3. METODE
3.2. Metode i prosjektet ved Geriatrisk avdeling
O perfil do professor e da turma
Leonardo é professor do Curso Técnico em Edificações, nas modalidades Integrada e Subsequente e ministra as disciplinas Mecânica dos solos e Instalações hidrossanitárias. Tem 44 anos e trabalha em regime de dedicação exclusiva na Instituição há 19 anos. É formado em Engenharia Civil e em Direito, com Mestrado concluído na área de Geotecnia e no momento da pesquisa de campo encontrava-se cursando o Doutorado na mesma área. Desenvolvia, com alunos da instituição, um projeto de pesquisa denominado Contaminação do solo em cemitérios.
Leonardo indicou uma turma de 2ª série do Curso Técnico Integrado em Edificações para que fossem feitas as observações. Tal turma é composta por 24 alunos,sendo 14 mulheres. São alunos na faixa etária de 15 e 16 anos, frequentes e interessados nas aulas. As aulas ocupam dois horários seguidos, iniciando às 9:00 e terminando às 10:40, sendo, portanto, as últimas do turno da manhã.
A dinâmica das aulas
Devido à reforma no Pavilhão de Edificações, as aulas aconteceram no Pavilhão dos cursos superiores, um prédio construído recentemente, com carteiras novas, data show e computador nas salas de aula, mas com um espaço físico pequeno, em comparação com as salas de aulas dos pavilhões mais antigos da escola. Os alunos ficavam bem próximos uns dos outros, o que não impedia o professor de andar por entre as carteiras durante algumas explicações. Leonardo iniciava as aulas fazendo anotações de um roteiro no canto do quadro sobre os temas que seriam estudados no dia. Antes de iniciar o conteúdo propriamente dito ele fazia uma explanação sobre tais tópicos, introduzindo o assunto. Era organizado e distribuía adequadamente o tempo da aula, concluindo os assuntos planejados. Usava tom de voz baixo e firme, sendo objetivo em suas explicações e ao mesmo tempo atento aos comentários e dúvidas dos alunos durante as aulas. Apresentam-se abaixo as aulas observadas.
Aulas 1 e 2
O professor chegou à sala de aula, cumprimentou os alunos e apresentou-me a eles. Iniciou fazendo anotações no canto do quadro sobre o cronograma de aulas do bimestre. Explicou aos alunos que teriam uma aula relativa à resistência do solo (método da tabela e método do SPT), uma aula de laboratório, uma prova, que seria um trabalho em grupo para avaliação, no qual seria dada uma situação prática para os alunos resolverem, como se estivessem em um escritório de engenharia. Teriam ainda mais quatro aulas e a prova bimestral. Em seguida explicou detalhadamente a proposta de cada aula e a matéria do trabalho, mencionando os conteúdos básicos de cada capítulo da apostila. Comentou que os capítulos 6 e 11 seriam explicados detalhadamente, pois observou em turmas anteriores que os alunos apresentam mais dificuldade nos temas neles trabalhados e que agora ele estava fazendo vários exercícios para superar essa dificuldade. Informou ainda que outra estratégia que vem utilizando para isso é distribuir os dois capítulos em duas avaliações separadas. Para explicar o método da tabela (usado para calcular a resistência do solo), fez um desenho no quadro, revendo o que já havia sido estudado anteriormente para iniciar o método SPT (índice de resistência à penetração, descrito pelas iniciais de sua designação em inglês: Standart Penetration Test). Foi explicando, fazendo questões aos alunos e utilizando o desenho no quadro, inserindo os dados em uma fórmula. Informou aos alunos que o conteúdo estava na apostila, mas que era para prestar atenção em suas explicações. Os alunos estiveram muito atentos a toda explicação, respondendo às perguntas do professor. A seguir, pediu aos alunos para anotar: capítulo 11, letra b: começou a ditar: por esse método... Caminhou pela sala de aula, entre as carteiras, enquanto ditava. Ainda ditando, entregou a cada aluno uma folha xerocada com um exercício de perfil de sondagem para ser feito. Chamou a atenção para a unidade de medida a ser usada na fórmula – kgf/cm². Explicou que não colocar a unidade nos cálculos é o principal erro dos alunos e que o valor só era válido para aquela unidade. Informou que essa parte que havia sido explicada e ditada era a parte teórica do método e que em seguida fariam exercícios. Pediu para anotar no verso da folha xerocada o exercício ditado Após ditar o exercício, iniciou a explicação mostrando passo a passo como resolver o mesmo: primeiro desenhar a sapata, depois marcar o bulbo para cada valor e fazer o cálculo. Foi fazendo o exercício no quadro explicando cada cálculo, sempre perguntando aos alunos. Chamou a atenção para as unidades de medida usadas e falou sobre a transformação para o sistema internacional. Relacionou o conteúdo com outra disciplina do curso. Mostrou como fazer os cálculos para simular a resistência do terreno com cada valor de B (bulbo): 1 metro e 2 metros. Questionou o que aconteceria se o valor fosse 3. Uma aluna chegou à conclusão sem fazer o cálculo. O professor pediu para cada um fazer sozinho o cálculo com esse valor para treinar o exercício. Fez a chamada. Aguardou os alunos fazerem o exercício. Ao responder a pergunta de um aluno, deu exemplo de uma edificação real existente na região, onde foi realizada uma compactação do solo. Voltando ao exercício, o professor questionou com os alunos se os cálculos feitos deram os resultados esperados no que se refere à resistência do solo e mostrou as alternativas para a construção das edificações. Informou que existe outra forma de trabalho que é a colocação de estacas, no lugar de sapatas, mas explicou que o cálculo de estacas é mais aprofundado e não está dentro previsto para o trabalho de competência do técnico e sim do engenheiro. Finalizando a aula, o professor solicitou aos alunos que, na próxima aula, se dirigissem ao Laboratório de Mecânica dos Solos, onde teriam uma aula prática. (Diário de Campo, 06/12/2011)
Aulas 3 e 4
Conforme combinado com os alunos, esta aula foi realizada no Laboratório de Mecânica dos Solos. Ao lado desse laboratório há uma sala, na qual o professor reuniu os alunos e iniciou a aula. Informou que o tema da aula era o capítulo 7, Hidráulica dos Solos. Explicou que nessa aula fariam a determinação do coeficiente de permeabilidade do solo. Quando os alunos entraram na sala de aula, o professor já tinha feito desenhos no quadro para explicar a matéria (ele havia dado aula dessa disciplina no horário anterior para outra turma). Foi explicando os conceitos de permeabilidade e impermeabilidade do solo mostrando os desenhos. Deu exemplos
de areia e argila e perguntou onde tais conceitos são aplicados na construção civil. Deu diversos exemplos de locais onde são feitas obras em que houve necessidade de preparação do solo, como campo de futebol, muros, estacionamento do Centro de Convenções, aterro sanitário. Para cada tipo de local citou um exemplo em Ouro Preto e fez um desenho para explicar como é feita a preparação do solo em cada caso, considerando a necessidade de permeabilidade ou de impermeabilidade do solo. Distribuiu para os alunos manusearem alguns catálogos com amostras de Bidim, material usado nas obras, segundo ele, para deixar passar a água, mas não deixar passar a terra fina que pode entupir o dreno antes de a água entrar no colchão de areia que vem atrás do muro de arrimo. Deu outro exemplo, para o caso da água de chuva: estacionamento do centro de convenções da UFOP. Explicou que nesse local foram colocadas canaletas para baixar o nível da água do terreno e construir o estacionamento. Exemplificou também falando sobre o aterro sanitário. O professor explicou que quando o lixo é colocado nesse local e aterrado, libera um líquido que é o chorume. Explicou que para preparar o terreno é colocada uma lona preta para impermeabilizá-lo. Após todos esses exemplos, o professor explicou como é possível determinar o coeficiente de permeabilidade no laboratório. Falou sobre o equipamento que seria usado, denominado Permeâmetro de carga variável, explicando em seguida como seria o experimento. Distribuiu para os alunos uma folha com o título “Ensaio de Permeabilidade”. Pediu para desenhar o Permeâmetro dentro de um quadro na folha. Explicou a fórmula para calcular o coeficiente de permeabilidade e em seguida ditou o significado de cada componente da fórmula. Pediu aos alunos que se dirigissem ao laboratório de Mecânica dos solos para fazer os ensaios. No laboratório, preparado previamente pelo auxiliar de laboratório, explicou o funcionamento dos equipamentos e mostrou o corpo de prova. Dividiu a turma em três grupos e pediu para cada grupo fazer um ensaio de permeabilidade e ir preenchendo o formulário com os resultados obtidos. Cada grupo recebeu um cronômetro e iniciou o experimento sob a orientação do professor, enquanto os demais observaram atentamente. Após os três grupos fazerem a prática e anotarem os valores, retornaram à sala de aula anexa para fazerem os cálculos e determinar o coeficiente de permeabilidade com os dados reais coletados no laboratório. O professor foi perguntando os dados do grupo 1 e fazendo o exercício no quadro junto com os alunos, explicando na fórmula. Os alunos acompanharam atentamente as explicações. Pediu aos alunos para usar a calculadora e anotou o resultado no quadro. Utilizou o mesmo procedimento com os dados dos outros grupos. Deu uma dica para os alunos: começar a conta do fim para o início na fórmula. Sintetizando, mostrou no quadro a diferença da permeabilidade entre areia e argila. Levou os alunos a concluir que para impermeabilizar usa-se argila; para drenar usa- se areia. Ditou um exercício para os alunos calcularem o coeficiente de permeabilidade do solo e encerrou a aula.
(Diário de Campo, 13/12/2011)
Aulas 5 e 6
O professor iniciou explicando aos alunos que a aula seria organizada em três momentos, recorrendo à anotação que fez anteriormente no canto do quadro: Capítulo 10: Estabilidades dos taludes. (a) Tipos de movimentos. (b) Causas dos movimentos. (c) Técnicas de contenção. Falou sobre cada um dos itens e disse que eles estavam muito bem descritos na apostila. Informou que essa aula estava intimamente ligada ao que estava acontecendo na região de Ouro Preto naquela época do ano: muitas chuvas e deslizamentos de encostas. Iriam estudar técnicas de contenção de encostas. Comentou com os alunos que esse capítulo era “muito
bacana, todo em fotografias”. Deu uma informação sobre a nota do quarto bimestre e
sobre o trabalho que seria realizado em casa. Em seguida passou a explicar o conteúdo da aula utilizando transparências. Lembrou aos alunos que na linguagem
técnica não se diz que o “barranco caiu” e sim que “a encosta deslizou”.
Explicou cada tipo de movimento dos solos (escoamentos, escorregamentos e subsidências) relacionando com exemplos concretos na região ou outros divulgados na mídia, mostrando desenhos representativos de cada situação nas transparências ou desenhando no quadro. Exemplificou cada tipo de movimento citando localidades reais de Ouro Preto e cidades vizinhas. Explicou as causas mais comuns
dos deslizamentos de encostas em Ouro Preto e falou sobre os demais itens anotados no quadro, pedindo para ler sobre o assunto na apostila posteriormente para maior aprofundamento. Em seguida passou a projetar fotos com o projetor de slides. Informou que usa esse equipamento antigo porque as fotos foram tiradas por ele na região de Ouro Preto há alguns anos e que atualmente essas localidades já não são assim mais, pois já se modificaram. Informou que poderia usar imagens de internet ou apresentação em data show, mas que preferia usar essas imagens por serem
representativas de situações reais da cidade e região. Disse: “daqui para frente vocês vão olhar esses acidentes com um olhar mais técnico”. Passou a mostrar as técnicas
de contenção projetando imagens (fotos) da região de Ouro Preto, Mariana e Itabirito118, explicando, questionando sobre a técnica utilizada, informando a região representada nas fotos, comentando, ouvindo comentários dos alunos sobre acontecimentos semelhantes próximos de suas residências. Os alunos participaram bastante e o professor terminou a aula informando sobre o trabalho final e sobre o encerramento do ano letivo.
(Diário de Campo, 10/01/2012)
4.2.4.1 A prática docente: as estratégias de didatização
Pôde-se constatar, no período observado, que o professor Leonardo buscou fazer a transformação do conteúdo para ensiná-lo, ou seja, procurou didatizar os conteúdos utilizando-se de diferentes estratégias no processo de transposição didática.
Exemplificação e ilustração
O professor Leonardo possui uma forma muito organizada de ministrar as aulas. Ao chegar à sala de aula escrevia no canto do quadro os itens que seriam trabalhados no dia e os explicava para os alunos, introduzindo o tema da aula. Utilizava explicações claras e detalhadas dos conteúdos, dando o significado dos termos técnicos e mostrando a importância de utilizá-los. Sempre fazia perguntas aos alunos durante as explicações, dava exemplos, relacionava os exercícios com situações reais da área de construção civil, sintetizava as explicações e trabalhava o raciocínio dos alunos. Conseguia prender a atenção dos alunos o tempo todo, usando basicamente a aula expositiva com discussão. É um professor muito seguro e tem tom de voz baixo e firme com os alunos durante as explicações. Solicitava que prestassem atenção ao que estava explicando e que só fizessem anotações após o término de sua explicação. Perguntava se tinham dúvidas, ouvia os alunos com atenção, apresentava situações práticas para os alunos analisarem, dava exemplos do cotidiano. A exemplificação foi constante com a utilização de desenhos ilustrativos no quadro, nos quais os aspectos mais importantes eram destacados com giz colorido. Outra forma de exemplificação utilizada foi a
citação constante de obras em Ouro Preto e região e a referência à aplicabilidade dos temas estudados na prática profissional do Técnico em Edificações.
Segundo o professor Leonardo, essas estratégias eram necessárias para o entendimento dos alunos, pois o assunto dessa disciplina é “muito árido”.
Eu uso quadro e giz, eu tenho esse texto já pronto para embasar [a apostila], uso muito xerox de gráficos, de tabelas, de exercícios, muita exemplificação, muita ilustração, uso muitas transparências... [...] Eu procuro sempre referenciar no dia a dia com os exemplos, para ajudar, talvez seja o que eu use de melhor, pra facilitar pra eles.
A ilustração por meio de desenhos no quadro mostrando os processos que estavam sendo estudados ou por meio de fotografias de locais da região conhecidos pelos alunos foi mais uma forma de tornar o conteúdo menos complexo para os alunos. Segundo o professor, a ilustração permite clarear ainda mais os temas facilitando o entendimento dos alunos.
A gente usa desses artifícios: transparências, exemplos, fotos, procurando ilustrar pra ver se as coisas ficam mais claras... Porque é um assunto muito árido. [...] Fotografia é uma coisa que ajuda muito.
O uso de desenhos, figuras e quadros se verifica também na apostila elaborada pelo professor, em que ele busca aliar os textos explicativos às ilustrações relativas a todos os processos e situações descritas, para melhor compreensão da matéria. Durante uma aula, observou-se também o uso de ilustrações com materiais concretos utilizados em obras de construção civil e de catálogos de produtos da área de edificações. Foi constante nas aulas a ilustração da matéria com situações reais fazendo referências ao dia a dia dos alunos para que eles entendessem a aplicabilidade dos temas estudados em seu cotidiano. De acordo com Leonardo, não é fácil para um aluno adolescente aprender essa disciplina, por isso ele busca contextualizar citando fatos ou situações presentes na realidade dos alunos:
[...] questões aqui da região, como é o caso do centro de convenções da UFOP, onde é feito o carnaval, que eles gostam muito... Campo de futebol... Então eu contextualizei muito com as reformas de campos agora para a copa... Por que é feita uma obra no solo debaixo dos campos de futebol para drenar a água da chuva... Contextualizei com muros de arrimo e muitas outras coisas.
De acordo com o professor, essas técnicas de aproximação dos conteúdos do universo do aluno são muito importantes e a utilização dessas formas de ensino mostra a consideração do professor pelo perfil dos alunos:
Às vezes é difícil uma pessoa de 15, 16 anos, começar a tratar de fundação de
edifícios. Não é fácil você falar pros alunos “olha, nós vamos abrir uma cava de
fundação e ali vai ser feita uma sapata.” Quer dizer, são vários termos técnicos que a pessoa não conhece e a gente precisa ter muito cuidado no uso do termo técnico. Eu
tento falar de uma forma clara o que é ‘bulbo de pressões’, por exemplo. É um
assunto que eu ensinei agora na semana passada. É uma coisa difícil de falar, de bulbo de pressões. A pressão já é uma coisa difícil de você falar, que dirá bulbo de pressão. Então você tem que usar de uma estratégia pro aluno aprender. É difícil pra
uma pessoa de 15 anos, eles não estão falando disso. Eles estão falando de uma banda de rock, de axé, de facebook, do namorado, da namorada... outro universo. E se você falar só o termo técnico eles não vão entender o que é. Então tem que ter todo esse jeito.
A dificuldade da disciplina, relatada pelo professor, é um dos aspectos que o leva a buscar diferentes estratégias para trabalhar de modo que os alunos possam compreender o conteúdo. Em sua opinião, por ser uma disciplina de segunda série do curso de Edificações, em que ocorre o primeiro contato dos alunos com as disciplinas técnicas119, essa acaba trazendo dificuldades de diferentes ordens para a aprendizagem:
Mecânica dos solos é uma disciplina difícil, é uma disciplina que dá trabalho. Dá trabalho no sentido de dificultar. E como você viu, tem uma vertente de laboratório. Além da sala de aula, da teoria e de exercícios com os cálculos, ainda tem as questões laboratoriais. Então é uma disciplina rica nesse contexto, mas que por sua vez também exige boa uma formação em matemática, física... É muito cálculo. E no laboratório exige uma certa habilidade no manuseio daqueles equipamentos. Então, é uma disciplina relativamente difícil. E eu procuro trazer pro nível médio, de um estudante de ensino técnico, pra ela ficar assim, vamos dizer, mais... leve.
Essa percepção do professor, decorrente de seu conhecimento profundo da disciplina, demonstra sua preocupação em transformar o conteúdo em uma forma “ensinável”, no dizer de Shulman (2005b), utilizando as estratégias descritas acima. A relação teoria e prática é uma questão é trabalhada nas aulas do professor Leonardo, utilizando-se das estratégias de ilustrações, exemplificações e contextualização, que são constantes em seu dia a dia, tais como mostrado nos registros de observação das aulas. Para ele, é essa relação teoria e prática que faz com que os assuntos de sua disciplina, classificada como difícil, sejam trabalhados de forma mais acessível à compreensão dos alunos. Assim ele descreve esse tipo de trabalho:
Eu estava dando aula no laboratório, apresentando um assunto muito árido, como são os assuntos técnicos, que é permeabilidade. Então antes de ir para o laboratório, fiz uma preleção rapidamente do que era aquele laboratório. Antes de começar a parte mais técnica do assunto, eu dei uns cinco ou seis exemplos de onde eu posso aplicar o que seria mostrado na prática no laboratório.
As visitas técnicas são consideradas importantes pelo professor Leonardo. Entretanto, ele se queixa de dificuldades inerentes a essa atividade no que se refere, por exemplo, ao comportamento dos alunos.
Há muitos anos eu não faço visita técnica. O que me travou foi o comportamento dos alunos. Se o aluno não tem um cuidado com a visita técnica ela acaba se tornando um passeio... Há muitos anos atrás uma colega da Diretoria de Relações
Empresariais da escola me disse: “em uma visita técnica, mesmo que o aluno não vá
dar muita atenção ao aspecto técnico da sua visita, ele aprende a conviver, ele
aprende a se comportar...” E eu fui fazer uma visita técnica com os alunos em Belo
Horizonte, fui a uma usina de entulhos de construção civil. Chegamos com 30 alunos e não tinha ninguém para nos receber, teríamos que esperar 3 horas.