2. Omverdenanalyse – Troms i Norge og verden
2.1 Nasjonalt
integrantes de cada região em relação ao universo estimado da Província.
Regiões Distritos 1831/1832 N(1) % Distritos 1830/1835 N(2) % (1)/(2) x 100 População 1831/1832 N(3) % População 1830/1835 N(4) % (3)/(4) x 100 Extremo Noroeste - - - - - - - - - - Vale Alto-Médio São Francisco 2 0,8 12 2,9 16,7 2871
0,7 14220 2,0 20,2 Sertão 3 1,2 4 1,0 75 7891 1,9 8726 1,2 90,4 Minas Novas 7 2,9 24 5,9 29,2 12.981 3,2 56.242 7,8 23,1 Paracatu 2 0,8 7 1,7 28,6 2935 0,7 10.152 1,4 28,9
Sertão Alto São Francisco 2 0,8 8 2,0 25,0 5565 1,4
18.089 2,5
30,8
Médio Baixo Rio das Velhas 9 3,7 15 3,7 60,0 19.166 4,7
35.711 5,0
53,7
Sertão do Rio Doce 1 0,4 1 0,2 100,0 267 0,1 267 0,0 100,0 Triângulo 2 0,8 3 0,7 66,7 3942 1,0 10.287 1,4 38,3 Araxá 8 3,3 13 3,2 61,5 14.713 3,6 22.006 3,1 66,9
Intermediária Pitangui - Tamanduá 30 12,4 46 11,2 65,2 54.800 13,5 83.949 11,7 65,3 Diamantina 7 2,9 12 2,9 58,3 21.776 5,4 28.393 4,0 76,7
Mineradora Central Leste 9 3,7 17 4,1 52,9 17.748 4,4
33.619 4,7
52,8
Mineradora Central Oeste 93 38,4 126 30,7 73,8 117.339 28,9 169.074 23,5 69,4 Mata 13 5,4 28 6,8 46,4 16.701 4,1 42.364 5,9 39,4 Sudeste 25 10,3 46 11,2 54,3 39.788 9,8 69.098 9,6 57,6 Sul Central 19 7,9 36 8,8 52,8 47.163 11,6 88278 12,3 53,4 Sudoeste 10 4,1 12 2,9 83,3 20.628 5,1 27.716 3,9 74,4 Província 242 100 410 100 59,0 406.247 100 718.191 100 56,6 Fonte: Extraído de PAIVA, op. cit., 1996. p.70
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É o que verificamos em Itabira, ao analisar a Lista de Serviços e Reserva para a Guarda Nacional, de 1833. 34 Neste documento, dos 33 (trinta e três) ferreiros e fabricantes de ferro descritos, apenas 3 (três) eram brancos. Isso demonstra a grande participação de homens de cor (descritos como pardos, crioulos ou cabras) nos processos de produção e transformação do ferro. Contudo, estes aspectos serão melhor discutidos no terceiro capítulo. Paiva também afirma que a região Mineradora Central Oeste apresentava um pequeno número de brancos entre seus habitantes, assim como os índices de população mestiça, crioula ou africana eram os mais altos da Província.
As observações de Paiva vão ao encontro do que Costa observa ao apresentar estimativas para a dinâmica populacional de Vila Rica no século XIX. O autor aponta que no ano de 1804 eram 8867 os habitantes de Vila Rica, entre os quais 68,61% eram livres e forros. Os escravos e coartados compunham 31,39% do total da população. Entre os escravos, os homens eram maioria no total da escravaria. Para o autor, a queda gradual verificada na razão dos sexos se deve a queda da mineração aurífera. 35
Quanto à estrutura etária da população de Vila Rica neste período, Costa apresenta dados para a população total e distribuída entre livres e escravos. Os jovens (homens e mulheres até 19 nos) correspondem a 37,4% da população de Vila Rica; adultos (homens e mulheres de 20 a 59 anos) 53,3% e velhos (homens e mulheres acima dos 60), 9,3% da população da vila no período. Para os dados relativos à distribuição etária dessa população por condição, observamos o predomínio de adultos tanto entre os livres (61,3%) quanto entre escravos (73,8%). Entre os jovens, Costa apresenta índices de 10,2% entre os livres e de 30,2% entre os escravos. Por último, os velhos livres correspondem a 28,5% da população total de Vila Rica, enquanto os velhos escravos perfazem 7,2% desta. Percentuais que ainda demonstram o impacto da extração aurífera para o povoamento de Vila Rica, isto é, a maioria de sua população era composta por homens e mulheres, entre livres e escravos, em idade produtiva.
34 Lista para Serviços e Reserva da Guarda Nacional. Itabira – 1833. APMI, Fundo da Câmara Municipal. Cx. 02 A
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A partir dessas informações, podemos estabelecer relações entre essas abordagens e os dados extraídos a partir da analise dos inventários post-mortem do Arquivo Público Municipal de Itabira e dos Censos Provinciais de 1833 e 1872, além dos relatórios encaminhados ao presidente da Província pelos presidentes das Câmaras de Itabira e Santa Bárbara em 1854.36 Quanto aos inventários, sabemos que o universo compreendido por este tipo de fonte é restrito, uma vez que apresentam informações sobre a parcela da população que tinha bens para declarar quando do falecimento de algum familiar.
Contudo, por ser uma documentação serial, que compreende todo o século XIX, e termos tido acesso a um número consistente desses processos (ao todo, foram consultados 776 processos de inventários post-mortem, que abrangem grande parte do espaço analisado neste trabalho) estes nos oferecem informações extremamente relevantes. Trata-se de uma fonte ainda desconhecida dos estudiosos, por fazer parte de um arquivo local pouco – ou nada – estudado antes dessa pesquisa, os dados destes inventários, vistos dentro de suas limitações e sendo comparados a outras fontes, podem contribuir para o profícuo debate sobre a economia e a sociedade das Minas Gerais Oitocentista. Os dados que apresentaremos daqui em diante, podem trazer novos elementos para tais discussões.
O primeiro conjunto de informações que traremos para análise faz parte dos dados extraídos do Censo da Província de Minas Gerais, de 1833. Há, no Arquivo Público Mineiro, quadros populacionais para todos os distritos que integram as Minas do Ferro. Apresentaremos aqui os que correspondem aos principais núcleos produtores de ferro, e onde se encontram o maior número de forjas e tendas de ferreiro. São eles os Distritos de Itabira e Santa Bárbara. 37
Para o Distrito de Itabira, os dados do Censo Provincial de 1833 nos mostram um total de 7471 indivíduos. Distribuída entre brancos, pardos e pretos,
36 APM, Censo da Província de Minas. Município de Itabira. Distrito da Vila. 1833. MP
– Cx. 01 – Doc 17. Ver também: APM, Censo da Província de Minas. Município de Itabira. Distrito de
Santa Bárbara. 1833. MP – Cx. 01 – Doc. 17.
37 Para Itabira, encontramos dois mapas demonstrativos: um compreendendo o Município e outro com dados relativos à Vila de Itabira. APM, Relatório do Presidente da Câmara de Itabira ao Inquérito Provincial de 1854. Seção Provincial, SP 570 [393-402].
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a população deste Distrito é composta por 1354 indivíduos brancos, que correspondem a 18,13% do total da população da Vila. Entre homens e mulheres, temos 2653 indivíduos pardos e 3464 pretos. Conforme as observações de Paiva para a região Mineradora Central Oeste a qual este município pertence, os brancos representam uma pequena parcela da população, sendo significativa a participação de africanos, tratados na fonte como “pretos”. O censo nos informa ainda acerca da distribuição entre os sexos para cada um desses segmentos populacionais. Assim, teremos entre os brancos 669 homens (49,40%) para 685 mulheres (50,60%), o que implica em certo equilíbrio da razão de sexos para esta parcela da população.
Cabe aqui fazer uma observação. A fonte trabalhada nesse momento da pesquisa leva-nos a enfrentar um problema teórico a respeito do significado da terminologia “preto”. Tendemos a considerar aqui o termo “preto” como referente a população de origem africana. Sabemos das controvérsias que essa associação preto-africano pode gerar, mas baseando-nos em autores como Castro e Lara, assim como nos números relativos a esse segmento no censo – que mostra-se compatível com o que diz a bibliografia a respeito do contingente africano em Minas Gerais no oitocentos – consideramos ser essa identificação adequada em nosso caso de análise.38
Assim, pardos e pretos apresentam-se divididos entre livres e escravos, correspondendo os primeiros a 35,51% da população. Há um forte predomínio de livres entre os pardos: 2414 pardos livres para 239 pardos escravos. Entre os pardos livres, 1166 são do sexo masculino e 1248 do sexo feminino. Também entre os indivíduos deste segmento a razão dos sexos parece relativamente equilibrada. Para os pardos escravos a proporção é de 124 homens para 115 mulheres.
Os pretos compreendem a maior parcela da população do Distrito (46,36%), sendo que entre estes, 880 são livres e 2584 são escravos. Entre os pretos livres, o censo estabelece 372 homens e 508 mulheres. Já os pretos
38 Ver CASTRO, op. cit 1995; LARA, op. cit., 2007; BERGAD, op. cit., 2004. Esta questão das terminologias encontradas na bibliografia e sua relação com os segmentos sociais da população de cor serão retomados mais adiante neste trabalho.
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escravos estão distribuídos entre 1719 indivíduos do sexo masculino para 865 indivíduos do sexo feminino. O que demonstra que entre a parcela da população escrava africana havia maior discrepância na razão dos sexos, o que sugere uma lógica de reprodução escrava em que o tráfico ainda tinha grande importância.
Os dados referentes a pardos e pretos escravos nos mostram que nas Minas do Ferro, durante a primeira metade do século XI, os pardos e pretos escravos perfaziam um total de 65,28% do total da população da Vila de Itabira em 1833. Isso sugere como característica da região uma escravidão predominantemente masculina. E reforçam o quanto a população de cor se fez presente nessa área, sendo uma das principais fontes de mão de obra para as atividades na lavoura, na mineração e na prática dos ofícios, como veremos em momento posterior.
O censo apresenta ainda cada um desses segmentos distribuídos por faixa etária e estado civil. Seguem dispostas abaixo:
Tabela 3- Distribuição da Etária População Branca do Distrito de Itabira. 1833 (números absolutos)
BRANCOS
Idades
Casados Solteiros
Homens Mulheres Homens Mulheres
0 a 15 anos 0 04 217 251
15 a 30 anos 70 119 130 98
30 a 60 anos 180 145 28 36
Acima de 60 anos 33 08 21 24
Totais 283 276 386 409
Fonte: APM, Censo da Província de Minas Gerais, Município de Itabira . 1833. MP - Cx.01 – Doc 17.
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