5. Presentasjon av funn
5.1 Narrativ fremstilling av elevene
O Prêmio Nacional da Qualidade é um prêmio de reconhecimento a excelência na gestão das organizações, sendo administrado pela Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ), uma entidade privada sem fins lucrativos criada em 1991. Desde esta data, a Fundação passou por várias alterações conjunturais, e desta maneira, em 2005 passou a se denominar Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
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O primeiro ciclo de premiação ocorreu em 1992, quando foram adotados integralmente os critérios do prêmio norte-americano, o Malcolm Baldrige National Quality Award (FPNQ, 2005a).
Inicialmente, o PNQ adotou todos os critérios de avaliação e a estrutura sistêmica do Malcolm Baldrige National Quality Award. A escolha pelo prêmio norte- americano deveu-se ao fato desse estabelecer critérios de avaliação sem prescrever método e ferramentas de gestão (FPNQ, 2005a).
Além disso, a partir do modelo de gestão e dos critérios do Prêmio Nacional da Qualidade, foi estimulado o desenvolvimento de diversos tipos de prêmios, tais como: Prêmios Setoriais (Prêmio da Qualidade na Agricultura, Prêmio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) da Qualidade, Prêmio Nacional da Qualidade em saneamento etc.) e Prêmios Regionais (Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, Prêmio Qualidade do Rio Grande do Sul, Prêmio Qualidade Rio, Prêmio Paraibano da Qualidade, Prêmio Qualidade Amazonas etc.). Ainda, foram também estabelecidos vários programas e projetos, entre eles, o Programa Qualidade no Serviço Público (PQSP) e o Projeto Excelência que abrange os Institutos de Pesquisa em Ciência e Tecnologia pertencentes à ABIPTI (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica).
No caso do PNQ, a FNQ é responsável pela atualização anual dos seus Critérios de Excelência. Nesse sentido, desde 1992, diversas alterações e mudanças ocorreram com a finalidade de manter a coerência dos fundamentos de gestão com os critérios do PNQ, e consequentemente, não podendo ser mais considerado uma tradução do MBNQA. Nos anos 1993 e 1994, houve uma convergência com as características de alguns prêmios como o Prêmio Europeu da Qualidade, Prêmio do Instituto Sueco para Qualidade e o Movimento Francês da Qualidade.
Alterações significativas no PNQ somente ocorreram em 1995, quando houve uma grande evolução de tecnologias de gestão das organizações. Este ano também foi estabelecido um maior contato com o Prêmio Canadense. Em 1997, houve alterações em relação ao processo de premiação como a criação de categoria como a de “Médias Empresas” e “Órgãos da Administração Pública do Poder Executivo Federal”.
De acordo com o objetivo da presente pesquisa, é necessário destacar que houve uma mudança no antigo Critério 4 – “Informação e Análise” para “Informações e
Conhecimento”. Esta mudança foi justificada pela inclusão dos requisitos relativos ao capital intelectual (Item 4.3 – Desenvolvimento do Capital Intelectual) e o deslocamento do item de análise crítica para o critério Liderança (FPNQ, 2001a).
Desta forma, em 2001, houve a alteração na abordagem do Critério 2 em que o antigo Critério 2 – “Planejamento Estratégico” foi modificado para “Estratégias e Planos”. Tal mudança foi explicada pela reestruturação do modelo sistêmico do PNQ e de seus critérios, como a inclusão de um item relativo à medição de desempenho (Item 2.3 – Planejamento da Medição de Desempenho).
Com base em experiências e aprendizado de dez anos de FPNQ, os Critérios de Excelência publicados em 2001 podem ser considerados inovadores e criativos (FPNQ, 2004a). Esse modelo apresenta uma estrutura de elementos sistêmicos e interdependentes. A Figura 3.5 ilustra os Critérios de Excelência vigentes em 2001 e respectivas pontuações para a avaliação.
Fonte: FPNQ (2001a, p. 9).
Figura 3.5. Modelo dos Critérios de Excelência do PNQ em 2001.
Já em 2003, houveram algumas modificações devido à alteração do modelo de excelência do PNQ. A mudança do modelo de 2001 (FPNQ, 2001a) para 2003 (FPNQ, 2003) ocorreu para incorporar um novo critério (Critério 4 - Sociedade) e para enfatizar a importância do Critério Informações e Conhecimento na conexão entre
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os demais critérios. Desta forma, o item 5.1 - Gestão das Informações da organização (Item 4.1 em 2002) foi reescrito com a finalidade de enfatizar a definição, o desenvolvimento, implantação e atualização dos principais sistemas de informação; e o item 5.3 – Gestão do Capital Intelectual (Item 4.3 em 2002) foi melhorado passando a solicitar a medição dos ativos que compõem o capital intelectual.
A última alteração, de menor monta, aconteceu em 2003, quando foram atualizados alguns critérios com o objetivo de espelhar o Estado da Arte da Gestão e os Critérios de Excelência ser claros e de fácil entendimento, com o objetivo da utilização de qualquer tipo de organização, independentemente do porte, segmento de atuação e de serem públicas ou privadas (FNPQ, 2004a).
Vale acrescentar que, mesmo ocorrendo atualizações e alterações nos anos de 2004 e 2005, o Modelo de Gestão do PNQ apresentado em 2003 é utilizado até a presente data e simboliza um modelo de relacionamento entre a organização, considerada como um sistema adaptável gerador de produtos e informações e seu ambiente organizacional e tecnológico, além do próprio ambiente externo (FPNQ, 2004a). A Figura 3.6 ilustra o modelo com os Critérios de Excelência do PNQ.
Fonte: FPNQ (2005a, p. 17).
Pode ser percebido que as mudanças ocorridas e o acréscimo do Critério de Excelência “Sociedade” e o posicionamento do Critério de Excelência “Informação e Conhecimento” que agora são os elementos de integração de todo o modelo.
O Prêmio Nacional da Qualidade é considerado de grande abrangência, pois atinge diversos setores, ramos de atividades divididos com cinco categorias de premiação, de acordo com o porte e o setor: Grandes Empresas, Médias Empresas, Pequenas e Micro-Empresas, Órgãos da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, e Organizações de Direito Privado sem Fins Lucrativos.
O Quadro 3.3 mostra as organizações ganhadoras do PNQ de 1992 a 2005.
Quadro 3.3. Empresas ganhadoras do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ).
Ano Categoria Empresa
Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL Paulista Petroquímica União
Grandes Empresas
Serasa – Centralização de Serviços dos Bancos 2005
Médias Empresas Grupo Suzano
2004 Grandes Empresas Belgo Juiz de Fora
Grandes Empresas Dana Albanus – Divisão de Cardans 2003 Médias Empresas Escritório de Engenharia Joal Teitelbaum
Grandes Empresas Gerdau Aços Finos Piratini
Médias Empresas Politeno Indústria e Comércio S/A 2002
Organizações Sem Fins Lucrativos Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
2001 Grandes Empresas Bahia Sul Celulose S.A
2000 Grandes Empresa Serasa – Centralização de Serviços dos Bancos Médias Empresas Cetrel S.A – Empresa de proteção Ambiental 1999 Manufaturas Caterpillar
1998 Manufaturas Siemens – Unidade de Telecomunicações
Manufaturas Weg – Unidade Motores
Manufaturas Copesul Companhia Petroquímica do Sul
1997
Prestadora de Serviços Citibank – Unidade Corporate Banking
1996 Manufaturas Alcoa – Unidade Poços de Caldas
1995 Prestadora de Serviços Serasa – Centralização de Serviços dos Bancos 1994 Prestadora de Serviços Citibank – Unidade Global Consumer Bank
1993 Manufaturas Xerox do Brasil
1992 Manufaturas IBM – Unidade Sumaré
Fonte: Adaptado de FPNQ (2005a) e complementado pela autora.
Assim, pode ser notado que as organizações que ganharam o PNQ abrangem os processos tanto de manufatura quanto de serviços. Ainda, as mesmas são pertencentes aos mais diversos setores de atividades (serviços, manufatura, organizações sem fins-lucrativos etc.) e portes diferentes (grandes e médias empresas).
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Além do mais, cabe destacar a Serasa como a única organização a ganhar o Prêmio Nacional da Qualidade por três vezes.
Devido às características específicas como simplicidade, flexibilidade, linguagem e por não prescrever ferramentas e práticas de gestão específicas, esse modelo de excelência é de grande utilidade para a avaliação, diagnóstico e orientação de diversos tipos de organização (FPNQ, 2005a). Miguel (2004a) afirma que as empresas têm relatado que a implementação do PNQ não somente melhora a qualidade, mas também conduz a uma melhoria em market share, satisfação de cliente, lucratividade, processos, desempenho dos fornecedores, motivação de trabalho e competitividade. Desta forma, tal modelo enfatiza a integração dos fundamentos de excelência com as operações das organizações com o objetivo de relacionar suas estratégias.