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Após tom ar conhecim ent o do cont ext o expost o acim a, e conform e as discussões desenvolvidas no it em 3.2.3.2 dest e t rabalho, surge a pergunt a: o que, afinal, im pede as IFES de implem ent ar processos sistem át icos e am plos de gest ão?

Fow ler (2008), em seu t rabalho, ident ifica e descreve um a série de fat ores que t êm dificult ado o int eresse pelas e/ ou o sucesso das iniciat ivas de implem entação de sist em as de gest ão nas IFES brasileiras, especialment e no que se refere ao Program a GesPública. Esses fat ores apresent am -se com o elem entos int eressant es para a avaliação do cont ext o dessas inst it uições no que se refere aos processos de adequação. São apresentados os seguint es ‘fatores inibidores’:

 o receio de não cont inuidade ao program a pela próxima gest ão: essa

preocupação tem sua razão de ser um a vez que, hist oricam ent e, as inst it uições públicas nacionais estão m arcadas pela descontinuidade. O período de vigência do cargo de reit or é de quat ro anos. Esse fato pode influenciar alguns dirigent es a focar em quest ões de curto prazo. As quest ões de longo prazo ficam prejudicadas pela incert eza de continuidade em projet os que dem andam um a considerável energia para serem im plem ent ados;

 o entendim ento por muit os gest ores de que expor pont os fracos seja uma

am eaça para a instituição perant e a terceiros (audit ores, consult ores): esse fat o é compreensível um a vez que os reit ores se preocupam com a integridade, compart ilham ent o e disponibilização das informações. Ent retant o, Fow ler levant a um a quest ão: “ será que os ganhos obtidos com a im plem entação do program a não são m aiores do que a percepção dos riscos envolvidos (Ibid., p. 112)?” ;

 a inexperiência inst itucional com Programas de Qualidade e a consequent e

dificuldade de int erpret ação do vocabulário e da abrangência dos program as de qualidade: sabe-se que o modelo M EGP dem anda um esforço de compreensão e t ant o os servidores com o os dirigent es devem se em penhar nessa com preensão;

 a falta de incentivo da adm inist ração superior: que m uit as vezes podem levar os

m inar o desejo de um a nova t ent ativa futura além de servir de experiência negat iva para inst it uições que desejam implem ent ar algum program a;

 o excesso de burocracia: a burocracia é um sério ent rave para que a inst it uição

possa cont emplar com excelência sua m issão. Em muit os dirigentes, porém , falta energia para a libert ação da adm inist ração burocrát ica e do excesso de form alizações. O nível de barreiras na gest ão pública inst igado por um m odelo de adm inist ração burocrát ica15 leva a reflet ir a respeit o da efet ividade do m odelo at ual de gestão e com o est e pode influenciar o t rabalho de t oda a inst it uição;

 a falta de exemplos consolidados de Inst it uições Federais de Ensino Superior que

aderiram ao Program a: t al argum ent o é pert inent e no sent ido de que “ [...] at ualm ent e16 há som ent e um a Universidade Pública [...]” que aderiu “ [...] de fat o ao GesPública, a Universidade de São Paulo - que não é federal” (Ibid., p. 115);

 o baixo índice de dados hist óricos na inst it uição e a escassez de exem plos

consolidados na im plem ent ação de program a nas Inst it uições de Ensino: muit as Universidades Federais est ão envolvidas com esse t ipo de problema, o que acaba por ocasionar ret rabalho, ineficiência e at rasos na t om ada de decisão. M ais uma vez, cabe ao dirigent e se conscient izar quanto a esse fat o e a buscar um a est rut ura capaz de m inim izar esse problem a.

Out ros agravantes com o o serviço à burocracia, o apego ao poder, a presunção da suficiência do conhecimento e a presunção de que é possível int erpret ar as dem andas sociais sem int eragir adequadam ente com os agentes sociais, t ambém são apresent ados por Fow ler (2008). De acordo com a aut ora, “ t ais ent raves são impeditivos para o sucesso de um a m udança gerencial para a qualidade e para a criação de valor posit ivo junt o ao cidadão. Cabe ao gestor t er coragem e energia para rom per com essas barreiras e avançar rumo à excelência” (Ibid., p. 116).

A apresent ação de todos esses fat ores inibidores – todos de nat ureza fundament alment e ambient al – corrobora com a avaliação ant erior de que a

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Conform e discut ido em 3.2.3.3. 16

adequação propost a para a realidade dos cont extos específicos das IFES é fat or fundament al para o sucesso de qualquer iniciativa de implement ação de sist emas de gest ão nessas inst it uições.

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ELEM ENTOS DO AM BIENTE INFORM ACIONAL NAS

ORGANIZAÇÕES

A corret a consideração dos FAs permit e ao gerent e do projet o ou à equipe responsável por implem ent ar os sistem as de gerenciam ent o de projet os num a dada organização realizar a leitura da realidade int erna e ext erna à organização e propor um arcabouço gerencial adequado. O conceit o de adequação, desenvolvido nos capít ulos anteriores, visa possibilit ar a leitura dessa realidade de form a sist em at izada.

As discussões apresent adas nos capít ulos anteriores permitem const at ar que é nít ida e pat ent e a im port ância do am bient e na conform ação do sistem a- projet o e salient am que nas organizações da APB, por suas caract erísticas únicas, considerar apropriadam ente o ambient e pode ser a diferença ent re o sucesso ou fracasso das iniciat ivas de gerenciam ento dos processos de projet os.

No que t ange ao planejament o e gerenciam ento das com unicações dos projet os, t udo isso fica ainda mais evident e. O fenôm eno com unicação, por im plicar na necessidade de ent endiment o m útuo ent re as part es com unicantes, demanda, daquele que gerencia um grande esforço no sent ido de propiciar a sint onia adequada ent re as part es envolvidas.

No caso das organizações da APB, é im port ant e at ent ar para o fato de que seus requisit os de com unicação referem -se principalm ent e ao est abeleciment o de um a cult ura de compart ilham ent o de inform ações em um a burocracia funcional. Nessas organizações, os depart am entos t endem a ser com part im entalizados, e não projet izados. Port ant o, sem pre que houver a necessidade de int eração int erdepart amental em algum projet o, será necessária a consideração de todos os FAs pert inent es para garant ir a necessária adequação das com unicações ao ambient e inform acional do projet o (PM I, 2008, p. 212).