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Paper III:........................................................................................................................... 25

4. DISCUSSION

4.1 Methodological issues

4.1 – ZONEAMENTO PEGMATÍTICO

London (2008) define pegmatito como uma rocha essencialmente ígnea, de composição granítica, e que pode ser distinguida de outras rochas ígneas por apresentar granulação grossa, porém variável, e ainda por apresentar hábitos texturais direcionais de crescimento, do tipo esquelética e/ou gráfica.

O pegmatito presente na Mina de Volta Grande apresenta uma distribuição sistemática e repetitiva de seus minerais e texturas, formando zonas contínuas distribuídas de topo para base com leve descontinuidade lateral. Para Nabelek et al. (2010) este zoneamento é inerente às características de desequilíbrio.

Da borda para o centro observam-se as seguintes zonas (figura 4.01): 1. Zona da Parede

2. Zona da Borda (Biotitito) 3. Zona do Albitito

4. Zona do K-Feldspato 5. Zona do Pegmatito Granular 6. Zona do Espodumênio

4.1.1 – Zona da Parede (ZPAR)

Esta zona de coloração cinza esverdeado a verde escura é constituída essencialmente por um anfibolito metassomatizado de granulação muito fina (0,06 mm à 0,9 mm). Trata-se de uma zona de contato do anfibolito com pegmatito caracterizado pela presença de holmquistita (figura 4.02a).

Ao microscópio, esta zona está representada principalmente pela presença do anfibólio verde, possivelmente hornblenda, e quartzo, secundariamente biotita, holmquistita, fluorita, granada, epidoto, titanita e opacos (ilmenita).

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Figura 4.01 – Perfil esquemático para o Zoneamento Pegmatítico da Mina de Volta Grande.

A hornblenda aparece com coloração verde amarelado na forma de cristais anédricos a subédricos, quando nesta ultima forma, apresenta-se alongada e orientada. Em algumas seções foi possível observar a presença de cristais perpendiculares à foliação principal (figura 4.02b). A granulação varia entre 0,06 mm e 0,9 mm.

O quartzo apresenta-se em agregados de grãos de 0,06 mm a 0,22 mm, com forma predominantemente anedral. Esses agregados ocorrem em faixas concordantes com a orientação das hornblendas. A biotita ocorre na forma de cristais alongados e orientados conforme a hornblenda, apresentando coloração marrom com pleocroísmo para amarelo claro, clivagem perfeita, extinção reta, granulação em torno de 0,4 mm.

O epidoto ocorre incolor a amarelo muito claro, em cristais isolados ou em agragados anédricos, muito subordinadamente ocorre em cristais euédricos. Apresenta relevo alto, superfície irregular, granulação muito fina, de aproximadamente 0,01 a 0,05 mm.

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Figura 4.02 – a) Anfibolito da Zona da Parede com presença de holmquistita fibrosa. b) Fotomicrografia da

amostra VG-020. Rocha anfibolítica do greenstone belt Rio das Mortes – Zona da Parede. Detalhe da foliação Sn definida pela disposição dos agregados recristalizados de anfibólio associado-entremeados aos granoblastos de plagioclásio e quartzo. Verificar cristais de anfibólio cortando a foliação Sn (interior circulo vermelho). Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 5x, ocular de 10x. c) Xisto anfibolítico do contato do pegmatito/anfibolito com presença de zinwaldita. d) Fotomicrografia da amostra VG-016, aspecto textural da rocha com agregados semi-decussados de anfibólio (1) + biotita (2) associados aos cristais de epidoto (3). Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 5x, ocular de 10x. e) Fotomicrografia da amostra VG-016, aspecto textural da rocha com cristais de arsenopirita (branco) associados à calcopirita. Luz refletida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x. f) Fotomicrografia da amostra VG-016, aspecto textural da rocha com cristais de ilmenita associados à titanita. Luz refletida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x.

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A holmquistita é um anfibólio rico em lítio, sendo típico da zona de parede. Está relacionado com o metassomatismo de fluidos ricos em Li e K com aporte de sílica, formando paragênese zinnwaldita- holmquistita-epidoto-titanita-granada e, secundariamente, fluorita e apatita, denotando significativas transformações.

As reações hornblenda + Li +H2O = holmquistita + epidoto e a reação adicional que compreende hornblenda + Li-K +HF + H2O = zinnwaldita + epidoto + fluorita, que ocorre juntamente com a reação anterior dependendo da entrada de K e F, são conhecidas na literatura mundial (Shearer e Papike 1978).

Os opacos, principalmente ilmenita alinham-se quase ortogonalmente à foliação. Ocorre muitas vezes bordejado por titanita, sendo que a última ocorre em cristais anédricos isolados. Ilmenita + Ca + SiO2 = titanita acompanha a liberação de Ca para o fluido. Em raras exposições, a turmalina ocorre juntamente com holmquistita e zinnwaldita, respondendo pelo aumento de B no fluido.

A tabela abaixo contém o resumo mineralógico da descrição microscópica das laminas delgadas das rochas anfibolíticas pertencentes a Zona da Parede.

Tabela 4.01 – Mineralogia com Percentagem em área, Zona da Parede.

Mineralogia com Percentagem em Área

anfibólio 55 carbonato raríssimo plagioclásio 15 apatita raro

quartzo 15 ilmenita 4%

epidoto 4 rutilo raríssimo

mica branca/sericita <1% pirrotita 4% argilomineral raro pentlandita traço

biotita raro calcopirita 1%

clorita 1% goethita raro

Onde: <1 % = >0,5 <0,99 %, traço = 0,2 a 0,5 %, raro = 0,05 % a <0,2 % e raríssimo <0,05 %

4.1.2 – Zona da Borda ou Biotitito (ZBIO)

É uma zona de pouca espessura composta basicamente de biotita (30 a 50 %) associada a aureola metassomática. É comum a ocorrência de zinwaldita, quartzo, epidoto e fluorita (figura 4.02c). Microscopicamente (figura 4.02d) a rocha exibe textura nematoblástica e lepidoblástica. A textura e a composição original encontram-se obliteradas pelos processos de substituições mineralógicas intensas. A rocha é homogênea de granulação que varia de muito fina a média (dimensão dos cristais de ≤0,01 mm até 3,50 mm).

Caracteriza-se por apresentar uma foliação Sn semi-decussada, definida pela disposição dos agregados recristalizados de anfibólio e biotita associados aos cristais neoformados de epidoto. O anfibólio verde (série hornblenda-edenita) encontra-se parcialmente substituído por biotita ± epidoto e associa-se aos cristais de titanita.

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A biotita apresenta-se com coloração marrom com forte pleocroísmo para amarelo claro, birrefringência lilás, clivagem perfeita, granulação entre 0,3 e 1,5 mm. Alguns cristais apresentam inclusões de quartzo e fluorita. Foi observado ainda a presença de inclusões de zircão na biotita.

O quartzo apresenta-se em cristais anédricos com granulação variando entre 0,2 e 0,8 mm. O epidoto ocorre em cristais subédricos a anédricos, subordinadamente em cristais isolados euédricos. Apresenta relevo alto, birrefringência azulada e granulação variando entre 0,1 a 0,4 mm.

Minerais opacos (figura 4.02e, 4.02f) constituem cristais euédricos a subédricos, disseminados pela rocha e também como produto de exsoluções dos minerais máficos. Estão representados por ilmenita e sulfetos isolados ou associados entre si. Os cristais de ilmenita muitas vezes ocorrem por substituição nos núcleos de titanita. Calcopirita e pirrotita são muito raras e ocorrem dispersas na trama.

Ocasionalmente verificam-se cristais de calcopirita associados à esfalerita. Esta última mostra comumente inclusões finíssimas de calcopirita. Em uma porção da rocha verifica-se a presença de cristais de arsenopirita associados à calcopirita. Alguns cristais de arsenopirita mostram inclusões amareladas finíssimas, que podem ser de calcopirita e/ou de ouro.

Goethita microcristalina cresce ao longo dos planos de clivagem dos cristais de anfibólio.

A tabela abaixo contém o resumo mineralógico da descrição microscópica de lâminas delgadas das rochas anfibolíticas pertencentes à Zona da Borda (Biotitito).

Tabela 4.02 – Mineralogia com Percentagem em área, Zona da Borda (Biotitito).

Mineralogia com Percentagem em Área

anfibólio 52% arsenopirita raro

biotita 30% pirrotita raríssimo

epidoto 12% calcopirita raro

titanita 3% esfalerita raríssimo

zircão raro provável ouro raríssimo

ilmenita 2% goethita raríssimo

rutilo raríssimo

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4.1.3 – Zona do Albitito (ZALB)

Esta zona é essencialmente composta por bolsões de albita-plagioclásio, denominada albitito. Estes bolsões apresentam-se de forma circular e irregular, frequentemente envoltos por mica. A coloração é branca ou levemente cinza, de granulação fina e textura aplítica, formando bolsões (figura 4.03a). Suas dimensões variam desde alguns centímetros (3 a 5 cm) a alguns metros (15 metros).

É composta quase que em sua totalidade por albita (70%), quartzo e muscovita. Os minerais traços presentes são cassiterita (mais abundante), minerais do grupo columbita-tantalita e microclina. Ao microscópio, o albitito exibe uma textura granular, de composição homogênea e granulação variando de muito fina a média (dimensão dos cristais de ≤0,01 mm até 3,00 mm).

A zona do Albitito caracteriza-se por apresentar agregados de cristais decussados de plagioclásio localmente associados aos intergranulares de quartzo, além de cristais bem desenvolvidos de mica branca, sendo que cristais mais finos também ocupam os espaços intergranulares da rocha (figura 4.03b).

Figura 4.03 – a) Bolsão de Albita envolto por mica, Zona do Albitito. b) Fotomicrografia da amostra VG-010,

aspecto textural da rocha com agregados decussados de plagioclásio + quartzo (QZ) associados aos cristais desenvolvidos de mica branca. Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 2,5x, ocular de 10x. c) Fotomicrografia da amostra VG-010, aspecto textural da rocha com cristais zonados de provável cassiterita. Luz refletida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x. d) Fotomicrografia da amostra VG-010, aspecto textural da rocha com provável cristal de djalmaíta (DJ), mineral do grupo da microlita, associado ao zircão (ZR). Luz transmitida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x.

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O plagioclásio aparece em cristais tabulares subédricos, maclados segundo as leis da albita e

Carlsbad. Os cristais são límpidos e mostram, por vezes, extinção ondulante. A granulação é muito

fina, de dimensões que variam de 0,20 a 0,40 mm, chegando por vezes a 1,0 mm.

O quartzo ocorre em cristais anédricos de diversos tamanhos, com bordos irregulares, alguns chegando a 2,0 mm.

A muscovita e zinnwaldita, em palhetas anédricas, possuem coloração amarela à escura, apresentando forte birrefringência (alaranjado, esverdeado a azulado), extinção paralela à clivagem, com bordos irregulares dissolvidos, em decorrência do contato com a albita.

Localmente verificam-se cristais desenvolvidos de apatita dispersos pela trama. Cristais euédricos de ilmenita em diversos estágios de alteração para rutilo, além de cristais de cassiterita estão dispersos pela rocha (figura 4.03c). Estes últimos ocorrem isolados ou em agregados e às vezes zonados.

Ocasionalmente verificam-se cristais avermelhados e sugestivos de minerais do grupo da microlita (Djalmaíta, figura 4.03d) associados aos finíssimos cristais de zircão ± mica branca ± goethita.

A tabela abaixo contém o resumo mineralógico da descrição microscópica das lâminas delgadas das rochas pertencentes a Zona do Albitito.

Tabela 4.03 – Mineralogia com percentagem em área, Zona do Albitito.

Mineralogia com Percentagem em Área

plagioclásio 75% rutilo traço

quartzo 16% provável cassiterita <1% mica branca/sericita 8% zircão raríssimo

apatita traço provável djalmaíta traço ilmenita raro goethita raríssimo

Onde: <1 % = >0,5 <0,99 %, traço = 0,2 a 0,5 %, raro = 0,05 % a <0,2 % e raríssimo <0,05 %

4.1.4 – Zona do K-Feldspato (ZBKF)

Zona de ocorrência de bolsões ricos em K-feldspato de coloração cinza, composta principalmente de microclina. Formada por grandes cristais de microclima com geminação tartan típica. É uma rocha cinza claro de granulação média à grossa composta de cristais de espodumênio maiores que 1 centímetro, albita venular, quartzo, zinwaldita, muscovita e granada. Estes bolsões geralmente possuem dimensões métricas. É comum traços de minerais do grupo da microlita, cassiterita e columbita-tantalita. (figura 4.04).

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Figura 4.04 – Microclina decimétrica na zona do BKF.

4.1.5 – Zona do Pegmatito Granular (ZPGR)

A zona do Pegmatito Granular é a zona de maior volume de todo o pegmatito. Nesta zona o pegmatito se mostra aproxidamente equigranular com textura predominantemente granítica, composta por quartzo, k-feldspato, espodumênio com mais de 2 centímetros, albita, zinwaldita, muscovita e granada. É comum traços de minerais do grupo da microlita, cassiterita e columbita-tantalita. (figura 4.05a).

Ao microscópio (figura 4.05b, 4.05c), a rocha exibe textura granular homogênea com granulação variando de muito fina até grossa (dimensão dos cristais de ≤0,01 mm até 10,00 mm). Caracteriza-se por apresentar agregados de cristais decussados de plagioclásio e localmente clinopiroxênio associado aos grãos de quartzo, além de cristais desenvolvidos de mica branca.

O plagioclásio ocorre em cristais tabulares subédricos maclados segundo as leis da albita/Carlsbad e às vezes periclina. Os cristais estão normalmente límpidos. Maclas deformadas e extinção ondulante são observadas. Alguns cristais estão discretamente zonados.

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Figura 4.05 – a) Zona do Pegmatito Granular com pequenos cristais de espodumênio. b) Fotomicrografia da

amostra VG-001, aspecto textural da rocha com agregados decussados de plagioclásio associados aos cristais de clinopiroxênio. Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 2,5x, ocular de 10x. c) Fotomicrografia da amostra VG-001, aspecto textural da rocha com agregados decussados de plagioclásio associados aos grãos de quartzo (QZ) e à mica branca. Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 2,5x, ocular de 10x. d) Fotomicrografia da amostra VG-001, aspecto textural da rocha com cristal desenvolvido de provável cassiterita associado a granada. Luz refletida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x.

Clinopiroxênio é o espodumênio e altera-se, de maneira incipiente, para mica branca, carbonato, clorita e epidoto. Ocasionalmente forma simplectitos no contato com os cristais de plagioclásio. Dispersos pela trama verificam-se cristais desenvolvidos de apatita, cristais de titanita e granada.

Os minerais opacos constituem cristais desenvolvidos, dispersos pela rocha e são representados por grãos de provável cassiterita e ocorrem isolados ou associados a granada (figura 4.05d). Goethita microcristalina cresce ao longo dos planos de clivagem do clinopiroxênio.

A tabela abaixo contém o resumo mineralógico da descrição microscópica das lâminas delgadas das rochas anfibolíticas pertencentes a Zona do Pegmatito Granular.

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Tabela 4.04 – Mineralogia com Percentagem em área, Zona do Pegmatito Granular.

Mineralogia com Percentagem em Área

plagioclásio 58% carbonato raro clinopiroxênio 6% titanita traço quartzo 20% provável granada traço mica branca/sericita 10% clorita raro apatita <1% provável cassiterita 4% argilomineral raríssimo goethita raríssimo

epidoto 1%

Onde: <1 % = >0,5 <0,99 %, traço = 0,2 a 0,5 %, raro = 0,05 % a <0,2 % e raríssimo <0,05 %

4.1.6 – Zona do Espodumênio (ZESP)

Esta zona mostra uma textura pegmatítica gigante com cristais de espodumênio de até 1,0 metros (Fig. 4.06b) em matriz de quartzo, k-feldspato, albita, zinwaldita, muscovita e granada. É comum traços de minerais do grupo da microlita, cassiterita e columbita-tantalita.

Figura 4.06 – a) Zona do Espodumênio exibindo cristais decimétricos deste piroxênio. b) Fotomicrografia da

amostra VG-007, aspecto textural da rocha com agregados decussados de plagioclásio associados aos cristais de clinopiroxênio e mica branca. Verificar que parte da mica branca se forma a partir de clinopiroxênio. Notar simplectitos (←) nos cristais de clinopiroxênio. Luz transmitida, nicóis cruzados, objetiva de 5x, ocular de 10x. c) Fotomicrografia da amostra VG-007, aspecto textural da rocha com cristal de cassiterita (1) associado a granada. Luz refletida, nicóis paralelos, objetiva de 50x, ocular de 10x. d) Fotomicrografia da amostra VG-007, aspecto textural da rocha com agregados decussados de plagioclásio associados aos cristais de mica branca. Verificar cristal desenvolvido de apatita (1). Luz transmitida, nicóis semi-cruzados, objetiva de 2,5x, ocular de 10x.

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Esta zona ocorre preferencialmente no núcleo do corpo pegmatítico, porem são descritas ocorrências desta zona próxima à zona de contato com o anfibolito, nas Zonas da Parede e Borda. Microscopicamente (figura 4.06b,c,d) a rocha exibe ume textura granular ainda preservada sendo que a trama apresenta feições de recristalização. A rocha é homogênea e de granulação variando de muito fina até grossa (dimensão dos cristais de ≤0,01 mm até >1,00 cm).

Caracteriza-se por apresentar agregados de cristais decussados de tamanhos variados de plagioclásio, clinopiroxênio e mica branca associados aos grãos de quartzo, além de cristais/blastos de granada. Cristais bem desenvolvidos de apatita também estão dispersos pela trama.

O plagioclásio ocorre em cristais tabulares subédricos maclados segundo as leis da albita/Carlsbad e às vezes periclina. Os cristais estão límpidos a incipientemente argilizados e sericitizados. Maclas deformadas, extinção ondulante e recristalização são observadas.

O clinopiroxênio representado pelo espodumênio apresenta-se em grandes cristais de coloração cinza bem claro, relevo alto, subédricos a euédricos, clivagem perfeita paralela ao eixo cristalográfico “c”. Altera-se, de maneira incipiente, para mica branca, carbonato, clorita e epidoto e ocasionalmente formam simplectitos com os cristais de plagioclásio (figura 4.06b). Alguns cristais estão deformados e rompidos/quebrados.

O quartzo encontra-se sob a forma de grãos xenomórficos, de variadas dimensões, alguns enfumaçados, com contornos irregulares e bordos de reação com a muscovita. É comum observar extinção ondulante em alguns cristais.

A tabela abaixo contém o resumo mineralógico da descrição microscópica das lâminas delgadas das rochas anfibolíticas pertencentes à Zona do Espodumênio.

Tabela 4.05 – Mineralogia com Percentagem em area, Zona do Espodumênio.

Mineralogia com Percentagem em Área

plagioclásio 30% granada 1% clinopiroxênio 45% clorita traço quartzo 10% cassiterita traço mica branca/sericita 10% rutilo raríssimo apatita 2% pirita raro

epidoto 1% calcopirita raríssimo carbonato raríssimo goethita raríssimo

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CAPÍTULO 5