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4 RESULTATER OG DRØFTING

4.3 Barns interesser…

4.3.1 Hvordan definere barns interesser?

Quando afirmamos ser a residualidade vinculada ao estudo das culturas, baseamo- nos nas próprias palavras de Roberto Pontes: “a cultura consiste numa contínua transfusão de

resíduos indispensáveis ao recorte próprio da identidade nacional, qualquer que seja esta (PONTES, 1999, p. 163). Esses resíduos se manifestam de modos diversos: na presença de objetos e costumes ligados à tradição, em ideias ou normas estabelecidas pela sociedade, por ambientes e grupos aos quais os indivíduos estejam vinculados.

O conceito de cultura é indiscutivelmente amplo. Baseando-se na definição construída por Edward Tylor, os autores do Dicionário de Conceitos Históricos assim o apresenta:

O significado mais simples desse termo afirma que cultura abrange todas as realizações materiais e os aspectos espirituais de um povo. Ou seja, em outras palavras, cultura é tudo aquilo produzido pela humanidade, seja no plano concreto ou no plano imaterial, desde artefatos e objetos até ideias e crenças. Cultura é todo complexo de conhecimentos e toda habilidade humana empregada socialmente. Além disso, é também todo comportamento

aprendido, de modo independente da questão biológica (SILVA & SILVA, 2009, p. 85).

Edward Tylor (1832-1917) foi o primeiro estudioso a conceituar cultura do modo como conhecemos hoje. Sua definição apresentou o termo de forma ampla, abrangendo todas as possibilidades de realização humana. Além disso, Tylor marcou significativamente “o caráter de aprendizado da cultura em oposição à ideia de aquisição inata, transmitida por mecanismos biológicos” (LARAIA, 2005, p. 25).

Por conta dessa ideia, não há como desvincular um estudo residual dos realizados em torno da cultura. É que os diversos elementos que compõem uma cultura, sejam eles concretos ou abstratos, estão em constante atualização, renovando-se segundo a mentalidade dos novos tempos. Nesse campo de aprofundamento, certamente nos deparamos com propriedades que se extinguem, com atributos que se modificam e com feições que permanecem intactas. Os últimos pertencem ao domínio do arcaico, e não do residual.

De acordo com Raymond Williams, a palavra cultura de início se referia ao processo de cultivo de vegetais, criação e reprodução de animais. Por extensão, passou a significar também o cultivo da mente humana e “em fins do século XVIII, particularmente no alemão e no inglês, um nome para configuração ou generalização do ‘espírito’ que informava o ‘modo de vida global’ de determinado povo” (WILLIAMS, 2000, p.10). Segundo o autor, foi com o emprego do plural “culturas”, utilizado inicialmente por Herder (1784-1891), que o termo ganhou novo significado, diferenciando-se de um sentido linear e unificado, que hoje poderíamos chamar “civilização”.

Durante muito tempo acreditou-se que as culturas se desenvolviam de modo padrão, passando pelos mesmos estágios, sempre de uma fase primitiva a uma avançada, favorecendo a existência de uma hierarquia entre elas. Franz Boas foi um dos primeiros e principais estudiosos que se dedicou a criticar esse pensamento. No início do século XX, o autor defendeu, a partir da História, a ideia de que cada cultura tem suas características próprias e se desenvolve de modo diferente. Nesse aspecto, Boas aproximou História e Antropologia (SILVA &SILVA, 2009). De acordo com ele, “quando encontramos traços de culturas singulares análogos entre os povos distantes, pressupõe-se não que tenha havido uma fonte histórica comum, mas que eles se originaram independentemente” (BOAS, 2004, p.27). Mais adiante o teórico continua: “não se pode dizer que a ocorrência do mesmo fenômeno sempre se deve às mesmas causas, nem que ela prove que a mente humana obedece às mesmas leis em todos os lugares” (BOAS, 2004, p.31). Ora, cada época possui seu modo de pensar, agir e se comportar de maneira específica. E essas características se alteram de um lugar para o outro. É natural que os

desenvolvimentos se processem de modo diferente. Não por acaso, por exemplo, a Idade Média aconteceu tardiamente no Brasil, já que o imaginário dessa época foi trazido pelos portugueses durante a colonização, ou seja, somente depois de 1500. Assim, as ideias propagadas na medievalidade europeia, mesmo que reproduzidas pelos que a vivenciaram, jamais seriam difundidas e assimiladas igualmente pelos povos que viviam no Brasil, os quais já tinham seus costumes e modo de vida próprios. Portanto, não há como estudar os processos de desenvolvimento cultural uniformemente.

Raymond Williams, ao analisar as inúmeras significações atribuídas ao termo em questão neste tópico, diz haver duas dimensões básicas e oscilantes e a serem consideradas. Uma estaria num âmbito de significância geral e outra num contexto parcial. Sobre a primeira, ele afirma:

Enquanto isso, no uso mais geral houve grande desenvolvimento do sentido de “cultura” como cultivo ativo da mente. Podemos distinguir uma gama de significados desde (i) um estado mental desenvolvido – como em “pessoa de cultura”, “pessoa culta”, passando por (ii) os processos desse desenvolvimento – como em “interesses culturais”, “atividades culturais”, até (iii) os meios

desses processos – como em cultura considerada como “as artes” e “o trabalho

intelectual do homem”. Em nossa época, (iii) é o sentido geral mais comum, embora todos eles sejam usuais. Ele coexiste, muitas vezes desconfortavelmente, com o uso antropológico e o amplo uso sociológico para indicar “modo de vida global” de determinado povo ou de algum outro grupo social (WILLIAMS, 2000, p. 11).

Esse pensamento enfatiza o sentido amplo do termo cultura. Um significado não exclui o outro. Pelo contrário, são convergentes. A dimensão geral, abordada por Williams, compreende todas as formas de representação que circulam numa sociedade e que constituem um sistema de significações. A dimensão parcial se refere ao campo específico das artes e da intelectualidade, muitas vezes interligando a linguagem artística com a filosófica. Ambas caminham juntas na atualidade.

Não podemos esquecer que a concepção de cultura varia segundo o campo de estudo. Ela não está ligada apenas à Antropologia. Em Dialética da Colonização, Alfredo Bosi parte de um estudo etimológico da palavra e assim a conceitua:

Cultura é o conjunto das práticas, das técnicas, dos símbolos e dos valores que se devem transmitir às novas gerações para garantir a reprodução de um estado de coexistência social. A educação é o momento institucional marcado do processo. A terminação -urus, em culturus, enforma a ideia de porvir ou de movimento em sua direção. Nas sociedades densamente urbanizadas cultura foi tomando também o sentido de condição de vida mais humana, digna de

almejar-se, termo final de um processo cujo valor é estimado, mais ou menos conscientemente, por todas as classes e grupos (BOSI, 1992, p.15).

Nesse sentido, a cultura estaria mais estritamente relacionada à tradição. “A tradição tem, na perspectiva sociológica, a função de preservar para a sociedade costumes e práticas que já demonstraram ser eficazes no passado” (SILVA &SILVA, 2009, p.405). Assim, a preservação dos elementos culturais acontece de maneira consciente, num exercício comum às diversas sociedades que têm o intuito de preservar suas respectivas identidades.

Podemos, então, conceber a cultura como um modo de educação a ser passado de geração a geração, inúmeras vezes como parte de uma tradição, ou em um sentido mais amplo, como aquelas manifestações tanto materiais quanto espirituais que naturalmente são herdadas pelas sociedades, sem necessariamente haver um trabalho de imposição ao tradicional. Nesse sentido, podemos resgatar as palavras de Nelson Saldanha, que assim conceitua cultura:

A cultura, quer no sentido sociológico e antropológico – conjunto integrado de elementos que perfazem o patrimônio vital de determinado grupo -, quer no histórico, como entidade portadora de um padrão existencial próprio e figurando como protagonista da evolução humana, é sempre uma totalidade e é sempre algo ligado a valores: algo cujo “ser”, cujo “significado” pode encontrar-se expressado em elementos materiais mas não se confunde com a materialidade destes (SALDANHA, 2008, p.48).

Tais concepções não estão fechadas. Como ressaltamos anteriormente, a ideia de cultura é expansiva e as concepções que se tem dela se modificam segundo o campo de estudo. É necessário enfatizar, quando trabalhamos numa perspectiva residual, que precisamos conceber a cultura para além das fronteiras da tradição. Sob o prisma sociológico, o comportamento tradicional tem a ver com as atitudes guiadas pelo hábito, ou seja, é uma forma de dominação do comportamento dos indivíduos sem o uso da força (SILVA & SILVA, 2009). Estaria no âmbito do prescritivo e não da progressão natural de uma sociedade. Com as grandes mudanças na esfera tecnológica, as dificuldades de preservação de símbolos e comportamentos próprios de uma tradição significativamente se alastram. E é justamente nesse instante que a tradição se impõe, lutando para manter aqueles costumes que tiveram tanta significância no passado. Referida relação também interessa à História. Eric Hobsbawm estuda tradições presentes na contemporaneidade:

Eric Hobsbawm, por exemplo, estudando o mundo contemporâneo, utiliza o conceito de tradições inventadas para denominar o conjunto de práticas, de natureza ritual ou simbólica, regulado por regras aceitas por todos, que tem como objetivo desenvolver na mente e na cultura determinados valores e

normas de comportamento, por meio de uma relação com o passado feita pela repetição constante dessas práticas.

Para Hobsbawn, uma das características das tradições inventadas é que elas estabelecem uma continuidade artificial com o passado, pela repetição quase obrigatória de um rito. As tradições têm como função legitimar determinados valores pela repetição de ritos antigos (ou de ritos definidos como antigos, no caso das tradições inventadas), que dariam uma origem histórica a determinados valores que devem ser aceitos por todos e se opõem a costumes novos (SILVA &SILVA, 2009, p.406).

O autor ressalta o caráter invariável das tradições, aspecto bastante criticado nos estudos antropológicos modernos. Nessa perspectiva, as diversas manifestações folclóricas estão sendo recriadas a todo instante, passando por constantes renovações.

Retomamos a ideia de tradição para mostrar que, embora a residualidade muitas vezes se valha dela para realizar seus estudos, o intuito de cada uma caminha para direções distintas. A tradição é para a residualidade apenas uma das matérias que contribuem para se chegar ao estudo do imaginário de um tempo. Contudo, enquanto interessa ao campo da tradição observar ações imutáveis e incentivar a permanência deles em meio a uma determinada sociedade, à residualidade cabe investigar o todo, desde o que permaneceu intacto, de culturas passadas, em uma obra literária, até a reivindicação do resíduo, passando por aquilo que contribuiu para a sua mudança. A ideia é verificar o modo híbrido como as culturas vão se constituindo, identificando elementos que a todo instante se unem no processo de formação de novas culturas, de novos modos de comportamento, de novas maneiras de olhar o mundo. Portanto, a concepção de cultura que nos interessa é também aquela mais ampla, que interliga estudos culturais aos conhecimentos históricos e antropológicos. De acordo com Peter Burke, “A tradição [...] está sujeita a um conflito interno entre os princípios transmitidos de uma geração a outra e as situações modificadas às quais devem ser aplicados” (BURKE, 2000, p.240). Portanto, é preciso considerar que a tradição está sujeita a adaptações, sejam estas conscientes ou inconscientes. Afinal, por mais que se pretenda fazer que elementos de uma tradição sejam perpetuados, os princípios de cada época acabam por transformá-los.

Não se pode negar que atualmente há uma relação mais complexa entre tradição e modernidade. Mesmo com o advento da industrialização, o culto ao tradicional permanece vivo. No referente ao popular, de acordo com Nestor Canclini (2013), em Culturas Híbridas, faz-se necessário preocupar-se mais com o que se transforma do que com o que se extingue. Na realidade, baseando-nos na residualidade, podemos afirmar que nada se extingue, tudo se transforma, se atualiza, se renova. É por isso que a ela interessa o processo de cristalização, ou seja, o decurso dos diversos elementos culturais.

É consensual a ideia de que a cultura é um assunto comum às diversas ciências humanas. Cada uma a encara de modo peculiar, segundo os objetivos de cada estudo. Assim, além da importância dessa concepção para a Literatura, a História, a Sociologia e a Antropologia, e outras áreas, também valendo ressaltar a abordagem da Geografia Humana:

A geografia humana estuda a repartição dos homens, de suas atividades e de suas obras na superfície da terra, e tenta explicá-la pela maneira como os grupos se inserem no ambiente, o exploram e transformam; o geógrafo debruça-se sobre os laços que os indivíduos tecem entre si, sobre a maneira como instituem a sociedade, como a organizam e como a identificam ao território no qual vivem ou com o qual sonham (CLAVAL, 2007, p.11).

Portanto, o olhar do homem sobre a sociedade, bem como o significado de um lugar para determinados grupos ou pessoas, também são aspectos trabalhados ao longo da análise da obra que ora se procede. O modo como os mitos, as religiões e as ideologias dão sentido a uma determinada cultura, mais precisamente àquela valorizada por Raquel Naveira em versos, contribui significativamente para a construção de sua identidade poética.

A Geografia Humana, então, trata a cultura primeiramente como a mediação entre homem e natureza. Sobre essa mediação, além do poema “Nunca-te-vi”, apresentado no início deste capítulo, podemos também mencionar o texto “Queijeira”, para visualizarmos o modo como a relação homem-natureza se apresenta na obra de Raquel:

QUEIJEIRA Veio o leite, Tirado no curral,

Esguichado ao primeiro raio de sol, Leite de ovelha,

De lívida nata,

Resinoso como seiva de planta, Soja ou figueira;

A mulher mergulha o coalho, Talha,

Meio esverdeado, Cor de mate na cuia; Separa o soro, Salga,

Amalga o conteúdo na forma; A pasta fermenta

Flores brancas e maturadas, As ligas se unem,

E rangem; Vai lavando, Desdobrando,

Alisando a face de lua Até dar ponto,

Curado e curtido. Faço poesia Que nem queijo.

(NAVEIRA, 1991, p.22)

Observamos no poema um processo de transformação da natureza, uma modificação possível a partir da intervenção humana. A habilidade no fazimento do queijo certamente é parte de uma cultura. Esse trabalho envolve conhecimento prático e apreendido, ao mesmo tempo, em que compreende elementos impalpáveis, de dedicação e carinho com que a atividade é realizada. A descrição, construída por uma poeta, demonstra o olhar singular diante de um ofício comum. E esse olhar valoriza a referida prática que requer, de início, o contato com a natureza. Além disso, todo o processamento do queijo é comparado à própria construção poética. Nesse aspecto, o material fica em segundo plano para dar vez ao sentimento que envolve o trabalho.

É preciso considerar também que a cultura não é recebida passivamente pelos diversos grupos. Há uma reação diante do naturalmente imposto. Alguns traços são assimilados e outros recriados ou rejeitados. E é nesse ponto que encontramos os elementos residuais, pois eles são os traços que permanecem vivos de outras eras, mas adquirem outras roupagens segundo o novo tempo. Essa transformação pode ser tanto material, resultante, por exemplo, de um trabalho braçal – a produção do queijo – como pode ser imaterial, a exemplo dos valores e costumes propagados em uma sociedade34.

Ao tomarmos como paradigma os traços abstratos de uma cultura, podemos partir da própria constituição dos discursos. Através destes comportamentos e valores é que são propagados. As normas de uma sociedade são estabelecidas pela palavra. Quanto a isso, Paul Claval afirma:

A cultura é constituída de realidades e signos que foram inventados para descrevê-la, dominá-la e verbalizá-la. Carrega-se, assim, de uma dimensão

34 Há determinadas práticas que fazem parte da cultura de uma região. Tomando a própria produção do queijo como exemplo, podemos citar o estado de Minas Gerais, referência no setor. A cidade de Serro teve seu queijo registrado como patrimônio imaterial de MG em 2002. A fabricação do queijo, então, tornou-se tradição nessa região. Isso acontece porque “os indivíduos e os grupos são condicionados pela educação que receberam: a cultura aparece assim como herança” (CLAVAL, 2007, p.12). O conhecimento é então passado de uma geração a outra no intuito de fazer com que a tradição permaneça viva, não se perca ao longo dos anos.

simbólica. Ao serem repetidos em público, certos gestos assumem novas

significações. Transformam-se em rituais e criam, para aqueles que os praticam ou que os assistem, um sentimento de comunidade compartilhada. Na medida em que a lembrança das ações coletivas funde-se aos caprichos da topografia, às arquiteturas admiráveis ou aos monumentos criados para sustentar a memória de todos, o espaço torna-se território (CLAVAL, 2007, p. 14).

A dimensão simbólica, já abordada no tópico anterior, quando vista sob o prisma dos estudos culturais, envolve diversos elementos que circulam nas sociedades e muitas vezes representam um modo de pensar, uma ideologia. São qualidades ou espaços que fazem parte da memória de um povo.

No capítulo inicial, tomando as palavras de Le Goff, vimos que ao considerar a memória como propriedade de conservar informações, ela nos remete “em primeiro lugar a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas” (LE GOFF, 2013, p. 387). É nesse sentido que a memória resgata elementos-símbolos representativos de uma cultura.

Por outro lado, essa atualização pode ser observada através do discurso escrito registrado pelos diversos âmbitos do conhecimento. Segundo Claval, “o ambiente no qual as sociedades evoluem é uma construção que se exprime pela palavra: a lógica que os homens lhe atribuem provém, em parte, das regras que regem a composição de seus discursos” (CLAVAL, 2007, p. 13). Isso acontece, de acordo com o autor, porque as práticas utilizadas em função da utilização dos diversos espaços envolvem tanto a representação quanto o dizer. Portanto, a palavra é proferida de acordo com a exigência dos círculos sociais nos quais os indivíduos estão inseridos. Ela tem objetivos específicos que visam o material e o subjetivo. Assim é que “a cultura é um dos fatores essenciais da diferenciação das situações sociais e do status que é reconhecido a cada um” (CLAVAL, 2007, p.14). E a escrita, sendo parte dela, influencia no reconhecimento desse status.

Durante muito tempo, o acesso à escrita foi um dos elementos determinantes do grau de evolução das culturas. Nos últimos séculos, a ampliação desse acesso mudou significativamente a situação, fazendo da escrita um dos principais veículos de propagação da cultura. Assim, nosso estudo se volta para o discurso literário escrito, que além de propagar certos traços representativos de uma cultura, mostra uma visão específica acerca desta. Reportamo-nos ao olhar poético e polifônico que envolve os textos de Raquel Naveira, sobre os quais nos aprofundaremos ao longo dos próximos tópicos.