração, produção, refino, transporte e estoque dos produtos (WARD et al., 2003). A quantidade estimada de perda apenas de óleo cru para o ambiente é de 600.000 ±200.000 toneladas por ano (KVENVOLDEN e COOPER, 2003). Entretanto, existem relatórios que indicam até 0,1% da produção mundial total seja perdida para o ambiente (CPDP, 2010).
Existe a geração de poluentes pela indústria do petróleo e gás natural das etapas de exploração até a distribuição dos produtos comercializáveis. Por esse motivo, tem havido um grande investimento na elaboração de processos de prevenção aos lançamentos inadequados de material no meio ambiente, assim como pesquisas relacionadas com o tratamento de seus resíduos. A maior
motivação para mitigação e controle do aporte de óleo no meio ambiente é a ampliação da margem de lucro, diminuindo os custos relacionados com a imagem negativa e com o pagamento de multas pela indústria (OLIVEIRA e FRANÇA, 2004).