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Nasjonalmuseets kjernepublikum

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5.2 N ASJONALMUSEETS POSISJON I DET NORSKE SAMFUNNET

5.2.1 Nasjonalmuseets kjernepublikum

Analisando os edifícios mais comuns em Portugal é possível observar um conjunto de diferentes tipologias construtivas, e ao mesmo tempo constatar uma evolução gradual dos principais sistemas construtivos empregues consoante a época de construção. Para o efeito, tiveram-se em consideração vários estudos realizados por alguns autores e entidades, tendo como principal exemplo a cidade de Lisboa considerada como um marco de evolução dos sistemas construtivos empregues até à data. Na tipificação dos principais sistemas construtivos teve-se em conta a abordagem realizada pelo Fernando F.S. Pinho em parceria com o LNEC com a obra “Paredes de Edifícios Antigos em Portugal” de 2008, onde se retractam as várias técnicas construtivas utilizadas em paredes de edifícios habitacionais antigos existentes em Portugal, evidenciando ao mesmo tempo as anomalias mais comuns presentes neste conjunto de soluções construtivas, “A Evolução das Construções – As Principais Fases da Evolução da Construção em Lisboa” da autoria do Prof. Fernando Branco em parceria com o Prof. Jorge de Brito, Eng.º Pedro Vaz Paulo e Eng.º João Pedro Correia e por fim, as épocas de construção constantes das instruções de aplicação do NRAU – Novo Regime de Arrendamento Urbano.

Fernando F.S. Pinho tipifica as principais soluções construtivas utilizadas na cidade de Lisboa nos últimos 300 anos, de acordo com as suas características estruturais, segundo a época de construção e as tecnologias empregues na sua concepção:

A. Edifícios com estrutura de alvenaria de pedra, anteriores a 1755;

B. Edifícios com estrutura de alvenaria da Época Pombalina e similares, entre 1755 e 1870; C. Edifícios com estrutura de alvenaria do tipo Gaioleiro, entre 1870 e 1930;

D. Edifícios com estrutura mista de alvenaria e de betão armado, entre 1930 e 1940; E. Edifícios com estrutura de betão armado e alvenaria de tijolo, entre 1940 a 1960; F. Edifícios com estrutura de betão armado, posteriores a 1960.

Segundo a abordagem do Prof. Fernando Branco, IST, feita às diversas soluções construtivas presentes na cidade de Lisboa foi possível estabelecer a seguinte organização mediante a evolução da construção de acordo com os materiais aplicados e as tecnologias implementadas:

A. Construção Pré-Pombalina (antes de 1755); B. Construção Pombalina (1755 – 1880); C. Construção Gaioleira (1880 – 1940); D. Construção Mista (1940 – 1960);

E. Construção em Betão Armado (desde 1960).

Nesta abordagem feita pelo Prof. Fernando Branco são considerados como edifícios antigos todos aqueles, em que o seu período de construção parte do séc. XVI até ao período de aparecimento do betão armado e como edifícios recentes todos aqueles que integraram na sua concepção o betão armado até aos dias de hoje.

Por último, segundo a abordagem feita pelo NRAU no manual de instruções de aplicação do MAEC - Método de Avaliação do Estado de Conservação de Imóveis, no que diz respeito às épocas de construção dos imóveis, é possível classifica-los segundo as seguintes categorias:

A. “Anterior a 1755” – Edificações Pré-Pombalinas;

B. “1755 a 1864” – Edificações do período Pombalino e similares;

C. “1865 a 1903” – Adulteração das referências Pombalinas e significativo aumento do número de pisos. Período compreendido entre a entrada em vigor das primeiras posturas municipais sobre a construção, em Lisboa (1865) e a Publicação do Regulamento de Salubridade das Edificações Urbanas (1903);

D. “1904 a 1935” – Introdução de lajes constituídas por perfis metálicos e abobadilhas e lajes de betão armado (de primeira geração) em zonas húmidas apoiadas em paredes resistentes. Período que se estende até à entrada em vigor do Regulamento do Betão Armado (RBA, 1935);

E. “1936 a 1950” – Introdução gradual de estruturas reticuladas. Período que decorre entre a entrada em vigor do Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU, 1951); F. “1951 – 1982” – Generalização do tipo “esquerdo e direito” e predomínio das estruturas

reticuladas de betão armado preenchidas com paredes de alvenaria (tijolo furado e blocos de betão). Aumento gradual da altura das construções. Período compreendido entre a entrada em vigor do RGEU e a aprovação do Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado (REBAP, 1983), incluindo o Regulamento de Estruturas de Betão Armado (REBA, 1968), que o REBAP veio substituir.

G. “Posterior a 1982” – Edificações posteriores à entrada em vigor do REBAP.

Como se verificar nesta última abordagem feita pelo NRAU, segundo as épocas de construção de que podem ser classificados os edifícios existentes, é utilizada a uma introdução cronológica de diversos diplomas e regulamentos que foram surgindo ao longo dos anos e que têm servido de base para uma constante evolução dos sistemas construtivos adoptados no parque habitacional português.

Tendo como base a análise efectuada apresenta-se em maior detalhe a caracterização dos diversos sistemas construtivos existentes no parque habitacional português tendo como referência a respectiva época e construção.

2.2.1. Principais Fases da Construção em Portugal

a) Edifícios Pré-Pombalinos (anteriores a 1755)

Os edifícios que fazem parte da construção pré-pombalina remontam ao espaço temporal antes do terramoto de 1755 que levou à destruição quase por completo de toda a baixa de Lisboa, e caracterizavam-se por um tipo de construção constituído por paredes de alvenaria de pedra, podendo estas também conter restos de madeira, telhas e etc., pavimentos de madeira formados por elementos, podendo estes ser constituídos por perfis redondos (espécimes apenas descascados) simplesmente encaixados em aberturas dispostas nas paredes com dimensões especificas, enquanto que os pisos inferiores eram formados por arcadas constituídas por arcos em pedra e abóbadas em alvenaria de tijolo. Tanto as arcadas dos pisos inferiores como as paredes que constituem toda a envolvente exterior opaca do edifício eram argamassadas com um material argiloso, como por exemplo o barro, etc., ao nível das paredes divisórias, estas eram em tabiques de madeira, podendo ao mesmo ser, em alguns casos em gaiola, possuindo uma estrutura em madeira mais irregular do que aquela que constituí os frontais pombalinos.

b) Edifícios Pombalinos (1755 a 1880)

Após o terramoto de 1755 e com todas as consequências dos efeitos nos edifícios existentes, tornou-se necessário que as futuras construções pudessem prever situações como as que antecederam com o sismo. E é então que surge a criação do primeiro regulamento anti-sísmico no mundo, baseando-se numa estrutura em madeira do tipo “Gaiola”.

Este tipo de edifícios possuía fachadas rasgadas em paredes de alvenaria de pedra argamassada de espessuras bastante elevadas, entre os 0,80 e 0,90m, e constantes em altura. Os pisos inferiores (rés-do-chão) formavam arcos de pedra ou abóbadas de alvenaria de tijolo, aplicando-se sobre os mesmos uma estrutura de madeira como suporte de pavimento (soalho de madeira) ou então também se poderia utilizar para enchimento entulho seleccionado. Quanto às fundações utilizadas, estas podiam ser de 3 tipos: fundações directas através do prolongamento das mesmas com o possível alargamento da base das paredes, podendo estas ser em pedra ou tijolo, fundações semi-directas através de poços ou pegões de alvenaria de pedra coroados por arcos de alvenaria de pedra ou tijolo e por último, fundações indirectas através de estacaria de madeira. Os panos ortogonais eram interligados por imbricagem através de peças metálicas assegurando assim a sua estabilidade. Nos pisos mais elevados as paredes interiores principais em frontal eram formadas por uma estrutura de madeira em “gaiola”, lembrando as ditas cruzes de Santo-André) com prumos, travessanhos e escoras, paredes essas que garantiam um bom desempenho às solicitações verticais e horizontais. Os pavimentos dos pisos superiores eram em madeira e a sua estrutura de suporte interligava-se com as estruturas dos frontais, formando uma malha tridimensional. A ligação destes com os frontais processava- se através de um encaixe simples em pedra aparelhada através de esticadores, frechais, barras de ferro da diagonal com cauda de andorinha. As paredes divisórias que estabeleciam a compartimentação dos espaços eram em paredes de tabique. As empenas do edifício serviam de corta-fogo. Estes edifícios também dispunham da existência de águas-furtadas. Quanto ao número de pisos estes poderiam ter no máximo 4 pisos (piso térreo e mais 3 pisos superiores).

c) Edifícios Gaioleiros (1880 a 1940)

Ao contrário dos edifícios que remontam á época de construção pombalina, os edifícios denominados “Gaioleiros” foram construídos com o conceito de “prédio de rendimento”, cujo objectivo da sua construção passava pelo arrendamento ou pela venda. Eram construções financiadas por privados. Esta geração de edifícios já seguia uma enorme liberdade arquitectónica e construtiva, envolvendo determinados parâmetros como a cércea, profundidade de construção, tipo de ocupação, a linguagem arquitectónica, técnicas construtivas e etc.. A construção Gaioleira passava a apresentar grandes dimensões tanto em planta como em altura, ao nível dos envidraçados, estes já apresentam dimensões variadas, até

mesmo ao nível do mesmo piso, apresentavam cantarias com secções variadas. Quanto aos espaços e elementos construtivos, os edifícios gaioleiros, já dispunham de um corredor longitudinal para distribuição dos fogos habitacionais, varandas em pedra dispostas nas fachadas principais, as marquises eram colocadas na fachada posterior dos edifícios, estando agregadas a estas escadas de serviço em ferro fundido. A disposição das escadas de serviço resultava do prolongamento da estrutura de suporte da marquise, também esta em ferro fundido. Outros dos elementos novos que surge com este tipo de construção são os saguões e as primeiras casas de banho. O saguão tratava-se de elemento disposto no tardoz dos edifícios e que permitiam a entrada de luz natural. Ao nível das fundações dos edifícios gaioleiros eram dimensionadas para solicitações verticais. As paredes exteriores eram constituídas por paredes em alvenaria de pedra, cuja espessura vai diminuindo em altura. A construção gaioleira quando em comparação com a construção pombalina, tratava-se de uma construção por vezes descuidada, descuidada no sentido em que se verifica uma ligação entre elementos ortogonais mais pobre, prejudicando de forma considerável o desempenho sísmico do edifício. Os elementos verticais exteriores que constituem os saguões e as empenas, também poderiam utilizar paredes em alvenaria de tijolo maciço. Passando para as paredes interiores, podemos ter dois tipos de paredes: paredes interiores em alvenaria com estrutura de frontal em madeira e paredes interiores em alvenaria de tijolo simples (confinadas de forma bastante pobre por uma malha de travessas e montantes nos pisos, a cota intermédia e nos contornos das portas) ou em tabique de prancha dispostas ao alto. Quanto aos pavimentos, apresentam-se dois tipos de soluções: aplicação de pavimentos em madeira em zonas secas (hall, corredores, salas e quartos) e aplicação de vigas metálicas com secções em I ou T invertido com abobadilhas de tijolo burro e argamassa de cal e cimento, sendo posteriormente revestidas com mosaicos.

d) Edifícios de Construção Mista (1940 a 1960)

Em comparação com os edifícios de construção Pombalina e “Gaioleira”, os edifícios de construção mista vêem revolucionar todo um leque de sistemas construtivos até aqui adoptados, inserindo na sua constituição os primeiros elementos em betão armado ao nível dos pavimentos, possibilitando ao mesmo tempo a progressão da construção em altura. Possuíam paredes resistentes de alvenaria de tijolo. Também esta geração sofreu alterações ao nível das paredes resistentes que foram sendo substituídas por estruturas reticuladas em betão armado, melhorando o desempenho sísmico. As paredes interiores eram em alvenaria de tijolo. Os pavimentos de madeira foram substituídos por lajes maciças em betão armado prolongando-se até às marquises e varandas.

e) Edifícios com Construção em Betão Armado (Posteriores a 1960)

A construção de edifícios em betão armado, após 1960 não difere muito da utilizada hoje em dia. Este tipo de construção apresenta uma estrutura, à base de vigas e pilares em betão armado, podendo também se utilizar uma estrutura laminar ou mista. O sistema de laje utilizado passava pela utilização de lajes maciças ou fungiformes em betão armado. Para melhorar o desempenho sísmico de edifícios de maior altura foram criados núcleos em betão armado para circulação vertical dos mecanismos de elevação (elevadores). As paredes divisórias das compartimentações do edifício eram constituídas em alvenaria de tijolo.

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