• No results found

Næringsfordeling for enkelte

2 UTDANNING OG ARBEIDS-

2.6 Tilpasningen på arbeids-

2.7.8 Næringsfordeling for enkelte

Diante das consequências oriundas de suas próprias atividades, as corporações vêm nos últimos anos, demonstrando preocupação com questões de natureza social e ambiental. Essas consequências dizem respeito a danos causados ao meio ambiente, principalmente a comunidade onde se localiza, por serem normalmente a mais afetada. Além disso, a sociedade juntamente com o governo têm pressionado as corporações para realizarem atitudes concretas que revelem essa real preocupação ambiental e social, de maneira, que possa ser percebido tais ações e estratégias utilizadas.

De acordo com Schiavo (2007), as Bolsas de Valores também vem evidenciando preocupação com o desenvolvimento sustentável das empresas, o que contribuiu e vem contribuindo para o reconhecimento de organizações que desempenham atividade social corporativa. Esse reconhecimento acarreta na legitimação dessas empresas diante da sociedade e a consequentemente melhoraria de sua reputação.

Os índices financeiros de cunho social ou sustentável foram criados em diferentes partes do mundo, com o objetivo de fornecer aos investidores um panorama referente ao desempenho empresarial, seja ele financeiro ou de sustentabilidade. Assim, esse panorama vem a influenciar e proporcionar melhor entendimento no que diz respeito a possíveis decisões de investimento (SEARCY; ELKHAWAS, 2012).

Nessa direção, o primeiro índice criando com a proposta de reunir empresas socialmente responsáveis foi o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), em 1999 na Bolsa de Valores de Nova York (SOUZA, 2006; SCHIAVO, 2007; OBERNDORFER et al., 2013). De acordo com a ROBECOSAM (2015), o DJSI tem a finalidade de demonstrar o desempenho das empresas líderes em sustentabilidade a nível mundial. E para tanto, avalia de maneira integrada, aspectos econômicos, sociais e ambientais, com foco na criação de valor para os acionistas no longo prazo.

O DJSI conta com a inclusão de 10% das companhias selecionadas das 2500 maiores companhias globais, distribuídas em 59 setores da indústria e em 47 países. Segundo Lopéz, Garcia e Rodriguez (2007), o DJSI utiliza uma série de indicadores semelhantes aos empregados pela Global Reporting Initiative (GRI), dos quais permitem identificar as estratégias incorporadas pelas empresas no que diz respeito à avaliação de ativos intangíveis, desenvolvimento do capital humano, questões organizacionais, planos estratégicos, governança corporativa e relação com os investidores.

Em 2011, a Bolsa de Valores de Londres, inspirada no DJSI, criou o FTS4Good

Sustainability Index que tem a finalidade de reunir as empresas listadas na Bolsa de Londres com os melhores desempenhos de sustentabilidade corporativa (CURRAN; MORAN, 2007; AMARAL; IQUIAPAZA, 2013). Este índice é o segundo que fora criado em uma economia desenvolvida, a fim de modificar a percepção estratégia das corporações para que estas incorporassem aspectos sociais e ambientais em suas atividades organizacionais.

Os objetivos do FTS4Good perpassam por questões como: proporcionar o entendimento para as companhias dos próprios impactos causados ao ambiente e a sociedade; estabelecessem uma política de atuação para a mudança que seria realizada, baseada em objetivos e metas; utilizar sistemas de gestão para que a política estabelecida fosse realmente implementada;

utilizar mecanismos para monitorar e avaliar a RSC; e divulgar os pontos anteriores para todos os stakeholders (SCHIAVO, 2007).

Algumas Bolsas de Valores localizadas em países emergentes também desenvolveram iniciativas e criaram índices sociais, como a África do Sul e Brasil. Assim, em 2004, a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE) criou o Socially Responsible Investiment Index (SRI index), com a finalidade de integrar um índice de empresas cotadas que utilizam os princípios do TBL nas suas atividades de negócio. Este índice fornece um benchmark para o investimento socialmente responsável e contribui para o desenvolvimento de uma prática empresarial responsável em todo o mundo (MUTEZO, 2014).

A seleção de empresas para integrarem o SRI Index é feita a partir de critérios sociais, econômicos, ambientais e de governança corporativa, mensurados por meio da perspectiva de gestão, de políticas, desempenho, relatórios e consulta pública (SCHIAVO, 2007). O mesmo autor ressalta que setores como o do fumo, bebida e armamento não foram excluídos do índice, mas sim considerados como sendo de alto impacto, ou seja, são setores que causam grandes mudanças negativas no ambiente e sociedade.

Outro país emergente que teve a iniciativa de criar um índice diversificado, selecionando empresas com melhores desempenhos em sustentabilidade empresarial foi o Brasil. De acordo com Schiavo (2007), em 2005, a Bolsa de Valores de Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) junto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), formaram um conselho com membros da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, Associação Nacional dos Bancos de Investimento - ANBID, Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais - APIMEC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, International Finance Corporation - IFC, Instituto Ethos e Ministério do Meio Ambiente e lançaram o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

De acordo com a BM&FBovespa (2016), o ISE tem o objetivo de refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. Além disso, busca criar um ambiente de investimento combinado com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações.

O ISE é composto por um máximo de 40 empresas e é atualizado anualmente levando em consideração a adequação das empresas aos critérios de inclusão na carteira do índice que contemplam características relativas à liquidez, governança corporativa e questões sociais e ambientais (BM&FBOVESPA, 2016). Os critérios são mensurados por meio de questionários

respondidos voluntariamente pelas empresas que possuem as 200 ações mais líquidas no exercício do ano anterior e que, após a obtenção das respostas, avaliação é realizada por um Conselho Deliberativo.

Existe ainda, segundo Orsato et al. (2014), o Ethibel Sustainability Index (ESI), criado em 2002 por um grupo britânico e no qual é composto por quatro índices regionais: ESI Global, ESI Americas, ESI Europa e ESI Ásia-Pacífico; o Calvert Social Index, elaborado pela Calvert

Corporation, que é comporto por 680 empresas, selecionadas a partir de um universo de 1000 empresas que compreendem as maiores de capital aberto dos Estados Unidos; o KLD Índices foi lançado em 2007 pela KLD Research and Analytics, que procurou reunir em um banco de dados, 4000 empresas dos Estados Unidos, a fim de monitorar a pontuação social corporativa destas.

Além dos índices já mencionados anteriormente, vêm sido desenvolvidos nos últimos 12 anos, rankings verdes, elaborados por empresas renomadas da mídia e pesquisa. Estes

rankings utilizam uma série de critérios para pontuar as atividades de cunho social e ambiental, a fim de obter um score para cada empresa avaliada e poder enquadrá-la com sendo ou não uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade. Nessa direção, dois rankings mundiais ganharam bastante visibilidade: o elaborado pela revista Newsweek e o elaborado pela

Corporate Knights.

A Newsweek é uma revista norte–americana que com a ajuda de empresas de pesquisa elaborou o “Grenn Ranking” em 2009, no qual reunia as 500 maiores empresas dos Estados Unidos nos quesitos de desempenho ambiental, políticas ambientais, reputação e cuidados com o meio ambiente. No ano de 2010, a Newsweek divulgou o ranking das 100 empresas mais sustentável do mundo, baseando-se na proposta da Corporate Knights. Segundo Murguia e Lence (2015), o ranking também fornece informações aos pequenos investidores sobre ambiente oneroso, e eleva a consciência pública a respeito do desempenho ambiental das maiores empresas. O ranking Global 100, criado pela Corporate Knights em 2005, foi o objetivo de investigação desse estudo e será explicado abaixo.