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TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO APLICADA

ENTREVISTA

EXMO. SR. CMDT 1ºBI/BRIGINT TCOR INF TEIXEIRA

1. Sendo o RI13 uma unidade com infra-estruturas preparadas essencialmente para tropa apeada e para viaturas ligeiras, acha que tem condições para ser equipada com 69 VBR, sabendo que estas exigem uma elevada e cuidada manutenção?

Sim, mas para isso o Regimento tem que sofrer ao nível das infra-estruturas alterações profundas, quer na área dos parques, quer na área oficinal. Vai ser feita uma oficina nova, parques novos no campo de futebol e com estas alterações o regimento terá capacidade para receber não só as 69 VBR, bem como todas as outras viaturas orgânicas do Batalhão, sendo necessário redimensionar o espaço que o regimento tem, de forma a parquear e cuidar dessas viaturas todas. Tem capacidades, e não é só a unidade que tem capacidade para se adaptar, os seus militares também têm.

2. Acha que as actuais infra-estruturas, conseguem garantir a conveniente manutenção das 11VBR recebidas?

Sim, apesar de a manutenção actualmente não nos afectar directamente, a unidade não tem capacidade para executar a manutenção nível I correctamente, tudo que se faz, está ligado com as obrigações do chefe de viatura, e do condutor, que fazem as verificações diárias ao seu nível. A manutenção propriamente dita não é feita, mas já temos cá pessoal habilitado com o curso de manutenção nível II. Temos dado prioridade á formação de pessoal, para que à medida que forem criadas as condições necessárias sejamos capazes de executar a manutenção ao nosso nível. Sei através de algumas informações, que a Steyr após uma visita pelas unidades receptoras de Pandur II, perspectiva a instalação de uma oficina aqui em Vila Real, permitindo dar apoio à nossa unidade, ao RC6 (Braga) e ao RI14 (Viseu).

3. Na sua perspectiva quais as infra-estruturas que devem ser criadas, a um curto prazo, para melhorar a manutenção das VBR?

A área oficinal é a mais urgente, todas as obras relacionadas com a parte oficinal deveriam avançar o quanto antes. Será adaptado o parque onde estão as viaturas neste momento para oficina e quando isso acontecer as viaturas estarão parqueadas no exterior até serem construídos os parques.

4. Qual deverá ser a prioridade de trabalhos?

Adaptar a oficina, para manter o bom nível operacional da viatura, e melhorar ou construir novas infra-estruturas para a lavagem da mesma.

5. Relativamente aos parques para as VBR, no seu ponto de vista como é que estes deverão ser? Como é que as VBR deverão estar parqueadas?

Antes de as recebermos, passei por outras unidades, 1ºBIMec e 2ºBIMec, vi várias opções, viaturas parqueadas por subunidades, e pelo tipo de viatura (rodas ou lagartas). Sem dúvida que por subunidades é a melhor forma, por uma questão de responsabilização e controlo das mesmas por parte dos comandantes das subunidades, e por facilitar a utilização destas. A melhor modalidade na minha opinião, e a que deverá ser tomada como exemplo, é a do 2ºBIMec, onde as viaturas estão parqueadas por subunidade.

O 2ºBIMec foi construído por base nas lições aprendidas do 1ºBIMec e nós deveremos ir nesse sentido, mesmo no aspecto das arrecadações, as do 2ºBimec estão junto ao parque. Aqui no que diz respeito às arrecadações correspondentes à palamenta da viatura, temos hipóteses de as fazer junto do parque, mas para já ainda está em estudo ao nosso nível o que diz respeito ao armamento. O material mais sensível também deverá ser colocado num local com as condições ideais.

6. Visto que para o treino operacional é necessário utilizar infra-estruturas situadas no exterior, acha que deverão ser criados novos acessos àunidade?

A entrada poderá ser alargada ou então criar um segundo portão, permitindo fazer a circulação da viatura, sem haver a entrada e saída de viaturas pelo mesmo ponto evitando o cruzamento destas. Às vezes em treino podemos estar ali com viaturas para entrarem e saírem ao mesmo tempo e uma só entrada condicionará muito essa tarefa. A criar uma

entrada nova, esta deveria ser criada no início do muro da unidade, permitindo fazer assim toda a circulação da viatura no interior da unidade sem haver cruzamentos. O seu deslocamento seria feito num só sentido, despalamentava, lavava, lubrificava e parqueava. A entrada na unidade irá condicionar sempre o tráfego. Para evitar acidentes tem de haver algo que faça o controlo da entrada e saída da viatura, se é um sistema electrónico ou o homem é indiferente. Actualmente sempre que as VBR vão para o exterior os militares do PGS fazem a paragem do trânsito, e estas deslocam-se sempre com outra viatura ligeira á frente a sinalizar a coluna.

7. Na sua opinião acha que infra-estruturas existentes para o treino operacional, permitem o treino da força equipada com VBR?

Acho que sim, até ao nível de companhia as infra-estruturas de que dispomos permitem o treino, sendo este feito desfasadamente, com a criação de um cenário com várias tarefas críticas em diferentes locais. A Serra da Padrela para isso serve perfeitamente, os aprontamentos são feitos lá, já várias viaturas foram utilizadas lá e apesar de as dimensões serem diferentes, sei que o terreno permite a circulação das Pandur. Temos condições para treinar e aprontar a força para diferentes missões ou cenário em que possa vir a ser empregue. Recentemente decorreu o DRAGÂO 08, a BrigInt, esteve cá com todas as suas componentes operacionais, com 1500 militares e 200 viaturas. A nível de Batalhão, não é possível nem aqui nem vejo nenhuma unidade que consiga fazer isso actualmente, não têm espaço para isso.