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Motor symptoms and disability

1. INTRODUCTION

1.9 D ISEASE PROGRESSION IN PD

1.9.1 Motor symptoms and disability

Os estudos referentes à determinação das zonas de conforto para o Brasil são ainda incipientes quando se pondera o tamanho do território do país.

Como previamente colocado, os índices de conforto térmico compõem-se como importantes subsídios para o desenvolvimento do projeto arquitetônico. Contudo, a dificuldade deste tipo de abordagem está na grande variação climática existente no Brasil, país de dimensões continentais, havendo a necessidade de enfatizar fatores ambientais distintos de acordo com a aclimatação da população para cumprir com os requisitos de conforto térmico (ASSIS, 2001). Associado a esta questão, está também o fato de existirem poucos dados metereológicos disponíveis para a adequada avaliação desta diversidade climática. A adoção das normas internacionais para o caso brasileiro é questionável. São vários os trabalhos desenvolvidos no Brasil, que constataram que a sensação térmica dos usuários baseada em normas internacionais, sem a devida confirmação de sua aplicabilidade a usuários adaptados a climas tropicais, pode subestimar o limite máximo da temperatura de conforto térmico, e consequentemente, estimular o uso desnecessário de ar condicionado (BARBOSA, 1997). Em estudo conduzido por Lima et al. (2005) foi avaliada a aplicabilidade de índices de conforto térmico em clima tropical para a cidade de Natal, Rio Grande do Norte. O clima da cidade de Natal caracteriza-se por ser um clima quente e úmido durante todo o ano. O estudo teve como base o trabalho desenvolvido por Araújo (1996). A autora desenvolveu uma pesquisa de campo em escolas de 2° grau de Natal, RN, com o objetivo de identificar os parâmetros de conforto térmico para esta população. A autora identificou que a faixa de conforto ocorre entre 25,1°C a 28,1°C para esta cidade. Em prosseguimento, os autores comparam essa zona de conforto com as zonas geradas por outros índices de conforto térmico existentes: Temperatura Efetiva, Temperatura Efetiva Corrigida, Nova Temperatura Efetiva, Temperatura Efetiva Padrão, Diagrama Bioclimático de Givoni (1992), método PMV

de Fanger (1972), método PMV reformulado por Fanger e Toftum (2002) e os modelos adaptativos de Humphreys (1973), Auliciems (1981) DeDear e Brager (2002). Comparando as zonas geradas por cada um destes modelos com a zona estabelecida por Araújo (1996), os autores constataram haver uma sobreposição das zonas de conforto resultantes a partir dos modelos de Humphreys (1973) e deDear e Brager (2002) e ambas se mostraram limitadas para uma situação de ar parado, sendo que a zona de Humphreys (1973) apresentou um limite superior de temperatura para uma velocidade do ar de 2 m/s mais adequado para as condições de Natal (RN), cidade foco do estudo. No que se refere à umidade relativa do ar, a extensão dos limites superiores de temperatura de conforto térmico em razão dos valores de umidade relativa acima de 75%, valor este superior aos 70% recomendados em normas de conforto internacionais, aumenta a aplicabilidade do modelo.

Os autores comentam neste trabalho que a aplicação do Diagrama de Givoni (1992) para o clima quente e úmido mostrou-se admissível apenas quando há a extensão da zona de conforto até os 32°C por meio do incremento da ventilação, aproximando-se dessa forma das necessidades de conforto local, representando uma situação típica (FIGURA 2.7). Contudo, o limite inferior mostrou-se pouco representativo, havendo a necessidade de revisá-lo, uma vez que há uma baixa ocorrência dessas temperaturas no clima de Natal. No que se refere à umidade relativa do ar, a limitação está no fato de que em climas quentes e úmidos prevalecem as altas taxas de umidades, ultrapassando os limites superiores da zona de conforto dos índices. E no caso de ambientes passíveis de serem ocupados durante todo o período do dia, como as residências, a zona de conforto proposta por Givoni (1992) é a menos recomendada. Assim os autores concluem que, embora seja um dos índices mais utilizados em trabalhos nacionais, os limites propostos no Diagrama de Givoni (1992) podem ser inadequados para aplicação em clima quente e úmido (LIMA et al., 2005).

FIGURA 2.7Diagrama bioclimático sobre o qual foi plotada a zona de conforto para a população aclimatada à

cidade de Natal, RN

Fonte: ARAÚJO, 1996

No trabalho desenvolvido por Negreiros (2010), a autora tem como objetivo reconhecer formas adequadas de avaliar o desempenho térmico de edificações residenciais com condicionamento passivo também para a cidade de Natal. Para tal, a autora compara as respostas de alguns índices de conforto térmico adaptativo (Auliciems; 1981, Nicol e Humphreys; 2002; DeDear e Brager; 2002), com os resultados obtidos por Araújo (1996) e com resultados de simulações de desempenho térmico para diferentes modelos. Neste trabalho foi observado que utilizando-se os índices de Auliciems (1981) e de Nicol e Humphreys (2002), obteve-se maiores ocorrências na zona de desconforto por frio e menores variações de resultados para os diferentes casos simulados. Já o índice de DeDear e Brager (2002) mostrou-se o mais adequado para a análise nesse tipo de clima. Além disso, Negreiros (2010) aponta que a delimitação da zona de conforto é influenciada pela velocidade do ar e pela temperatura radiante média, sendo fundamental considerar a extensão da zona de conforto por efeito da velocidade do ar para os climas quentes e úmidos, como o da cidade de Natal.

Pereira e Assis (2010) discutem a aplicação de índices adaptativos para várias das condições climáticas brasileiras com o objetivo de identificar um modelo que seja sensível às condições climáticas nacionais e considere a aclimatação da população. Neste trabalho, as autoras compararam os índices adaptativos desenvolvidos por Aluciems (1981), Humphreys (1978),

Nicol e Humphreys (2002) e deDear e Brager (2002), com estudos brasileiros (ARAÚJO, 1996; XAVIER, 1999; GONÇALVES, 2000) que investigaram em campo o conforto térmico de usuários em ambientes interiores, de forma a identificar os parâmetros de conforto térmico para populações aclimatadas brasileiras. Comparando as temperaturas neutras com faixas de conforto, as autoras constataram que aparentemente o modelo de Humphreys (1976) seria o mais adequado para uma abordagem geral do território nacional. Para verificar essa premissa, Pereira e Assis (2010) aplicaram os índices a dados horários para a determinação da temperatura de conforto térmico, assim como as respectivas faixas de conforto. Assim, as diferentes zonas resultantes para valores de temperatura neutra semelhantes puderam ser comparadas e avaliadas quanto aos períodos de desconforto por frio e por calor gerados. Verificou-se que a temperatura neutra gerada a partir das equações de Auliciems (1981) e deDear e Brager (2002) apresentaram os melhores resultados para o caso brasileiro. A amplitude da faixa de conforto de melhor resultado foi de Tn ± 2 °C, para pouco desconforto, e Tn ± 4 °C, para desconforto.

Assim é de fundamental importância identificar a aplicabilidade dos índices existentes para a condição brasileira. Alguns estudos nesse sentido já foram realizados.

Barbosa (1997) identificou os limites de conforto para a cidade de Londrina, PR, entre 18° e 29°C focando em edifícios residenciais, comprovando a aplicabilidade da faixa de conforto de Givoni (1992) para países em desenvolvimento.

Xavier (1999) realizou uma investigação sobre as condições de conforto térmico para estudantes de 2° grau na região de Florianópolis, SC. Os limites de temperaturas confortáveis obtidos foram de 20°C a 26°C, encontrando boa correspondência com a zona de conforto proposta por Givoni (1992) para países desenvolvidos.

Em 2000, Gonçalves avalia a aplicabilidade de índices de conforto térmico para a cidade de Belo Horizonte, MG, por meio de população universitária, obtendo os limites de temperaturas confortáveis de 20,8°C e 24,7°C. O autor identificou as zonas de conforto propostas por Givoni (1992) e Szokolay (1987) como sendo as mais apropriadas para Belo Horizonte.

Para a cidade de Teresina, PI, Silveira, Kallas e Ribeiro (2003) conduziram uma pesquisa para a determinação da zona de conforto térmico para ambientes escolares, delimitada entre

27,4°C e 31,6°C. Loureiro (2003) em seu trabalho identificou como faixa de conforto para a cidade de Manaus, AM, 21°C a 23°C.

Utilizando também população universitária da cidade de Ouro Preto, MG, Fontanella e Souza (2011) obtiveram as temperaturas de 21°C e 23°C como limites de conforto. Linck, Albernard e Grigoletti (2012) realizaram um estudo sobre as preferências térmicas de moradores de habitações de interesse social em Santa Maria, RS, e concluíram que a faixa de conforto local é de 28,6°C a 30,9°C. Na TABELA 2.5 mostram-se de forma resumida os limites de temperatura de conforto térmico obtidos a partir de estudos realizados em território nacional.

TABELA 2.5Resumo dos Limites de Temperatura do Ar de Conforto Térmico para estudos no Brasil Cidade

Limites de Temperatura de Conforto Térmico Temperatura mínima (°C) Temperatura máxima (°C) Santa Maria (RS) 28,6 30,9 Florianópolis (SC) 20,0 26,0 Londrina (PR) 18,0 29,0 Belo Horizonte (MG) 20,8 24,7 Ouro Preto (MG) 21,0 23,0 Natal (RN) 25,1 28,1 Teresina (PI) 27,4 31,6 Manaus (AM) 25,6 28,3

Nem todos os estudos acima citados abordaram os limites de conforto locais referentes à umidade, impossibilitando uma comparação para esta variável.