4 IS som sosial bevegelse
4.3 Motiverende rammer
Após a realização do Bilhete de Identidade do Aluno11 foi possível perceber que as disciplinas preferidas das jovens incluem Educação Física (por unanimidade), Educação Visual e Tecnológica e Português. Justificaram as escolhas pelo gosto pela matéria, por considerarem ser divertido. As disciplinas de que não gostam são a matemática, as ciências naturais, e o português; a preferência pelos professores influencia também o gosto pelas disciplinas. Consideram-se maioritariamente más alunas, incapazes de aprender, e esquecidas do que os professores dizem. Apenas a Joana se considera boa aluna pois segundo ela estuda muito. Face aos problemas com que se debatem quando estudam, as jovens consideram que para os ultrapassar devem estar com mais atenção nas aulas e estudar mais.
Através da análise da actividade “Como sou”12 foi possível observar que ocupam o seu tempo livre a desenhar, compor músicas, cantar, ver televisão e fazer exercício físico. Classificam-se como sendo simpáticas, amigas e disponíveis para a ajudar as pessoas.
Com “vamos fazer um filme”13
caracterizaram como bom aluno aquele que: tem boas notas, é “betinho”, calmo, tem bom comportamento, estuda, está atento nas aulas, faz TPC e faz anotações das aulas. Quanto ao mau aluno, é o que tira más notas, é rebelde, barulhento, tem mau comportamento, não estuda, não faz TPC nem faz anotações das aulas. A Carla e a Inês consideram-se más alunas porque têm baixo rendimento escolar e porque não estudam, já a Maria e a Joana caracterizaram-se de boas alunas apesar não terem boas notas, valorizando o facto de estudarem e estarem atentas nas aulas.
Na actividade “Vamos estudar com a Adélia”, as ajudas consideradas à Adélia foram as seguintes: estudar para o teste e fazer os TPC durante a tarde e só depois ver televisão, estar atenta nas aulas, não estudar apenas nas vésperas dos testes e dormir cedo.
Apesar de estas jovens não estudarem, têm consciência do comportamento a ter relativamente à escola, o que denota a ausência de significado a esta instituição, sem vantagens no sucesso escolar.
11 Consultar anexo 7 12 Consultar anexo 7 13 Consultar anexo 7
117 2.2 Autocontrolo
Na actividade “aqui estuda-se… ou não?” as respostas dadas pelas jovens foram idênticas, referiram a questão da desarrumação do quarto e o ser impossível estudar num local com a televisão ligada, assim como o facto de o menino estar a estudar na cama. Deste modo, foi possível discutir e reflectir com cada jovem as características físicas do local de estudo e como podem contribuir, de forma positiva ou negativa, para os resultados obtidos na escola. A postura em que se estuda também é um factor importante, na medida em que ao se estudar deitado contribui não só para dificuldades de concentração, assim como prejuízos para a saúde ou até mesmo na apresentação dos trabalhos escritos.
Com a elaboração de “o meu horário de estudo” foi possível tomar conhecimento que, em média, as jovens têm 24,5h por semana de aulas lectivas; dispensam 31h por semana em actividades não escolares (refeições, dormir, brincar, ver televisão) e estudam por semana 9h, excepto a Inês que afirmou não estudar. Os dados obtidos encontram-se apresentados no gráfico seguinte.
Gráfico1: Horas dedicadas às aulas, actividades não escolares e ao estudo
Com a realização desta actividade, percebe-se que a hora de estudo para as jovens é quase inexistente, sendo que de todas elas a que se dedica mais é a Carla, e não a Joana que no “Bilhete de identidade do aluno” afirmou estudar muito. Esta jovem destaca-se sim no tempo dispendido nas actividades não-escolares e a Maria apesar de ser a mais nova é a que se dedica menos tempo a estas actividades. É perceptível então que são jovens que por semana dedicam, de uma forma significativa, mais horas em actividades não escolares do que ao estudo. Mais uma vez é reforçada a falta de interesse pela escola, tanto das jovens como dos seus pais, no sentido que têm liberdade na definição do seu horário e não são supervisionados na realização dos TPC.
No decorrer da realização da actividade “Sopa de números”, à excepção da Inês que perante a dificuldade se mostrou sem paciência, todas as jovens ficaram entusiasmadas com o
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desafio, apesar de afirmarem sentir alguma dificuldade porque o exercício exigia concentração. No total de 52 algarismos a serem riscados, a Carla descobriu 47, a Maria 45, Inês 19 e a Joana 23. Na realização da “encruzilhada” as jovens não demonstraram muita dificuldade, apesar de argumentarem que às vezes se perdiam porque as linhas eram confusas. Na actividade “postal dos correios” eram 20 os erros existentes na letra da música fornecida às jovens, sendo que uns eram palavras isoladas e outras partes de frases. Destes erros, Carla encontrou 15 erros, no entanto só identificou os erros e não substituiu pelas palavras correctas; a Maria detectou 18 erros, mas ao contrário da anterior substituiu os erros; a Inês encontrou 12 erros e fez a substituições destes de forma correcta; por fim, Joana detectou 10 erros e também fez a sua substituição correcta.
Nestes exercícios, a Carla e a Maria mostraram-se mais eficazes e revelaram conseguir maior concentração que a Inês e a Joana. As irmãs com melhores resultados mostraram interesse em realizar as actividades e perante as dificuldades não ponderaram desistir. Esta atitude pode contribuir para a melhoria do sucesso educativo de cada uma. O mesmo não aconteceu com as outras duas irmãs, pois apresentarem falta de paciência e concentração talvez por nunca terem usufruído de uma hora de estudo. Perante a dificuldade na realização das actividades, pensaram em desistir, atitude esta que se pode traduzir em insucesso escolar.
De acordo com as respostas obtidas no questionário “como me sinto face aos testes?”14, a Joana demonstra ser uma jovem positiva na hora dos testes e que não acredita que o seu baixo rendimento escolar seja provocado pelo azar ou pelo nervosismo. Já a Inês acredita que quanto mais estuda, pior os testes lhe correm, que tem azar e bloqueios na hora dos testes dado ao seu nervosismo. A Maria e a Carla ficam nervosas na hora dos testes e não acreditam em si porque “têm bloqueios” enquanto fazem os testes. O insucesso escolar na Joana deve-se à falta de estudo, apesar de acreditar sempre que vai conseguir obter resultados positivos lendo e estudando nas vésperas dos testes. O insucesso da Inês assemelha-se ao da irmã. Pelo facto de não ter hábitos de estudo regulares, falta-lhe o conhecimento que o estudo na véspera dos testes não colmata. Para estas duas jovens estudar baseia-se na leitura e na tentativa de memorização da matéria. Relativamente à Maria e à Carla, também elas estudam nas vésperas dos testes e o nervosismo que as consome na hora da realização das provas de avaliação provoca-lhes “bloqueios” impedindo-as de se recordarem do que conseguiram estudar.
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Na actividade “??????? Se vai ao longe!” apenas a Carla leu a ficha até ao fim. As restantes jovens demonstraram mais ansiedade na realização das actividades, sendo esta equivalente à que sentem aquando da realização dos testes e que as impede de saberem o que é pedido ao longo do mesmo, podendo levar, por exemplo, a repetir informações.
Na última actividade “Antes dos testes de avaliação” do domínio autocontrolo todas as jovens, mais ou menos verbalizaram que o mais importante é tomar consciência do número de dias que podem dedicar às revisões para um teste e de seguida analisar a matéria que sai, distribuindo-a pelo tempo que têm disponível; de seguida a procura da matéria nos livros/cadernos e o pensar nas estratégias de estudo; no último dia fazer uma revisão e no dia do teste manter a calma. Em suma, nestas jovens há a consciência de que é necessário fazer em matéria de organização do estudo para obter rendimentos positivos. No entanto, todas as jovens confessaram que não praticam estas orientações. Para elas, estudar consiste consultar uma ou duas vezes nas vésperas dos testes, ou no próprio dia, a matéria indicada pelos professores; isto quando o fazem. Por este motivo, para a realização desta actividade foi pedido que lessem todas as vinhetas e pensassem no que seria mais correcto a fazer. Porém, mais uma vez percebe-se que apesar de não estudarem, têm consciência dos procedimentos a concretizar. O facto de não o fazerem por desinteresse e/ou descrédito na escola, agrava o seu sucesso educativo.
2.3 Estratégias cognitivas e metacognitivas