3.9 Summary
6.1.2 Connect one message with the sending process
Um a vez que projet o e seu gerenciament o podem ser definidos com o sist em as abert os e que a adequação foi apontada como condição ao correto funcionam ento desses sist em as, cabe quest ionar ‘a que, especificam ent e, um det erm inado sist ema se adequa, porque e com o’?
2.3.1
Am biente com o m otor da evolução dos sistemas
Tudo que precisa se adequar o faz em função do que lhe é ext erno. De form a análoga, t udo que não pert ence a um sist em a encont ra-se na condição de seu am bient e (KUNSLER, 2004, p. 5).
O am bient e de um sistem a é “ o conjunto de todos os fat ores que, dent ro de um limit e específico, [t em ] algum a influência sobre a operação do sistem a considerado” (TIBIRIÇÁ, 2010). De que maneira o ambiente exerce essa influência, ou m elhor, de que m aneira o sist em a é influenciado por seu am bient e?
Um sist em a não se m odifica (evolui) de form a isolada. São as ‘irrit ações do ambient e’ que est im ulam sua m odificação. E a razão pela qual um sist em a evolui é sobreviver à com plexidade do am bient e, quando est e cria novas possibilidades de form a inesperada (KUNSLER, 2004, p. 4). A adequação, port anto, t rata da adapt ação de det erm inado sist em a a det erm inadas condições im post as por seu ambient e.
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Conforme indicam os t rabalhos de Andery et al. (2004), Ferreira (2010), Fowler (2008), Lana e Andery (2002) e Silva Net o (2011).
Cont udo, deve-se ressalt ar que se trat a de um processo de definição (ou redefinição) e não de det erm inação de um sist ema em função das dem andas de seu ambient e. A adequação, dessa forma, pode ser vist a com o um processo de at ribuição de característ icas ao sist em a pelo am biente, processo esse definido pelo filt ro do próprio sist em a. É um processo de apropriação do am bient e pelo sist ema e não de subordinação.
Dent ro do cont ext o do gerenciam ento de projetos corporat ivos, o ‘am bient e’ descrit o acima pode ser represent ado pelos fat ores ambient ais de um a empresa ou organização (FA). Esses fat ores ambientais correspondem t ant o aos fat ores ambient ais ext ernos quant o int ernos à organização que cercam o sist ema considerado – o projet o – aum entando ou rest ringindo suas opções de gerenciam ento e influenciando seu sucesso (PM I, 2008, p. 19).
Apesar de serem apresentados pelo Guia PM BOK com o ent radas na m aioria dos processos, os FAs devem ser considerados, em rigor, com o referências, e não com o insum os. Transport ando o raciocínio expost o acim a acerca da relação ent re ambient e e sist ema para o cont ext o de GPR, pode-se inferir que:
são as próprias condições específicas dos projetos e das organizações que
‘at raem ’ os FAs que os influenciarão; e,
o processo de adequação não se dá por subordinação ao ambient e
organizacional, mas por adapt ação, por um processo gradual de alt eração do ‘filt ro’ pelo qual um sist em a – no caso o projet o e seu gerenciament o – obt ém as inform ações do seu am bient e (Figura 4).
Figura 4 – Fat ores ambient ais
Assim , na presente pesquisa, os FAs são – dent ro do cont exto do gerenciam ento de projet os – os elem entos operativos do conceito de adequação. Os FAs reúnem o conjunt o das influências que ident ificam de m aneira única a realidade na qual um det erm inado tipo de projet o é elaborado. Tom a-se, assim , por hipótese, que as corretas definição e consideração desses fatores deverão proporcionar o aparato analítico suficient e para a definição dos procedim ent os necessários à adequada im plement ação dos processos de gerenciament o em uma det erm inada organização (‘GPR “ IFES” ’ na Figura 4).
2.3.2
Classificação dos fatores am bientais
À definição dos FAs como component es operat ivos do conceito de adequação, segue a necessidade de caracterizá-los. Para isso, aqui se adot a, como princípio geral, a classificação desses FAs pelo t ipo de influência que exercem sobre o sist em a de gerenciam ento do projet o considerado. A det erm inação dessa influência se dá pela classificação dos FAs em :
exógenos (FAs exo): aqueles cujo processo de formação se dá ext ernam ent e à
organização, portant o, alheio ao seu cont role/ alcance im ediat o, sendo, assim , muit o mais resilient es (Figura 5); e,
endógenos (FAs endo): aqueles que são form ados a part ir de at ividades int ernas
à organização, sendo, port ant o, m enos resilient es ou, no mínimo, m ais passíveis de m odificação pela organização (m esmo que em longo prazo) (Figura 5).
Figura 5 – Fat ores ambient ais endógenos e exógenos
Essa classificação – adot ada t ambém no trabalho de St ark (2011) – é a base para o desenvolviment o das cat egorias de investigação e análise da present e pesquisa.
Ent re os FAs exógenos incluem -se:
norm as governam ent ais ou do set or (por exem plo, regulam ent os de agências
reguladoras, códigos de condut a, padrões de produto, padrões de qualidade e padrões de m ão de obra);
condições do m ercado;
clim a polít ico (PM I, 2008, p. 19).
Ent re os FAs endógenos incluem -se:
cult ura, est rut ura e processos organizacionais;
canais e polít icas de com unicação est abelecidos da organização;
bancos de dados com erciais (por exemplo, dados padronizados de est im ativa de
cust os, inform ações sobre estudos de risco do set or e bancos de dados de riscos) (Ibid.).
Caberá, port ant o, dent ro da const rução e na aplicação do conceit o de adequação, fazer o levantam ento, caract erização e qualificação dos FAs que podem influenciar decisivam ent e o gerenciament o de projet os e seus processos na organização invest igada. A partir daí, t orna-se possível delim it ar o conceito operativo de adequação para essa realidade específica.
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O CONCEITO DE ADEQUAÇÃO APLICADO À GESTÃO
DE PROJETOS NA ADM INISTRAÇÃO PÚBLICA
A necessidade de desenvolver o conceito de adequação surgiu a part ir da percepção da realidade que culm inou na definição do objetivo geral da presente pesquisa.
A partir disso, ficou evidenciado que o sucesso de qualquer propost a para implem entação de sist em as de gerenciam ent o de projet os para a APB est á condicionado a um processo de adequação dos modelos de referência de gerenciam ento de projetos originalm ent e direcionadas à realidade dos projet os das empresas privadas à realidade dos projetos das ent idades e órgãos da APB.