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E.E. Adamastor Batista Franco da Rocha Caieiras E.E. Florestan Fernandes* São Paulo Norte 1 E.E. Miguel Oliva Feitosa** São Paulo Norte 1 E.E. Paulo Duarte Franco da Rocha Caieiras E.E. Rogério Levorin, Prof. Francisco Morato Caieiras E.E. Salvador Ligabue, Prof. São Paulo Norte 1

QUADRO 1 – Escolas com os Professores Coordenadores que foram convidados diretamente a participar da amostragem desta pesquisa.

Inicialmente distribuímos uma série de 20 questionários para alguns Professores Coordenadores com quem mantivemos contato direto ou por meio de terceiros (diretores de escola, vice-diretores de escola, professores coordenadores, e outros). No início alguns professores coordenadores fora de nosso círculo de contato, interessados pelo tema, solicitaram também o questionário para responder. Alguns, ainda, solicitaram por e-mail, e enviamos a alguns diretamente e a outros que repassaram para vários interessados.

Se todos tivessem respondido e devolvido os questionários, teríamos cerca de 50 Professores Coordenadores na amostragem formada pelas duas Diretorias de Ensino. E havia mesmo esse otimismo e expectativa pelo número de Professores Coordenadores que demonstraram interesse – embora inicialmente nossa pretensão fosse delimitar muito bem a amostragem, fazendo a escolha “a dedo”. Alguns que devolveram o questionário respondido se ofereceram também para participar de entrevista, coisa que ainda não havia sido previsto. Isso parecia demonstrar que a rede queria falar.

Passado pouco mais de um ano, com muito custo, muita cobrança, correria e perda de tempo, conseguimos juntar 8 questionários respondidos7. Alguns alegaram

7Adotamos nas referências aos questionários respondidos as siglas Q para Questionário; as letras (A, B, C, D, E) para a escola do Professor Coordenador pesquisado; e o número identifica o Professor

ter perdido o questionário, pelo que o reenviamos por e-mail ou entregamos pessoalmente nova cópia, em alguns casos mais de uma vez para a mesma pessoa – nem assim o fizeram – outros alegaram não ter tido tempo ainda... Mas em nenhum momento algum deles afirmou explicitamente que não queria responder. Pelo contrário, o convite foi espontâneo e alguns mesmo se ofereceram para participar.

Mas isso tudo faz parte do caráter que se move no contexto em que abordamos nosso objeto.

* Apenas uma das duas Professoras Coordenadoras respondeu ao questionário proposto. A Professora Coordenadora do Ciclo I (anos iniciais do ensino fundamental) apresentou muitas vezes desculpas para o esquecimento do questionário que, segundo ela já estava preenchido. No final do ano de 2010 ela não foi reconduzida à função, isso a pedido do dirigente de ensino, mas na escola a Professora Coordenadora solicitou que se fizesse parecer que o pedido de cessação da sua designação tivesse sido feito por ela, para evitar constrangimento diante da equipe de professores.

** Não entregaram o questionário, mas nunca negaram a respondê-lo. Sempre alegaram algum motivo para não estarem prontos, solicitaram outras cópias e isto por quatro vezes. Por fim, desistiram de entregar alegando perda do material. Todas as vezes as desculpas era pela perda ou extravio do questionário por algum motivo pessoal grave.

1 - O Perfil dos Professores Coordenadores que atuam com a Proposta Curricular do Estado de São Paulo

Procuramos elaborar um perfil do Professor Coordenador da rede estadual de educação para averiguar sua situação sócio-financeira e relações familiares. Verificamos que entre os investigados nesta pesquisa o número máximo de dependentes familiares era de 4. A renda familiar, calculada em salários mínimos, variava de 4 a 20. Todos eles afirmaram possuir renda pessoal independente de seus familiares (QUADRO 2):

Professor

Coordenador dependentes Número de Renda Familiar (Sal. Min.)

QA1 1 7 QA2 4 6 QA3 3 5 QB1 2 10 QB2 2 20 QC1 4 6 QD1 0 6 QE1 4 4

QUADRO 2: relação número de dependentes e renda familiar

Também afirmaram que eles e seus respectivos dependentes não vivem apenas de seu salário como profissional da educação. Apenas um respondeu que possui parentes que trabalham na área da educação.

Desta amostragem, todos afirmaram que a opção pela carreira do magistério foi por motivação própria, sem influência dos familiares. Destes 8 Professores Coordenadores, 3 afirmaram acreditar na possibilidade de independência financeira por meio da profissão no magistério e apenas 1 não vê expectativas de realização profissional.

2 – Perfil: formação

A formação do Professor Coordenador pode ser de importância fundamental no desenvolvimento de seu trabalho. A SEE mostrou expectativa formadora dos profissionais que compõem a equipe gestora:

[...] cabe lembrar a responsabilidade da equipe gestora como formadora de professores e a responsabilidade dos docentes, entre si e com o grupo gestor, na problematização e na significação dos conhecimentos sobre a sua prática (SÃO PAULO/SEE, 2010, p. 14).

SEE no Caderno do Gestor, volume 1, de 2009, conferia ao Professor Coordenador um papel importante nesse processo:

No ano de 2009 o Programa de Educação Continuada em nível de Especialização atribuirá ao Professor Coordenador um papel importante e mais sistemático na formação de professores. (SÃO PAULO/SEE, 2009, p. 27).

Por isso procuramos verificar por meio do perfil dos pesquisados a origem de sua formação e o que pensavam a respeito dela.

Professor

Coordenador Escola Diretoria de Ensino Formação Inicial QA1 E.E. Rogério

Levorin, Prof. Caieiras Licenciatura em Letras QA2 E.E. Rogério

Levorin, Prof. Caieiras Licenciatura História e Geografia QA3 E.E. Rogério

Levorin, Prof. Caieiras Licenciatura QB1 E.E. Adamastor

Batista Caieiras Licenciatura QB2 E.E. Adamastor

Batista Caieiras Magistério QC1 E.E. Florestan

Fernandes Norte 1 Licenciatura em Letras e Pedagogia QD1 E.E. Salvador

Ligabue, Prof. Norte 1 Magistério QE1 E.E. Paulo Duarte Caieiras Licenciatura em

Ciências

QUADRO 3: Formação inicial dos Professores Coordenadores da amostragem, por escola e por diretoria de ensino.

Verificamos que apenas 1 reconhece que sua formação inicial foi ótima, mas a maioria afirmou que a formação inicial foi boa, 2 dos pesquisados responderam que foi regular. Os Professores Coordenadores justificaram a sua opinião sobre a formação inicial que tiveram da seguinte forma:

ÓTIMA:

Pois foi a base no início do magistério (QA2).

BOA:

Pois foi fundamental para minha formação humana e profissional (QA1).

É uma área [Arte] complexa que requer muita dedicação e habilidade artística (QA3). À época, como não visava graduar-me para o exercício do magistério, a formação teórica oferecida, voltada para o academicismo, estava em absoluta consonância com o requerido pelos padrões exigidos (QB1).

Ofereceu [a] base para o início de minha atuação como professora de ciclo I (anos iniciais) (QB2).

Tive uma boa base para minha formação, mas a prática é bem diferente (QD1).

REGULAR:

Poderia ter sido melhor em algumas disciplinas (QC1).

Pois aprendemos tudo somente na teoria nada na prática (QE1).

É sobre os ombros de profissionais com tais características que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo deposita a responsabilidade pela formação dos professores no âmbito da escola. Por isso, procuramos verificar, ainda, se possuíam outra formação além da inicial, principalmente pós graduação. Verificou-se que 5 possuíam outra licenciatura em Pedagogia; 2 deles ainda possuíam mestrado, um em Ciências, apesar da formação inicial em Letras, e o outro em História, porém abandonou o curso antes de concluí-lo.

Também pode-se observar que a maioria já estava com sua formação inicial definida quando ocorreram as reformas de Estado e da educação no Brasil na década de 1990, todos já estavam na rede estadual de educação de São Paulo quando do anúncio, em 2007, das primeiras medidas para a implantação da Proposta Curricular do Estado de São Paulo pela Secretaria da Educação (QUADRO 4):

IDADE E ANO DA FORMAÇÃO