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Musikk- og språkparametre

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4. Analyse

4.3 Musikk- og språkparametre

conhecer e conservar

para divulgar

Margarida Santos resumo

A participação do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) neste encontro tem como principal intuito divulgar o museu e as suas boas práticas, através da apre- sentação de trabalhos próprios ou desenvolvidos em colaboração com outras instituições, nomeadamente o Laboratório José de Figueiredo (LJF).

palavras-chave: Museu Nacional de Arqueologia, conservação preventiva

aBstraCt

The National Museum of Archaeology (MNA) participate in this meeting in order to become a well known museum, and share its good practices through the presentation of its own works and collaboration with other institutions, such as the José de Figueiredo Laboratory (LJF).

Introdução

O Museu Nacional de Arqueologia tem a missão de divulgar o patrimó- nio cultural através de exposições, promover e apoiar estudos, o gosto pela arqueologia, organizar e participar em conferências/encontros e partici- par em iniciativas de comunicação/divulgação científica. Para cumprir esta missão, o Museu Nacional de Arqueologia tem como dever conservar esse património, através da sistematização de um conjunto de procedimentos, nomeadamente ao nível da conservação preventiva.

Esta comunicação surge da parceria entre o MNA e o LJF com o objetivo de estudar e compreender determinadas ocorrências detetadas no decor- rer dos procedimentos habituais, durante a monitorização das coleções.

Museu Nacional de Arqueologia

O Museu Nacional de Arqueologia foi criado em 1893, por proposta do Doutor José Leite Vasconcelos e promulgação do Dr. Bernardino Machado, então Ministro das Obras Públicas, e provisoriamente instalado na Acade- mia das Ciências de Lisboa.

Em 1903 foi transferido para o Mosteiro dos Jerónimos (fig.1), local onde funciona até aos dias de hoje, abrindo ao público em 22 de abril de 1906.

Atualmente, o acervo do MNA é constituído pelas coleções do Museu do Algarve reunidas por Estácio da Veiga e pelo espólio recolhido e adquirido pelo fundador do museu em escavações arqueológicas, doações, aquisições e apresenta um número incalculável de peças que foram aumentando ao longo dos anos, e que pela sua diversidade, são ordenadas científico-tipo- logicamente em coleções específicas, com valor histórico e/ou artístico. Temos assim, as coleções de arqueologia, de antropologia física, de etno- grafia, coleções estrangeiras, documentais e outras.

A estrutura do MNA é constituída por um conjunto de sectores funcio- nais: Direção, Secretariado, Informática, Coleções/Inventário, Serviço de investigação, Biblioteca/Arquivo, Serviço educativo, Serviço de projetos e comunicação, Serviço de informação e imagem, Receção e vigilância, Ser- viço de manutenção, dos quais se destacam para o tema em questão as Reservas, as Exposições e o Laboratório de conservação e restauro.

Reservas

As reservas encontram-se organizadas por estações ou sítios arqueoló- gicos, por materiais, por temas e por tipologias, cabendo a cada estação um código e a cada peça um número de inventário.

A reserva geral (fig.2) comporta grande variedade de materiais arqueo- lógicos (cerâmica, pedra, osso, vidro, etc.), com formas e pesos distintos que são acondicionados de acordo com as suas caraterísticas físicas, como por exemplo peças pesadas e de grandes dimensões estão colocadas no piso térreo.

As reservas específicas são organizadas por temas, tipologias e mate- riais (fig.3): reserva das ânforas, reserva de artefactos metálicos (ourive- saria, numismática/medalhística e outros objetos), reserva de mosaicos, reserva lapidar (epigrafia, escultura e elementos ornamentais, elementos arquitetónicos) reservas de etnografia (reserva de cerâmica, reserva de arte africana e arte pastoril, reserva de materiais orgânicos) e reserva das répli- cas, que apresentam condições ambientais e de acondicionamento especí- ficas de acordo com o espólio existente.

Fig. 3 – Exemplo de uma das reservas específicas: reserva das ânforas (imagem do arquivo geral do museu)

Para o acondicionamento são usados materiais inertes e compatíveis

com as peças (fig.4).

Fig. 4 – Exemplo de materiais e tipos de acondicionamento (imagem do arquivo geral do museu)

Exposições

Atualmente o MNA tem duas exposições permanentes:

•   Tesouros da Arqueologia Portuguesa (fig.5) – que está a ser alvo de es- tudo para a identificação da origem dos agentes de degradação que afetam algumas das peças, nomeadamente as peças em ouro - Projeto AuCORRE.

Fig. 5 – Exposição permanente “Tesouros da Arqueologia Portuguesa” (imagem do arquivo geral do museu)

•   Antiguidades  Egípcias (fig.6) – exposição complexa constituída por grande variedade de materiais, que vão desde os materiais orgânicos (múmias humanas, de animais, madeira, fibras naturais, etc.) aos ma- teriais inorgânicos (pedra, cerâmica, metal).

Fig. 6 – Exposição permanente “Antiguidades Egípcias” (imagem do arquivo geral do museu)

Três exposições temporárias: •   Religiões da Lusitânia,

•   A Europa através dos nossos objetos.

•   Lusitânia dos Flávios. A propósito de Estácio e das Silvas. Para breve, estão previstas duas exposições temporárias:

•   Um Museu. Tantas coleções! – Com o tema da escravatura, no âmbito do evento Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cul- tura 2017, em associação com a Câmara Municipal de Lisboa, onde se destacam as duas coleiras de escravo do séc. XVIII, e que se inserem no roteiro Testemunhos da Escravatura. Memória Africana.

•   Loulé. Territórios, Memórias, Identidades – Referente à ocupação hu- mana do território de Loulé desde a Pré-história até à Época Medieval. Exposição em colaboração com a Câmara Municipal de Loulé.

O MNA também participa em exposições externas (extra muros) resul-

tante de protocolos de cedência de materiais, como por exemplo com a Fundação Cidade de Ammaia, com a exposição – Ad Aeternitatem. Os espó- lios funerários de Ammaia a partir da coleção Maçãs.

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