5 Tålegrensen for lakseoppdrett
5.5 Det spesielle urimeligkriterium
5.5.2 Nabol. § 2 fjerde ledd anvendt på ulemper fra oppdrett
Visto que se está a estudar o revestimento de pavimentos, a caracterização superficial das lajes torna-se essencial. Esta consiste na realização de ensaios que visam a análise de características como a textura e o atrito de um pavimento. Esse conjunto de ensaios foi realizado em duas etapas, uma anterior e outra posterior à aplicação dos revestimentos superficiais. De seguida são descritos, de forma sucinta, os ensaios que contemplam esta fase de caraterização.
3.5.1. Ensaio de mancha de areia para avaliação da macrotextura
O ensaio mancha de areia foi realizado segundo a norma EN 13036-1 e consiste na determinação da profundidade média da superfície, que permite a avaliação da sua macrotextura.
Antes da realização do procedimento, a superfície deve estar seca e limpa para que a medição realizada seja a mais correta e realista. Garantidas estas condições, um determinado volume de areia é colocado sobre a superfície e, com o auxílio de uma ferramenta, é espalhado de forma circular. Este processo termina após a obtenção de uma mancha de areia cujo tamanho não aumenta mais (Figura 3.18). Embora a utilização de areia esteja associada a este ensaio, foram utilizadas esferas de vidro, material que já se encontra especificado na norma EN 13036-1. Obtida a mancha, segue-se a determinação do seu diâmetro médio que é realizada através da medição de quatro diâmetros igualmente espaçados na circunferência (Figura 3.18). O ensaio foi realizado em apenas uma área de cada laje, e repetido em todas as lajes antes e após a colocação do revestimento.
Figura 3.18 – Etapas do ensaio de mancha de areia: a) colocação das esferas de vidro; b) espalhamento das esferas de vidro; c) medição do diâmetro da mancha obtida. Determinado o diâmetro médio, é possível determinar a profundidade média da textura (PMT), expressa em mm, que é obtida através da Equação 1.
��� = � �4 � (1)
Onde:
V é o volume de esferas de vidro espalhado (mm3); D é o diâmetro médio da mancha obtida (mm).
3.5.2. Avaliação da textura em mesa equipada com laser
A medição da profundidade média de textura também foi realizada com recurso a um outro ensaio efetuado com um equipamento laser, como alternativa à mancha de areia. Este equipamento, desenvolvido no Laboratório de Vias de Comunicação, é constituído por uma mesa que é colocada sobre a superfície a analisar, na qual está incorporado um motor que permite movimentar o laser num plano horizontal, medindo-se a distância entre esse plano e a superfície da laje para cada posição conhecida do laser no plano (Figura 3.19).
A avaliação da profundidade de textura com o laser é realizada pela medição da altura da superfície em vários pontos de uma área, pré-definida no programa a este associado. Neste programa também são definidos o espaçamento entre pontos e velocidade de leitura.
Para as lajes em estudo, foi definida uma área de medição de 25×25 cm2, com um espaçamento
entre pontos de 1 mm e uma velocidade de leitura de 300 pontos por minuto. A escolha destas condições permite a obtenção de um número elevado de resultados e, consequentemente, a obtenção de um valor de profundidade média de textura mais rigoroso para a área estudada. A profundidade média de textura, expressa em mm, que é obtida através do programa já referido, é calculada com base na Equação 2.
��� = �á� +�á� − �é��� (2)
Onde:
Máx1é o valor máximo da profundidade de um intervalo;
Máx2é o valor máximo da profundidade de um intervalo;
Média12 é o valor médio da profundidade.
3.5.3. Ensaio de pêndulo britânico para avaliação do coeficiente de atrito
O ensaio de pêndulo britânico é realizado para avaliar o coeficiente de atrito da superfície, que é uma das características funcionais mais valorizadas num pavimento.
O ensaio, realizado segundo a norma europeia EN 13036-4, utiliza um equipamento portátil, constituído por um pêndulo com uma superfície de borracha que desliza sobre o material a ensaiar, simulando a travagem de um veículo numa superfície molhada a uma velocidade de 50 km/h.
A medição do coeficiente de atrito é uma medição localizada, realizada através da avaliação da energia absorvida por atrito e é expressa em PTV (Pendulum Test Value), representando indiretamente o atrito longitudinal que se obteria entre o pneu e o pavimento.
O procedimento começa pela colocação do equipamento num ponto definido e pela calibração do mesmo, processo preconizado pela norma referida e representado na Figura 3.20.
Figura 3.20 – Nivelamento e calibração do pêndulo britânico.
Encontrando-se o equipamento calibrado e nivelado, a superfície é molhada com água e o ensaio pode ser iniciado. O pêndulo deve ser colocado na posição horizontal e preso, para posteriormente ser largado. Uma vez solto, este deve ser segurado quando atinge a outra extremidade do equipamento, momento em que se procede ao registo da posição do ponteiro. O ponteiro deve ser reposto novamente para a posição horizontal inicial, de forma a repetir-se o ensaio. O processo deve ser realizado cinco vezes, devendo proceder-se sempre à molhagem da superfície e ao registo do resultado. Casos as leituras difiram em mais de três unidades, a norma específica que o ensaio deve ser repetido até se obter três leituras sucessivas iguais. No fim de todas as leituras necessárias, a temperatura da água deve ser medida. Para as lajes em estudo, o ensaio foi realizado em dois pontos de cada laje com um espaçamento aproximado entre si de 10 cm.
3.5.4. Ensaio pull-off para avaliação da adesão entre o revestimento e a base betuminosa O ensaio pull-off tem como objetivo determinar a força de adesão entre uma superfície e um determinado revestimento. É realizado com recurso a um equipamento que aplica uma carga de tração sob uma placa que se encontra colada à superfície do revestimento (Figura 3.21). A norma europeia EN 150-12 especifica para a placa de tração uma dimensão de 50 mm, mas as placas utilizadas no ensaio (únicas disponíveis em laboratório) tinham 38,5 mm de diâmetro.
Figura 3.21 – Equipamento utilizado no ensaio pull-off.
A aplicação de carga é realizada manualmente, com recurso a um manípulo, e o seu incremento, além de ser de acordo com a força de adesão esperada, deve ser feito de forma uniforme. O procedimento de realização do ensaio é representado na Figura 3.22.
Figura 3.22 – Procedimento de realização do ensaio pull-off.
Relativamente à rotura, a norma referida prevê que esta ocorra entre os 20 s e os 60 s de ensaio, devendo ser registada a respetiva carga. Caso a rotura ocorra entre a cola e a placa, o ensaio deve ser rejeitado. A força de adesão deve ser determinada segundo a Equação 3.
�� = ��� (3)
Onde:
Fu é a carga de rotura (N);
A é a área da amostra cilíndrica (mm2).