3 Simulation of land force operations
3.7 Modelling human behaviour
Carneiro (2005), em “PEC – Formação Universitária, um grande desafio:
uma gestão compartilhada”, traz a estrutura do PEC – Formação Universitária
(SEE-SP 2001-2003), bem como trata das bases legais que deram origem ao programa:
O PEC Formação Universitária – Programa Especial de Formação de Professores para as séries iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª) foi instituído pela Deliberação CEE n. 12/2001 (São Paulo, 2001ª), sendo alterada pela de n. 13/2001 (São Paulo, 2001 b). Foi criado pela secretaria da Educação do Estado de São Paulo e desenvolvido em parceria por três grandes universidades: A Universidade de são Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Pontifícia Universidade Católica de são Paulo (PUC-SP). (Carneiro, 2005, p. 32).
Ainda, de acordo com essa leitura (Carneiro, 2005, p. 33), o programa origina-se destinado a atender exclusivamente professores efetivos e estáveis da rede pública estadual paulista e deveria levar em conta a experiência profissional, buscando articular a teoria e a prática, valorizar o exercício da docência e criar novos ambientes de aprendizagem através do uso de mídias interativas.
Deveria ter, ainda, uma coerência tal que oferecesse simetria entre a situação de formação e a do exercício profissional, com contextualização da aprendizagem, garantindo assim um contato efetivo com a realidade da escola. Deveria garantir de que os conteúdos incluíssem as dimensões conceitual, procedimental e atitudinal, e que enfatizassem processos avaliativos que, possibilitasse reconhecer seus próprios métodos de pensar, desenvolvendo assim capacidades de atuo-regular a própria aprendizagem (Carneiro, 2005, p. 33).
Seus principais objetivos, são descritos de acordo com a Proposta Básica do Programa (2005, p. 33):
• Habilitar o contingente de professor PEB I efetivos, visando a melhoria de atuação na rede oficial de ensino estadual, no Ciclo I do ensino fundamental;
• Possibilitar a Experimentação e a avaliação pela comunidade acadêmica paulista de uma proposta não convencional de formação de professores, mediante mídias interativas organizadas e monitoradas pela Secretaria de Estado da Educação e universidades.
• Ampliar as referencias teórico-conceituais para uma melhor compreensão e descoberta de conteúdos e formas pedagógicas menos convencionais, possibilitando a produção e criação de opções mais significativas de aprendizagem dentro do coletiva das escolas especialmente dos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (CEFAM), como parte de uma rede integrada de geração de conhecimento no estado. (Carneiro, 2005, p. 33)
Por se caracterizar como Programa Especial, o PEC – Formação Universitária fugiu totalmente aos parâmetros existentes no processo de formação do ponto de vista, tanto da estrutura, quanto do seu funcionamento.
Do ponto de vista estrutural, diferentemente dos cursos existentes, o PEC não se organizou em anos letivos, semestres ou séries nas quais os alunos deveriam freqüentar determinadas disciplinas, sendo estruturado mediante articulação de módulos, temas e unidades, com duração variada, devendo cumprir a exigência legal de oferecer, no mínimo 3.100 horas de trabalho.
Nesse novo contexto, os conteúdos puderam ser abordados, além das aulas ministradas por teleconferências11 ou videoconferências12, por vivências educadoras e oficinas culturais, como se pode observar nas Tabelas 1 e 2, apresentadas a seguir.
Tabela 1: Organização Curricular
11 Teleconferência: aula ministrada com uso de novas tecnologias, quando o professor trabalha com todo o grupo de alunos do programa, cerca de sete mil.
12 Videoconferência: aula ministrada com uso de novas tecnologias, mas o professor atendia a um pequeno grupo de alunos, no máximo 150 da universidade em que exercia a ação docente.
Organização Carga horária
Módulo introdutório (informática) 050
O PEC Formação Universitária e as dimensões experiencial, reflexiva e ética do professor
169
Formação para a docência escolar : cenário político-educacional atual, conteúdos e didáticas nas áreas curriculares
1162
Currículo: espaço e tempo de decisão coletiva 061
Tabela 2: Estrutura do Curso
As vivências educadoras eram atividades complementares, realizadas na unidade escolares, diretamente relacionadas aos módulos ou aos conteúdos desenvolvidos. Deveriam, portanto, ampliar os horizontes de trabalho por parte do aluno – professor, associando a sala de aula, a escola e a comunidade, de tal forma que se pudessem integrar a teoria e a prática.
As oficinas culturais pretendiam ampliar o universo cultural dos alunos no que se referia aos diferentes usos da leitura e da escrita. Nesse sentido, foram promovidas oficinas de escrita e interpretação de textos, visitas a museus, exposições, teatro e cinema.
Em relação à estrutura foi elaborado pelos coordenadores das universidades participantes um regimento geral para o curso, a ser observado indistintamente por todos os a alunos do Programa. Os professores- alunos deveriam participar diariamente, nos Cefams – Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério, das atividades propostas, de tal forma que, caso extrapolassem o limite de 25% de faltas, seriam retidos.
Ainda em relação à estrutura do curso, Carneiro (2005, p. 36) fala sobre a organização das classes e o funcionamento do curso. Segundo a autora, Cada classe era formada por grupos de 40 a 45 alunos e liderada por um professor
tutor, que tinha inicialmente a função de motivá-los para o trabalho das vídeo e
das tele conferências.
Em relação ao funcionamento do PEC- formação Universitária (SEE-SP 2001-2003), os períodos de trabalho e de férias divergiam da rotina dos demais
Estrutura / Módulos Carga horária
Oficinas culturais 140
Atividades complementares (escrita de memórias, trabalhos de pesquisa, planejamento e avaliação de vivências)
400
Vivências educadoras (diagnóstico do local de trabalho, planejamento, desenvolvimento, avaliação e análise de projetos nas diferentes áreas do currículo, estudo dos mecanismos de avaliação propostos pelas políticas públicas e socialização das experiências vividas)
300
Experiência docente 800
cursos existentes. Assim, foram realizadas duas semanas de férias de verão, incluindo o período de festas de final de ano, e uma semana no inverno. Além do mais, havia quatro horas diárias de trabalho durante a semana e, aos sábados, seis horas.
Assim, a coordenadora geral do curso PEC – Formação Universitária define o programa:
O curso era ministrado à distância, isto é, os alunos-professores e os docentes da universidade estavam localizados em espaços geograficamente diferentes, pois enquanto os primeiros se alocavam em unidades dos Cefams especialmente equipadas para tal finalidade, onde recebiam as imagens das teles e das videoconferências, os últimos atuavam, na universidade, em local adequado para a realização do trabalho (Carneiro, 2005, p. 36).
Por utilizar diferentes espaços de aprendizagem, os Cefams foram equipados com laboratórios de informática, de modo que os participantes do curso pudessem fazer uso do local na realização das tarefas propostas, através de um programa especial, o Learning Space, sob a orientação de um professor
assistente (PA), que com eles interagia.
Além disso, entre as exigências, ressaltam as vivências e os trabalhos de
conclusão de curso (TCC), que seriam orientados por professor titulado,
preferencialmente da universidade, cuja responsabilidade estava em seguir, passo a passo, o desenvolvimento da pesquisa.
Havia desse modo, vários atores interagindo direta e indiretamente com os professores-alunos; videoconferencistas, professores-assistentes, professores orientadores e professores tutores. Mas, como se pode ver a seguir, durante a realização no curso na PUCSP, onde alocavam os sujeitos desta pesquisa, houve problemas, tanto de recursos humanos, quanto da própria gestão de todo o aparato tecnológico.
Vejamos, então, como o PEC-Formação Universitária (SEE-SP 2001-2003) aconteceu na PUCSP.
2.3. O PEC-Formação Universitária (SEE-SP 2001-2003) na Pontifícia