agendamento no jornalismo de investigação
Na produção de qualquer conteúdo jornalístico há uma questão que se coloca sempre ao jornalista. Que assuntos têm potencial para ser considerados notícias? Os critérios de noticiabilidade são fundamentais neste processo de seleção entre as informações que devem ser consideradas notícias. No caso específico deste estudo, quais os temas que devem ser considerados passíveis de ser investigados. De acordo com Traquina (2002), os valores-notícia são fundamentais na cultura desta profissão.
Podemos definir o conceito de noticiabilidade como o conjunto de critérios e operações que fornecem a aptidão de merecer um tratamento jornalístico, isto é, de possuir um valor como notícia. Assim, os critérios de noticiabilidade são o conjunto de valores-notícia que determinam se um acontecimento, ou um assunto, são suscetíveis de se tornar notícia, isto é, serem julgados como transformáveis em matéria noticiável, por isso, possuindo um «valor-notícia» (newsworthiness) (Traquina, 2002, p.273).
Na conceção de Mauro Wolf (1992), os valores-notícia complementam-se uns aos outros, apesar de serem apresentados em sequência, isso não quer dizer que se anulem uns aos outros. “Os critérios de relevância funcionam conjuntamente, «em pacotes»: são as diferentes relações e combinações que se estabelecem entre diferentes valores/noticia, que recomendam a seleção de um facto” (Wolf, 1992, p.173). O autor salienta ainda a importância de considerar os valores- notícias não apenas no momento da seleção do que pode ser noticiado, mas também durante a produção dos conteúdos.
Existem diversas interpretações quanto à aplicação dos valores notícia. De acordo com a interpretação de Traquina (2002), foi o estudo de Galtung e Ruge (1965), o pioneiro na conceptualização dos critérios de noticiabilidade. Os autores definiram doze valores-notícia que incluem: a frequência de um acontecimento; a amplitude; a clareza (ou falta dela); a significância; a consonância; o inesperado; a continuidade; a referência a nações de elite; a personalização; a composição; a referência a pessoas de elite; e a negatividade (Traquina, 2002).
Para o autor, os valores-notícia também podem ser considerados tendo em conta a sua subdivisão em grupos: por um lado “os valores-notícia de seleção – os critérios substantivos” (Traquina, 2002, p.187), que envolvem a morte, a notoriedade, a proximidade, a novidade, o tempo, o inesperado e o conflito/controvérsia; e por outro lado os valores-notícia de
notabilidade, que englobam a quantidade, o insólito, a inversão, a falha e o excesso/a escassez (Traquina, 2002). No âmbito destes valores-notícia, Traquina destaca a novidade como fundamental no jornalismo de investigação, pois dentro desta vertente do jornalismo é necessário que se abordem assuntos que ainda não sejam conhecidos, ou dito de outra forma, é necessário revelar/desvendar algo que se encontra escondido ou que ainda não é conhecido. Mas os valores-notícia podem também ser agrupados, de acordo com Traquina (2002), em função de critérios contextuais, que consideram a disponibilidade, o equilíbrio, a visualidade e a concorrência como valores-notícia. Num último subgrupo encontram-se ainda os valores- notícia de construção, onde encontramos a amplificação, a relevância, a dramatização e a consonância.
Noutra perspetiva, Mauro Wolf (1992) define os valores-notícia através de critérios. Os primeiros são os critérios substantivos, que incluem dois conceitos base – a importância e o interesse da notícia. A importância da notícia, por sua vez, determina-se através de quatro variáveis (Wolf, 1992): grau e nível hierárquico dos indivíduos envolvidos no acontecimento noticiável; impacto que essa notícia terá sobre a nação, assim como o seu interesse nacional; quantidade de pessoas envolvidas nesse acontecimento; e a relevância do acontecimento. O interesse da notícia, de acordo com Gans (1979), na interpretação de Wolf (1992), pode ser categorizado nas seguintes situações:
a. histórias de gente comum que é encontrada em situações insólitas, ou histórias de homens públicos surpreendidos no dia a dia da sua vida privada; b. histórias em que se verifica uma inversão de papeis («o homem morde o cão»); c. histórias de interesse humano; d. histórias de feitos excecionais e heroicos (Wolf, 1992, p. 182).
Os segundos critérios identificados por Mauro Wolf dizem respeito ao produto enquanto valores- notícia, incluindo-se aqui a consonância e a atualidade, como dimensões a serem tidas em conta na seleção das notícias. Seguem-se os critérios relacionados com o meio de comunicação, e que dizem respeito a aspetos como o formato e a frequência, por exemplo. Existem ainda os critérios que Wolf associa ao público e aqueles relacionados com a concorrência.
Apesar de existirem vários autores a conceitualizar os valores-noticia, é possível encontrarem- se semelhanças nesta categorização. No jornalismo de investigação, os valores-notícia como a novidade, a consonância, a relevância e a importância, podem ser essenciais na seleção dos temas a serem trabalhados. Afinal, “o acontecimento específico é mais noticiável se for continuo em relação a acontecimentos prévios, no sentido em que o repórter é capaz de o colocar num enquadramento saliente” (Traquina, 2002, p. 183). Nesse sentido, os jornalistas de investigação têm de conseguir contextualizar o tema que querem abordar, no sentido de fornecer a informação de forma coerente aos cidadãos. Essa contextualização pode ser conseguida precisamente através da complementaridade entre os diferentes valores-notícia.
A observação parece reforçar a hipótese do caráter negociado da noticiabilidade; isto é, os critérios relevantes são variáveis, embora de uma forma limitada, de acordo com determinados fatores. Isso significa que a «transformação» de um acontecimento em notícia é o resultado de uma ponderação entre avaliações relativas a elementos de peso, relevo e rigidez diferentes quanto aos procedimentos produtivos (Wolf, 1992, p.191).
Os valores-notícia estão, como vimos, intrinsecamente ligados com as caraterísticas necessárias para que determinado acontecimento seja considerado “notícia”. Eles existem em todos os meios de comunicação, mas alguns autores sublinham a existência de certos critérios de noticiabilidade que se adequam exclusivamente à televisão, meio de comunicação central neste trabalho. Esta diferença existe dada à necessidade de adaptação do jornalismo, para que se possam potencializar a utilização das capacidades máximas de cada meio. Desta forma, são imprescindíveis valores-notícia que sejam exclusivos de um determinado meio, pois eles funcionam de formas distinta.
De acordo com João Canavilhas (2001), existem três valores-notícia que funcionam na televisão dada à potência tecnológica do meio. A previsibilidade, pois apesar de noutros meios de comunicação ser possível realizar trabalho de campo com apenas uma pessoa, “(...) o trabalho televisivo implica a existência de alguém que saiba captar imagens e que tenha o equipamento necessário. Em suma, para que haja notícia tem de haver planeamento, isto é, quanto mais previsível for o acontecimento, mais probabilidade tem de ser coberto” (Canavilhas, 2001, p.4). O valor das imagens, dado que “a imagem condiciona bastante o trabalho televisivo. Uma boa história sem imagens não tem qualquer hipótese de ser noticiável”. Além destes dois valores- notícia, Canavilhas (2001) destaca ainda os custos como um dos valores que são tidos em conta para determinar se um acontecimento deve ser notícia, uma vez que “o envio de uma equipa tem custos altos, por isso o fator económico pesa bastante na noticiabilidade de uma ocorrência”.
Assim sendo, através dos valores-notícia selecionam-se as temáticas que devem ser abordadas, seja em notícias, ou em peças de maior abrangência, como é o caso das Grandes Reportagens de Investigação. Apesar de existirem critérios de noticiabilidade que se adequam exclusivamente ao formato da televisão, existem outros que se adaptam dos outros meios, isto porque, como já referimos, os critérios de noticiabilidade caracterizam-se através da sua maleabilidade. Nesse sentido, eles variam de acordo com cada situação específica a ser noticiada.
Talvez devido a essa multiplicidade de forças conformativas, os critérios de noticiabilidade não são rígidos nem universais. Por outro lado, são, frequentemente, de natureza esquiva, opaca, e, por vezes, contraditória e funcionam conjunta e inter-relacionadamente em todo o processo de fabricação/construção de notícias, dependendo a forma de operar da organização noticiosa, da sua hierarquia interna e da maneira como ela confere ordem ao caos (Sousa, 2000, p. 102).
Assim sendo, nenhum critério de noticiabilidade vai anular o outro, mas sim complementar-se. Na televisão, esse conjunto de valores-notícia vai auxiliar na seleção do material a ser escolhido
para ter destaque nos jornais televisivos, e, especialmente na Grande Reportagem, quais os temas que vão ter destaque.
Desta forma, definir a noticiabilidade de um acontecimento é essencialmente avaliar os valores-notícia que se adequam a essa situação, de forma a perceber a importância para a sociedade. Nesse sentido, no âmbito do jornalismo de investigação não podemos afirmar que os valores notícia mudam, mas apenas que a forma como se combinam pode alterar-se em função do tema que está a ser trabalhado.
Se a transparência, a novidade, a relevância e o interesse público são valores notícia determinantes no jornalismo de investigação, a forma como estes se combinam com outros critérios deve ser tida em conta, para que “a fronteira entre jornalismo de investigação e investigação feita por jornalistas, ao famigerado estilo dos detetives privados” (Prior, 2016, p. 369), não seja ultrapassada.
Como a conceção hodierna do jornalismo de investigação reflete a teoria da “responsabilidade social”, invocando a moralidade cívica e o public’s right to know, a maior quantidade possível de disseminação da informação tem-se confundido com o interesse público, com o escrutínio societal e com a alegoria do watchdog role of the press enquanto ideia consensual do jornalismo (Cf. David L. Protess at al., 1991) (Prior, 2016, p. 369).
Nunca esquecendo que o jornalismo de investigação procura sempre assumir um papel de
watchdog, de vigilante da sociedade, é preciso lembrar também que “os meios de comunicação
de massa determinam e reconfiguram a realidade e os seus efeitos com o objetivo de obterem atenção do público”, e que, nesse sentido, “as estórias de interesse humano e voyeurismo passam a fazer parte dos critérios de relevância dos media” (Prior, 2016, p.369).
É por isso que quando falamos em valores notícia no jornalismo de investigação não podemos simplesmente identificar um ou outro critério, mas pensar na combinação entre uma multiplicidade de fatores e naquele que é o objetivo principal de todo o jornalismo. “O ethos do jornalismo, como o entendemos, continua incorporado na prática da democracia, estando intimamente ligado à exposição e discussão públicas dos temas considerados importantes para a vida dos cidadãos e para a prática da cidadania ativa” (Sá, 2019, p. 21).
Mas a fronteira entre os temas que são interessantes para os cidadãos e os temas interessantes socialmente nem sempre é fácil de definir. Talvez seja nesse sentido que Prior (2016) considera que “é, pois, com alguma naturalidade que se constata que a investigação jornalística procura, por vezes, satisfazer o interesse do público, justamente no sentido de satisfação da curiosidade do público. Talvez seja esta a natureza paradoxal do jornalismo de investigação” (Prior, 2016, p. 369).
A natureza paradoxal do jornalismo de investigação, como diz o autor, no que diz respeito aos critérios de noticiabilidade encontra-se conectada com o próprio agendamento noticioso. Como
tivemos oportunidade de verificar no primeiro ponto deste capítulo, o jornalismo de investigação diferencia-se do jornalismo convencional precisamente porque quebra com a agenda noticiosa, ou seja, porque vai à procura dos assuntos e dos temas que não fazem parte da agenda. “Os jornalistas investigativos raramente seguem a agenda de alguém” (Houston, Bruzzese & Weinberg, 2002, p. 9)35.
Não seguindo uma agenda na produção do trabalho jornalístico, o agendamento assume, no entanto, outra função determinante no jornalismo de investigação, sobretudo se pensarmos na forma como um determinado trabalho de investigação pode influenciar a agenda e a produção de novas investigações sobre determinados assuntos. Nesse sentido importa abordarmos, ainda que sucintamente, o funcionamento do processo de agenda-setting.
De acordo com Nelson Traquina (2000), ainda antes de se aprofundarem os estudos sobre o efeito que os media têm na sociedade, nomeadamente considerado a teoria do agendamento, é preciso destacar a importância da Teoria Hipodérmica. “Este paradigma defendia que as mensagens dos meios de comunicação de massas tinham um impacto direto nas pessoas, produzindo inevitavelmente comportamentos previsíveis: esses “efeitos” aconteciam em todas as pessoas” (Traquina, 2000, p.15). No entanto, esta teoria foi contestada com o passar do tempo, essencialmente devido às suas limitações. Nelson Traquina (2000) aponta os estudos de Lazarfeld (cf. Lazarfeld, Berelson & Guadet, 1944) como um dos trabalhos que refutou esta teoria, ao apresentar evidências sobre a pouca influência que a propaganda política teve nas eleições de 1940. Nesse sentido, foi através das investigações e conclusões que Lazarfeld e Katz (1955) alcançaram, que se começou a falar da “Teoria dos Efeitos Limitados” dos media (Traquina, 2000).
É a partir desta teoria que se começa a falar, em 1970, de um novo paradigma: o do agendamento (Traquina, 2000). A necessidade de perceber a verdadeira influência, e o verdadeiro poder que os meios de comunicação detinham na altura, mas também qual o papel que estes desempenhavam na formação da sociedade e dos indivíduos foi determinante para o surgimento desta teoria. “Outra razão para este regresso é a insatisfação com o paradigma dos “efeitos limitados”: alguns membros da nova geração tinham experiência prática nos media, e uma experiência pessoal que apontava para a existência de efeitos mediáticos”” (Traquina, 2000, p.16). Nesse sentido, surgiram diversos estudos sobre a temática do agendamento, sendo as investigações de Maxwell McCombs e Donald Shaw essenciais neste processo. O estudo dos autores analisou a forma como os conteúdos eram recebidos pela população, num estudo que envolveu a comunicação política.
35 “Investigative journalists rarely follow somebody else's agenda” (Houston, Bruzzese & Weinberg, 2002,
Nos dias de hoje, mais do que antes, os candidatos chegam até às pessoas mais vezes através dos mass media do que em pessoa. A informação através dos mass media tornou-se o único contacto que muitas pessoas têm com os políticos. Os compromissos, as promessas e a retórica emergidas nas histórias, colunas e editoriais constituem grande parte das informações sobre as quais uma decisão de voto tem de ser feita. A maior parte do que as pessoas sabem vai até elas por segunda ou terceira mão, através dos mass media ou por outras pessoas (McCombs & Shaw, 1972, p.176).
Sabendo da importância que a divulgação da informação pelos media tem para a sociedade, dado que para muitos é a única fonte de informação, o estudo e a teoria que defendia ganhou força. Através de uma entrevista a 100 eleitores, que não tinham o seu voto ainda decidido, os autores procuraram estabelecer uma ligação entre a agenda pública e a agenda mediática. De acordo com McCombs e Shaw (1972), muito embora não se prove exatamente a existência de um agendamento direto, “a evidência está em consonância com as condições que devem existir se o agenda-setting existir através dos meios de comunicação de massas” (McCombs & Shaw, 1972, p. 184). No fundo, o que autores procuravam demonstrar passava pela tendência de os eleitores avaliarem e considerarem o que é importante em função da importância dada pelos
media aos assuntos, o que apontava para a ideia de agendamento produzida pelos media.
De acordo com Traquina (2000), o estudo de McCombs e Shaw foi assim ao encontro de uma investigação realizada por Cohen (1963), que chegou à conclusão de que a imprensa “pode, na maior parte das vezes, não conseguir dizer às pessoas como pensar, mas tem, no entanto, uma capacidade espantosa para dizer aos seus próprios leitores sobre o que pensar” (Cohen, 1963, p.72, apud Traquina, 2000, p.17).
Já na perspetiva do autor e investigador Jorge Pedro Sousa, “a teoria do agendamento demonstra que os media podem ter efeitos diretos (não mediados) sobre as pessoas” (2008, p. 8). Sousa refere, neste contexto, Rogers, Dearing e Bregman (1993), que consideraram que existem três componentes no processo de agendamento a agenda mediática, a agenda pública e a agenda política, que, por sua vez, interagem umas com as outras num processo mútuo de agendamento (Figura 2). Para Sousa, as três agendas podem adaptar-se, “quer no que respeita ao temário, quer no que respeita à importância relativa dos temas inscritos nesse temário, pela comunicação interpessoal que as pessoas estabelecem entre si, pela experiência pessoal que as pessoas têm da realidade e pelos acontecimentos que ocorrem no mundo” (Sousa, 2008, p.10)
Figura 2. Processo de agendamento de Rogers, Dearing e Bregman (1988, p. 557)
Nelson Traquina, por sua vez, refaz o esquema de Rogers, Dearing e Bregman (1988), “à luz de uma teoria da notícia”, dando ênfase, por exemplo, a questões que consideram a relação que as agendas políticas estabelecem com as agendas jornalísticas. O autor centra ainda a sua análise no “estudo das influências da agenda jornalística sobre a agenda das agendas políticas, que qualquer teoria da notícia não pode negligenciar, dado que os próprios jornalistas podem ser promotores de notícias com as suas reportagens e o seu jornalismo de investigação” (Tranquina, 2000, p. 23)
Figura 3. O paradigma do agendamento teoria da notícia (Traquina, 2000, p.23)
Para além da relação que estabelece entre as agendas, Traquina coloca em discussão a possibilidade de formação da agenda pública através da agenda jornalística, analisando a
influência que os media podem ter nesse processo. Em suma, Nelson Traquina (2000) procura definir alguns dos principais pontos de influência que podem compor todo este processo de agendamento, dentro do campo jornalístico.
A teoria do agendamento vem, neste sentido, demonstrar o poder que os media têm na determinação dos assuntos que são debatidos publicamente pela sociedade. No contexto do jornalismo de investigação esta influência é importante para se perceber como a partir de um trabalho de investigação podem surgir novos conteúdos jornalísticos e novos programas, ou seja, como os temas dos trabalhos no jornalismo investigativo apesar de não respeitarem uma agenda particular, e por conseguinte, quebrarem com a agenda mediática, acabam por ter capacidade de influência do debate público na sociedade. No fundo falamos de uma capacidade que o jornalismo de investigação pode ter para definir novas agendas, quer em termos públicos, quer em termos jornalísticos e até mesmo em termos políticos.
Ao desvelar determinados assuntos e temas, o jornalismo de investigação pode direcionar-se para o interesse público, quebrando todas as agendas, que passam a girar em torno de acontecimentos particulares. Nos últimos anos têm sido vários os casos que comprovam esta capacidade de quebra do agendamento e de contra agendamento por parte do jornalismo investigativo.
Depois de termos falado dos valores notícia e do agendamento, no ponto seguinte abordamos outra dimensão que, estando diretamente ligada a estes aspetos, é determinante no contexto do jornalismo de investigação e decidimos por isso tratá-la isoladamente. Referimo-nos à importância das fontes de informação no jornalismo investigativo, com especial destaque para o papel dos denunciadores e das fugas de informação.