1 Innleiing
1.5 Metode
As duas primeiras questões de pesquisa estavam relacionadas à avaliação de processo, eram elas: Como se desenvolveu o programa de tutorização na EMATER-
RN? Qual é a efetividade dos instrumentos de registro da tutorização? Em outras palavras, foram perguntas elaboradas com o intuito de obter informações, durante a implantação e a execução do programa, para garantir o alcance de seus objetivos.
A primeira estratégia dessa etapa de avaliação, a observação participante (Lakatos & Marconi, 1996), possibilitou a observação direta intensiva do desenvolvimento do programa pela pesquisadora-coordenadora por meio de conversas individuais e/ou coletivas com os atores do programa de tutorização, ao longo de todo o processo. Dessa forma, a participação em momentos de orientação presencial, telefônica ou por comunicação eletrônica, como também, de encontros em grupo (tutores, tutorandos e chefias), serviram para a coleta e a análise de informações.
A segunda estratégia, a aplicação de questionário aberto (Anexo 7), foi utilizada na etapa de treinamento operacional para a implantação do programa. O referido instrumento continha duas perguntas para cada grupo de participantes – tutores e tutorandos –, respectivamente: “Por que aceitei ser tutor?”, “Por que escolhi o meu tutor?”, “O que eu espero desta relação de tutorização?” (este último questionamento foi dirigido a ambos os envolvidos), por meio das quais se levantaram as expectativas e as razões de formação da díade. Empregou-se a técnica de discussão grupal (terceira estratégia), estimulada por essas questões escritas. Os participantes respondiam individualmente às perguntas, sendo identificados apenas como tutor ou tutorando. As respostas entregues à coordenação eram separadas conforme o subgrupo (tutor ou tutorando) e redistribuídas entre os sujeitos pertencentes a cada um. Cada pessoa lia em voz alta para os demais membros do grupo e interpretava o que estava descrito. Após esta rodada de conversa, a coordenação fazia uma síntese de comentários e recolhia o material escrito.
A análise documental (Lakatos & Marconi, 1996) foi empregada como quarta estratégia e tinha a finalidade de caracterizar a realidade institucional, permitindo compreender alguns dos resultados do programa. Foi realizada por meio de documentos oficiais e não-oficiais sobre a EMATER-RN, na forma tradicionalmente impressa (livros, artigos, leis, resoluções, dados estatísticos, relatórios de atividades anuais entre outros) e/ou na INTERNET (como páginas da SEARH, EMATER-RN, da UIRH, da ASSEMA e do Programa Ser-Viver, e-mails do grupo de novos extensionistas do Yahoo, banco de dados eletrônicos dos servidores).
A análise dos planos de trabalho e das fichas de acompanhamento51 constitui-se da quinta estratégia e oportunizou o exame da efetividade dos instrumentos do programa, a partir da análise de conteúdo das primeiras versões, ocorrendo o seu aperfeiçoamento. As análises dos formulários de registro das atividades de tutorização foram realizadas com 79 casos, sendo orientado que os formulários fossem preenchidos em conjunto pelo tutor e tutorando e apreciado pela chefia. Para a coleta de dados, procedeu-se a entrega dos formulários via encontros presenciais, em grupo; por solicitação, via malote ou e-mail; por disponibilidade, no site da UIRH, informando os prazos e o endereço eletrônico do estágio probatório para a devolução.
O plano de trabalho (Anexo 5, primeira versão) contemplou os seguintes conteúdos:
(a) Identificação. Características sócio-ocupacionais do tutor, do tutorando e do gestor regional, como nome, telefone, e-mail, tempo de serviço, cargo, unidade de lotação e região administrativa.
51 Estes formulários foram necessários à implantação (ação) e à avaliação (pesquisa) do programa, porque
funcionaram como forma de registro e fonte de informação. Desse modo, por meio desses instrumentos, ofertaram-se feedbacks a tutores, tutorandos e gestores regionais sobre o programa e se analisaram os conteúdos escritos para a sua avaliação.
(b) Planejamento de atividades. Previsão sobre as principais atribuições e responsabilidades do tutorando no local de trabalho.
(c) Padrões de desempenho. Critérios de avaliação do servidor em estágio probatório previstos em lei (pontualidade, assiduidade, produtividade, responsabilidade, iniciativa, interesse pelo serviço e probidade).
(d) Orientações da chefia. Espaço para o direcionamento do chefe regional sobre a realização das atividades e formas de aperfeiçoamento do trabalho (treinamentos, capacitação, leitura, consultas, critério de priorização das atividades)
(e) Endossos. Campos destinados às assinaturas da chefia, tutor e tutorado.
(f) Observações. Espaço reservado para algum comentário adicional do chefe, tutor ou tutorando.
A ficha de acompanhamento (Anexo 6, primeira versão) possuía os conteúdos a seguir:
(a) Identificação. Semelhante ao plano de trabalho.
(b) Escala de avaliação do desempenho. Estruturada conforme os critérios do estágio probatório, com múltiplas alternativas para a escolha pelo tutor daquela que melhor se aplicava para descrever o desempenho do tutorando.
(c) Consecução de objetivos e metas de trabalho. Descrição da produtividade do servidor em estágio probatório, com referência às atividades e às metas estabelecidas no plano de trabalho, informando sobre o andamento das atividades previstas como aquelas adicionais (de âmbito administrativo) e ações de iniciativa do tutorando.
(d) Parecer do tutor. Espaço de uso exclusivo do tutor para resposta discursiva sobre o desempenho geral do tutorando.
(e) Endossos. Campos do formulário destinados às assinaturas da chefia, tutor e tutorado.
Realizou-se a análise de conteúdo categórica dos dados coletados (Bardin, 1995; Minayo; 2000) por essa sequência de procedimentos: após o recebimento dos planos de trabalho e/ou das fichas de acompanhamento via e-mail, os dois arquivos foram englobados em um único, de forma que cada pessoa se tornou um caso52; houve a transferência dos arquivos para o programa QDA-Miner; realização de leitura flutuante; categorização e re-categorização das respostas; elaboração de suas descrições para evitar interpretações diversas; revisão, “enxugamento” e sistematização das categorias; desenvolvimento de estatísticas descritivas para verificação das frequências; e interpretação dos resultados encontrados.