4. EMPIRICS AND ANALYSIS
4.2 D ATA ANALYSIS
4.2.3 Nationality and corporate sector of the organizations: cross-analysis
Os pesos vivos iniciais (Tabela 02) dos cabritos não diferiram (P<0,05) possibilitando um início experimental em condições adequadas.
Tabela 02. Consumo de matéria seca (CMS), ganho de peso, conversão alimentar (CA) e rendimento de carcaças em animais que receberam rações completas farelada (RCF), peletizada (RCP) e extrusada (RCE)
Tratamentos Parâmetros RCF RCP RCE CV (%) Peso inicial (g) 3400,0 a 3400,0 a 3600,0 a 10,18 Peso final (g) 9000,0 b 13200,0 a 10400,0 b 10,78 CMS aleitamento (g) 7500,0 b 10000,0 a 8000,0 b 9,50 CMS pós- desaleitamento (g) 8700,0 b 10500,0 a 8080,0 b 10,10 GP aleitamento (g) 3600,0 b 6000,0 a 4400,0 b 8,91 GP pós-desaleitamento (g) 2000,0 b 3800,0 a 2400,0 b 9,15 CA aleitamento (g/g) 2,0 a 1,7 a 1,8 a 11,20 CA pós - desaleitamento (g/g) 4,3 a 2,7 c 3,4 b 13,52 RC quente (%) 48,9 a 49,7 a 47,3 a 5,88 RC comercial (%) 46,6 a 46,9 a 44,3 a 5,23
a,b Médias com letras diferentes, na mesma linha, diferem significativamente pelo teste de Tukey (P<0,05).
Considerando o período de aleitamento e pós desaleitamento, ocorreram maiores consumo de MS (P<0,05) no tratamento RCP em relação aos demais, provavelmente devido a maior densidade desta ração. Assim, o processo de peletização promoveu um aumento médio de 26% no CMS em relação a RCF. Dado próximo ao obtido por BUCHMAN e HENKEN (1964), onde a peletização promoveu aumento de CMS em 28% para ovinos e menor em relação a GREENHALGH e REID (1973), que obtiveram 45% de aumento no CMS com o processo de peletização, testando feno, forragem e mistura de volumoso e concentrado in natura e peletizados, em ovinos.
Não houve diferenças (P>0,05) entre o CMS no RCE e RCF. Diferentemente, SHABI et al. (1999) encontraram maior ingestão de MS no milho extrusado em relação ao moído, fornecido para vacas Holstein.
O ganho de peso nos dois períodos estudados foi maior (P<0,05) para os animais que ingeriram RCP, em relação as demais rações, devido principalmente a maior ingestão da mesma. O que promoveu um aumento médio de 47% no peso final dos animais, em relação aos que receberam RCF.
O peso a desmama para animais que receberam ração completa peletizada, foi de 9,4 kg significando um ganho médio diário de 133 g que foi similar ao
encontrado por TEH et al. (1984), onde os animais desmamados com seis semanas atingiram 9,9 kg de peso vivo à desmama e ganho diário de 126 g, ingerindo 55,2 kg de leite durante todo o aleitamento.
Após o desaleitamento, os ganhos diários médios foram de 133, 253 e 160 g respectivamente para RCF, RCP e RCE, próximos aos obtidos por HADJIPANAYIOTOU (1987), que estiveram entre 142 e 156 g, em cabritos recebendo dieta composta por alfafa e concentrado peletizados fornecidos à
vontade e aos de PALMA e GALINA (1995), que obtiveram valores entre 98-137 g/dia, trabalhando com cabritos alimentados com feno de alfafa e
concentrado (18% PB). No entanto, os dados obtidos no presente estudo, foram maiores do que os publicados por THAMSBORG (1994) que testou concentrado ou alfafa peletizada para cabritos e obteve ganho médio diários de 111g.
Os dados de conversão alimentar, calculados durante o período de aleitamento, apresentaram melhores resultados em relação aos obtidos no período pós-desaleitamento, uma vez que a eficiência de utilização da matéria seca do leite é superior à da dieta sólida.
No período de aleitamento, os dados de conversão alimentar foram em média de 1,8, valor semelhante ao obtido por PRADO et al. (1993) que trabalharam com cabritos 1/2 sangue Saanen e Anglo-nubianos filhos de cabras SRD, aos 56 dias de idade.
O fornecimento de ração peletizada e extrusada melhorou 38% e 20% a conversão alimentar, respectivamente, no período pós-desaleitamento.
A conversão alimentar do tratamento RCP, no período pós-desaleitamento foi de 2,7, semelhante ao obtido por YÁÑEZ et al. (2001a) avaliando cabritos Saanen, abatidos aos 76,4 dias de idade com 16,5 kg de peso vivo e alimentados com feno de parte aérea de milho.
Os resultados de rendimento de carcaça (RC), que foram similares entre os tratamentos e em média 48,6%, estiveram próximos aos obtidos por MANFREDINI et al. (1988) que obtiveram rendimento de carcaça de 49,7% (com cabritos abatidos aos 53 dias de idade), aos de PRADO et al. (1993), que obtiveram 46,7%
e YÁÑEZ et al. (2001b) de aproximadamente 43,7% de RC comercial, quando avaliaram cabritos Saanen, alimentados com feno de milho e concentrado a vontade e abatidos aos 21 kg .
Observou-se, também, que a perda média de peso durante o resfriamento representou 5,5% da carcaça quente. Valor maior que o obtido por RESENDE (1989), que foi em média 3,7%, avaliando o RC de cabritos com 5 kg de peso vivo, e também maiores que os obtidos por GIBB et al. (1993), com 1,1%, em animais British Saanen, abatidos com 28 kg de PV aos 5 meses de idade.
Conclusão
O melhor desempenho animal foi obtido com o processo de peletização, principalmente quanto ao ganho de peso total, consumo de matéria seca e conversão alimentar no período pós-desaleitamento.
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EXTRUSÃO E PELETIZAÇÃO DE RAÇÃO COMPLETA: EFEITOS NA