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2.2 Forsvann genitiv kasus samtidig som sin-possessiven dukka opp?

2.2.2 Når og korleis dukka sin-possessiven opp?

Deste modo diretamente introduzida a necessidade da comunicação, poderemos adotar o simples eixo clássico, retomado por Thom, e onde o fluxo se torna facilmente inteligível:

Fonte -> mensagem -> Recetor485

Recetor Mensagem

Fonte

Fig. (2.2) A mensagem, entre fonte e recetor486

Transpondo o processo para a linguagem estrutural dos espaços topológicos, Thom associa a esta forma elementar da “mensagem” o elemento básico da “esfera”, a qual, pelas suas próprias qualidades de deformação, topologicamente implícitas, não só permite que tal esfera/mensagem seja continuamente deformável, como jamais perca as suas qualidades intrínsecas iniciais. Na verdade, a qualidade de aberto da própria mensagem, já estruturalmente inclui as possibilidades das suas fronteiras, ou seja, o lugar onde, por extensão, inevitavelmente ela se tornará ambígua,

ininteligível, ou polissémica.

Saliências e pregnâncias da Comunicação

Posto isto, ganham aqui imediata pertinência outros elementos lexicais de Thom, as saliências e as pregnâncias, tornando-se assim possível entender a mensagem, originada na fonte como forma saliente, a caminho de um espaço próprio de pregnância, ocupado pelo recetor, ou matematicamente falando, um subconjunto do espaço de pregnâncias, formado pelo subconjunto

dos recetores.

485 “J’appelle “forme saillant” toute forme qui frappe l’appareil sensoriel d’un sujet par son caractère abrupt

ou imprévu. Un flash de lumière, un tintement de sonnette sont typiquement des formes saillantes. Il convient toutefois de remarquer qu’une forme peut être saillante par une irrégularité de rythme, une brisure de symétrie, aussi bien que par une discontinuité sensorielle. […] Une forme saillante peut saturer momentanément l’appareil sensoriel du sujet, elle s’inscrit dans sa mémoire à court terme, mais n’affecte pas, en général, son comportement à long terme. On appellera “saillance” (anglais: saliency) le caractère correspondant de ces formes”, THOM, R., Morphologie du Sémiotique, p. 55/56

Analogicamente, também o recetor assim recebe esta mensagem, mas já topologicamente convertida numa boule lexical. Como consequência, se, no campo específico da Semiótica, a qualidade dos sinais não é imediatamente enquadrável num princípio de paridade e identidade, tal nos irá então obrigar a hierarquizá-los, segundo um princípio de eficácia487. De um modo mais

preciso, e acompanhando o pensamento do autor, seria sempre possível a construção de

isomorfismos entre as diferentes gradações de urgência das marcas e a sua deformabilidade

topológica, a partir da boule inicial.

Por inerência, se, uma vez revestido o sinal de especificidades sonoras, visuais, ou mesmo táteis, ou, mais abrangentemente, podendo mesmo, no espírito de Thom, ser ele, sinal, enquanto boule topológica, já entendido como um objeto único de emissão, e independente de qualquer

substrato, torna-se consequentemente passível de atravessar todos os campos sensoriais.

Igualmente, pela sua contínua deformabilidade, nós poderíamos então monitorizá-la, a partir de um espaço paramétrico, tal como o previsto na Teoria das Catástrofes, pressuposto que tais morfologias de catástrofe assim estariam associadas a intrínsecas bruscas transições, por sua vez associadas à súbita prevalência de um destes atratores sensoriais. Evitando a dispersão holística desta perspetiva, optamos por inserir uma tal análise na prevalência da dimensão

sinestética, já globalmente entendida como uma polifonia intrínseca do sinal488.

Estabilidade e instabilidade do estrato semiótico

Ascendendo à Pragmática do Texto, Thom igualmente fere o devir poético de uma axiologia própria, provinda de um mundo do pensamento arcaico, pré socrático, e diretamente emanado de Anaximandro: ”tout être, du seul fait qu’il existe, commet l’ubris, l’injustice métaphysique, dont il sera finalement châtié par le retour à l’indéfini, l’ἄπειρον”489. Ou, recuperando um patamar ainda

mais determinista, a própria elaboração da forma literária, pelos seus excessos e liberdades intrínsecos, e enquanto “défaut dans la pureté du Non-être”490, se encontraria, desde sempre,

condenada, pela sua própria essência de sistema dissipativo, quer a imprevisíveis recaídas, quer

a insuspeitadas emersões do profundo rumor da língua.

Permanecendo na sua linguagem própria, e já situado acima deste lugar inicial de amorfismo, o

estrato semiótico, enquanto lugar dos Sinais já é, assim, mais impressivamente englobável no

487 Não estão no mesmo patamar um sinal de alarme de incêndio e a complexidade de alguns signos,

quando, por exemplo, segmentados num debate intelectual.

488 Posto que a presunção do sinal, enquanto sensorialidade fechada, é puramente hipotética. 489 THOM, R., Apologie du Logos, p. 117

490 “[…] Par ailleurs, on peut penser que, quand un objet vient à l’existence (ou, au contraire, vient à

disparaître) la dynamique qui le représente ne peut être une dynamique compliquée. Si, comme l’a dit le poète: “[…] l’univers n’est qu’un défaut dans la pureté du Non-Être!”, on doit penser que les objets, lorsqu’ils viennent à naître (ou à périr) sont les déformations générales les plus simples du vide, du néant […] La complexité d’un objet se mesurera au nombre des “bifurcations” élémentaires qu’il est nécessaire de faire traverser à sa dynamique pour créer un objet ou l’anéantir”, THOM, R., Op. cit., p. 221

sistema de pregnâncias e saliências, posto que o sinal pode, ou não, ser inocente, quer enquanto

amorfo, ou, como saliência de um fechado, já por si mesmo, dotado de poder evocador. Na

realidade, enquanto Ciência dos Sinais, a Semiótica insere-se forçosamente na gestão de um primeiro estrato de pertinência, ou de insignificância, na aceção, em contexto, a si conferida pelo matemático, ao contrapor ao Verdadeiro, não o Falso, mas o Insignificante491. Tal perspetiva,

desde logo impõe, neste construtivismo implícito, uma espinha dorsal, a que já chamamos

Sentido, e que agora claramente ganha uma visível densidade492.

A volatilidade do Sinal: saliências e pregnâncias

De algum modo os sinais, em todas as formas, visuais, auditivas, olfativas, de que se possam revestir, já são tratados por Thom, em consonância com Wildgen493, como persistências

temporais de diferente durabilidade. No seu léxico próprio, o sinal é saliente se estiver dotado da

volatilidade temporal própria de um epifenómeno: “ce sont des figures qui se dessinent sur un fonds indifférencié, comme un tintement de sonnette ou un flash de lumière” […] S’ils peuvent momentanément saturer un appareil sensoriel, et s’inscrire dans la mémoire immédiate, n’auront néanmois que peu d’effets, à longue échéance, sur le comportement moteur ou affectif du sujet»494. Por oposição, o sinal é, por ele, designado pregnante, conquanto dotado de uma

persistência, ou recorrência morfológica alargada, o que pressupõe uma extensão e uma periodicidade, as quais, fenomenologicamente, e do ponto de vista topológico, o afastam do

caráter específico do epifenómeno: “à l’inverse, certaines formes perçues […] auront sur le sujet des effets […] de longue durée”495.

A tentação de associar os sinais pregantes, pela sua repetição e duração, a protótipos do sentido, em desfavor dos sinais salientes, efémeros e imprevistos, é, desde logo, confinada aos riscos próprios inerentes ao seu devir, porquanto, desde a própria linguagem animal, onde o sinal ocorre como modo de colisão direta com o referente (o grito de alarme comunitário, numa sociedade animal), já a saliência pode devir, num tipo singular de pregnância, tal como na referenciada experiência de Pavlov496. Inversamente, uma excessiva ocorrência da pregnância pode conduzi-

la a um enfraquecimento, como Thom o descreve: “la prégnance est en général, moins active

491 THOM, R., Prédire n’est pas expliquer, p. 132

492 Entre os sinalizados extremos, do prémorfismo, até às categorias superlativas do Arquitexto. 493 WILDGEN, W., “Time, motion, force, and the semantics of natural languages”, p.240

494 «On appellera saillants ces accidents sensoriels frappants, saillance (en anglais: saliency) ce caractère

de discontinuité brutale, THOM, R., Apologie du Logos, p. 93

495 «On appellera prégnantes ces formes signifiantes, prégnance le caractère associé. Ces formes suscitent

un comportement moteur spécifique, associé à des modifications hormonales importantes du métabolisme», THOM, R., Idem, ibidem

496 «[…] au bout d’un assez grand nombre de telles expériences, le seul tintement de sonnette provoquera

chez le chien un comportement d’appétence (par exemple, la salivation). On interprétera ce phénomène comme suit: une forme saillante – le tintement de la sonnette – a acquis par contiguïté spatio-temporelle avec une forme prégnante – le morceau de viande – la même prégnance alimentaire que la forme prégnante inductrice», THOM, R., Op. cit., p. 94

que dans la forme inductrice: de plus, elle a tendance à s’affaiblir au cours du temps si l’association avec une forme inductrice n’est pas renouvelée »497. Metaforicamente, esta

instablidade conclusiva conduz a uma das usais, e marcantes, imagens de Thom: « […] une prégnance se comporte dans le champ phénoménal des formes vécues comme un fluide érosif, qui s’infiltre selon ces fractures du réel que constituent les formes saillantes”498.

Todavia, embora este ponto de vista, introduzindo tal dúbia ambiguidade, tornada perniciosamente inconclusiva, possa parecer aparentemente circular499, na realidade a faz

ressurgir como uma genuína dupla via de emergir do Sentido, a partir da mera diferenciação do

sinal500, ou, como referido, na perspetiva inversa, como um seu enfraquecimento, o qual, não

tendo lugar, poderia conduzir a uma verdadeira patologia da pregnância, “par exemple, d’un animal pour qui toute forme extérieure serait une proie”501.

Entre este psiquismo arcaico, derivado da estrutura animal, e um psiquismo inerente à natureza humana, Thom distingue a existência, no primeiro, de um reduzido número de pregnâncias, se bem que incisivas, ao contrário das representações humanas, imersas numa vastidão dessas mesmas pregnâncias, já entendidas como embrião da Cultura, e, consequentemente, estritamente regidas pelos mecanismos próprios da linguagem502. No seu próprio léxico, Michaux

igualmente partilha, enquanto ansiedade poética, esta dualidade: “je voudrais pouvoir dessiner les effluves qui circulent entre les personnes. J’aimerais aussi peindre l’homme en dehors de lui, peindre son espace503.” E é assim que, regressando à dicotomia saliência/pregnância, também

já a podemos entrever como um embrião das estratificações superiores do espaço linguístico. Em linguagem topológica, considerado um atlas específico da variedade simbólica, haveria assim lugar para um mapa próprio, incipiente, onde as próprias saliências, linguisticamente encaradas, já seriam isomorfismos de um espaço de referentes, e uma vez estruturada a analogia saliência/referente, poderíamos avançar, nesta taxinomia, com a estabilidade do

conceito, encarado como uma típica pregnância morfologicamente resistente504.

497 THOM, R., Idem, ibidem 498 THOM, R., Idem, ibidem

499 «Quelles sont, pour une prégnance donnée (P) les formes saillantes (S) en lesquelles la prégnance peut

s’investir et produire des effets figuratifs? […] Inversement, étant donnée une forme saillante (S), quelles sont alors leurs effets figuratifs?», THOM, R., Apologie du Logos, p. 91

500 «Il est sans doute légitime d’attribuer l’individuation à une sorte de prégnance gestaltiste indifférenciée

[…] qui jouerait le rôle de la «marque» du sens jakobsonien en linguistique ou de la «vie», en biologie», THOM, R., Op., cit., p. 61

501 THOM, R., Idem, ibidem

502 «Chez l’animal, il y a peu de prégnances fondamentales, mais elles ont un grand pouvoir invasif et leurs

investissements sont labiles et réversibles: une association pavlovienne disparaît au bout d’un certain temps si elle n’est pas «renforcée». Chez l’homme au contraire, il y a un très grand nombre de prégnances, mais leur pouvoir propagatif […] est strictement contrôlé par les mécanismes du langage», THOM, R., Op., cit., p. 133

503 MICHAUX, H., Œuvres Complètes, Tome I, p. 863

504 «Chaque concept associé à un nom du langage est porteur d’une prégnance – sa signification – qui

investit normalement les formes saillantes que sont les référents du concept. La propagation de ces prégnances conceptuelles est sévèrement limitée par le fonctionnement syntaxique», THOM, R., Idem,

A bifurcação simbólica

Este é, também, e por consequência, o lugar, no pensamento de Thom, da “bifurcation symbolique”, e das suas formas específicas, na linhagem da Árvore de Porfírio505, de passagem

do sujeito, isolado, aos modos de comunicação social506, por que, na verdade, uma vez perante

o reconhecimento de um sinal, quer saliente, quer pregnante, o indivíduo pode optar por uma

reação motriz, mais imediata, a da repulsa, ou preensão, ou, num nível secundário, escolher sinalizar tal presença, fazendo o grupo partilhar da psicoemotividade a ele associada507. De todos

os modos, e independentemente desta reflexão acessória, nós encontramo-nos aqui, claramente no estrato dos sinais, ou retomando uma linguagem de potenciais, a sinalética pontual da

saliência poderia, pelo seu reincidir, conduzir a um patamar de estabilidade mais elevado, logo, potencialmente mais significante, assim como a pregnância, de início polarizadora de sentido,

poderia, subitamente, pelo mesmo fenómeno de reincidência, remergulhar na insignificância. Em qualquer dos casos, nós poderíamos sempre avançar com a identificação de fronteiras de

catástrofe, inicialmente nascidas no substrato dos grandes acidentes do Biológico, para, depois,

se dirigirem para o eixo do Sentido, ou, por outras palavras, para entrarem no domínio do conceptual, estritamente humano508. “Il ne fait guère de doute que, progressivement, aux cours

des millénaires d’évolution, une hérédité purement chimique a été remplacée par une hérédité fondée sur des formes sources de nature visuelle, géométrique”509.

505 «Sur l’organisation générale du monde sémantique, l’Antiquité nous a légué un objet d’une grande

célébrité – la totalité des genres et des «hypergenres», représentée par un graphe dit arbre de Porphyre. […] il s’agit d’une représentation des bifurcations successives conduisant de l’être en soi (le «genre» le plus universel) vers l’Animal, l’Homme, puis les individus Socrate et Platon. De bifurcation en bifurcation, on aboutit ainsi à l’espèce dernière […] l’individu. Mais cette représentation en arbre ne tient pas compte des différences parallèles définies par le même genre général sur des substrats distincts. Par exemple, le genre «couleur» opère ses différences sur les substrats les plus divers, comme les oiseaux et les vêtements… Si l’on voulait tenir compte de cette identité des différences, il faudrait définir le graphe non dans le plan mais dans un espace fibré admettant pour fibre le produit de tous ces espaces de genre», THOM, R., Esquisse

d’une Sémiophysique, p. 215

506 «Notre ambition serait de fournir une description [du] langage humain comme étape d’un grand processus

évolutif visant à dégager l’hérédité génétique de son support chimique pour lui permettre d’embrasser les formes géométriques et un caractère discontinu spécifique, à savoir l’exfoliation généralisée des grands prégnances biologiques créant la pensée conceptuelle humaine», Apologie du Logos, p. 82-93.

507 «[…] les formes sources donnent naissance, du point de vue des réactions qu’elles suscitent, à la

bifurcation symbolique: en face d’une telle forme, le sujet a le choix entre une réaction motrice régulatrice immédiate, de nature égocentrique, et l’émission du symbole (M) correspondant, réaction de nature sociale, altruiste: par exemple, au voisinage d’un prédateur, le sujet pourra soit prendre la fuite lui-même, soit pousser le cri d’alarme (M) – au risque d’attirer sur lui-même l’attention du prédateur; de même, lors de la découverte d’une source de nourriture, le sujet pourra soit garder cette information pour lui-même et se nourrir, soit, au contraire, attirer par un appel conventionnel l’attention de la collectivité sur cette nouvelle ressource», THOM, R., Esquisse d’une Sémiophysique, p. 95

508 «[…] le langage humain comme étape d’un grand processus évolutif visant à dégager l’hérédité génétique

de son support chimique pour lui permettre d’embrasser les formes géométriques [...] et un caractère discontinu spécifique, à savoir l’exfoliation généralisée des grandes prégnances biologiques créant la pensée conceptuelle humaine», THOM, R., Op, cit., p.93

A este curioso caminho de propagação cultural, estaria implicitamente associada uma teoria geral dos sistemas de inteligibilidade do mundo510, bem como os vestígios de um alastramento

“par similarité”, ainda válido, e persistente, no campo semântico, mesmo após o seu abandono pela reflexão científica, quando contraposto e associado ao campo da Magia511. Por fim, no que

especificamente se reporta a esta dissertação, a esse lugar dos sinais, das marcas, dos timbres

abruptos e das potenciais significâncias, muitas delas, vestígio de uma animalidade estritamente

biológica512, nós iremos, simplificadamente, chamar o Espaço Semiótico, o qual continuaremos,

isomorficamente, a tratar como espaço topológico. Na morfologia da Teoria das Catástrofes, quer

esta ascensão, por associação de significado, à camada semiológica, ou, mesmo da Semiótica, bem como a sua inversa desvitalização, constituirão, ou progressivos percursos de contínua diminuição de potencial, ou evidentes formas de descontinuidade513, simplificadamente, e na

generalidade, extensíveis aos níveis superiores do Eixo do Sentido, como conformes com a

Catástrofe da Cúspide514.

O estrato semiológico

É pois esta combinatória dos sinais, eventualmente já associada à noção de atrator, enquanto sinónimo de trajetórias densas, e identificáveis, nas vizinhanças de subconjuntos específicos515,

510 «Plus généralement, on peut fonder sur l’idée de propagation des prégnances une théorie générale des

systèmes d’intelligibilité du Monde au cours de l’histoire de l’humanité. On peut ainsi décrire comment la pensée magique a fait place (et donné naissance) à la pensée scientifique moderne, qui n’admet (axiome dit de la localité) que la propagation que par le contact», THOM, R, Op, cit., p.100

511 «[…] la propagation par similarité reste valable sur le plan sémantique (c’est la base de l’analogie), ainsi

que dans les systèmes formalisés de l’algèbre et de la logique, où les axiomes sont les formes universelles», THOM, R., Idem, ibidem

512 «Chez un animal omnivore, il y a certainement au moins un début de classification taxinomique de ses

proies. Autrement dit, la prégnance alimentaire se ramifie en une multitude de sous-prégnances. On peut imaginer que cette ramification s’effectue selon les schémas géométrique-dynamiques des proies: objets ronds, objets allongés, objets plats, etc. Nos langues à classificateurs ont conservé des traces de ces grands modes classificatoires […] et qui seront repris comme schémas actantiels dans la structure syntaxique d’une phrase élémentaire», THOM, R., Op, cit., p.97

513 “En un certain ensemble K dit ensemble de catastrophe – sauter d’un minimum à un minimum distant;

ce saut est alors une transformation discontinue de l’entité. Assez curieusement, si l’espace interne – des variables d’état (xi) représentait l’espace local (le lieu), une telle catastrophe affectant l’entité se manifesterait par sa disparition en un point P et sa réapparition simultanée en un autre point q de l’espace», THOM, R., «Matière, forme et catastrophes», Penser avec Aristote, Erès, Paris, 1991, p. 4

514 Da mesma forma, nos estratos mais elaborados, tal como convencionados e descritos, de sedimentação

da Poética, como a passagem ao estado dinâmico da Língua, pelo exercício da Pragmática, poderíamos associar esta dupla transição, por continuidade, ou transição abrupta, através da catástrofe elementar da

Cúspide.

515 «On appelle attracteur du champ X défini sur M, un sous-ensemble A de M invariant, vérifiant les

conditions suivantes:

(i) Presque toute trajectoire dans A est dense dans A.

(ii) Il existe un système fondamental de voisinages Ui de A dans M tels que:

a) toute trajectoire d’un point u , admet A comme ensemble ω-limite.

b) Si un point a de Ui est tel que l’ensemble α-limite (limite pour t -> - ) de a rencontre A,

alors a est un point de A.», THOM, R., Modèles mathématiques de la morphogénèse, p. 46

que nos conduz ao estrato específico da Semiologia, geralmente entendida como a ciência, ou discurso, próprio dos sistemas de sinais.

De algum modo, esta camada já corresponde a uma diminuição de entropia, por estruturação lógica, ou analógica, inerentes. É um segundo espaço de organização, com uma orgânica das

marcas a permitir a evocação de alguns paradigmas biológicos. A sua funcionalidade, abordada

por vários autores, como Peirce, Saussure, Hjelmslev, Barthes, Jakobson, Greimas, ou Eco, entre outros, é-nos aqui apenas introduzida na generalidade das suas simpatias próprias, de estruturação, que falam de uma sintaxe, ainda independente de todo o peso conceptual do

significado, mas já suficiente para suportar e aceitar uma possibilidade de organização muda,

conquanto eloquente, em que a sinalética se torna passível de combinação, apontando do simples para o mais complexo, sem a necessidade intrínseca de explicitar um qualquer por quê. Nas evocadoras palavras de Thom, trata-se apenas de “une danse rituelle […] dont les évolutions d’ensemble vont refléter la forme musicale sur laquelle ils dansent”516, e que serão autónomas,

no seu específico patamar de sentido. A intrínseca dissolução de limites, pela imensidade combinatória, permite, pois, uma leitura topológica de continuidades, meramente afetada por

pregnâncias e saliências, com o seu próprio devir. Como o autor afirma, nós sabemos que, se,

por um lado, aqui já se impõe e identifica uma ordem, por outro, também aqui fica excluída a possibilidade imediata de balizamento desta nova tipologia de organização, que já nos anuncia