1. Innledning
3.2 Metodeutvikling del II
3.2.2 Mikrobølger, 70˚C
Todos os fenômenos ocorrentes com água manifestam-se em ambientes geológicos (FRANGIPANI, 1989), o que torna necessária a compreensão de noções básicas das estruturas geológicas. Com base em sua gênese – origem, minerais constituintes e ambiente de geração –, as rochas são classificadas em três grandes categorias, ou classes: magmáticas, sedimentares e metamórficas. As magmáticas, ou ígneas, são formadas pela cristalização do magma, tanto em profundidade como em superfície; as sedimentares se formam por acumulação e consolidação de detritos derivados de rochas preexistentes; enquanto as metamórficas se originam pela transformação dos tipos anteriores, tanto pela ação de agentes físicos (pressão e temperatura) quanto por agentes químicos (ação de elementos químicos). Nos estudos hidrológicos – nos quais se incluem as fontes –, adota-se o nome genérico de rochas cristalinas para se referir às rochas magmáticas e metamórficas.
Segundo a SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (1992), o Planalto de Poços de Caldas está situado geograficamente ao sul de Minas Gerais, entre os contrafortes da Serra da Mantiqueira e a bacia sedimentar do Paraná. Abrangendo diversos municípios, é uma região de origem vulcânica, com intrusão de rochas alcalinas numa superfície da ordem de 750 km2; 330 km2 do município estão compreendidos no
O maciço alcalino de Poços de Caldas é uma estrutura de forma circular, constituída por rochas ígneas ou vulcânicas. A área vulcânica é delimitada por um anel de montanhas com altitudes variando de 1500 a 1700 metros. A área interna desse anel é mais deprimida, com altitude média de 1300 metros. As montanhas circundantes são mais resistentes à erosão, provavelmente devido a um metamorfismo de contato. As rochas do interior do planalto foram submetidas à intensa ação hidrotermal, que alterou profundamente a consistência dessas rochas, resultando numa resposta diferente à ação intempérica.
As ações hidrotermais se processaram através de quase toda a massa de rocha intrusiva da região. Correntes de gases e de água, vindas de grande profundidade, mineralizaram rochas e fraturas, formando jazidas de zircônio, urânio, tório, terras raras, molibdênio, vanádio e ferro. Mesmo onde esse fenômeno não ocorreu, ou se deu em menor escala, a ação da natureza – decompondo as rochas expostas por séculos à chuva, ao vento e ao sol – provocou o surgimento de jazidas de bauxita, argilas aluminosas refratárias e rochas potássicas. As rochas circundantes são dominantemente granitos, gnaisses e metamórficas de alto grau, pertencentes ao embasamento cristalino. As elevações apresentam altitudes em torno de 800 metros.
A ocorrência do magmatismo alcalino de Poços de Caldas foi condicionada à existência e reativação de uma zona de fraqueza do embasamento cristalino. No interior do Planalto, grande número de falhas corta todo o complexo, prolongando-se até as rochas do embasamento. Quando se fala em circulação de água em rochas, deve-se fazer referência à porosidade. Essa pode ser de interstícios, quando se trata de rochas sedimentares, e de fraturamento, quando se trata de rochas cristalinas. Dependendo das condições geológicas ocorrentes, surgem as fontes, entre elas as de águas minerais (FRANGIPANI, 1989).
Segundo a SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (1992), as rochas ígneas que constituem o maciço alcalino de Poços de Caldas são densas, compactas,
não porosas e pouco permeáveis, condições estas limitantes para o armazenamento e circulação de água. As condições para a formação de reservatórios de importância dependem do grau de alteração e do grau de fraturamento dessas rochas. A rede de drenagem apresenta um condicionamento estrutural, razão pela qual os cursos d’água correm segundo as direções das descontinuidades geológicas.
A contribuição da água subterrânea para a descarga dos rios é bastante elevada. Isso se deve ao fato da bacia hidrográfica ser constituída por rochas ígneas fraturadas, permitindo assim uma grande circulação de água abaixo da superfície. Dessa forma, surgem fontes nas cabeceiras de drenagem, a maioria de caráter permanente, cuja origem está diretamente relacionada à existência das fraturas.
A região é recoberta por um manto de alteração e colúvio de caráter argiloso pouco permeável, dificultando a penetração das águas de chuva. A água subterrânea do Planalto, então, não está presente num aqüífero predeterminado, mas condicionada a um sistema de falhas e fraturas que controlam a infiltração, circulação, reservas e escoamento. Esse sistema é recarregado principalmente pelas águas das chuvas.
A água subterrânea aumenta sua temperatura à medida que alcança maiores profundidades. Segundo FRANGIPANI (1989), existem aumentos de 1oC na temperatura para
cada 5 metros de profundidade. O calor pode ter várias origens: desintegração de material radioativo, reações fisico-químicas associadas às rochas cristalinas em condições de alta pressão e temperatura, atritos gerados pelo movimento das placas tectônicas, intrusão de corpos magmáticos na Crosta sem extravasamento. Portanto, essa água que se infiltra, depois de aquecida, retorna à superfície através de falhas e fraturas geológicas, formando as fontes termais. Para que uma fonte se mantenha, é necessária uma contínua realimentação por águas da superfície. Dessa forma, uma fonte não deve ser encarada como um ponto isolado, mas pertencente a um sistema geotermal bem mais amplo. A fonte é, assim, apenas a manifestação
externa de um fenômeno que ocorre em sub-superfície. Por serem águas mínero-medicinais, são dotadas de propriedades específicas e, portanto, adequadas ao tratamento de diversas enfermidades, como doenças reumáticas, gastrointestinais, respiratórias, doenças de pele e infecções.