GABAPENTINA – genérico (Lab. Apotex, Rambaxy)
• Caixas com 30 comprimidos de 300 e 400 mg.
GABAPENTINA – genérico (Lab. Biosintética)
• Caixas com 30 cápsulas de 300 mg.
NEURONTIN (Lab. Pfizer)
• Caixas com 30 cápsulas de 300 e 400 mg; • caixas com 10 cápsulas de 300 mg; • caixas com 27 comprimidos de 600 mg.
PROGRESSE (Lab. Biosintética)
• Caixas com 30 cápsulas de 300 e 400 mg.
FARMACOCINÉTICA
E MODO DE USAR
A gabapentina é absorvida oralmente, não é me- tabolizada por via hepática e nem se liga a proteí- nas plasmáticas;1 sua meia-vida, quando usada
como monoterapia, é de 5 a 9 horas. A excreção é renal.2 A dose diária varia de 900 a 1.800 mg/
dia. Recomenda-se 3 tomadas ao dia, com inter- valo não superior a 12 horas entre elas. A dose inicial de gabapentina deve ser de 300 mg ao dia, devendo ser posteriormente elevada em 300 mg ao dia a cada 4 dias.3
Havia uma impressão inicial favorável sobre o uso da gabapentina como adjuvante tanto para epi- sódios maníacos quanto depressivos no transtor- no do humor bipolar a partir de resultados relati-
vamente favoráveis em alguns estudos abertos (apesar de várias limitações metodológicas nesses estudos).4-6 Também havia uma idéia de que, sen-
do um potencial estabilizador do humor, teria pro- priedades ansiolíticas importantes para os pacien- tes bipolares. Entretanto, estudos placebo-contro- lados mais recentes falharam em demonstrar efei- tos benéficos e, dessa forma, o uso da gabapen- tina no THB muito provavelmente não se susten- te.7, 8
FARMACODINÂMICA
E MECANISMOS DE AÇÃO
A gabapentina, anticonvulsivante de terceira gera- ção, apresenta propriedades gabaérgicas e gluta- matérgicas. Há indícios de que aumente a síntese de GABA por ser estruturalmente relacionada, po- rém sem interagir com receptores gabaérgicos.9
A gabapentina apresenta baixo risco de interações (não interage com outros fármacos no sistema CP450).
REAÇÕES ADVERSAS
E EFEITOS COLATERAIS
Mais comuns: ataxia, fadiga, sedação, tontura.10
INDICAÇÕES
Evidências consistentes de eficácia: • crises convulsivas parciais refratárias;10
• convulsões tônico-clônicas com generalização secundária.10
Evidências incompletas:
• como adjuvante a outros estabilizadores de hu- mor na fase maníaca do transtorno do humor bipolar em casos isolados;4- 6, porém, de eficácia
duvidosa a partir de estudos controlados re- centes. 7, 8
INTOXICAÇÃO
A gabapentina apresenta baixa disposição para intoxicação.
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SITUAÇÕES ESPECIAIS
Gravidez e lactação
Não existem estudos adequados sobre o uso da gabapentina durante a gestação. Estudos pré-clí- nicos sugerem potencial toxicidade sobre o feto, como atraso na ossificação e hidronefrose em roe- dores expostos intra-útero a esse fármaco. Não há literatura sobre a exposição de lactentes à gabapentina.
Crianças
Não há informações sobre seu uso em crianças.
Idosos
Recomenda-se evitar anticonvulsivantes de exclu- siva excreção renal, como a gabapentina, em ido- sos.
LABORATÓRIO
Não é necessário dosar os níveis séricos da gaba- pentina.
PRECAUÇÕES
1. Efeitos como sonolência, tontura, ataxia e fa- diga são, geralmente, de intensidade leve a moderada e resolvem-se em cerca de 2 sema- nas durante o tratamento continuado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Vollmer K, Von Hodenberg A, Kolle E. Pharmacocinetics and metabolism of gabapentin in rat,dog and man. Arzneimittelforschung, 1986; 36:830-9.
2. Frye M, Kimbrell T, Dunn R et al. Gabapentin does not alter single-dose lithium pharmacokinetics. J Clin Psychopharmacol 1988; 18:461-4.
3. Cabras P, Hardoy J, Hardoy C et al. Clinical experience with gabapentin in patient with bipolar or esquizoaffective disorder: result of open-label study. J. Clin. Psychiatry 1999; 60:245-8. 4. Young L, Robb J, Hasey G et al. Gabapentin as an adjunctive treatment in bipolar disorder. J Affect Disord 1999; 55:73-7.
5. Schaeffer C, Schaeffer L. Open maintenance treatment of bipolar disorder spectrum patients who responded to gabapentin augmentation in the acute phase treatment. J Affect Disord 1999; 55:237-40.
6. Vieta E, Martinez-Aran, Nieto E et al. Adjunctive gabapentin treatment of bipolar disorder. Eur psychiatry 2000; 15:433-7.
7. Frye M, Ketter T, Kimbrell T el al. A placebo-controlled study of lamotrigine and gabapentin monotherapy in refractory mood disorders. J Clin Psychopharmacol 2000; 20: 607-14.
8. Pande A, Crockatt J, Janney C et al. Gabapentin in bipolar disorder: a placebo-controlled trial of adjunctive thewrapy. Gabapentin Bipolar Disorder Study Group. Bipolar Disord 2000; 2:249-55.
9. Taylor C. Mechanisms of action of gabapentin. Rev. Neurol 1997; 153:39-45.
10. Ramsay R. Clinical efficacy and safety of gabapentin. Neurology 1994; 44: 23-30.
GALANTAMINA
REMINIL (Lab. Janssen-Cilag)
• Embalagens com 14 comprimidos de 4 mg; • embalagens com 56 comprimidos de 8 mg; • embalagens com 56 comprimidos de 12 mg.
FARMACOCINÉTICA
E MODO DE USAR
A galantamina é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal após administração oral, com con- centração plasmática máxima sendo atingida após 1,2 horas. Sua biodisponibilidade oral abso- luta é elevada (88,5%) e, embora a ingestão con- comitante com alimentos diminua sua velocidade de absorção, a quantidade absorvida não é afeta- da. A meia-vida da galantamina atinge cerca de 7 horas, permitindo sua administração 2 vezes por dia. O estado de equilíbrio é alcançado em 2 dias. Possui baixa taxa de ligações a proteínas plas- máticas (17,7%). A metabolização da galantamina é hepática, ocorrendo por meio de desmetilação, oxidação e glicorunidação. Embora estudos in vi-
tro tenham demonstrado que as frações 3A4 e
2D6 do citocromo P450 são as principais isoenzi- mas envolvidas em sua biotransformação, os da- dos disponíveis indicam que esse processo não é significativamente alterado em metabolizadores lentos. Sete dias após a administração de uma dose oral única de 4 mg de galantamina, aproxi- madamente 90 a 97% da dose é excretada pela urina e 2 a 6% pelas fezes1,2.
A dose inicial é de 8 mg/dia durante 4 semanas. Os comprimidos de galantamina devem ser ingeri- dos duas vezes ao dia, de preferência com as refei- ções matinal e noturna. A dose de manutenção recomendada é de 16 mg/dia, porque dados de longo prazo demonstraram benefício cognitivo e
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funcional com essa dose por, no mínimo, 12 me- ses. Com base na avaliação clínica e na relação eficácia/tolerabilidade, essa dose pode ser aumen- tada para 24 mg/dia após, pelo menos, 4 semanas de tratamento com 16 mg/dia1,2 .
FARMACODINÂMICA
E MECANISMOS DE AÇÃO
A galantamina, um alcalóide terciário, é um ini- bidor seletivo, competitivo e reversível da acetil- colinesterase. Além disso, aumenta a ação intrín- seca da acetilcolina sobre os receptores nicotíni- cos, provavelmente por meio de ligação a um sítio alostérico do receptor1,2.
REAÇÕES ADVERSAS
E EFEITOS COLATERAIS
Mais comuns: náusea, vômito, diarréia, dor abdo-
minal, dispepsia, anorexia, fadiga, tontura, cefa- léia, sonolência e redução do apetite1,2.
Menos comuns: confusão, queda, ferimentos, in-
sônia, rinite e infecção do trato urinário1,2.
INDICAÇÕES
Evidências consistentes de eficácia:
• demência do tipo Alzheimer de intensidade le- ve a moderada3,4,5,6.
Evidências incompletas:
• demência vascular e demência de Alzheimer associada com doença cerebrovascular7;
• doença de Alzheimer de intensidade moderada a grave.