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HALDOL (Lab. Janssen-Cilag)

• Caixas com 20 comprimidos de 1 e 5 mg; • caixas com 5 ampolas de 1 mL/5 mg; • frascos com 20 mL de 2 mg/mL.

HALDOL DECANOATO (Lab. Janssen-Cilag)

• Caixas com 5 ampolas de 1 mL com 70,52 mg/mL (equivalente a 50 mg de haloperidol).

HALO DECANOATO (Lab. Cristália)

• Caixas com 3 ampolas de 1 mL, com 70,52 mg/mL (equivalente a 50 mg de haloperidol) .

HALOPER (Lab. Teuto Brasileiro)

• Caixas com 20 comprimidos de 5 mg; • caixas com 25 ampolas de 1 mL 5 mg/mL; • caixas com 1 ou 10 frascos com 20 mL (20%),

2 mg/mL.

HALOPERIDOL – genérico (Lab. União Química)

• Caixas com 1 ou 10 frascos com 20 mL (20%), 2 mg/mL.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O haloperidol é um antipsicótico de alta potência do grupo das butirofenonas. A sua meia-vida é de mais de 24 horas e o platô de concentração plasmática é atingido em torno de 3 a 5 dias. Os picos de concentração plasmática ocorrem em 1 a 4 horas após a ingestão via oral e meia hora depois da administração IM. A maior parte do haloperidol fica ligada às proteínas plasmáticas (90 a 98%), e sua metabolização é feita por enzi- mas hepáticas do sistema do citocromo P450 (2D6). Em teste in vitro, inibe a atividade do CYP 2D6.

A eficácia do haloperidol está bem-estabelecida no tratamento agudo dos sintomas da esquizo- frenia e na terapia de manutenção desse transtor- no.1 Embora cause, com muita freqüência, trans-

tornos do movimento como efeito colateral, devi- do ao seu potente bloqueio dos receptores D2, o haloperidol segue sendo um dos fármacos de pri- meira escolha no tratamento da esquizofrenia, pois metanálises e outros ensaios clínicos recentes demonstram que, em doses adequadas (não supe- riores a 12 mg/dia), o haloperidol é tão efetivo quanto os antipsicóticos atípicos, com exceção da clozapina, nesses quadros; o seu baixo custo

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facilita sua utilização na população de baixa ren- da. 1,2

Além do uso na esquizofrenia, há também evidên- cias consistentes sobre a eficácia do haloperidol no transtorno esquizoafetivo e no THB, especial- mente nas fases maníacas agudas, também em doses de 10 a 15 mg/dia.3,4,5,6

O uso de antipsicóticos associados a antidepres- sivos em depressões graves psicóticas é comu- mente feito na prática psiquiátrica embora haja poucos estudos controlados publicados sobre es- sa indicação. Um estudo recente demonstrou a superioridade da associação de haloperidol e ami- triptilina sobre a nefazodona (isoladamente) no tratamento de quadros depressivos psicóticos uni ou bipolares.7

Em transtornos de personalidade, utilizam-se do- ses baixas; porém, esse uso não está bem-estabe- lecido. Apenas um ensaio clínico controlado evi- denciou diminuição de irritabilidade com o uso de haloperidol em pacientes com transtorno de personalidade borderline.8 O haloperidol é usado

também nos sintomas de agitação dos quadros demenciais e de outros transtornos mentais orgâ- nicos de várias etiologias, geralmente em doses não superiores a 3mg/dia. 9,10 Ainda é utilizado

no transtorno de Gilles de La Tourette.11,12 Há tam-

bém estudos clínicos controlados sobre o uso do haloperidol em crianças com autismo e com ou- tros transtornos que cursem com sintomas psi- cóticos na infância. 13, 147

A dose deve ser ajustada de acordo com o pacien- te. Em crianças e idosos, deve-se iniciar com doses mínimas, devido ao lento metabolismo (0,5 mg / dia), e as doses são geralmente menores do que as utilizadas nos adultos.10,13

Pacientes esquizofrênicos que tiveram um primei- ro episódio psicótico devem receber terapia de manutenção por 1 ou 2 anos. Os primeiros 3 a 6 meses após o período psicótico agudo são consi- derados um período de estabilização. Após esse período, as doses podem ser cautelosamente re- duzidas. Pacientes com vários episódios psicóticos devem receber tratamento com antipsicótico por, pelo menos, 5 anos. Para pacientes com graves tentativas de suicídio, ou muito violentos, tratamento de manutenção pode ser necessário por tempo indefinido. Em condições de rotina, medicamento sob forma depot geralmente asse- gura melhor adesão e deveria ser considerado como opção no tratamento de longo prazo.

A dose média do haloperidol na esquizofrenia é de 10 a 15 mg/dia, e a dose de manutenção é de 5 a 10 mg/dia. Não há evidências para maior eficá- cia com doses maiores. Crescente literatura tem enfatizado o uso de doses menores, o que causa diminuição dos para-efeitos extra-piramidais e cognitivos e melhora a efetividade desse fárma- co.1,15 Um esquema de neuroleptização rápida é

utilizado para pacientes esquizofrênicos agitados. Inicia-se com 5 mg (1 ampola IM), de 30 em 30 minutos até que os sintomas estejam controlados ou até 30 mg (6 ampolas).A administração depot é utilizada para pacientes que não aderem ao tra- tamento. A dose média é de 150 a 200mg/mês. Como sua meia-vida é de 21 dias, uma injeção mensal assegura uma concentração plasmática estável.16

O haloperidol decanoato pode ser administrado em doses mais altas (400 mg/mês) e mais freqüen- tes (semanal ou quinzenalmente) nos primeiros dois meses. Após esse período, podem ser dadas doses menores (100 a 200 mg/mês). Outra forma de se usar a forma decanoato é iniciar com doses menores (100 a 200 mg) por mês e fazer suple- mentação oral até que se alcance um nível sérico estável e esbatimento dos sintomas. Após o pri- meiro mês, a dose necessária de suplementação oral é convertida para a forma injetável. Um estu- do recente que comparou várias doses de haldol decanoato, propõe doses de 200 mg por mês como as mais eficazes na manutenção em pacien- tes esquizofrênicos.17 O haloperidol decanoato le-

va de 3 a 6 meses para estabilização de sua con- centração plasmática, ou seja, em torno de 4 a 5 meia-vidas.

As formas orais produzem níveis plasmáticos me- nores do que as parenterais, e as líquidas são ab- sorvidas um pouco mais rapidamente do que os comprimidos.

Dois mg de haloperidol VO equivalem a 100 mg de clorpromazina.

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

Trata-se de um antagonista da dopamina atuando no sistema límbico, principalmente em receptores do tipo D2. É um antipsicótico de alta potência devido maior afinidade que possui por esses re- ceptores do que os outros antipsicóticos. Bloqueia receptores dopaminérgicos junto aos gânglios da base, causando sintomas extrapira-

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midais (pelo desbalanço dopaminérgico/colinér- gico). Bloqueia também receptores dopaminér- gicos no trato túbero-infundibular do hipotálamo, podendo provocar elevação dos níveis de prolac- tina. Atua mais raramente como antagonista dos receptores muscarínico-colinérgicos, provocando sintomas como constipação e boca seca, mas em grau menor do que outros antipsicóticos. O haloperidol bloqueia ainda os receptores α-1- adrenérgicos e os receptores histamínicos do tipo H1, porém também com menor afinidade. Por fim, exerce algum nível de bloqueio dos canais de cálcio, o que pode explicar os efeitos cardíacos (raros com haloperidol).

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: acatisia, distonias, parkinsonismo,

rigidez muscular, síndrome extrapiramidal , se- dação, tremores finos.

Menos comuns: agitação, alopecia, alterações no

ECG, anorgasmia, ansiedade, amenorréia, boca seca, cãibras, cefaléia, constipação, convulsão, cri- ses oculógiras, déficit de atenção, depressão, diar- réia, diminuição da libido, discinesia tardia, eja- culação retardada, fotossensibilidade cutânea, ga- lactorréia, ginecomastia, hepatotoxicidade, hiper- cinesia, hiperglicemia, hipertensão, hipoglicemia, hiponatremia, hipotensão postural, icterícia, im- potência, insônia, leucocitose, leucopenia, náu- seas, rash cutâneo, redução do limiar convulsi- vante, retenção urinária, retinopatia pigmentar, sedação, síndrome da secreção inadequada do ADH (hormônio antidiurético), síndrome neuro- léptica maligna, taquicardia, tonturas, torcicolo, vômitos.

INDICAÇÕES

Evidências consistentes de eficácia: • esquizofrenia;1,2,18

• transtorno esquizoafetivo;3,4

• episódios maníacos agudos, como adjuvante da terapia com estabilizador do humor; 5,6

• agitações em quadros demenciais ou outros transtornos mentais orgânicos;9,10

• quadros que cursam com sintomas psicóticos na infância;13,14

• transtorno de Gilles de la Tourette.11,12

Evidências incompletas:

• depressão psicótica (como adjuvante);7

• quadros psicóticos induzidos por substâncias psicoativas, como sintomático para os sinto- mas psicóticos; 19

• transtornos de personalidade, para os sinto- mas de impulsividade ou agitação.8

CONTRA-INDICAÇÕES

Relativas

• Alergia ao fármaco;

• DBPOC (diminui as secreções pulmonares); • síndrome de Sjögren (xeroftalmia, xerostomia

e artrite);

• transtornos convulsivos (diminui o limiar con- vulsivante);

• câncer de mama (aumenta os níveis de pro- lactina);

• bexiga neurogênica (retenção urinária); • hipertrofia de próstata (retenção urinária); • uso de lentes de contato (diminui o lacrimeja-

mento);

• gravidez e amamentação; • doença de Parkinson.

INTOXICAÇÃO

Excitação do SNC com agitação, delirium e sinto- mas extrapiramidais graves, como tremores, rigi- dez muscular e catatonia. Raramente ocorrem ar- ritmias cardíacas e bloqueio AV, que são mais co- muns com outros neurolépticos. Pode ocorrer di- minuição dos níveis de consciência, o que é pouco freqüente com o haloperidol.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Gravidez

O haloperidol é um dos medicamentos mais segu- ros para o uso durante a gravidez. Doses elevadas podem causar sintomas extrapiramidais no recém- nascido. Não há evidências de que o haloperidol utilizado durante a gravidez cause alterações neu- ro-comportamentais.20

Lactação

Sabe-se que o haloperidol é secretado no leite materno. Há relatos de casos sobre esse assunto com resultados controversos; além disso, as infor-

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mações são muito limitadas. Por isso, levando-se em conta os riscos de uma mãe ativamente psi- cótica, recomenda-se não amamentar enquanto estiver usando o fármaco.

Crianças

Os antipsicóticos são indicados para transtornos psicóticos na infância, porém são empregados nos mais variados tipos de quadros psiquiátricos (p. ex.: agitação/agressividade, retardo mental, au- tomutilação, síndrome de Tourette). As doses re- comendadas em crianças são de 0,1 a 0,5 mg/kg/ dia (máximo 1 mg/kg/dia de haloperidol). O uso de haloperidol em crianças provoca os mes- mos efeitos adversos que ocorrem nos adultos, embora o risco para discinesia tardia seja menor. Na retirada abrupta do haloperidol, pode ocorrer um quadro de discinesia. Essa é geralmente uma condição benigna que tende a cessar em alguns meses. Podem ocorrer ainda alterações de condu- ta e agressividade, diferentes dos sintomas inicial- mente tratados com o medicamento, que deve ser evitado em crianças com alteração na consci- ência, epilepsia, depressão de medula óssea e le- sões subcorticais (risco de síndrome neuroléptica maligna).

Idosos

Possuem o metabolismo hepático mais lento e são mais sensíveis ao antagonismo da dopamina e aos efeitos anticolinérgicos e extrapiramidais. Deve-se começar com doses mínimas e esperar mais tempo que o habitual para aumentá-las, além de usar doses menores. O haloperidol é um dos antipsicóticos de escolha nessa faixa etária por causar menos hipotensão postural.

LABORATÓRIO

Parece haver uma janela terapêutica para o halo- peridol. Níveis plasmáticos maiores não acrescen- tariam maiores benefícios.

PRECAUÇÕES

1. Orientar o paciente e os familiares quanto às reações alérgicas e aos efeitos colaterais. 2. O uso de álcool e de outros depressores do SNC é desaconselhado pelo aumento da se- dação.

3. Em mulheres em idade fértil, avaliar a possibi- lidade de gravidez antes de prescrever esse

medicamento, embora seja considerado um dos mais seguros entre os antipsicóticos. 4. Pacientes que dirigem ou operam máquinas

devem receber o medicamento à noite para que os efeitos sedativos não interfiram nas atividades diárias.

5. O uso deve ser cauteloso em idosos pelo risco de hipotensão postural e parkinsonismo in- tenso. Nestes pacientes, usar doses menores que as usuais.

6. Esclarecer sobre a ocorrência de efeitos ex- trapiramidais e seu manejo.

7. O haloperidol líquido não deve ser misturado com café, chá, soro fisiológico ou citrato de lítio.

8. Lembrar de variar os locais de aplicação e de não utilizar mais de 3 mL em um mesmo local quando os pacientes estiverem usando a for- ma depot IM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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HIPÉRICO

(ERVA DE SÃO JOÃO)

FIOTAN (Lab. Byk Química)

• Caixas com 20 e 60 comprimidos revestidos de 300 mg.

HIPEREX (Lab. Eurofarma)

• Caixas com 50 comprimidos de 300 mg.

HIPERIL (Lab. Teuto Brasileiro)

• Caixas com 30 cápsulas de 300 mg.

JARSIN 300 (Lab. Biosintética)

• Caixas com 30 e 60 dragéas de 300 mg.

TRIATIV (Lab. Ativus)

• Caixas com 30 comprimidos de 30 e 450 mg.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O hipérico (Hypericum perforatum), popularmen- te conhecido como Erva de São João é uma planta com suposta ação antidepressiva. Para obter o medicamento, utilizam-se as partes aéreas da planta, principalmente as flores, por isso, diz-se tratar de um medicamento fitoterápico. É bem- absorvido por via oral, com pico de absorção em torno de 2 a 3 horas após a ingestão. É absorvido no intestino delgado e depende da dose admi- nistrada. O metabolismo é hepático, e a elimina- ção, biliar.

O hipérico está relacionado com a ativação das isoformas 3A4, 1A2 , 2D6 E 2C9 do citocromo P450, podendo duplicar suas atividades metabóli- cas e, conseqüentemente, reduzir os níveis séricos de fármacos que utilizem essas enzimas para sua degradação, como os antiretrovirais, o irinotecan – utilizado no tratamento do câncer de reto. O hipérico reduz acentuadamente seus níveis séricos e provavelmente de outros medicamentos utiliza- dos no tratamento do câncer.1 A meia-vida, de

eliminação é de 28 horas. A dose recomendada para alcançar níveis plasmáticos desejados é de 300 mg 3 vezes ao dia antes das refeições. Os estudos de eficácia e tolerabilidade do hipérico verificaram que ele possui um perfil de efeitos colaterais igual ou até melhor em comparação a outros antidepressivos, demonstrando ser de fácil manejo e de acompanhamento clínico seguro quanto à tolerabilidade. Até o presente momento, porém, as evidências para a eficácia são incomple- tas, pois os resultados dos estudos são controver-

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sos: alguns estudos, incluindo metanálise, de- monstram eficácia superior ao placebo 5-7 ou até

semelhante a de outros antidepressivos clássicos, especialmente no caso de depressões leves a mo- deradas.7,9 Esses estudos apresentam critérios me-

todológicos discutíveis, como tamanho pequeno da amostra, tempo curto de estudo, e ainda o uso de subdoses de outros antidepressivos para comparação da eficácia.9 Entretanto, um estudo

multicêntrico, com um número maior de pacien- tes, concluiu pela ineficácia do hipérico no trata- mento da depressão maior.8 Por esses motivos,

recomenda-se cautela no seu uso, especialmente em depressões graves, até que sua eficácia seja estabelecida de forma consistente, pois a depres- são é reconhecidamente uma doença de alta inci- dência e de alto grau de incapacitação.

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

A hipericina e a hiperforina são as substâncias relacionadas com o efeito antidepressivo do hi- périco. O seu mecanismo de ação ainda não está bem-estabelecido: in vitro foi demonstrado que inibe a recaptação da serotonina e da noradre- nalina, além de provocar a down-regulation dos receptores serotonérgicos.

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: boca seca, cansaço, cefaléia, nervo-

sismo, sedação, sintomas gastrintestinais, tontu- ra.

Menos comuns: apatia, insônia, fotofobia, pruri-

do, reações alérgicas cutâneas, tremores.

INDICAÇÕES

Evidências incompletas de eficácia: • depressão leve a moderada. 1-10

Obs: O hipérico está contra-indicado no tratamen- to da depressão maior grave.

CONTRA-INDICAÇÕES

• Hipersensibilidade aos componentes da fórmu-

la;

• fotossensibilidade cutânea conhecida; • pacientes em uso de medicamentos antican-

cerígenos e anti-retrovirais.

INTOXICAÇÃO

Deve-se ter cuidado com a exposição solar, espe- cialmente quando a dose utilizada exceder a reco- mendada (vide modo de usar), pois, nessa condi- ção, pode haver aumento da fotossensibilidade cutânea, recomendando-se proteção da pele a raios solares e a outras radiações por 2 semanas.

SITUAÇÕES ESPECIAIS