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2 UTDANNING OG ARBEIDS-

2.6 Tilpasningen på arbeids-

2.7.1 Innledning

A relação entre a RSC e o Desempenho financeiro é fonte de muito debate na academia e no contexto empresarial, pois ainda existem controvérsias associadas de como a aplicação da RSC nas práticas empresarias poderia impactar o desempenho financeiro, e de que maneira seria esse impacto, positivo ou negativo, ou até mesmo neutro.

Uma maneira de implementar a RSC na prática empresarial, além de realizar mudanças na própria gestão, é por meio do Investimento Social Responsável (ISR). Nesse contexto, as ações de sustentabilidade seriam vistas como uma forma de investimento que a corporação estaria fazendo, buscando atender demandas sociais e ambientais e ao mesmo tempo buscando a maximização do seu valor (MACHADO FILHO, 2002).

De acordo com Martin (1986), o ISR teve início na década de 1940, quando sindicatos e agências governamentais evitavam investimentos em empresas com práticas trabalhistas injustas (HILL et al., 2007). O ISR se expandiu em meados da década de 1970, quando se intensificaram as discussões sobre RSC e Desenvolvimento Sustentável. Em anos posteriores, na década de 1990, Rivoli (2003) apresenta que a ênfase passou a ser na violação dos direitos humanos e nas condições trabalhistas.

De acordo com o USSIF (United States Social Investment Forum) (2002), ISRs compreendem um extenso e crescente portfólio de produtos e investimentos, desde ações e títulos, a poupança, contas bancárias, até capital de risco. De acordo com a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa, 2016), os ISRs refletem uma preocupação dos investidores com questões sociais. Esses investimentos utilizam critérios sociais, ambientais, éticos e/ou de governança na seleção ou gerenciamento dos portfólios.

O Fórum de Investimento do Reino Unido define o ISR como aquele em que os investidores podem combinar objetivos financeiros com valores sociais (HILL, 2007). Já para Kanji e Chopra (2010), o investimento social corporativo inclui atividades que melhoram a infraestrutura social, proporcionando uma melhoria na comunidade através de habilidades, tecnologias e educação, visando à sustentabilidade. Os ISRs também dizem respeito a produtos não financeiros, desenvolvidos pelas empresas, como por exemplo, a criação de projetos para a comunidade no local em que as empresas utilizam os recursos, ou programas para melhorar as condições trabalhistas. A diferença entre os dois tipos de ISR é que enquanto um se refere ao investidor especificamente, o outro diz respeito a toda corporação, remetendo a RSC. Segundo Soppe (2009), o ISR é orientado para o investidor e a RSC é orientada para a empresa. Ao investir em RSC e no DS, as corporações cooperam para reduzir as desigualdades sociais existentes, bem como na minimização dos impactos negativos que suas atividades podem causar para o ambiente (ARANTES, 2006). Além disso, podem garantir a sustentabilidade do próprio negócio ao conquistar a preferência dos investidores e consumidores considerados “sustentáveis”, adquirindo dessa forma, vantagem competitiva (ARANTES, 2006; MACKEY; MACKEY; BARNEY, 2007).

Campbell (2007) argumenta que as condições econômicas afetam o grau de envolvimento social das organizações, e que essa relação é afetada por um conjunto de fatores institucionais. Esses fatores podem ser citados como performance financeira, concorrência, regulação, envolvimento em ONG’s e impressa (mídia) no ambiente de atuação empresarial, associações de empregadores e envolvimento com sindicatos, grupos comunitários, investidores e outras partes interessadas.

Não existe um consenso na literatura sobre a relação existente entre investimento social e desempenho financeiro (MAZZER, 2014). Isto porque, existem evidências empíricas que serão abordadas posteriormente, as quais mostram achados de relação positiva, negativa e neutra. Uma pesquisa bastante utilizada que revela esse fato é a meta-análise desenvolvida por Margolis, Elfenbein e Walsh (2007). Estes autores analisaram 167 estudos, no qual encontram relações positivas, negativas e neutras, mas fazem uma ressalva de que a maioria dos estudos encontrou relação positiva.

Outra meta-análise desenvolvida por Revelli e Viviani (2014) teve a finalidade de entender a relação entre investimento social responsável e desempenho financeiro. Para tanto, analisaram 85 pesquisas envolvendo 196 experimentos. Os resultados apontam que não há um custo ou benefício real para aplicar recurso em ISR, e que novas pesquisas devem enfocar quais os reais benefícios para investir socialmente. Além disso, apresentam que o nível de depende

muito das escolhas metodológicas realizadas pelos pesquisadores ao considerar o assunto ou a capacidade dos gestores dos fundos de ISR para conseguirem bom desempenho.

Essa falta de consenso se refere aos vários tipos de abordagens, métricas e metodologias utilizadas, fazendo com que se tenham resultados heterogêneos. Por exemplo, há um dilema referente à qual variável usar para medir desempenho financeiro: contábil ou de mercado. Ou seja, a escolha das variáveis a serem consideradas também contribui com a heterogeneidade. Além disso, existem as inúmeras metodologias utilizadas, vários tipos de regressões, bem como, o período considerado nas pesquisas.

Embora, esta heterogeneidade seja constatada na literatura, as corporações ainda assim, tem buscado desenvolver ações referentes à sustentabilidade ou de cunho social. Isso faz refletir que os gestores têm percebido a relevância dessas questões para o planeta e que parecem acreditar na possibilidade de um desempenho superior, ainda que no longo prazo, visto que atividades sociais geram custos adicionais.

Dos tipos de investimentos socialmente responsáveis existentes, dois que vem ganhando maior visibilidade nos últimos tempos: os fundos socialmente responsáveis (Socially

responsible funds – SRF) e os índices sociais, ambos lançados em bolsas de valores. De acordo

com Macedo, Corrar e Siqueira (2012), é outra fonte que vem sendo pesquisada, onde os pesquisadores têm buscando entender as vantagens geradas por ações de RSC.

Além dos índices financeiros, foram criadas por empresas de pesquisas e por revistas como a Newsweek e a Corporate Knights, rankings mundiais, dos quais reúnem empresas com melhores desempenhos de sustentabilidade e de RSC, a fim de evidenciar ao mercado quais são essas empresas, de que setor e o que vem desenvolvendo. Esses rankings têm sido utilizados de maneira ainda incipiente na literatura, e acredita-se que é uma importante fonte de informação para a sociedade de maneira geral.