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3. REGNSKAPSANALYSE OG NØKKELTALL

3.1 N ØKKELTALL

para o EF e tentativas de diferenciar a EI da EF: situações ou

conversas durante o período de observação referentes à transição das crianças para as escolas de Ensino Fundamental de nove anos ou durante a sua adaptação no Ensino Fundamental e as concepções e reminiscências da EI.

As categorias foram desenvolvidas baseadas nas notas de diário de campo e nas leituras dos trabalhos de Marcondes (2006), Moreira (2006), Sambrano (2006), Hoeppler (2007) e Barbosa (2008).

Destaca-se que os grupos de análise estão divididos somente por uma questão didática, não sendo, portanto, mutuamente exclusivos, podendo haver em uma dimensão mais de uma categoria.

O primeiro grupo de análise das notas de diário de campo são as

situações de rotina, que são sequências de ações e situações cotidianas que

são realizadas pela instituição como um todo. Subdividiram-se as atividades de rotina em quatro categorias de análise, os quais são: a) entrada das crianças;

b) café/lanche/recreio; c) higienização; e d) saída. As categorias e suas

subdivisões serão discutidas a seguir:

a) Entrada das crianças: Refere-se à forma das crianças chegarem aos CERs

e escola, seus primeiros contatos do dia com as docentes e seus pares, momento de espera pela vez em ir tomar café ou para a entrada em sala. Essa categoria apresenta subdivisões que são:

x Local de espera: Sala de aula; pátio da escola; local próximo ao portão da escola;

x Recepção da docente: Aguardar na frente da fila; cumprimentar verbalmente dando bom dia; pedir para a criança se aproximar para abraçar/beijar; aproximar-se das crianças para abraçar/ beijar;

x Interações professora/alunos(as): Aguardar o café ou a entrada da sala sem interagir; cantar músicas; conversar sobre o cotidiano das crianças.

b) Café da manhã/ lanche / recreio: Faz referência às formas de interação

entre pares e docentes nas situações de café da manhã, lanche e recreio, assim como às normas que regem essas situações. As subcategorias que o compõem são:

x Mediação docente: Conversar com as crianças durante a refeição; manter-se distante das crianças, porém atenta; sentar-se junto com as crianças; não permanecer no refeitório;

x Regras de disciplina: Formar fila para entrar no refeitório; pegar somente se for comer; não conversar durante a refeição; respeitar os colegas e funcionários; tomar água e ir ao banheiro antes de retornar para a sala.

c) Higienização: Situações de lavagem das mãos antes de comer, idas ao

banheiro e escovação dos dentes, subdivididas em:

x Tipo de atividade: Ir ao banheiro e lavar as mãos antes da refeição; escovar os dentes após o lanche ou recreio; lavar as mãos após as brincadeiras;

x Mediação docente: Conversar com as crianças explicando a importância da higiene; conversar somente para explicar regras e para controlá-las; aguardar as crianças realizarem a higienização, conversando com outras professoras; não realizar a higienização.

d) Horário de saída: Organização para a saída da escola, local de espera,

contatos com a docente e interações nesse momento, subdivididas em:

x Local de espera dos pais: Sala de aula; pátio da escola; local próximo ao portão da escola;

x Despedida da docente: Aguardar na frente da fila; cumprimentar verbalmente dando “tchau”; pedir para a criança se aproximar para abraçar/beijar; aproximar-se das crianças para abraçar/ beijar;

x Interações professoras/ alunos(as): Aguardar os pais sem interagir; cantar músicas; conversar sobre o cotidiano das crianças;

x Interações professoras/responsáveis: Somente cumprimentar os responsáveis; conversar sobre como foi o dia das crianças na escola.

O segundo grupo de análise focou a organização espacial, as práticas

pedagógicas e interações entre docentes e crianças. Em relação às

estruturas e às organizações espaciais, foram discutidas as categorias referentes a:

¾¾¾¾ Constituição física dos ambientes: Forma que os ambientes externos e internos estavam organizados em cada instituição educacional;

¾¾¾¾ Dinâmica da organização dos espaços: Forma de uso dos espaços e o tempo destinado ao seu uso;

¾¾¾¾ Tipos de atividades e espaços a serem desenvolvidos: Disposição espacial durante as atividades observadas, podendo ser: 1) Crianças em

mesas com até 04 lugares; 2) Crianças sentadas no chão de forma desorganizada; 3) Crianças sentadas no chão em círculo; 4) Crianças sentadas no chão enfileiradas.

Quanto à subcategoria referente às organizações e práticas pedagógicas, elencam-se as seguintes:

¾¾¾¾ Decisão da atividade:

Qual (ou quais) sujeitos envolvidos na atividade observada têm a possibilidade de decidir e encaminhar tal atividade, podendo ser somente a docente, somente os(as) alunos(as) ou decisão partilhada (docentes e alunos(as));

¾¾¾¾ Postura vocal dos sujeitos: Tom de voz das docentes e das crianças durante a realização das atividades, podendo ser: 1)Tom de voz baixo; 2) Tom de voz médio; 3) Tom de voz alto;

¾¾¾¾ Posicionamento espacial dos sujeitos durante a atividade: formas em que as docentes e as crianças se posicionam para a realização das atividades, podendo ser:

Docentes: 1) Frente da sala para explicar, sentada na frente para

supervisionar; 2) Frente da sala para explicar e andando pelas carteiras para supervisionar; 3) Sentada junto com os(as) alunos(as); 4) Sentada supervisionando;

Crianças: 1) Permanecem sentadas; 2) Levantam-se somente para apontar

o lápis ou jogar sujeiras no lixo; 3) Sentadas, alguns andando pela sala olhando atividade da outra; 4) Sentadas, mas virando para trás ou lados para conversar com colegas; 5) Andando pela classe; 6) Sentadas gesticulando somente os braços; 7) Deitadas no chão;

¾¾¾¾ Formas de interação entre docentes e crianças: Tem como intuito verificar as modalidades de gestão das atividades utilizadas pelas docentes e a forma das crianças reagirem frente a essas posturas, podendo ser:

Docentes: 1) Autônoma: a docente supervisiona as atividades das

crianças, intervindo somente com advertências relacionadas às regras e cuidados no que se refere ao convívio e a integridade física; 2) Mediada: a professora intervém de forma equilibrada, predispondo materiais, fornecendo comandos ou ajuda quando necessários, contudo, não direciona a atividade o tempo todo e acolhe sugestões e participações das crianças; 3) Diretiva: professora decide a atividade e a comanda durante todo o período;

Crianças: 1) Recíproca; 2) Submissa; 3) Resistente; 4) Partilhada (variando

a detenção de poder na relação);

¾¾¾¾ Apresentação dos conteúdos: Estratégias que a docente utiliza no processo de ensino-aprendizagem e as ações mais comuns das crianças frente a essas estratégias.

Docente: 1) Apresentação oral do conteúdo; 2) Uso da lousa; 3) Uso de

livros com gravuras; 4) Uso de filmes; 5) Uso de histórias; 6) Uso de situações cotidianas; 7) Contextualização dos conteúdos; 8) Uso de materiais concretos;

Crianças: 1) Atentas às explicações e apresentações da docente; 2)

Conversam durante a apresentação; 3) Participam perguntando; 4) Brincam; 5) Fazem outra atividade;

¾¾¾¾ Manejo de sala de aula: Formas que a docente adota para manejar as situações em sala de aula com o intuito de facilitar o processo de ensino- aprendizagem: 1) Controle do tempo das atividades; 2) Atenção diferenciada (aluno com dificuldade); 3) Agrupamento por níveis de dificuldades; 4) Possibilidade de manuseio dos materiais;

¾¾¾¾ Situações de correção: Estratégias que as docentes usam para corrigir as atividades propostas e as formas das crianças participarem ou solicitarem tais correções, podendo ser:

Docente: 1) Professora corrige na lousa; 2) Professora corrige no caderno;

3) Correção na lousa feita pelos alunos; 4) Correção na carteira da professora;

Crianças: 1) Crianças espontaneamente vão até a mesa da professora

para corrigir atividade; 2) Crianças vão até a mesa da professora para corrigir atividade mediante a solicitação da docente; 3) Crianças participam da correção indo até a lousa; 4) Crianças participam da correção, sentadas em suas carteiras;

¾¾¾¾ Controle da disciplina: Práticas utilizadas pela docente com o intuito de manter as regras de conduta em sala de aula e as formas de as crianças interagirem com as professoras e de reagirem frente às regras.

Docentes: 1) Combinados de início de ano; 2) Retomada das explicações

das regras; 3) Castigos; 4) Suspensão de atividade de brincadeira; 5) Repreensão verbal; 6) Solicitação da direção; e 7) Remanejamento dos alunos na sala;

Crianças: 1) Aceitação total (sem estratégias de burlar); 2) Aceitação

parcial (busca formas de burlar sem enfrentar as regras propostas pela docente); 3) Não aceitação; 4) Diálogo sobre as regras;

¾¾¾¾ Resolução de conflitos: Formas de as crianças resolverem as situações de desentendimento entre os pares: 1) Solicitação de auxílio da docente; 2) Conversa entre os colegas buscando uma solução; 3) Discussão (aumento do tom de voz, xingamentos); 4) Brigas físicas (tapas e empurrões); 5) “Ficar de mal” (Afastar-se do amigo e não conversar); 6) Reconhecimento do erro e pedidos de desculpas; 7) Indicação de mudança de brincadeira para evitar conflitos;

¾¾¾¾ Formas de incentivo: Práticas das docentes que estimulam a participação das crianças durante a realização das atividades, podendo ser: 1) Proposição de perguntas; 2) Uso de reforços positivos (verbais); 3) Valorização das contribuições dos alunos; 4) Estimulação da criatividade; 5) Apresentação de situações de interesse do aluno.

As categorias apresentadas visaram analisar as interações e práticas das docentes e das crianças em 07 tipos diferentes de atividades desenvolvidas nos CERs e no Ensino Fundamental, as quais são:

a) Atividades de leitura, escrita e matemática: Atividades de caráter intencional que objetivavam a discussão e o ensino de conceitos, podendo ser atividades de alfabetização (leitura e escrita), matemática, ciências e saúde, história, geografia e conteúdos de comportamento e valores;

b) Atividades gráficas: Atividades de desenhos, pinturas e colagens sem intenções específicas de ensino de conteúdos relacionados à leitura, escrita e à matemática, podendo, contudo, promover o desenvolvimento de habilidades psicomotoras e cognitivas;

c) Brincadeiras: Brincadeiras livres ou dirigidas;

d) Histórias infantis: Atividades de contação de história ou leitura livre das crianças, sem intenção de relacionar com conteúdos de leitura, escrita e matemática;

e) Vídeos: situações em que havia sessões de filmes, desenhos ou documentários;

f) Músicas e Cantigas: Situações em que eram propostas músicas e cantigas para serem cantadas ou ouvidas;

g) Episódicas: Ensaios para festividades, festividades, encerramento de projetos e formatura.

O terceiro grupo de análises corresponde às concepções e

informações sobre a transição das crianças para o EF ou tentativas de diferenciar a EI da EF, as quais puderam ser observadas durante o período de

inserção no ambiente dos CERs e no Ensino Fundamental. Situações como conversas entre as docentes, conversas das docentes com a pesquisadora, conversas ou questionamento das crianças entre si ou com a pesquisadora.

Quadro 14 – Grupos de análises e categorias do diário de campo

Grupo de análise Categorias Subcategorias

Entrada das crianças Local de espera

Recepção da docente Interações professora/alunos(as) Café da manhã e lanche Mediação docente Regras de disciplina

Higienização Tipo de atividade

Mediação docente Regras de disciplina Organização, práticas pedagógicas e interações entre docentes e crianças Rotina Horário da saída

Local de espera dos pais Despedida da docente Interações professoras/alunos(as) Interações professora/responsáveis Constituição dos

ambientes 1- Internos; 2- Externos.

Dinâmica e organização dos

espaços

1- Organização dos espaços; 2- Tempo de uso do espaço. Tipos de atividades e

espaços a serem desenvolvidos

Organização dos ambientes em: 1- Crianças em mesas com até 04 lugares; 2- Sentadas no chão de forma desorganizada; 3- Sentadas no chão em círculo; 4- Sentadas no chão enfileiradas.

Decisão da atividade 1- Somente a docente; 2- Somente os(as) alunos(as); 3- Decisão partilhada (docentes e alunos(as)).

Posicionamento espacial dos sujeitos

durante a atividade

Docentes: 1- Frente da sala para explicar, sentada na frente para

supervisionar; 2- Frente da sala para explicar e andando pelas carteiras para supervisionar; 3- Sentada junto com os alunos(as); 4- Sentada supervisionando.

Crianças: 1- Permanecem sentadas; 2- Levantam-se somente para

apontar o lápis ou jogar sujeiras no lixo; 3- Sentadas, algumas andando pela sala olhando atividade da outra; 4- Sentadas, mas virando para trás ou lados para conversar com colegas; 5- Andando pela classe; 6- Sentadas gesticulando somente os braços; 7- Deitadas no chão. Postura vocal dos

sujeitos 1-Tom de voz baixo, 2- Tom de voz médio, 3- Tom de voz alto.

Interação entre docentes e crianças.

Docentes: 1- Autônoma: a docente supervisiona as atividades das

crianças, intervindo somente com advertências relacionadas às regras e cuidados no que se refere ao convívio e à integridade física; 2- Mediada: a professora intervém de forma equilibrada, predispondo materiais, fornecendo comandos ou ajuda quando necessário, contudo, não direciona a atividade o tempo todo e acolhe sugestões e participações das crianças; 3- Diretiva: professora decide a atividade e a comanda durante todo o período.

Crianças: 1- Recíproca; 2- Submissa; 2- Resistente; 4- Partilhada

(variando a detenção de poder na relação).

Organização, práticas pedagógicas e interações entre docentes e crianças Atividades gerais (Leitura, Escrita e Matemática, brincadeira, gráfica, histórias, vídeos, cantigas/ músicas e episódicas) Apresentação dos conteúdos e formas de interação

Docente: 1- Apresentação oral do conteúdo; 2- Uso da lousa; 3- Uso

de livros com gravuras; 4- Uso de filmes; 5- Uso de histórias; 6- Uso de situações cotidianas; 7- Contextualização dos conteúdos; 8- Uso de materiais concretos.

Crianças: 1- Atentas às explicações e apresentações da docente; 2-

Conversam durante a apresentação; 3- Participam perguntando; 4- Brincam; 5- Fazem outra atividade.

Manejo de sala de aula

1- Controle do tempo das atividades; 2- Atenção diferenciada (aluno com dificuldade); 3- Agrupamento por níveis de dificuldades; 4- Possibilidade de manuseio dos materiais.

Situações de correção

Docente: 1- Professora corrige na lousa; 2- Professora corrige no

caderno; 3- Correção na lousa feita pelos alunos; 4- Correção na carteira da professora.

Crianças: 1- Crianças espontaneamente vão até a mesa da professora

para corrigir atividade; 2- Crianças vão até a mesa da professora para corrigir atividade mediante a solicitação da docente; 3- Crianças participam da correção indo até a lousa; 4- Crianças participam da correção, sentadas em suas carteiras.

Controle da disciplina Docentes: 1- Combinados de início de ano; 2- Retomada das explicações das regras; 3- Castigos; 4- Suspensão de atividade de

brincadeira; 5- Repreensão verbal; 6- Solicitação da direção; e 7- Remanejamento dos alunos na sala.

Crianças: 1- Aceitação total (sem estratégias de burlar); 2- Aceitação

parcial (busca formas de burlar sem enfrentar as regras propostas pela docente); 3- Não aceitação; 4- Diálogo sobre as regras.

Resolução de conflitos

1- Solicitação de auxílio da docente; 2- Conversa entre os colegas buscando uma solução; 3- Discussão (aumento do tom de voz, xingamentos); 4- Brigas físicas (tapas e empurrões); 5- “Ficar de mal” (Afastar-se do amigo e não conversar); 6- Reconhecimento do erro e pedidos de desculpas; 7- Indicação de mudança de brincadeira para evitar conflitos. Práticas pedagógicas e interações entre docentes e crianças Atividades gerais (Didática, brincadeira, gráfica, histórias, vídeos, cantigas / músicas e episódicas

Formas de incentivo 1-Proposição de perguntas; 2- Uso de reforços positivos (verbais); 3- Valorização das contribuições dos alunos; 4- Estimulação da

criatividade; 5- Apresentação de situações de interesse do aluno.

Concepções e informações sobre a transição das crianças para o EF, tentativas de diferenciar a EI da EF e reminiscências da EI Situações esporádicas envolvendo a temática EI – EF

Para a triangulação dos dados, além das análises do diário de campo foram agregadas as categorias obtidas com a análise das entrevistas com crianças, docentes e responsáveis e os desenhos produzidos pelas crianças.

2.7.3- Procedimento de triangulação de dados

De acordo com Santana, Doninelli, Frosi e Koller (2005), a triangulação de dados é enriquecedora para a produção do conhecimento. Investigar os fenômenos a partir de percepções diferentes propicia um conhecimento mais aprofundado.

Diante dos dados triangulados (entrevista, diário de campo e desenho), organizaram-se os resultados em 04 dimensões. Salienta-se que a separação

realizada tem fins didáticos, uma vez que são questões complexas e interdependentes.

As primeiras duas dimensões compõem a Seção III desse estudo, denominado “Educação Infantil e Ensino Fundamental: tempos, espaços e práticas educativas” e contempla:

1- Estrutura e organização espacial na Educação Infantil e Ensino