6 Avsluttende kapittel
6.4 Forslag til videre forskning
O alvo de intervenção do EEER é a pessoa com necessidades especiais, no contexto em que esta se encontra, o que implica que os cuidados especializados em enfermagem de reabilitação sejam prestados nos diferentes contextos da prática clínica, de modo a dar resposta às necessidades de cuidados da população alvo, contribuindo fortemente para a obtenção de ganhos em saúde (OE, 2015). Neste sentido torna-se fundamental, a monitorização desses ganhos e a produção de
indicadores sensíveis aos cuidados de enfermagem de reabilitação, integrados em programas de melhoria contínua da qualidade.
No âmbito da melhoria continua da qualidade dos cuidados assisti a uma formação numa Instituição Hospitalar de Lisboa, nos dias 19 e 20 de Novembro, sobre os Padrões de Qualidade dos Cuidados, dos Enunciados Descritivos, da ordem dos Enfermeiros (OE, Divulgar, 2002; OE, CIPE, 2011), intitulada com o tema : “padrões de qualidade – Um Instrumento para a melhoria contínua da Qualidade”, que me veio trazer contributos para compreender a linguagem utilizada nos registos da UCCI e desta forma ajudar na realização do processo de enfermagem realizado no âmbito do estágio da comunidade.
No processo de enfermagem realizado no estágio da comunidade (ver apêndice VI) optei pela linguagem para a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE), para alem de utilizar uma linguagem comum, introduzir uma nova filosofia relativamente aos cuidados de enfermagem, permite identificar as necessidades de saúde dos utentes, na forma de focos de atenção, estruturando os diagnósticos de enfermagem, a ordem como são realizados e fornece indicadores que permitam avaliar os resultados dessas mesmas intervenções (OE, CIPE, 2011) de uma forma simplificada.
No entanto no Hospital não utilizavam uma uniformização de linguagem, os registos eram realizados em papel manuscrito, segundo uma orientação do modelo de enfermagem Virginia Anderson.
Para a realização do processo de enfermagem no 2º estágio (ver apêndice VII), optei não só mas também, por sugestão do Professor orientador, utilizar outra linguagem norteadora do pensamento, os Diagnósticos de Enfermagem NANDA, o qual utiliza uma linguagem de enfermagem reconhecida que atende aos critérios estabelecidos pelo Committee for Nursing Practice Information Infrastructure of the American Nurses Association (ANA). Os seus benefícios indicam que o sistema de classificação é aceite como uma prática de apoio à enfermagem, porque proporciona terminologia de utilidade clínica (NANDA 2013; NANDA 2016).
No entanto senti maior facilidade e simplicidade utilizando a linguagem CIPE, para além de que o padrão documental CIPE® está sustentado nos padrões de qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Reabilitação (CEER) e nas Competências Especificas do EEER (OE, 2015). Mas também é considerado uma referência terminológica eficiente por colaborar com o registo e análise dos cuidados em enfermagem (TannureI M.C., SalgadoII, P.O., ChiancaI T.C.M., 2014).
Os Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Reabilitação, definidos desde 2001, regulamentados em 2015, constituem um instrumento essencial para a promoção da melhoria contínua destes cuidados e são na sua essência, um referencial para a reflexão, sobre a prática especializada de enfermagem de reabilitação. Para além de que constituem o alicerce para a explicitação de indicadores e para a avaliação sistemática da qualidade e eficácia dos resultados dos cuidados prestados. Sendo que a análise dos resultados obtidos permitem identificar as melhorias alcançadas e influenciar a introdução de novas políticas e estratégias de mudança em Saúde. (OE, 2015).
Assente no conceito de cuidar e valorizando a funcionalidade, foi sendo reconhecida a especificidade dos cuidados de enfermagem de reabilitação e a sua influência na melhoria da qualidade dos cuidados de Enfermagem, bem como na promoção de uma sociedade interativa, onde as pessoas com deficiência ou incapacidades são consideradas cidadãos de pleno direito (OE, 2015).
Pretendeu-se com este estágio analisar as necessidades no âmbito da reabilitação cardio-respiratória e motora e avaliar os resultados das intervenções do EEER na comunidade, no domicílio e no internamento. Tais intervenções revelam ganhos em saúde, nomeadamente no que diz respeito em restabelecer ou melhorar o estado de saúde da população alvo, restaurar o funcionamento individual ao nível respiratório e motor e adaptar a pessoa a uma nova situação de vida.
Assim, ao longo deste meu percurso fui capaz de adquirir e desenvolver as competências gerais do EE e especificas do EEER, junto das pessoas com necessidades especiais e o seu papel de empreendorismo, na medida em que concebi e implementei intervenções, procurando otimizar e/ou reeducar as funções
ao nível motor, sensorial, cógnitivo, cardiorrespiratório, da alimentação, da eliminação e da sexualidade, além de colaborar na criação e na implementação de programas de treino de AVD’s (Atividades de Vida Diária), visando a adaptação às limitações da mobilidade e a maximização da autonomia no exercício dos autocuidados, além da implementação de programas de treino motor e cardiorrespiratório, na comunidade e no internamento hospitalar, essenciais à aquisição da sua independência e autonomia (OE, 2011).
Este contato permanente que tive com a prática permitiu-me aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do ano letivo e, desta forma, desenvolver, reestruturar, completar os objetivos delineados no meu projeto. Trata- se de uma prática de enfermagem que assentou no julgamento profissional, na relação de ajuda, na comunicação terapêutica, na reflexão crítica, no “empowerment” e no trabalho em equipa (Abreu, 2007. p.12). Por sua vez assentou nos domínios da responsabilidade profissional, ética e legal, na melhoria contínua da qualidade dos cuidados, na gestão dos mesmos e no desenvolvimento das atividades profissionais (OE, Maio 2010) que me permitiram desenvolver competências no âmbito do EE e do EEER.