Este foi um estudo que visou avaliar o impacto de um projeto educativo orientado para a ação de alunos/as do 9º ano de escolaridade na prevenção da violência no namoro, com duração de aproximadamente cinco meses, durante nove/dez sessões.
Em primeiro lugar, começou por fazer-se um diagnóstico inicial que responde ao primeiro objetivo: “Identificar os tipos de violência entre adolescentes no recreio na escola”.
Relativamente a este primeiro objetivo, os resultados apontam para a existência de violência física e verbal nos recreios entre adolescentes. No que concerne à violência física foram observados pontapés, bofetadas e empurrões. Quanto à violência verbal foram observados insultos, pressões, gozo, inferiorização e chantagem.
Em segundo lugar, foi implementado um projeto educativo orientado para a ação de alunos/as do 9º ano de escolaridade que teve como primeiro objetivo: “Caraterizar como evoluiu o conhecimento orientado para a ação de alunos/as do 9º ano na prevenção da violência no namoro durante o desenvolvimento de um projeto educativo orientado para a ação”.
Os resultados mostraram que no início do projeto os/as alunos/as já tinham algum conhecimento acerca da violência no namoro, tendo sido identificados pelos grupos quatros tipos de violência nomeadamente, a violência física, a violência psicológica, a violência sexual e a violência verbal. Em cada tipo de violência descrevo as mais referidas pelos/as alunos/as. No que concerne à violência física foi referida a porrada, a agressão física e os estalos. Na violência
verbal mencionaram as discussões, os insultos e a agressão verbal. No que diz respeito à violência psicológica mencionaram a expressão “violência psicológica”, a perseguição, as ameaças e a chantagem. Por último, na violência sexual foi mencionada a violação e o abuso sexual.
Estes resultados já tinham sido referidos em estudos anteriores (por exemplo, APAV, s.d; CDC, 2014; Caridade, 2008; Ferreira, 2011; Giordano et al., 2010; Howard at al., 2007; Martin et al., 2012; Saltzman et al., 2002; OMS, 1997).
Também surgiram das ideias em grupo consequências e causas da violência no namoro tendo sido agrupadas em consequências de nível físico, psicológico e sociais. A nível físico as principais consequências identificadas foram o suicido, a gravidez indesejada e a morte. A nível psicológico as depressões, a insegurança, a vergonha, o sofrimento, o medo, o perdão e a perda. Por último, a nível social a solidão e os pedidos de ajuda. A nível físico as principais causas identificadas foram os ciúmes, a desconfiança, o consumo de álcool ou drogas, a obsessão, a mentira, a vingança e a raiva. A nível social foi a falta de respeito e a traição.
Os resultados obtidos nas chuvas de ideias em “post-it”, também foram divididos em causas e consequências a nível físico, psicológico, social e sexual, não tendo sido identificadas causas de nível físico e sexual. As principais consequências a nível físico foram as marcas físicas, as facadas e baleamentos, o suicídio, o homicídio, a morte, a hospitalização da vítima, a gravidez indesejada e a asfixia. A nível psicológico identificaram o trauma psicológico, as perturbações psicológicas, a depressão, a falta de confiança noutras pessoas e em si próprios/as, a insegurança, a vergonha, a tristeza, o sentir medo, a baixa autoestima e o receio de namorar outra vez ou não conseguir outro relacionamento. A nível social foram o isolamento/solidão e terminar o namoro. Por fim, a nível sexual identificaram a violação.
Quanto às causas, a nível psicológico, identificaram os ciúmes, seguido da desconfiança, da insegurança, do consumo de álcool ou drogas e a mentira. A nível social as principais causas mencionadas foram a traição, os insultos, as discussões, as más influências dos pares e da família e o querer controlar o/a namorado/a.
Vários estudos revistos mostraram os mesmos resultados (Ali & Naylor, 2013; Alleyne et al., 2011; APAV, s.d; Caridade, 2008; CDC, 2014; Ferreira, 2011; Giordano et al., 2010; Howard et a., 2007; OMS, 1997; Sinclair et al., 2013).
Estes primeiros resultados do projeto educativo indicam que os/as alunos/as já tinham algum conhecimento acerca da violência no namoro, as suas consequências e causas.
Os resultados obtidos no final do projeto sobre o que é o namoro e os tipos de violência no namoro, as consequências, as causas, a gravidade da violência no namoro e as estratégias para eliminar o problema, apresentam-se em seguida.
1) a) O que é o namoro
Para os/as alunos/as a nível do comportamento é uma partilha de sentimentos, é ter respeito um pelo outro, é estar sempre disponível quando o/a outro/a precisa e é desabafar sobre os problemas. A nível dos sentimentos é gostar um do outro, é confiar no/a namorado/a e é ser feliz. Estas ideias vão ao encontro do que a APAV (s.d) considera um relacionamento saudável. Também referiram que a orientação sexual dos namorados pode ser hetero, homo e bissexual, tal como mencionado por alguns investigadores (Costa, Machado, & Antunes, 2009; Saltzman et al., 2002; Stader, 2011). Como já foi referido na secção 4.3.1 os/as alunos/as descreveram o que é o namoro homo e heterossexual e as suas diferenças no namoro.
b) O que é a violência no namoro.
Na descrição sobre o que é a violência no namoro incluíram os/as namorados/as homossexuais.
Para os/as alunos/as a violência pode ser física, sexual, psicológica/emocional e verbal. Os tipos de violência física descritas pelos/as alunos/as neste estudo foram os mesmos no início e no fim do projeto (estalos ou bofetadas, socos e pontapés). Também mencionaram a agressão física e a porrada. Estes resultados também se verificam em vários estudos (Caridade, 2008; Ferreira, 2012; Martin et al., 2012; Howard et al., 2007; OMS, 2002). Na violência verbal, os/as alunos/as no início do projeto e no final do projeto identificaram os insultos, as discussões e a agressão verbal, podendo os insultos e as discussões estar relacionados com a agressão verbal, tal como se verificam noutros estudos (Caridade, 2008; Ferreira, 2011; Giordano et al., 2010).
A nível psicológico o conhecimento dos/as alunos/as evoluiu surgindo novos tipos de violência nomeadamente, os ciúmes, as desconfianças, o desrespeitar o/a outro/a e obrigar o/a outro/a a fazer o que não quer e não gostar e não apoiar. Estes resultados estão de acordo com a APAV (s.d) e Caridade (2008).
Por último, na violência sexual o seu conhecimento evoluiu dizendo que a violência sexual acontece quando o/a namorado/a obriga o outro a ter ou fazer relações sexuais como
referido em vários estudos (Caridade, 2008; CDC, 2014; Ferreira, 2011; OMS, 2002). Estes resultados mostram que algumas das suas ideias iniciais mantiveram-se no final do projeto, tendo surgido novas ideias que demonstram a evolução do seu conhecimento.
Casos de violência que conhecem
Neste tópico os/as alunos/as descreveram casos que conheciam de violência física no namoro, tal como bater, dar estalos ou puxar o cabelo. Estes resultados vão ao encontro de vários estudos (Caridade, 2008; CDC, 2014; Ferreira, 2011; Franklin & Kercher, 2012; Howard et al., 2007; Martin et al., 2012; OMS, 2002; Saltzman et al., 2002).
Os casos de violência verbal que contaram basearam-se nos insultos e nas discussões. Também contaram situações em que o rapaz ou a rapariga ameaçou contar coisas sobre a sua intimidade. Os resultados basearam-se em publicar fotos íntimas da namorada na internet ou em público ou ameaçar a rapariga de divulgar segredos íntimos dela. Contaram ainda um caso em que a rapariga descobre que o rapaz a filmar as suas relações sexuais e agride-o, publicando na internet o momento da agressão. A nível social, as situações observadas basearam-se em insultos, discussões e em postar fotos da outra pessoa na internet. Estes resultados podem verificar-se em outros estudos (APAV, s.d; Caridade, 2008; CDC, 2014; Ferreira, 2011; Giordano et al., 2010; Stader, 2011).
A nível sexual descreveram situações em que obrigam a ter relações sexuais ou ameaçam contar coisas íntimas para ter relações sexuais. Também descreveram situações que envolvem o álcool ou drogas, tendo sido baseadas no uso de álcool ou drogas em outra pessoa ou de se aproveitarem pelo facto de a pessoa estar alcoolizada ou drogada para terem relações sexuais. Estas situações estão de acordo com a investigação (APAV, s.d; Saltzman et al., 2002).
Neste seguimento ainda mencionaram que este tipo de casos pode acontecer na escola e no local onde vivem porque pode acontecer em qualquer lado a qualquer pessoa, porque os/as adolescentes não estão informados/as dos perigos e porque na adolescência os/as jovens podem beber e drogar-se e aproveitam-se da sua inconsciência. Também pode acontecer devido às influências dos/as amigos/as. Estes resultados estão de acordo com vários estudos (Connolly et al., 2004; Leen et al., 2013; Vilaça, 2007).
Ainda acrescentaram que para pressionar uma pessoa para ter relações sexuais dizem ao rapaz/rapariga que se não tem relações sexuais é porque não gosta dele, ameaçam terminar o namoro, seduzem ou diminuem a autoestima dessa pessoa. No entanto, para obrigar uma
pessoa a ter relações sexuais recorrem à agressão física, drogam-nos/as ou alcoolizam-nos/as. Estes resultados estão de acordo com outros estudos (APAV, s.d; Saltzman et al., 2002; Vilaça, 2007).
Nesta secção ainda mencionaram as diferenças no namoro entre homo e heterossexuais tendo sido referido que o homem heterossexual e o que faz de homem na relação gay são os que têm mais força física na relação. Também acrescentaram que os homossexuais são menos violentos que os heterossexuais o que não é verificado no estudo de Costa, Machado e Antunes (2009).
2) Consequências da violência no namoro.
As principais consequências da violência física, identificadas a nível físico foram as marcas físicas, o suicídio e o homicídio, mantendo as suas ideias desde o início do projeto até ao fim. A nível psicológico mencionaram o trauma psicológico, a depressão as perturbações psicológicas e a baixa autoestima, tendo mantido as suas ideias ao longo de todo o projeto educativo. A nível social, nas ideias iniciais e no final do projeto descreveram que a relação pode terminar, e que a vítima pode-se isolar, mantendo estas ideias no início, nas investigações e no fim do projeto. As principais consequências da violência verbal, a nível físico, foram o homicídio e o sentimento de querer matar o/a outro/a pessoa, tendo evoluído o seu conhecimento no final do projeto ao referir como consequência as náuseas. A nível psicológico, referiram a tristeza, a vergonha e o sentir medo do/a agressor/a mantendo-se estas ideias desde o início até ao fim do projeto, tendo no final do projeto acrescentado a humilhação. A nível social, identificaram a solidão/isolamento e o receio em procurar ajuda e de desabafar com outras pessoas. No final do projeto acrescentaram ainda o sentimento de traição.
As consequências da violência sexual para as raparigas, identificadas a nível físico pelos/as alunos/as foram a gravidez indesejada, as infeções sexualmente transmissíveis e suicídio, aumentando o seu conhecimento ao acrescentar o aborto.
A nível psicológico, mencionaram o trauma psicológico e a vergonha sendo mantido o seu conhecimento desde o início até ao fim do projeto. A nível social, a vítima isola-se. No final do projeto, acrescentaram que os pais quando sabem do que lhes aconteceu expulsam-nas de casa se estiverem grávidas e que são mal vistas pela sociedade, tendo o seu conhecimento evoluído. Para os rapazes, a nível físico, mencionaram as infeções sexualmente transmissíveis e, no final do projeto, acrescentaram ainda o ser pais sem querer. A nível psicológico, as
consequências mais evidenciadas foram o trauma psicológico e o medo de ter relações sexuais. Embora desde o início do projeto até ao fim tivessem referido o medo em geral, aqui especificaram-no. A nível social, a vítima isola-se e, tal como para as raparigas, são mal vistos pela sociedade.
Também mencionaram as consequências para a pessoa que é ameaçada de contarem coisas sobre a sua intimidade. A nível físico, referiram as insónias tendo evoluído o seu conhecimento. A nível psicológico, referiram o medo, a vergonha e a tristeza, tendo no final do projeto acrescentado que a vítima sente-se na obrigação de ceder à chantagem, tendo de fazer o que o/a namorada querer. A nível social, mencionaram a solidão/isolamento, acrescentando nas suas ideias finais o medo de socializar e de se aproximar de alguém. Na discussão em grupo focal, também mencionaram o que costuma fazer uma pessoa que é ameaçada de contarem coisas sobre a sua intimidade. A nível físico, mencionaram o suicídio, tendo evoluído o seu conhecimento ao acrescentar a automutilação. A nível psicológico, a pessoa que é ameaçada sente medo e, tal como referido anteriormente, o conhecimento dos/as alunos/as evoluiu quando acrescentaram que a vítima sente-se na obrigação de ceder à chantagem. A nível social, a vítima pode isolar-se. No final do projeto acrescentaram que a vítima vai falar com os pais ou polícia, amigos ou com outra pessoa.
Na discussão em grupo focal ainda descreveram as consequências das relações sexuais forçadas sob o efeito do álcool ou drogas, tendo sido referida a gravidez indesejada/ser pai sem querer e as infeções sexualmente transmissíveis. O ser pai sem querer, tal como já referido a propósito das consequências da violência sexual nos rapazes, foi um conhecimento novo que aprenderam. A nível psicológico, o seu conhecimento manteve-se desde o início do projeto ao mencionarem o trauma psicológico, a tristeza e as perturbações psicológicas. A nível social, a vítima isola-se e fica com medo de sair à noite, tendo esta consequência emergido na discussão em grupo.
Por último, também referiram as consequências da violência social. A nível físico, mencionaram o suicídio ou tentativa de suicídio e a morte. A nível psicológico mencionaram a tristeza, a vergonha e, acrescentaram ainda a humilhação demonstrando a evolução do seu conhecimento. A nível social, a vítima isola-se. Na discussão em grupo acrescentaram que a vítima quando sofre de violência através das redes sociais apaga ou desativa a conta do facebook.
Na discussão dos resultados desta secção são confrontados estes resultados com a investigação que tem vindo a ser realizada acerca deste tema. Além disso, mostra a evolução do conhecimento dos/as alunos/as havendo ideias que se mantiveram até ao final do projeto educativo e havendo outras ideias que aprenderam através das investigações aumentando o seu conhecimento acerca do problema.
Muitos destes resultados estão de acordo com vários estudos (APAV; s.d; CDC, s.d; Chiodo et al., 2009; Howard et al., 2007; Marshall et al., 2013; Mirsky, 2003; Mpiana, 2011; OMS, 1997; Ohnishi et al., 2011; Population Council, 2004; Sinclair et al., 2013; United Nations Population Fund, 2005).
3) Causas da violência no namoro
Na discussão em grupo focal também foram identificadas as causas da violência física, verbal, sexual, no namoro hetero e homossexual. Os ciúmes foram identificados como causa da violência física, verbal, no namoro heterossexual e homossexual, a nível psicológico. Na violência física, no namoro hetero e homossexual também identificaram, a nível psicológico, como causa a desconfiança. Por último, também foram mencionadas a nível psicológico, a insegurança e as perturbações psicológicas como causas da violência física e verbal. Este conhecimento manteve- se desde o início até ao fim do projeto.
Na violência sexual, a nível psicológico, o seu conhecimento evoluiu ao identificar causas novas tais como o facto de quererem ter relações sexuais e ter prazer, e o querer perder a virgindade. As perturbações psicológicas foram novamente mencionadas mantendo-se o seu conhecimento desde o início do projeto. Também na violência sexual, a nível psicológico, identificaram as causas de abusarem sexualmente de uma pessoa sob o efeito do álcool ou das drogas que foram o querer ter relações sexuais e porque não conseguem convencer a pessoa a ter relações sexuais quando está consciente. O conhecimento dos/as alunos/as progrediu em relação às causas que tinham identificado no início do projeto.
Os/as alunos/as identificaram como causa da violência física, verbal, no namoro hetero e homossexual, a nível social, o controlar o/a companheiro/a tendo sido mantida as suas ideias desde o início até ao fim do projeto. Também mencionaram os insultos/desrespeito como causa da violência verbal e no namoro heterossexual tendo sido mantidas as suas ideias. Na violência física, a nível social, mencionaram o sentimento de traição tal como nas ideias iniciais do projeto. Também mencionaram as causas que leva o rapaz e a rapariga a terem relações
sexuais, a nível social, mencionando que ambos o fazem porque querem exibir a sua experiência sexual perante os/as amigos/as, para ter a mesma experiência sexual deles/as e porque os/as amigos/as pressionam para ter relações sexuais. Estas ideias surgiram na discussão em grupo focal demonstrando a sua aprendizagem.
No violência sexual, a nível social, também mencionaram que uma pessoa abusa sexualmente de outra porque quer exibir a sua experiência sexual aos/às amigos/as e viola para vingar-se do/a ex-namorado/a provocando-lhe ciúmes. Também explicaram porquê que fazem a pessoas que estão sob o efeito de álcool ou drogas, justificando que também querem exibir a sua experiência sexual e porque consideram que a vítima não se vai lembrar. Estas ideias também surgiram na discussão em grupo focal demonstrando a sua aprendizagem.
Os/as alunos/as também descreveram as causas da violência no namoro heterossexual, a nível social, mencionando os desentendimentos e a falta de comunicação. No namoro homossexual disseram que também acontece devido aos desentendimentos. Acrescentam ainda no final do projeto que acontece porque os amigos, a família e a sociedade não aceitam a sua orientação sexual.
Algumas das causas referidas pelos/as alunos/as estão de acordo com alguns estudos (APAV, s.d; Caridade, 2008; Ferreira, 2011; Giordano et al., 2010; Leen et al., 2013; Machado, 2010; Vilaça, 2007).
4) Gravidade da violência no namoro e estratégias de mudança
Na discussão em grupo focal deram a sua opinião sobre a gravidade da violência no namoro na escola e no local onde vivem dizendo que existe pouca ou não há violência quer na escola quer no local onde vivem. Dos/as alunos/as que disseram que existe pouca violência justificaram-na dizendo que pode haver porque já presenciaram violência verbal e porque as pessoas escondem. Também acrescentaram que na escola não há violência porque pouca gente namora e os/as adolescentes são sensatos/as. No local onde vivem pode haver porque já presenciaram violência verbal, é um local com etnia cigana, também porque existem mais pessoas, com bares nas redondezas e também porque as pessoas podem esconder e não contar.
Estratégias
Os/as alunos também descreveram o que faziam caso tivessem um/a amigo/a numa situação de violência no namoro, mencionando que para o/a ajudar dava-lhe conselhos e conversavam com a vítima, faziam queixa do/a agressor/a ou até mesmo falavam com o/a agressor/a. Acrescentaram também que podiam realizar-se palestras ou então nem se metiam se não fosse amigo/a deles/as.
Os/as alunos/as disseram algumas estratégias que podem ser adotadas para prevenir a violência no namoro, tendo sido mencionado o diálogo, o respeito e confiança pelo/a outro/a, o controlo dos ciúmes e a partilha de sentimentos. E em último caso terminar uma relação violenta ou que se pode vir a tornar violenta.
Os/as alunos/as no final do projeto mencionaram algumas estratégias a usar na escola para prevenir a violência física tendo sido referidas as palestras/ações de sensibilização e as campanhas de sensibilização. Para prevenir a violência verbal mencionaram os castigos e as multas como forma de punição da violência verbal. Acrescentaram ainda que se deve aconselhar a pessoa a ir falar com um/a psicólogo/a e aumentar a educação em casa e na escola. Para acabar com a humilhação através a internet ou sms devia-se eliminar o facebook, proibir o acesso a sites e redes sociais ou denunciar os casos de violência.
Para prevenir a violência no local onde vivem também devia-se denunciar os casos de violência no namoro e aconselhar e informar as pessoas. Contudo, quer na escola ou no local onde vivem alguns/mas alunos/as disseram que não há nada a fazer ou que não são capazes de prevenir pois as pessoas gozam, não vão mudar de ideias pois só com os erros é que aprendem e também porque é difícil de eliminar.
A quem recorrer
Os/as alunos/as na discussão em grupo disseram a quem recorriam para pedir ajuda se estivessem numa situação de violência no namoro, tendo sido mencionados os/as melhores amigos/as, os pais, a mãe e a polícia.
Justificaram estas escolhas, dizendo que na mãe e nos pais pode-se confiar e porque, os pais e a mãe tem mais experiência de vida podendo ajudá-los/as/apoiá-los/as e percebendo-os. Os pais, a polícia e amigos/as têm mais informação e podem os ajudar. Acrescentaram ainda que com os/as amigos/as é mais fácil desabafar do que com os pais. Ainda acrescentaram que