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6.3 Movement pattern and direction

Antes de prosseguir com a metodologia de dados em painel, examinou-se o acesso ao crédito dos grupos de municípios. Isto é, observam-se quantos municípios (valores percentuais) em cada classe de cidades possuem valores diferentes de zero para cada categoria de crédito. Dessa maneira, há a visualização parcial da situação dos municípios referente à disposição destes fatores financeiros, contribuindo com a interpretação dos resultados posteriores.

De acordo com os anos, foram expostos abaixo gráficos (e suas respectivas análises) que retratam o percentual do total de municípios em cada tipo formado que possuem valores referentes às classes de crédito.

Gráfico 1 – Percentual do total de municípios relativo a cada Tipo formado com

acesso ao crédito (discriminado em categorias) para o ano de 1996

emptide finind finagrici finpecci finagrico finpecco agroind imob outcred Cidades Pequenas 99,86% 76,04% 91,10% 79,77% 41,46% 14,63% 6,60% 11,05% 99,71% Cidades Pequenas Soc.Desf. 100% 80,75% 88,61% 81,45% 33,17% 13,41% 7,16% 23,39% 100% Cidades Médias 100% 97,05% 92,78% 84,35% 48,80% 24,51% 12,36% 65,75% 100% Grandes Centros Des. 100% 100% 100% 100% 83,33% 76,67% 76,67% 100% 100% Metrópoles 100% 100% 100% 100% 100,0% 100% 100% 100% 100% Total 99,96% 85,39% 90,85% 82,24% 41,40% 18,37% 9,68% 35,75% 99,92% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00% 120,00% P e r c e n tu al d e m u n ic íp ios c om ace s s o ao cr é d it o Ano de 1996

Fonte: Elaboração própria, 2009

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Realizou-se uma Análise de Correspondência para se visualizar a relação entre os tipos de municípios, o PIB e as categorias de crédito. Os resultados mostraram (gráfico de duas dimensões) o Metrópoles como bem distante das categorias correspondentes às variáveis citadas e aos outros clusters municipais, evidenciando-o como não relacionado a tais fatores em questão, à exceção do Grandes Centros Desenvolvidos. Isto corrobora com a afirmação de que Metrópoles é um “outlier”.

Primeiramente, nota-se que as maiores variações do número de municípios que apresentam valores para o crédito correspondem à concessão dos financiamentos à comercialização da agricultura e da pecuária, dos financiamentos à agroindústria, e dos financiamentos imobiliários. Dentre todas as categorias de crédito, os financiamentos à agroindústria são concedidos a uma menor proporção de municípios, somente 9,68% do total de cidades analisadas contam com a disponibilidade deste crédito. Tal classe é seguida, referente ao mesmo quesito, pelos financiamentos à comercialização da pecuária, 18,37% do total de municípios tem acesso aos mesmos. Em contraposição, a grande maioria dos municípios brasileiros, em 1996, conta com a disponibilidade de Empréstimos e Títulos Descontados e de Outros Créditos.

Ademais, percebe-se no gráfico acima que Cidades Pequenas possui a menor porcentagem de municípios com financiamentos industriais seguido pelo Cidades Pequenas Socialmente

Desfavorecidas. Contrariamente ao que se poderia imaginar pelas descrições dos perfis

municipais, os tipos Cidades Médias, Grandes Centros Desenvolvidos e Metrópoles possuem os maiores valores percentuais de cidades com financiamentos da agricultura e da pecuária, financiamentos à comercialização da agricultura e da pecuária, e financiamentos à agroindústria. Este fato se justifica pela provável condição destes municípios como “responsáveis” por seu entorno no que tange à concessão de crédito, ou seja, os agentes residentes das regiões periféricas tomam empréstimos nestas cidades “pólo”, onde o registro do financiamento é realizado. Dessa forma, ainda que determinadas classes de crédito sejam destinadas a certos municípios dos perfis Cidades Pequenas e Cidades

Pequenas Socialmente Desfavorecidas, a concessão destes empréstimos é registrada nos

municípios daqueles perfis supracitados. Transações como estas podem ser muito características no Brasil. O tipo Cidades Pequenas Socialmente Desfavorecidas possui o menor percentual de municípios com financiamentos da agricultura (88,61%), seguido pelo

Cidades Pequenas (91,10%) e pelo Cidades Médias (92,78%). No entanto, com relação

aos financiamentos da pecuária, o primeiro grupo municipal citado inverte sua situação com o Cidades Pequenas, respectivamente os percentuais de municípios apresentados são de 81,45% e 79,77%. Destaca-se, ainda, que o Cidades Pequenas Socialmente

Desfavorecidas, seguido pelo Cidades Pequenas, apresenta a menor porcentagem de

grupos é contrária com relação aos financiamentos à agroindústria, o Cidades Pequenas possui o menor percentual de municípios com disponibilidade deste crédito, seguido pelo

Cidades Pequenas Socialmente Desfavorecidas .

Gráfico 2 – Percentual do total de municípios relativo a cada Tipo formado com

acesso ao crédito (discriminado em categorias) para o ano de 1999

emptide finind finagrici finpecci finagrico finpecco agroind imob outcred Cidades Pequenas 100% 61,96% 85,28% 84,05% 24,54% 11,66% 3,68% 5,52% 100% Cidades Pequenas Soc. Desf. 99,78% 70,02% 85,82% 84,63% 30,30% 6,06% 3,14% 9,74% 99,78% Cidades Médias 99,93% 91,10% 90,64% 87,01% 41,07% 14,57% 7,71% 55,64% 99,93% Grandes Centros Des. 100% 100% 100% 100% 89,66% 55,17% 55,17% 100% 100%

Metrópoles 100% 100% 100% 100% 100% 100% 50% 100% 100% Total 99,89% 82,01% 88,73% 86,15% 36,85% 11,92% 6,41% 36,96% 99,89% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% P e r c e n tu al d e m u n ic íp ios c om ac e s s o a o cr é d it o Ano de 1999

Fonte: Elaboração própria, 2009

Nota-se que, de 1996 a 1999, ocorreu uma diminuição, em geral, dos percentuais de municípios com acesso às categorias de crédito24, a exceção dos financiamentos da pecuária e dos financiamentos imobiliários, os quais foram concedidos a uma maior proporção de cidades (respectivamente, 86,15% e 36,96%). Evidencia-se também que o tipo Cidades Pequenas Socialmente Desfavorecidas apresentou, em 1999, maiores percentuais de municípios com acesso aos financiamentos da agricultura e aos financiamentos à comercialização da agricultura, superando o Cidades Pequenas nestes valores, o que não ocorria em 1996. As medidas naquele grupo supracitado referentes a estes créditos são, respectivamente, 85,82% e 30,3%. Outra divergência percebida em 1999 é o aumento do número de municípios do tipo Cidades Pequenas com a disponibilidade dos financiamentos da pecuária, de 79,77% para 84,05%.

24 Neste período, o Brasil sofreu reflexos da crise Asiática e da crise da Rússia, o que induziu à menor propensão dos bancos a concederem crédito.

Gráfico 3 - Percentual do total de municípios relativo a cada Tipo formado com acesso ao crédito (discriminado em categorias) para o ano de 2002

emptide finind finagrici finpecci finagrico finpecco agroind imob outcred Cidades Pequenas 100% 62,07% 77,59% 82,76% 22,41% 6,90% 3,45% 1,72% 100% Cidades Pequenas Soc. Desf. 99,73% 78,37% 76,90% 78,10% 14,29% 4,54% 3,47% 6,81% 99,47% Cidades Médias 99,89% 96,00% 90,66% 89,15% 29,92% 11,46% 6,34% 50,89% 99,89% Grandes Centros Des. 100% 100% 100% 100% 100% 53,57% 64,29% 100% 100% Metrópoles 100% 100% 100% 100% 100% 100% 50% 100% 100% Total 99,85% 90,28% 86,57% 86,00% 26,11% 9,91% 6,11% 37,84% 99,77% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% P e r c e n tu al d e m u n ic íp ios c om ace s s o ao cr é d it o Ano de 2002

Fonte: Elaboração própria, 2009

O ano de 2002, em comparação ao ano de 1999, apresentou um aumento dos percentuais (no total) de municípios com financiamentos industriais e com financiamentos imobiliários, fato que não ocorreu com relação às outras categorias de crédito, as quais foram concedidas a um menor número de cidades no total. Destaca-se que há o retorno à situação percebida em 1996 no que se refere à concessão dos financiamentos à agricultura e dos financiamentos à comercialização da agricultura, o tipo Cidades Pequenas apresenta maiores percentuais de municípios com acesso a estes créditos do que o Cidades Pequenas

Socialmente Desfavorecidas. Essa superioridade das porcentagens do número de cidades

do Cidades Pequenas com relação ao grupo Cidades Pequenas Socialmente

Desfavorecidas se repete no caso do acesso aos financiamentos da pecuária,

diferentemente dos dois anos anteriores. Além disso, percebe-se que as proporções de cidades nestes mesmos perfis são equivalentes no que se refere aos financiamentos à agroindústria, sendo menores que aquelas apresentadas no ano de 1996. Evidencia-se, ainda, que ocorreu uma redução do número de municípios do tipo Cidades Pequenas e do

Cidades Pequenas Socialmente Desfavorecidas em que os financiamentos imobiliários

foram concedidos, o percentual de cidades, respectivamente, diminuiu em mais de 3% e em quase 3%.

Gráfico 4 - Percentual do total de municípios relativo a cada Tipo formado com acesso ao crédito (discriminado em categorias) para o ano de 2005

emptide finind finagrici finpecci finagrico finpecco agroind imob outcred Cidades Pequenas 100% 85,11% 91,49% 87,23% 55,32% 38,30% 12,77% 4,26% 100% Cidades Pequenas Soc. Desf. 99,51% 76,21% 75,57% 74,11% 17,80% 9,87% 2,27% 5,02% 99,51% Cidades Médias 99,74% 95,98% 91,95% 90,04% 37,51% 20,79% 8,88% 47,94% 99,69% Grandes Centros Des. 100% 100% 100% 100% 96,67% 70% 93,33% 100% 100%

Metrópoles 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Total 99,70% 91,20% 88,20% 86,38% 33,93% 19,17% 8,43% 37,72% 99,66% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% P er ce n tu al d e m u n ic íp ios c om ac es so a o cr éd it o Ano de 2005

Fonte: Elaboração própria, 2009

O ano de 2005, comparativamente a 2002, apresentou uma elevação dos percentuais totais de municípios com acesso aos financiamentos industriais, aos financiamentos da agricultura, aos financiamentos da pecuária, aos financiamentos da comercialização da agricultura, aos financiamentos à agroindústria e aos financiamentos da comercialização da pecuária, sendo que, referente a estes últimos, o aumento da proporção de municípios com a disponibilidade dos mesmos foi mais evidente, de 9,91% para 19,17%. As categorias restantes de crédito foram concedidas a menor número de cidades no total. Deve-se destacar, ainda, que o tipo Cidades Pequenas apresentou um aumento nas porcentagens de municípios com acesso aos financiamentos à comercialização da agricultura e da pecuária e aos financiamentos à agroindústria, de tal forma que o grupo citado superou os valores demonstrados pelo Cidades Médias relativos a estes créditos, fato que não se observa nos anos de 1996, 1999 e 2002. Além disso, pode-se observar uma elevação dos percentuais de cidades no grupo Cidades Pequenas correspondentes aos financiamento imobiliários, aos financiamentos da agricultura e aos financiamentos da pecuária.