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5 Research methods

2. The likelihood for the innovation to be further implemented in the next 2-10 7 years (Shekelle et al., 2005)

6.2 Findings from the interviews

6.2.2 Qualitative findings

6.2.2.1 Needs and trends of integrated care

O termo competitividade, embora faça parte obrigatória do vocabulário contemporâneo de políticos, empresários, lideranças sindicais e patronais, entre outros, encontra na literatura científica especializada várias interpretações diferentes. As formas pelas quais os pesquisadores vêm tentando mensurar essa competitividade e identificar os principais fatores que a afetam também são diferentes (SILVA e BATALHA, 1999).

Portanto, apesar de ser um tema de grande discussão, quando se procura estudar a competitividade de uma firma, setor, nação ou cadeia produtiva, a primeira questão que se levanta é justamente sobre o conceito de competitividade. A pergunta é: Que conceito de competitividade se encaixa melhor ao objeto de estudo?

Ferraz et al. (1996) apontam a existência de duas vertentes diferentes de entendimento do conceito de competitividade. Na primeira delas, a competitividade é vista como o desempenho de uma empresa ou produto. Nesse caso, as análises levam à determinação da “competitividade revelada”. O principal indicador de competitividade revelada seria a participação da empresa ou produto em um determinado mercado, ou seja, sua participação de mercado.

A utilização da participação de mercado como medida de competitividade é a contribuição mais útil e difundida da economia neoclássica para estudos de competitividade. Segundo esta visão, o mercado estaria, de alguma forma, sancionando as decisões estratégicas tomadas pelos atores. A participação das exportações de um dado setor no mercado internacional pertinente seria um indicador adequado de competitividade internacional.

58 Assim, a competitividade de uma nação ou setor seria o resultado da competitividade individual dos agentes pertencentes ao país, região ou setor (SILVA e BATALHA, 1999).

Ferraz et al. (1996) identificam uma segunda vertente relacionada ao conceito de competitividade e à forma como mensurá-la. Nesta outra visão, competitividade é vista como eficiência. Isso faz com que seja necessário tentar medir o “potencial de competitividade” de um dado setor ou empresa. Esta predição do potencial competitivo poderia ser realizada por meio da identificação e estudo das opções estratégicas adotadas pelos agentes econômicos face as suas restrições gerenciais, financeiras, tecnológicas, organizacionais, etc. Dessa forma, de acordo com Silva e Batalha (1999), haveria uma relação causal, com algum grau determinístico, entre a conduta estratégica da firma e seu desempenho eficiente. Assim, concluem os autores, a idéia de base desta ótica de análise remete diretamente ao paradigma seminal da organização industrial (estrutura – conduta – desempenho), descrito por Morvan (1991).

De toda forma, considerando que essas duas abordagens não são suficientes para analisar o problema, Ferraz et al. (1996) definem competitividade como a capacidade da empresa formular e implementar estratégias concorrenciais que permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado. Essa definição foge do caráter estático de abordagens anteriores. O foco está no processo que leva a um determinado grau de competitividade, e não nos resultados posteriores alcançados em função de um dado comportamento estratégico. O conceito está alinhado com o pensamento da área de gerenciamento estratégico.

Porter (1986), um dos principais expoentes da área de gerenciamento estratégico, aponta que as vantagens competitivas se originam a partir de atividades básicas, primárias e de apoio, praticadas pela empresa. Em outras palavras, a vantagem competitiva se origina das atividades desenvolvidas na produção, logística, serviços, gestão de competências, infra- estrutura, tecnologia e compras.

Porter (1990) enfatiza, dessa vez, a importância do conceito de vantagem competitiva, como aquela obtida pela diferença entre o valor que a empresa é capaz de criar para os seus compradores e o custo de criação desses valores.

Mas apesar de todo o caráter explicativo das análises em termos estratégicos, estudos desse tipo são incapazes de fornecer hipóteses que possam ser testadas estatisticamente para generalizar situações. Também são incapazes de realizar predições quantitativas de efeitos da

59 adoção de políticas públicas e decisões gerenciais internas às firmas sobre a competitividade de uma dada indústria (KENNEDY, 1997 e KENNEDY et al., 1998).

Harrison e Kennedy (1997), utilizando conceitos da teoria neoclássica e da área de gestão estratégica, desenvolveram uma forma adequada para analisar a competitividade de uma firma. Ela estaria ligada a um conjunto de cinco fatores, a saber: intensidade e adaptação de tecnologias ao negócio da firma (aumento de produtividade e qualidade), custos e condições de obtenção dos insumos (custos, qualidade e coordenação), grau de diferenciação (propaganda, qualidade e serviço), economias (escala e escopo) e fatores externos (políticas governamentais e variáveis macroeconômicas). Segundo esta metodologia de análise, a competitividade seria medida em termos de participação de mercado e lucratividade da firma. Os indicadores apontam a capacidade de se obter lucratividade e gerar valor a custos iguais ou inferiores aos concorrentes em um dado mercado, conservando ou ampliando a participação no mercado.

Observa-se que as abordagens de competitividade examinadas encontram na firma seu espaço de análise. A competitividade de um determinado setor ou nação, portanto, seria a soma da competitividade das firmas que os compõem. No caso dos agronegócios, porém, existe um conjunto de especificidades que resultam num espaço de análise diferente daqueles convencionalmente admitidos em estudos de competitividade. Este espaço de análise é a cadeia de produção agroindustrial.

Os estudos de competitividade, dentro de uma visão de agronegócios, devem realizar um corte vertical no sistema econômico para delimitar o espaço de análise. A competitividade desse sistema aberto, definido como uma cadeia de produção agroindustrial, não pode ser vista como a simples soma da competitividade individual dos seus agentes. Existem ganhos de coordenação que devem ser considerados. Dessa forma, qualquer modelo metodológico e conceitual que se pretenda adequado para a análise de competitividade de cadeias produtivas deve, necessariamente, levar em consideração os ganhos potenciais de uma coordenação eficiente (SILVA e BATALHA, 1999).