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Monoterapi versus kombinasjonsbehandling – randomiserte kontrollerte

5.2 Klinisk effekt på sykdomsaktivitet

5.2.2 Monoterapi versus kombinasjonsbehandling – randomiserte kontrollerte

antes que isso se torne cada vez pior. Não encontrei ainda um “meio termo”.

****** Olá Pai...

Inicialmente gostaríamos de parabenizá-lo pela preocupação e dedicação que demonstrou ter na educação de sua filha.

A educação de uma criança é uma tarefa árdua que requer dedicação e muita paciência. Sabemos que, nos dias de hoje, parece ser mais difícil criar e educar um filho, pois os pais precisam se “dividir em vários” para atender às necessidades diárias da vida e da criança.

Sua filha tem dois anos e está em uma idade de descobertas. A criança começa a conhecer o mundo a partir das experiências que estabelece com ele. Então, tudo para ela é atraente, é novidade, portanto cabe aos pais mostrar à criança o que é, ou não, “brincável”.

Em sua carta, você pergunta se deve colocar limites a uma criança tão pequena. Respondemos que sim. É desde pequeno que começamos a ensinar o que pode e o que não pode, onde mexer e onde não. Contudo, colocar limites não é dizer “não” para tudo, na verdade a educação de uma criança deve ser baseada no “sim” e os “nãos” têm de serem dotados de sentido: a criança

deve saber o porquê daquele “não”. Nessa idade, o limite é dado para proteger a criança dos perigos e para preservar o que é importante ou caro aos pais, portanto, sua filha não deve brincar com os objetos que possam machucá-la ou que sejam de valor para vocês. Quando for necessário dizer “não”, você deve falar de forma firme, mostrando à criança que aquilo que ela está fazendo não pode. Ela precisará aprender, aos poucos, a lidar com suas próprias frustrações, assim estará se desenvolvendo de forma saudável e, dessa forma, será educada com base no diálogo.

É preciso que essa relação de pais e filhos seja baseada na confiança. Sua filha precisa sentir-se segura, protegida e amada, para que, posteriormente, possa se tornar um adulto que saberá lidar com os conflitos que surgirão em sua vida.

Crianças nessa idade precisam de um espaço adequado e de brinquedos que chamem a sua atenção. Não que isso a impeça de querer mexer em outras coisas, pois nesta idade temos que nos adaptar às suas necessidades. Nem sempre os brinquedos que escolhemos são aqueles pelos quais a criança mais se interesse, às vezes algo mais simples, como por exemplo, uma garrafa Pet pode despertar a sua curiosidade. Tente propiciar um lugar onde ela possa brincar à vontade, explorar sua criatividade, descobrir e desenvolver sua imaginação.

Você nos disse também, que a sua filha tem um jeito de olhar provocador. Será que esse jeito é intencional? Será que não é um modo de ser dessa criança? Já observou se ela olha dessa forma em outros momentos e para outras pessoas? Talvez ela seja muito pequena para saber a hora de provocar ou debochar de alguém, ou até mesmo, saber o que é debochar e provocar. Pode ser que ela ache engraçado a forma como vocês se comportam quando ela faz algo que não gostam, pode também fazer isso por brincadeira ou para chamar a atenção. Procure perceber se ela age assim só com vocês e se é somente nas horas em que vocês a corrigem. Mas, se ela realmente for uma

criança desafiadora, isto não é a princípio ruim. Busque usar isso a favor dela própria, ajudando-a a desafiar e questionar nos momentos adequados.

Sabemos que é possível que os pais se frustrem com os filhos, pois desde que a gravidez é anunciada, todos começam a idealizar uma criança perfeita e, muitas vezes, o que se vive não é aquilo que foi idealizado. Não dá para se exigir perfeição ao educar uma criança e não temos uma regra, uma “receita de bolo” para educar. Educação é um processo contínuo no desenvolvimento da criança. E o modo de educar que é adequado para uma criança, pode não ser para outra. Cada criança é única e os pais devem a educar respeitando o que é próprio de cada uma, para que isso no futuro seja a sua diferença. Não seria bom criar uma criança que se torne um adulto desafiador, destemido, questionador, criativo?

Quando nos pergunta se deveria reprimi-la de forma mais severa, o que quer dizer com isto? Você diz saber que bater não é a solução ideal. Nesse caso, reprimi-la mais severamente seria dar-lhe um castigo? Na idade de sua filha, dificilmente o castigo fará sentido, ela é muito “novinha” e ainda não conseguirá entender que está de castigo porque fez algo de errado. O importante nessa situação é que você e a mãe dela transmitam o que sentem quando ela ultrapassa os limites, quando faz alguma coisa que os desagradem. Diga que não gostou, que ficou bravo e, desta forma, comecem a estabelecer uma relação de diálogo com ela. Após certa idade, é importante sim que a criança seja castigada, mas esse castigo precisa ser pensado e adequado, pois dever servir para que ela aprenda quais são as conseqüências de seus atos e não para puni-la, pois só assim ela poderá refletir sobre o que fez.

Uma coisa muito importante na educação de uma criança é a coerência dos pais, para que não ocorram conflitos que prejudicam a todos, principalmente à criança. É muito complicado quando há uma disputa entre os pais para determinar

quem manda mais, um dá uma ordem, o outro desacata, um fala “não pode fazer isso” e o outro deixa. Os pais precisam entrar em um acordo e respeitarem a autoridade do outro.

Pais não são cientistas e na medida em que ensinam seus filhos também aprendem neste processo de educar. Impor limites é uma forma de amar. Então, pai, troque ensinamentos com a sua filha, eduque de uma forma prazerosa, aproveite esses anos em que ela depende de você e faça o melhor que puder para transformá-la em um adulto que fará diferença.

Esperamos ter ajudado nessa reflexão sobre a educação de sua filha e ficamos felizes em saber que existem pais como você que realmente se preocupam com a forma de educar. Sinta- se à vontade para nos escrever sempre que quiser. Estamos à disposição!

Estagiários do Centro de formação de psicólogos Profª responsável: Fabíola Freire