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No fator referente a preocupações referentes a tomada de decisões, questionou-se aos empregados, o que tem percebido se destacar, pelos dados d tabela 6 demonstraram ser os objetivos dos acionistas, com 74,5% da frequência das respostas, seguida por 48,2% pelo aumento do lucro na empresa, e por último com 3,6% os objetivos dos empregados. Isso retrata que o predomínio da racionalidade instrumental sustenta na empresa na tomada de decisões, o que levar a redução da capacidade de emancipação humana e social, interligadas à racionalidade substantiva.

Tabela 7: Preocupação da empresa em relação a tomada de decisões

Quanto à relação prevista que os objetivos dos acionistas tornam-se a maior preocupação em relação à tomada de decisões e os objetivos dos empregados como o menor, leva-se a perceber a necessidade de que seja preservada de maneira mais apropriada a preocupação quanto à situação

Preocupação com relação a tomada de decisões N %

Objetivos dos acionistas 82 74,50%

Aumento do lucro para a empresa 53 48,20%

Objetivos dos clientes 15 13,60%

Objetivos dos empregados 4 3,60%

presente e futura dos empregados. A racionalidade substantiva habilita o indivíduo a ordenar a sua vida eticamente, gerando ações através do debate racional, que buscam concretizar um equilíbrio dinâmico entre a satisfação pessoal e a satisfação social, como também atingir a autorrealização pela concretização de suas potencialidades humanas, dita Ramos (1989). Visto isso, verifica-se que a satisfação dos empregados repercute em bem-estar e realização dos trabalhadores, o que parece não configurar com os dados representados.

Com o advento da industrialização, o trabalhador tornou- se um recurso nas organizações, tendo a sua condição humana ignorada, passando a ser controlado e avaliado por seu rendimento produtivo, tornando a relação trabalhadora - empresa meramente utilitária a que pode gerar grande insatisfação aos trabalhadores, relata Buss (2002). Mas pela importância que o trabalho desempenha na vida das pessoas, e a forma como o trabalho está estruturado e organizado aponta o impacto direto sobre o trabalhador, podendo levá-lo à satisfação ou frustração como em outros fatores da vida relacionados com a qualidade de vida no trabalho, corrobora Búrigo (1997).

Por isso o trabalho tem grande influência na vida das pessoas, e se os objetivos dos empregados não fizeram parte significante na tomada de decisões empresariais como demonstrado pela percepção dos participantes na tabela 6, isso faz com que as pessoas possam se tornar insatisfeitas e frustradas, e as consequências deste aspecto nesta pesquisa não foram investigados a fundo.

Perante a responsabilidade que as organizações exercem sobre as vidas humanas, pode-se executar transformações no trabalho que favoreçam os empregados a obter uma melhor qualidade de vida no trabalho. O trabalho nem sempre foi bem vindo à satisfação e realização do ser humano; de certo modos os estudos na área da qualidade de vida no trabalho se tornam uma maneira de minimizar os diversos prejuízos que a instrumentalização do trabalho pode trazer às pessoas, como descrevem Ramos (1989) e Dejours (1992). Considera-se o que Vasconcelos (2004) dita sobre o excessivo enfoque econômico-financeiro em detrimento do bem-estar das pessoas. Assim desvendaram-se algumas variáveis potencialmente geradoras da felicidade no ambiente de trabalho (FAT) e analisaram-se as variáveis críticas para a sua consecução denominada FT: satisfação no trabalho, confiança, lealdade, liderança, valores e humanismo.

Na importância avaliada quanto a tomada de decisões da empresa por meio da tabela 7 a seguir, referenciaram-se: o comprometimento com o lucro, julgamento ético, inclusão dos empregados nas discussões sobre o trabalho, a satisfação dos empregados, e o desenvolvimento das potencialidades humanas.

Tabela 8: Importância avaliada na tomada de decisões da empresa

Na refelexão perante a importância oferecida na tomada de decisões é apresentada na tabela 7 abaixo, e questionou-se como os empregados percebem os seguintes aspectos, ressaltam-se o valor mais representativo de cada item:

- Compromentimento com olucro da empresa - ligado a racionalidade instrumental : reflete como muito importante em 59% dos pesquisados;

- O julgamento ético - relacionado a racionalidade substantiva:representado por 48% das escolhas como pouca importância oferecida a este elemento;

- A inclusão dos empregados nas discussões sobre o trabalho – interligado a racionidade substantiva e qualidade de vida no trabalho: expressa pouca importância oferecida na tomada de decisões na empresa, por 44,5% dos respondentes;

- A satisfação dos empregados - como um dos objetivos principais da racionalidade substantiva; 53% dos participantes percebem a pouca importância oeferecida a este fator;

- O desenvolvimento das potencialidades humanas relacionado a racionidade substantiva e qualidade de vida no trabalho, 62% dos participantes percebem também a pouca importânciaoferecidas a esse fator quanto a importância na tomada de decisões empresariais.

Visto os resultados na tabela 7, os empregados demonstram que o comprometimento com o lucro da empresa é oferecida muita importância em 59,1% das respostas. No aspecto de pouca importância oferecida, 61,8% dos respondentes demonstram ser o desenvolvimento das potencialidades humanas. Isso retrata o predomínio da instrumentalização do trabalho sobre as

N % N % N % N %

Comprometimento com o lucro

da empresa 65 59,10% 33 30,00% 8 7,30% 2 1,80%

Julgamento ético na empresa 6 5,50% 30 27,30% 53 48,20% 18 16,40% Inclusão dos empregados nas

discussões sobre o trabalho 4 3,60% 40 36,40% 49 44,50% 12 10,90% Satisfação dos empregados 3 2,70% 27 24,50% 58 52,70% 19 17,30%

Desenvolvimento das potencialidades humanas na

empresa 1 0,90% 25 22,70% 68 61,80% 13 11,80%

Tipo de Importância

Grau de Importância

ações racionais substantivas, reflexo do sistema mercadológico com o qual as organizações estão inseridas.

É preciso que se tomem cuidados com a predominância da instrumentalidade no trabalho, para que não leve ao prejuízo das questões éticas e humanas, pois como demonstra Ramos (1989), a influência ilimitada da racionalidade instrumental sobre a vida humana solapa as qualificações éticas. Num estudo de Loch; Correia (2004) quanto à flexibilização do trabalho e da gestão de pessoas limitadas pela racionalidade instrumental, discutiu sobre como o trabalho poderia se desenvolver de maneira a promover as potencialidades humanas conferindo a este um caráter criativo, transformador e emancipatório; pois os indivíduos no trabalho deixariam de se comportar de modo limitado e passaria a agir o que permitiria o resgate do caráter emancipatório do trabalho. Nesta abrangência teórica, visualiza-se o quanto o caráter emancipatório humano no trabalho é conquistado quando se pode ir além das normas, padrões e regras rígidas do sistema mercadológico e produtivo com base no modelo instrumental com características tayloristas (DEJOURS, 1992). A execução das atividades repetitivas são tão valorizadas nas organizações onde o domínio instrumental existe, e que limitam o significado do trabalho relacionado a motivações e interesses reais dos empregados.