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Mulige endringer i flyttemodellen

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7.2 Mulige endringer i flyttemodellen

SOBRE AS BARREIRAS AO ACESSO AO CRÉDITO BANCÁRIO GRÁFICO 41: BARREIRAS AO ACESSO AO CRÉDITO BANCÁRIO

13%

17%

13% 44%

13%

Histórico de operações insuficiente

Falta de garantias reais

Ausência de linhas de crédito adequadas

Taxa de juros

Outros

Nota: n = 13. A porcentagem se relaciona ao número de vezes que cada item foi citado. Fonte: Elaboração nossa a partir da pesquisa de campo.

Entre as empresas que acreditam que há uma ausência de linhas de crédito adequadas está a Exon Biotecnologia. De acordo com a Exon, o problema é que os bancos não têm uma linha de financiamento para empresas que inovam e estes analisam o projeto olhando o passado da empresa e não o futuro, ou seja, olham o histórico da empresa. Atualmente a empresa utiliza financiamento do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Outras dificuldades estão relacionadas: i) ao estágio de desenvolvimento da empresa – muito imaturo – casos da Genética, que não quis arriscar dívidas no atual estágio de desenvolvimento da empresa e da Bonavision, que justificou que não buscou empréstimos porque a empresa está no começo e ainda é muito instável.

ii) Distorção de exigências entre bancos – caso da Hirata.

iii) O volume levantado não seria suficiente para resolver as necessidades globais da empresa – caso da Electrocell. A Electrocell ressaltou ainda que tem histórico bancário, mas em escala pequena. Tem conta no Banco Itaú e no Banco do Brasil e acredita que o atendimento é satisfatório. No entanto, existe a possibilidade de a empresa vir a recorrer a empréstimos bancários, seja por emergências pontuais, seja para produzir alguma encomenda.

Neste último caso, a empresa não deixaria de atender um pedido por falta de financiamento. É importante frisar, de acordo com a empresa, que ela só gastaria o que tem em caixa, e não gasta tudo o que tem em caixa porque sabe que poderia demorar a conseguir mais.

iv) Desonestidade dos bancos – caso da A.J Tecnologia.

v) Ausência de carência para início do pagamento – caso da Zelus. A empresa também acrescentou que o empréstimo poderia ser subsidiado.

Foi possível perceber, nessa questão, que as empresas responderam mais de acordo com o que elas achavam e não porque elas enfrentaram de fato essas barreiras. Como foi mostrado anteriormente, apenas duas empresas recorreram ao crédito bancário para capital de giro. Dessa forma, o maior obstáculo citado foi em relação à taxa de juros, como 50% das queixas e, em segundo lugar, com 20%, a ausência de linhas de crédito adequadas e o histórico de operações insuficiente. Foi interessante notar que, para as empresas que recorreram ao crédito bancário, não houve problemas quanto à falta de garantias reais. Na verdade, foi explicado pelas empresas que os bancos aceitam como garantias os bens pessoais, como carros, ou maquinário das empresas.

Uma das empresas que buscou esse financiamento foi a Berrocal, no Banco do Brasil. A empresa também buscou financiamento na Caixa Econômica Federal, mas o gerente pôs apenas R$300,00 à disposição da empresa, pois ela ainda não tinha histórico de operação. O entrevistado acredita que os critérios adotados pelo banco para a concessão de financiamentos são ruins, pois, ao privilegiar o histórico, a instituição acaba financiando empreendimentos de menor potencial, como salões de beleza, por exemplo.

SOBRE RECURSOS BANCÁRIOS E USO DO CAIXA DA EMPRESA

Novamente, fica evidenciada a atitude prudente das empresas, das quais apenas 33% tentaram obter empréstimo bancário pessoa física e 100% delas não utilizaram o caixa da empresa para pagamento de despesas pessoais, de parentes ou amigos.

GRÁFICO 42: RECURSOS BANCÁRIOS: PESSOA FÍSICA

74% 26%

Não tentou obter empréstimo bancário em seu nome (pessoa física) ou dos demais sócios/ parentes/ amigos para usar na empresa

Tentou obter empréstimo bancário em seu nome (pessoa física) ou dos demais sócios/ parentes/ amigos para usar na empresa

Nota: n = 19

Fonte: Elaboração nossa a partir da pesquisa de campo.

GRÁFICO 43: RECURSOS BANCÁRIOS: CONTA CORRENTE PESSOAL

37%

63%

Não utilizou dinheiro próprio, da sua conta corrente pessoal (ou de sócios/ parentes/ amigos), para pagar as contas de sua empresa.

Utilizou dinheiro próprio, da sua conta corrente pessoal (ou de sócios/ parentes/ amigos), para pagar as contas de sua empresa.

Nota: n = 19

GRÁFICO 44: CAIXA DA EMPRESA

95% 5%

Não utilizou o caixa da empresa para pagar as despesas pessoais (ou de seus sócios/ parentes/ amigos).

Utilizou o caixa da empresa para pagar as despesas pessoais (ou de seus sócio parentes/ amigos).

Nota: n = 19

Fonte: Elaboração nossa a partir da pesquisa de campo.

QUAL SERIA A TAXA DE JUROS MÁXIMA QUE SUA EMPRESA SUPORTARIA OU ACEITARIA PAGAR EM UM FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO?

GRÁFICO 45: TAXA DE JUROS MÁXIMA QUE A EMPRESA SUPORTARIA OU ACEITARIA PAGAR EM UM FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO

6 2 2 2 3 4

Não Sabe Não Respondeu 0%

Menos de 1% a.m Até 1% a.m Entre 2% e 3% a.m

Nota: n = 19

Fonte: Elaboração nossa a partir da pesquisa de campo.

Essa questão deixou passar a ideia de que as empresas não têm uma ideia clara de qual seria a taxa de juros adequada para um financiamento de longo prazo, o que poderia ser interpretado como a visão das empresas de que cabe ao Estado financiar as suas atividades.

O QUE PODERIA SER FEITO PARA FACILITAR A TOMADA DE EMPRÉSTIMOS? GRÁFICO 46: O QUE PODERIA SER FEITO PARA FACILITAR A TOMADA DE EMPRÉSTIMOS? 1 2 3 2 6 3

Maior prazo para pagamento do empréstimo Redução da burocracia

Redução dos juros

Redução das taxas e impostos Maior período de carência Outros

Nota: n = 10. Os valores correspondem ao número de vezes que cada item foi citado. Fonte: Elaboração nossa a partir da pesquisa de campo.

Algumas opiniões interessantes nesta questão remetem à incerteza da empresa quanto a sua capacidade de quitar possíveis dívidas contraídas com bancos. É o caso da empresa Genética Aplicada, que mencionou que deveria haver uma forma mais segura de saber como será a negociação, para saber se o risco irá compensar.

A Electrocell acredita que a tomada de empréstimos deve ser avaliada em função dos propósitos. Se tivesse uma encomenda e a empresa não tivesse recursos, iria tomar o empréstimo mesmo que as condições não fossem tão adequadas, ou seja, a tomada de empréstimos depende do caso. Mas a empresa destacou que só buscaria financiamento desse tipo em caso de muita necessidade. No momento, a empresa não pretende buscar financiamento reembolsável.

Nesse item, o fator mais agravante para a tomada de recursos foi o período de carência, que é muito curto. Para as empresas, os bancos deveriam alongar os prazos para o início do pagamento dos empréstimos. Essa ideia é coerente como o perfil das empresas, que

testam novas tecnologias e precisam de mais tempo para transformar os investimentos em produtos/serviços comercializáveis.

CAPÍTULO 5 – CIETEC: PROBLEMAS FINANCEIROS E AVALIAÇÃO