• No results found

Muligheter ved bruk av lydopptak som et alternativ til elevfremføringen

5 Diskusjon

5.3 Muligheter ved bruk av lydopptak som et alternativ til elevfremføringen

A reflexão contínua sobre estas experiências clinicas permitiram-me atuar com “um pensamento sistemático e cuidadoso de forma a alcançar resultados bem-sucedidos (Abreu, 1998, cit. Abreu, 2007, p.163); consolidar os conhecimentos teóricos adquiridos e transporta-los para um processo de integração e articulação entre a teoria e a prática, os quais se vieram consagrar na realização deste relatório de estágio.

Constatei em estágio que a intervenção do EEER contribui para a obtenção de ganhos em saúde, relacionados com: a satisfação da pessoa; promoção do bem- estar; autonomia; autocuidado; prevenção de complicações respiratórias; reeducação e readaptação funcional da pessoa. Esta intervenção foi de fato notória e percebida pelos pares e pela comunidade em especial, como fundamental numa UCCI, o que se traduziu na diminuição de internamentos hospitalares e do recurso às urgências, nomeadamente ao nível da reeducação funcional respiratória, na medida em que esta terapia atua sobre os fenómenos mecânicos da respiração, permitindo melhorar a ventilação alveolar e por conseguinte na otimização da relação ventilação perfusão e da redução de infeções respiratórias (OE, 2013).

A intervenção do EEER na UCCI contribuiu efetivamente, para a diminuição do número de altas hospitalares tardias; na redução do reinternamento hospitalar ou internamento de convalescença; no aumento da capacidade da intervenção dos serviços de saúde e do apoio social ao nível da reabilitação e promoção da autonomia; na disponibilização de apoio contínuo à pessoa em situação de fragilidade ou doença crónica; na recuperação da funcionalidade e na continuidade de cuidados pós internamento hospitalar, quer das meninas da ajuda de berço, quer dos utentes da comunidade em geral. Apesar de que é notório, o elevado grau de dependência, de solidão e de falta de apoio da população mais idosa, o que gerou muitas vezes grandes limitações ao desvinculo dos cuidados especializados do EEER.

Os cuidados de reabilitação respiratória na UCCI às meninas foram sem dúvida uma mais valia, pela sua singulariede, envolvência emocional e pela experiência engrandecedora de aprendizagem que me permitiram abraçar o desenvolvimento de competências especificas de um cuidar transversal e muito peculiar, não só, mas também por toda a carga emocional envolvida. Tal como refere Abreu (2007, p. 149) ao dizer que o conhecimento advém pela transmissão que é feita pelo docente, pelo tutor ou pelos pares, mas também através de um trabalho intelectual, físico, ou através da experiência e das emoções .

Os estágios tornaram-se uma mais-valia à minha aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, na medida em que, pude intervir e atuar ao nível dos vários campos de intervenção. Consegui aplicar na prática, grande parte dos conhecimentos teóricos adquiridos, além de dar resposta aos objetivos delineados em Projeto de Estágio, os quais potenciaram a aquisição das Competências Comuns do EE e as Competências Especificas do EEER.

Enquanto que no estágio da comunidade fui beber os conhecimentos no âmbito da reabilitação respiratória; o estágio hospitalar facultou-me sobretudo a experiência no âmbito da reabilitação motora, nomeadamente na cirurgia ortopédica e a pôr em prática os meus objetivos delineados em pré-projeto, para ir ao encontro do meu Tema de projeto de estágio. De facto, o estágio da comunidade trouxe-me mais aprendizagens práticas, reflexivas e emocionais, visto se tratar de um ambiente desconhecido para mim, por não estar consciente da realidade que encontrei, e se tratar não só, de mais um doente para reabilitar, mas sim de integrar toda a sua vivência e realidade física, espiritual e emocional, que abrange o seu todo, desencadeando laços e comportamentos afetivos que me fez viver a sua dor e a sua preocupação. A experiência hospitalar tratou-se de uma realidade familiar, visto que trabalho num serviço de cirurgia ortopédica, no entanto faltavam-me todo o saber teórico-prático do cuidar especializado, inerente ao EEER.

Assim, defino este campo de estágio, em contexto hospitalar, como um local de excelência para a aquisição de competências, no âmbito da reabilitação osteoarticular e motora. Os profissionais de saúde envolvidos no cuidar destes Utentes são enfermeiros generalistas e especialistas em reabilitação e

fisioterapeutas, onde os seus saberes e as suas práticas se complementam no sentido de um melhor cuidar e reabilitar. Complementam-se, não se fundem. Apesar da relação pessoal ser afetuosa, a relação profissional (EEER / Fisioterapeuta) é de pouca ou nenhuma interação, já que os profissionais trabalham de forma individual para a capacitação funcional e motora do doente, ao invés de trabalharem em equipa para um objetivo comum. No entanto, no período da manhã a reabilitação motora é previligiada pela intervenção dos fisioterapeutas. Os enfermeiros generalistas e especialistas concorrem para a mesma escala na prestação de cuidados gerais, o que também os limita em termos de planeamento e execução de planos de reabilitação. Neste sentido a intervenção do EEER está tendencialmente e esporádicamente mais ativa nos turnos da tarde e aos fins-de-semana.

De fato este percurso académico permitiu-me integrar o papel do EEER, no âmbito da prestação de cuidados especializados, sendo o foco da sua intervenção, centrada na avaliação da funcionalidade, no diagnóstico de alterações, na conceção, implementação / execução de planos de intervenção, na promoção e inclusão da pessoa na comunidade e seu Cuidador, sempre que possível no seu plano de reabilitação, na sua capacitação e gestão do seu autocuidado.

Neste sentido, torna-se fundamental a intervenção do Enfermeiro de Reabilitação de forma a prevenir, recuperar e habilitar, as pessoas vítimas de doença súbita ou descompensação de processo crónico, que provoquem défice funcional ao nível cognitivo, sensorial, motor, cardiorrespiratório, da alimentação e da sexualidade, promovendo a maximização das capacidades funcionais da pessoa, potenciando o seu rendimento e desenvolvimento pessoal (OE, Outubro 2011).