2. Teori
2.3 Motstand og tiltak mot endring
Múltiplos estudos têm demonstrado sensibilidade e especificidade em torno de 90% para a avaliação do manguito rotador, por meio de RMC. Lesões de espessura completa são mais facilmente e melhor detectadas pela RMC do que lesões parciais [5, 7].
Para as lesões parciais dos tendões do manguito rotador, em especial as da superfície articular, a ARM tem-se revelado mais acurada que a RMC [7].
Historicamente, a RM não permitia a avaliação do lábio glenoidal de forma consistente, em parte devido a variações na anatomia do lábio e variabilidade significativa na interpretação das imagens [7].
Trabalhos que aplicam RMC na avaliação de instabilidade glenoumeral têm produzido resultados variados na detecção de lesão labial, com sensibilidade e especificidade oscilando de 44 a 100% e 43 a 100%, respectivamente [13, 16-19, 21-23, 26, 37, 55, 86].
Para a avaliação de lesão do tipo SLAP, a RMC apresenta sensibilidade e especificidade variando de 41 a 100% e 27 a 100% [16, 20, 22, 24, 25, 36, 37, 87].
Para a avaliação do lábio glenoidal, seja no contexto de instabilidade glenoumeral ou de lesão do tipo SLAP, a literatura sugere que a ARM seja mais acurada que a RMC [5].
A revisão da literatura comprova que a maioria dos artigos concernentes ao assunto foi publicada nas décadas de 80 e 90 [13-33], entretanto, como ocorreu desenvolvimento significativo nos aparelhos de RM e Tomografia Computadorizada (TC) desde essa ocasião até agora, a RM apresentou melhoria nos gradientes, sequências e bobinas, como, por exemplo a introdução das bobinas phased array de ombro [34].
Além disso, trabalhos mais recentes têm demonstrado desempenho semelhante da RMC e ARM para a avaliação de lesões SLAP [25, 36] e alta sensibilidade e especificidade da RMC para a detecção de lesões labiais [37]. Magee et al. (2006) [37] pesquisaram, retrospectivamente, exames de RMC realizados em equipamento de 3T e encontraram sensibilidade e especificidade de 90 e 100%, respectivamente para a avaliação de lesões SLAP, e 89 e 100%, respectivamente para a avaliação de lesões labiais anteriores.
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Seeger et al. (1988) [13] examinaram 27 ombros por meio de RMC, com confirmação cirúrgica de ocorrências de instabilidade nos 27 pacientes. Nesses 27 pacientes com instabilidade, a RMC foi capaz de detectar 22 lesões labiais anteriores, havendo cinco lesões de Bankart descobertas na cirurgia que não foram vistas na RM. Usou-se aparelho de RM de 0,3T, apenas com cortes axiais de três a cinco mm de espessura e cinco a sete mm de intervalo. Os autores concluíram que a RMC é um método não invasivo, valioso para o estudo da instabilidade do ombro, mas propuseram a necessidade de estudos que comparem a eficácia da RMC em relação à ATC, na avaliação da instabilidade glenoumeral.
Legan et al. [16] (1991) demonstraram sua experiência na identificação de lesão ou destacamento labial pela RMC, em 88 casos confirmados por artroscopia. A RMC apresentou sensibilidade de 95%, especificidade de 86% e acurácia de 92%, na detecção de lesão labial anterior. Para a porção superior do lábio, a RMC indicou sensibilidade de 75%, especificidade de 99% e acurácia de 95%. Já para a porção posterior ou inferior do lábio glenoidal, a sensibilidade foi de 7,7% e 40%, respectivamente.
Garneau et al. [17] (1991) investigaram 15 pacientes com instabilidade do ombro e nove voluntários assintomáticos pela RMC. Todos os pacientes foram submetidos a artroscopia ou cirurgia. Dois radiologistas músculoesqueléticos interpretaram, independentemente, as imagens de RMC, sem o conhecimento da historia clínica ou dos resultados cirúrgicos. Os resultados da artroscopia ou cirurgia foram utilizados como padrão de referência dos pacientes. O observador A alcançou sensibilidade de 44% e especificidade de 66,7%; o observador B acusou sensibilidade de 77,8% e especificidade de 66,7%. Além da sensibilidade e especificidade pobres, houve variabilidade substancial inter e intraobservador. Nesse pequeno estudo, as imagens axiais de RMC mostraram-se relativamente insensíveis e inespecíficas na avaliação de lesões labiais. Foi utilizado aparelho de 1.5T (Signa; GE Medical Systems, Milwaukee), com sequências axiais DP e T2, sem supressão de gordura, com três mm de espessura e um mm de intervalo entre cortes; FOV de 24 cm; matriz de 192x256 e 2 NEX. Não foi especificado o tipo de bobina empregada.
Green et al. [19] (1994) conduziram estudo duplo-cego prospectivo, comparando RMC e cirurgia em 33 pacientes com possível instabilidade anterior do ombro. Vinte e oito lesões labiais foram confirmadas por cirurgia. A sensibilidade, especificidade, VPP, VPN e acurácia da RMC foram de 75%, 100%, 100%, 41% e 79%, respectivamente. Aplicando a classificação criada por eles mesmos, de acordo com o tipo e gravidade das lesões, a RMC classificou apenas 21% das lesões com precisão necessária para afetar o planejamento cirúrgico. Os autores concluíram que a RMC não é útil no planejamento cirúrgico, para a maioria dos pacientes com instabilidade anterior do ombro.
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Monu et al. [20] (1994) analisaram retrospectivamente exames de RMC em oito pacientes com diagnóstico artroscópico confirmado de lesão SLAP. Nesse estudo, as lesões SLAP foram vistas em 100% dos casos com sequência coronal, 88% dos casos com seqüência axial e 50% dos casos com sequência sagital. Utilizou-se aparelho de 1.5T, bobina dedicada e sequências axial gradiente-eco, e coronal e sagital oblíquas ponderadas em T2. Os autores consideraram ser a RMC útil no diagnóstico das lesões SLAP.
Gusmer et al. [22] (1996) averiguaram a exatidão da RMC na detecção e localização de lesões labiais. O estudo incluiu 103 pacientes que realizaram RMC e artroscopia. Dois radiologistas avaliaram prospectiva e independentemente as imagens. Na cirurgia foram encontradas: 37 lesões labiais anteriores, 36 lesões SLAP e 19 lesões labiais posteriores. A sensibilidade da RMC foi de 100% para lesões labiais anteriores, 86% para lesões SLAP e 74% para lesões labiais posteriores. A especificidade da RMC foi de 95%, 100% e 95%, respectivamente. De maneira geral, a acurácia foi de 95%. No geral, a concordância interobservador medida pelo coeficiente Kappa foi de 0.86 (p=.0001).
Connell et al. [25] (1999) pesquisaram a RMC em 140 pacientes, 104 dos quais apresentando lesão SLAP comprovada por artroscopia. Nesse estudo, a RMC demonstrou sensibilidade de 98% (100/102), especificidade de 89,5% (34/38) e acurácia de 95,7% (134/140). Utilizou-se aparelho de 1.5T, com bobina circular ou
phased-array, e sequências axiais e coronais DP, T2 e GRE T2 com FOV de 15 a
16 cm; 3,5 a 4 mm de espessura e matriz de 512x256 a 256x224. Os autores chegaram à conclusão de que a RMC com alta resolução pode diagnosticar as lesões labiais superiores de forma acurada.
Torstensen et al. [26] (1999) observaram a acurácia da RMC em 57 pacientes com quadro clínico indefinido, ao invés de escolherem pacientes com suspeitas clínicas definidas, como instabilidade ou síndrome do impacto. Nesse tipo de população, os autores concluíram que a RMC não pareceu ser um método exato para a detecção de patologias do ombro. A sensibilidade, especificidade e acurácia da RMC para a detecção de lesão labial foram de 62, 73 e 58%, respectivamente. Já para lesão do manguito rotador foram de 68, 96 e 49%, respectivamente.
Magee et al. [37] (2006) consideraram sensibilidade e especificidade da RMC do ombro em aparelho de 3 Tesla, na detecção de lesão do lábio glenoidal. Da amostra de cem pacientes consecutivos, 67 foram submetidos à artroscopia , adotando-se esta como padrão-ouro. As lesões labiais foram divididas em anteriores, superiores e posteriores. A sensibilidade da RMC para a detecção de lesões SLAP foi de 90% (19/21), a especificidade foi de 100%. Para a detecção de lesão labial anterior, a sensibilidade foi de 89% (16/18) e a especificidade de 100%. Para lesões labiais posteriores, a sensibilidade foi de 86% (6/7) e a especificidade 100%. Os autores afirmaram que a RMC em aparelho de 3 Tesla é bastante sensível e especifica para lesões labiais anteriores, superiores e posteriores, quando comparada à artroscopia.
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Shahabpour et al. [5] (2008) analisaram a efetividade dos métodos de diagnóstico por imagem no ombro e cotovelo, por meio de uma revisão da literatura, incluindo os bancos de dados Medline e EMBASE. Os autores encontraram sensibilidade e especificidade altas (sensibilidade de 0,86 a 0,92 e especificidade de 0,91 a 0,95) para a detecção de lesões de espessura completa do manguito rotador pela Ressonância Magnética Convencional (RMC). Para a detecção das lesões de espessura parcial pela RMC, as taxas de sensibilidade encontradas foram significativamente mais baixas (0,36 a 0,51) embora a especificidade tenha permanecido alta (0,87 a 0,92).
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