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Models of destination selection

Foi realizado o método de análise dos componentes principais com a matriz rotacionada, a varimax. Formaram-se 9 fatores com eigenvalues (autovalores) maiores que 1 (critério de Hair et al. (2009)), explicando 80,72% da variância dos dados.

Para refinar o resultado e compreender melhor as interrelações, foram eliminadas as variáveis que concentravam parcelas menores da variância dos dados, isto é, foram desconsideradas as variáveis que não apresentaram carga fatorial mínima de 0,60 em, pelo menos, um dos nove fatores formados. Os fatores formados na análise de componentes, bem como as cargas superiores a 0,60, estão expressos na Tabela 5.22.

Variáveis Fator 1 Fator 2 Fator 3 Fator 4 Fator 5 Fator 6 Fator 7 Fator 8 Fator 9 Aproveitamento de recursos

Utilização de recursos -0,621

Tempo médio de internação Rotatividade de leitos

Incidência de erros de medicação -0,711 Evolução da taxa de mortalidade

Evolução dos indicadores de riscos e eventos

adversos -0,734

Notificação e tratamento de riscos e eventos

Evolução da taxa de infecção hospitalar -0,615 Nível de satisfação

Condições durante o atendimento 0,735

Consideração de necessidades dos usuários -0,692 Ocorrência de reclamações

Melhoria e aprendizagem por meio de reclamações 0,616 Adequação dos recursos humanos

Adequação da estrutura física e de equipamentos

Mapeamento e gerenciamento de riscos -0,767 Procedimentos documentados para riscos -0,783 Dispositivos de gestão à vista para gestão de riscos

Comissão de Gestão de Riscos Sistemática de Farmacovigilância

E Tecnovigilância -0,732

Gestão de estoques com foco na segurança -0,616 Mapeamento de processos

Procedimentos documentados e registros Indicadores de processos

Análise Crítica para resolução de problemas

Análises Críticas focadas em inovação -0,662 Indicadores comparados a referenciais externos -0,631

Gestão de estrutura, novas tecnologias e

capacitação com foco em inovação -0,657

Variância explicada 26,78% 39,66% 47,97% 55,52% 62,05% 67,80% 72,74% 76,86% 80,72% TABELA 5.22. Formação dos fatores entre os constructos práticas de Acreditação e desempenho hospitalar

Com isso, o conjunto original foi reduzido, sem perda significativa de informações e de variância, de 32 para 14 variáveis. Esta redução contribuiu para melhoria da compreensão das interrelações entre as variáveis. Uma nova análise de componentes principais com matriz rotacionada, varimax, revelou apenas 4 fatores (eigenvalue >1) e representatividade de 73,4% da variância das 14 variáveis remanescentes, estando adequada, pois os critérios de Hair et al. (2009) determinam representatividade superior a 60%.

O fator 1 reúne 40,44% da variância original, o fator 2 12,67%, o fator 3 12,27% e o fator 4 8,06%. Na tabela 5.23, há os fatores e suas respectivas cargas.

Fator 1 Fator 2 Fator 3 Fator 4 V3 -0,291 0,180 -0,761 -0,280 V5 -0,795 -0,004 -0,101 0,244 V7 -0,757 0,013 -0,167 0,054 V9 -0,678 0,082 0,101 -0,437 V12 -0,278 0,800 0,187 -0,405 V13 0,026 0,635 -0,555 0,103 V15 -0,334 0,574 0,633 0,096 V18 -0,777 -0,129 -0,096 -0,254 V19 -0,764 -0,295 0,107 0,049 V22 -0,747 -0,222 0,208 -0,316 V23 -0,620 -0,388 0,034 -0,248 V30 -0,791 0,201 -0,063 0,332 V31 -0,724 0,129 0,316 0,422 V32 -0,666 -0,049 -0,421 0,311 TABELA 5.23. Fatores e cargas fatorial por variáveis

Conforme o gráfico 5.4, a projeção entre os fatores 1 e 2, responsável por concentrar o maior volume da variância total (53,11%), produz três grupos de hospitais. O grupo 1 é formado por treze hospitais (H1, H2, H3, H6, H7, H11, H15, H18, H19, H20, H26, H29 e H31). O grupo 2 tem treze hospitais (H8, H9, H10, H14, H16, H17, H21, H23, H 24, H25, H27, H28 e H30). O Grupo 3 contém seis hospitais (H4, H5, H12, H13, H22 e H32).

GRÁFICO 5.4. Projeções bidimensional dos fatores 1 e 2

No Grupo 1, há maior proporção de hospitais com Acreditação Plena, de médio porte, privados e certificados entre 2007 e 2010.

No Grupo 2, há maior proporção de hospitais com Acreditação Plena e por Excelência, de grande porte, privados e certificados entre 2006 e 2003 e anteriormente a 2003. No Grupo 3, há maior proporção de hospitais do nível Acreditação (três hospitais, predominância de hospitais privados (quatro), de médio porte (três) e certificados entre 2006 e 2010 (quatro).

No gráfico 5.5, estão as variáveis críticas e de maior influência em cada grupo. O Grupo 3 é influenciado por V3 (Tempo médio de Permanência em internação), V9 (Evolução da taxa de infecção hospitalar), V30 (Indicadores comparados a referenciais externos) e V31 (Análises Críticas focadas em inovação).

O grupo possui elevada percepção de melhoria no tempo médio de internação de usuários e na taxa de infecção hospitalar, bem como elevados graus de implementação das práticas de Acreditação “Indicadores comparados a referenciais externos” e “Análises Críticas focadas em inovação”. Além disso, a variável mais importante deste grupo é V9, pois a mesma forma ângulo de 0ocom o eixo “Fator 1” a apresenta carga superior a 0,60 (0,678).

GRÁFICO 5.5. Projeções bidimensional dos fatores 1 e 2, segundo as variáveis de estudo

Os hospitais H4 e H12 estão, graficamente, mais distantes do agrupamento, pois apresentam influência mais significativa das variáveis “Condições durante o atendimento” e “Melhoria e aprendizagem geradas a partir de reclamações”, respectivamente. Em H4, a melhoria percebida nas condições de atendimento (conforto, orientações, acompanhamento) atingiu nível máximo. Em H12, a máxima melhoria percebida foi na identificação de oportunidades de melhoria e aprendizagem via reclamações, ou seja, as reclamações são uma importante referência para definição de ações de melhoria nos serviços.

Os hospitais do Grupo 2 são influenciados pela ação de V5 (“Incidência de erros de medicação”), V7 (“Evolução dos indicadores de riscos e eventos adversos”), V18 (“Mapeamento e gerenciamento de riscos”), V19 (“Procedimentos documentados para riscos e eventos adversos”), V22 (“Sistemática de Farmacovigilância e Tecnovigilância”), V23 (“Gestão de estoques com foco na segurança”) e V32 (“Gestão de estrutura, novas tecnologias e capacitação com foco em inovação”).

Essas variáveis atingiram graus máximos de implantação, nos casos de V18, V19, V22, V23 e V32, e de percepção de melhoria no desempenho (casos de V5 e V7). V5 e V7 têm maior importância para os resultados do grupo, pois estão entre as maiores cargas fatoriais e formam ângulos de 0ocom o eixo “Fator 1”.

Os hospitais H8, H17 e H24 encontram-se mais à periferia do Grupo 2, aproximando-se da região ocupada pelo Grupo 1. Este fato se deve ao nível intermediário de implementação da prática “Sistemática de Farmacovigilância e Tecnovigilância” (V22) e à melhoria percebida (dentro das expectativas) das variáveis de desempenho V3 (“Tempo de Permanência em internação”), V9 (“Evolução da taxa de infecção”), V12 (“Condições durante o atendimento”) e V13 (“Consideração de necessidades específicas dos usuários”).

Os hospitais do Grupo 1 reuniram-se no mesmo grupo em função da ação das variáveis V3 (“Tempo médio de Permanência em internação”), V9 (“Evolução da taxa de infecção hospitalar”), V12 (“Condições durante o atendimento”), V15 (“Melhoria e aprendizagem geradas a partir de reclamações”), V30 (“Indicadores comparados a referenciais externos”) e V31 (“Análises Críticas focadas em inovação”).

Tais variáveis apresentaram graus intermediários de implantação, variando entre implantado ou parcialmente implantado, nos casos de V30 e V31. A mesma tendência ocorreu para a percepção de melhoria de desempenho, a qual variou entre “melhoria conforme as expectativas” e “melhoria abaixo das expectativas”, para as variáveis V3, V9, V12 e V15.

Os hospitais H1, H20 e H31 estão mais à periferia do Grupo 2. No caso dos dois primeiros hospitais, o fato se deve ao nível mínimo de implantação atingido pelas práticas V30 e V31. Já para o hospital H31, foram registrados graus de implantação e de melhoria percebida igual a 2 (implantação parcial e melhoria abaixo das expectativas, respectivamente) para as variáveis V5, V7 e V22, deslocando o hospital à periferia do grupo.

Para determinar se a composição dos agrupamentos identificados na Análise de Componentes Principais é adequada, foi realizada a Análise de Cluster, descrita a seguir.

5.6.4 Formação dos Agrupamentos de Hospitais com Características Similares de Gestão