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13.11 Kulturminne og kulturmiljø

13.11.1 Metodikk Begrepsavklaring

Quanto à colonização da região, segundo FATMA (2001) relatos históricos apontam a presença na região do grupo indígena dos Xokleng, que a teria ocupado até o final do século XIX.

Seu território tradicional, segundo o mesmo autor, era a região ocupada pela Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica), entre o litoral e o planalto catarinense, ocupando também parte da região ocupada pela Floresta de Araucárias, dentro dos quais se deslocavam continuamente, de acordo com a oferta sazonal dos recursos naturais em cada uma destas áreas, ecologicamente distintas (FATMA, 2001:401).

Em fins daquele século ocorre o início da colonização europeia na região. No município de Angelina os descendentes do velho continente passam a chegar em 1845, com o pioneirismo da família Garcia que fixa residência nas terras que hoje abrangem o Distrito de Garcia (FATMA, 2001:403). Região desbravada por tropeiros que faziam o caminho Desterro-Lages devido às boas pastagens e abundância de água potável, determinante para o estabelecimento da futura colônia, além de preencher o vazio entre o litoral e a serra, o que permitia o abastecimento das tropas.

O povoado foi denominado inicialmente como Colônia Nacional, reservada à nativos da região e descendentes de imigrantes açorianos da Vila de São José. Já os imigrantes alemães, oriundos de Sacramento e São Pedro de Alcântara, chegam a partir de 1858, quando a localidade passa a se chamar Vila Mundéus. Contudo, oficialmente a fundação da colônia, com o nome de Colônia Nacional Angelina, se dá em 1860, período em que recebe imigrantes de Luxemburgo, França, Bélgica, Itália e Polônia, além dos alemães (FATMA, 2001:403).

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Apesar da distância de outros centros, em função dos fartos recursos e as terras férteis a colônia prosperou e, em apenas seis anos, já havia cerca de mil moradores.

O nome Angelina, dado à colônia republica instalada no século XIX, foi uma homenagem prestada ao então Presidente do Conselho de Ministros em exercício, Angelo Muniz da Silva Ferraz. Suas terras foram demarcadas em lotes em determinado espaço formado pelos rios Garcia, Mundéus e águas do rio Tijucas com fundos da Colônia de São Pedro de Alcântara.

Ainda no mesmo século podia-se verificar 39 casas nos seus arredores. Esse crescimento verificado acontece devido ao deslocamento de famílias que se estabeleciam no perímetro urbano aproveitando o incentivo que recebiam de um lote para permanecer no local. Após a metade do século, a então Colônia contava com cerca de 900 habitantes e já possuía uma escola onde estudavam 20 alunos.

O crescimento era visível e as etnias mudavam com o passar dos anos vindo também fazer parte da colônia famílias Alemãs provenientes da colônia de São Pedro de Alcântara. A emancipação já era discutida em todas as rodas existentes. O objetivo era a autonomia administrativa em relação ao governo imperial e provincial.

O distrito de Angelina foi criado em janeiro de 1891, sendo desmembrado do município de São José, tendo toda a sua estrutura atrelada a este nos aspectos políticos jurídicos e econômicos.

Somente no ano de 1961, Angelina tornou-se município, emancipando-se de São José. Então, um século depois da fundação da Colônia Nacional de Angelina (1861), foi criado o município de Angelina, a 7 de dezembro, conforme Lei Estadual nº 781 e instalado aos 30 dias daquele mês e ano.

A história do município nos mostra um crescimento acentuado no número de habitantes até a década de 1970. Esse crescimento não é observado na atualidade, pois o número de habitantes, de acordo com o último senso demográfico, teve uma queda de aproximadamente 20%.

A beleza do seu relevo aliada à religiosidade do povo são atrativos fortes desse Município que trás na sua história o turismo religioso.

O município ao Norte, Leoberto Leal, até o início do século XIX, era praticamente intocado. Repleto de mata virgem e ainda restando alguns indígenas. A colonização tem início com a chegada de colonos vindos da antiga Colônia Santa Tereza, hoje Alfredo Wagner. Nos anos seguintes vieram para a região outros habitantes dos municípios de Palhoça e São José .

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Na década de 1920 outras famílias fixaram residência no local. Junto a elas colonizadores alemães flagelados pela primeira Guerra Mundial, começando dessa forma o processo de colonização. O primeiro nome atribuído ao local pelos primeiros moradores foi Vargedo.

Em março de 1932, através de Decreto Estadual, foi desmembrado o distrito e instalado em abril do mesmo ano. Mesmo com todos esses passos, só em 12 de dezembro de 1962, pela Lei Estadual nº 856, foi desmembrado do município de Nova Trento.

O nome foi dado em homenagem ao Deputado Federal Leoberto Leal. Homenagem prestada ao primeiro Deputado Federal que visitou o Distrito e auxiliou para que estudantes do local pudessem fazer o curso primário.

A primeira eleição para prefeito e vereadores ocorre já no ano seguinte em 1963. Ano este que marca a posse do primeiro prefeito eleito, bem como da câmara dos vereadores (FATMA, 2001).

A história da colonização do município de Major Gercino tem como primeiros habitantes da região possivelmente os índios Carijó (Guarani) e os Botocudo (Xokleng), que viviam e que povoavam praticamente todo o litoral de Santa Catarina e as regiões mais altas. Uma densa floresta atlântica cobria toda a região montanhosa e cheia de riachos e cachoeiras (FATMA, 2001:406).

Muitos habitantes do município de São João Batista se espalharam pela região subindo o rio Tijucas e se estabelecendo na localidade de Major, atual sede do município.

A partir do ano de 1891, as regiões mais altas do município passaram a receber imigrantes Poloneses. Os Alemães também colonizaram o município. Tal fato ocorre através do núcleo existente no município de São Pedro de Alcântara, que se deslocava pela localidade de Morro do Descanso, passando também por Angelina. A outra corrente de alemães veio através do Núcleo Colonial Senador Esteves Junior cuja sede localizava-se em Boiteuxburgo, para onde veio um contingente de alemães flagelados pela primeira guerra mundial.

Devido à presença do Major Gercino Alves Rodrigues na sede atual do município, esta localidade era conhecida apenas como Major. Quando da sua primeira emancipação de distrito em 1922, inicialmente pertencente ao município de Tijucas, deu-se o nome de Major Gercino, em homenagem a pessoa de conhecimento da localidade e que era procurado para resolver os problemas que aconteciam. Em 1961, quando se tornou município, manteve aquele nome em homenagem a Gercino Gerson Gomes, major do Exército, natural do local e filho de um antigo e conhecido comerciante chamado Manoel Vicente Gomes e irmão do Deputado Valério Gomes, que teve grande influência na política do município e de todo vale.

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Atualmente com a expansão do município agregada à paisagem da região, percebe-se o crescimento ao longo da bacia hidrográfica do Rio Tijucas, com algumas peculiaridades do relevo e da flora nativos.

A região chamada nos seus primórdios de "Picada dos Alfares", localizada nas encostas da Serra Geral, foi utilizada apenas como passagem de tropas de gado. Esse caminho aberto no final do século XVIII, com a finalidade de facilitar o transporte de tropas de gado e produtos entre o planalto serrano e o litoral era de difícil acesso, devido à topografia acidentada, se transformando em um refúgio natural para os índios que ali viviam.

A partir do século XIX, com a chegada de imigrantes provenientes da Europa, inicia-se a colonização destas encostas. A etnia germânica foi a primeira a fixar-se em solo para a colonização começando assim a exploração econômica das terras.

O nome do município de Rancho Queimado tem origem em um rancho que servia de apoio e pernoite aos tropeiros e viajantes. Este rancho veio a pegar fogo, sendo referencia assim aos que passavam, servindo de localização a fatos acontecidos na região.

Aquela área que pertenceu ao município de São José, teve sua emancipação no dia 08 de novembro do ano de 1962, embora o vilarejo já existisse a cerca de 100 anos.

Após sua emancipação, o município de Rancho Queimado, buscou alternativas para o êxodo rural surgindo como alternativa para a fixação do homem a terra o plantio de Morango. Ao passo que se evitava o êxodo rural foi desenvolvida a Festa do Morango. Festa esta que proporciona, além da venda do produto, uma interação entre as culturas existentes no local, com destaque para a culinária Germânica e apresentações de grupos folclóricos. Dessa forma procura resgatar as tradições trazidas por seus antepassados e valoriza as manifestações culturais do povo.