Kapittel 3: Subjektivitet, erfaring og realisme
3.3. Jonas om møtet med den andre: Likhet og forskjellighet
Neste apêndice serão descritos os conceitos relacionados a Adaptação de Contexto.
8.1 Definições de Adaptação
Adaptação é um buzzword, que possui uma variação grande de definições (Palazzo, 2001; Amal, 2012; Koch 2000; Graf and Kinshuk, 2009) com diferentes significados. Porém, existem dois termos amplamente utilizados na literatura relacionados à adaptação: adaptável e adaptativo, os quais são definidos segundo Amal (2012), como:
• Adaptável: permite que o usuário configure o sistema alterando alguns parâmetros, adaptando seu comportamento de acordo com a nova configuração fornecida. É uma adaptação externa, ou seja, um processo estático em que o usuário decide quando o modelo deve ser alterado. Esta abordagem é baseada, sobretudo, nos conhecimentos anteriores do usuário, normalmente por meio de um questionário para identificar o perfil do aluno;
• Adaptativo: um sistema é considerado adaptativo quando se adapta de forma autônoma, ou seja, ele monitora o comportamento do usuário e registra este comportamento no modelo do usuário, adaptando-o dinamicamente, de acordo com o estado atual do modelo, utilizando parâmetros e regras pré-definidas de adaptação.
Neste trabalho, será utilizado o termo "adaptação", tendo como referência o conceito de Adaptativo.
8.2 Níveis de Adaptação nos Sistemas de Aprendizagem
On-line
Os sistemas de aprendizagem adaptativos proporcionam acesso individualizado ao conteúdo educacional, por meio da seleção de um número de Objetos de Aprendizagem (OA), com base no conhecimento do aluno (normalmente suas experiências, estilos de aprendizagem, entre outros). Para isso, são utilizadas técnicas de adaptação que podem ser divididas em três níveis: adaptação da navegação, apresentação e conteúdo (Koch, 2000):
• Adaptação da Navegação: o sistema muda a organização da navegação do usuário, alterando aparência, destino, entre outros;
• Adaptação da Apresentação: o sistema mostra diferentes layouts de elementos da interface, tais como: tipos de mídias, ordenação ou cores, tamanhos e tipos de fontes ou imagens;
• Adaptação de Conteúdo: consiste na seleção de OA diferentes (como por exemplo: textos, imagens, vídeos, entre outros), dependendo do estado atual do modelo do usuário. Se for um usuário mais experiente, o sistema pode fornecer mais informações sobre determinado assunto, por exemplo.
No próximo tópico, serão apresentadas as definições de contexto.
8.3 Definições de Contexto
O termo contexto, na literatura, é utilizado por diversas áreas, tais como: Linguística, Computação, Inteligência Artificial e Visão Computacional. Na Computação Ciente de Contexto, o termo contexto tem um papel importante, pois considera o modo como o sistema reage ou é sensível ao ambiente.
De acordo com Dey and Abowd (2001), o primeiro trabalho que utilizou o termo sensível a contexto foi realizado por Schilit and Theimer (1994), que descreveram contexto como: a localização, identidade de pessoas, objetos e as mudanças destes objetos. Para Brown et al. (2007), informações de contexto são: informações de localização, identidades das pessoas que estão à volta do usuário, horário, estação do ano, entre outros. Considerando que informações de contexto se referem ao estado emocional do usuário, sua orientação, data e hora, objetos e pessoas em um mesmo ambiente físico. Já Pascoe (1998), definiu contexto como sendo um subconjunto de estados físicos e conceituais para uma determinada entidade. As definições anteriores partem de um conjunto de exemplos relacionados às informações de identificação, que poderiam ser consideradas informações de contexto. Porém, estas definições são um pouco restritas, pois existem informações de contexto que não se encaixam nas definições anteriores.
Neste sentido, existe uma definição que está sendo mais amplamente aceita na literatura, que contribui para uma melhor definição de informação de contexto, a qual
caracteriza a informação de contexto como uma entidade qualquer, que pode ser uma pessoa, objeto ou lugar considerado relevante para uma interação entre um usuário e uma aplicação (Dey and Abowd, 2001). Essa definição tem facilitado a especificação de informação de contexto relevante para uma aplicação e, será utilizada neste trabalho.
A classificação utilizada em informações de contexto, será descrita no próximo tópico.
8.4 Classificação de Contexto
Em relação a informações de contexto, algumas podem ser consideradas mais relevantes que outras, essas informações são denominadas contexto primário, que são informações de identidade, localização e tempo, por exemplo. Elas são classificadas como contexto do usuário, definindo suas características, necessidades e interesses em relação aos serviços oferecidos (Dinoff et al., 2006).
De acordo com Dix et al. (2000), Chalmers (2002) e Crowley et al. (2002), podemos encontrar, na literatura, outros tipos de informações de contexto, tais como: Infraestrutura, Sistema, Domínio e Ambiente, os quais serão descritos a seguir:
• Contexto de Infraestrutura: demonstra o estado atual da comunicação entre a aplicação e dispositivos, podendo identificar mudanças de estado, falhas de comunicação, entre outras (Dix et al., 2000);
• Contexto de Sistema: são as interações entre dispositivos e ou aplicações, que possibilitam verificar se um dispositivo está “ciente” de outros dispositivos próximos ou se uma aplicação está “ciente” de outras aplicações oferecendo serviços (Chalmers, 2002);
• Contexto de Domínio: verifica o relacionamento entre dispositivos e usuários e a forma como estas interações determinam a natureza da interface ou serviço apresentado, fornecendo informações referentes à semântica do domínio da aplicação (Dix et al., 2000), (Abowd et al., 2002); e
• Contexto de Ambiente: descreve as características do ambiente onde uma entidade está inserida, como por exemplo, localização, temperatura, entre outros.
Em 2003, Goularte, ampliou essa classificação adicionando: Contexto do Usuário e Aplicação, o que motivou o desenvolvimento de aplicações que envolviam personalização de conteúdo interativo utilizando, para isto, o contexto do usuário (Goularte, 2003).
As definições utilizadas para as aplicações sensíveis ao contexto, serão apresentadas no próximo tópico.
8.5 Aplicações Sensíveis a Contexto
As aplicações sensíveis a contexto, são o principal foco de estudo da Computação Ciente de Contexto e são descritas por alguns autores como: aplicações dirigidas a respostas (Elrod et al., 1993), reativas (Cooperstock et al, 1995), ou adaptativas (Brown, 2007).
Segundo Dey and Abowd (2001), aplicações sensíveis a contexto, são aplicações que utilizam informações de contexto para fornecer serviços ou outras informações relevantes à tarefa que o usuário está executando naquele momento. Essas aplicações sofrem mudanças em seu comportamento em tempo de execução, relacionado ao fornecimento de informações que recebe.
Para Schilit and Theimer (1994), as aplicações sensíveis a contexto podem ser divididas em dois grupos:
• Aplicações que se adaptam automaticamente ou de forma manual, de acordo com as informações vindas do usuário; e
• Aplicações que executam comandos, de forma automática ou manual, associados às informações do usuário.
Já Pascoe (1998), propõe uma classificação para as aplicações sensíveis a contexto, de acordo com suas características, organizando-as em quatro grupos, que são:
• Percepção contextual: possibilitam a apresentação da informação de contexto ao usuário, de uma forma conveniente;
• Adaptação contextual: permitem executar ou modificar um serviço, automaticamente, de acordo com as informações de contexto atuais;
• Descoberta de recursos contextual: tem a capacidade de explorar e localizar recursos relevantes ao usuário; e
• Expansão contextual: possibilitam associar informações de contexto à situação em que se encontra o usuário.
Posteriormente, Dey and Abowd (2001) acrescentou outras características para as aplicações sensíveis a contexto, tais como:
• Apresentação manual de informações e serviços para o usuário: é a capacidade que a aplicação possui de realizar a distinção entre informações de contexto e os serviços que são fornecidos por uma aplicação, na qual esses são apresentados manualmente;
• Execução automática de serviços: são as aplicações que podem executar um serviço, de forma automática, conforme a situação do usuário; e
• União de informações de contexto: é a possibilidade de utilizar as informações de contexto como marcações que descrevem uma situação do usuário.
Neste trabalho serão utilizadas as características de aplicações sensíveis ao contexto, pertencentes ao grupo de Adaptação Contextual, definido por Pascoe (1998), por ser adequar melhorar às características desta pesquisa.
No próximo tópico, serão descritos os conceitos referentes à Aprendizagem Adaptativa.