Para Bogdan & Biklen:
A análise dos dados é o processo de busca e de organização sistemático de transcrições de entrevistas, de notas de campo e de outros
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materiais que foram sendo acumulados, com o objectivo de aumentar a sua própria compreensão desses mesmos materiais e de lhe permitir apresentar aos outros aquilo que encontrou. (1994, P. 205)
Esta análise tem como objetivo interpretar e compreender o material recolhido de forma a conseguir responder às questões da investigação.
Uma análise muito superficial à forma como ia decorrendo a realização do projeto foi sendo feita, tentando compreender as reações dos alunos às tarefas, mas o essencial da análise das produções escritas e a sua análise e interpretação foram feitas numa fase posterior.
No entanto, como refere Bell (1997, p. 93) A quantidade de material documental que pode estudar depende inevitavelmente do tempo que dispõe para esta etapa da sua investigação. Normalmente, não é possível analisar tudo, sendo por isso necessário decidir o que quer selecionar.
Foi minha intenção, fazer uma análise de todo o material recolhido durante o projeto, no entanto, a análise dos resultados aluno(a) a aluno(a), questão a questão, não foi possível, pois seria um trabalho enorme a tentativa de identificar individualmente para cada caso, qual a dificuldade que o aluno poderia ter tido. Num conjunto de 23 alunos, e um guião longo, mais as questões do manual, seria muito complexo no tempo disponível realizar esse trabalho.
Assim, na secção das análises, serão apresentados um conjunto de dados mais gerais, relativamente ao grau de sucesso nas respostas e uma reflexão sobre algumas das possíveis dificuldades sentidas.
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4 - Proposta Pedagógica
Antes de passar à proposta em si referir que para a realização deste trabalho optei que o mesmo fosse desenvolvido a pares (díade), por parte dos (as) alunos (as).
A intenção deste projeto teve numa das suas vertentes que os (as) alunos (as) o realizassem com a mínima intervenção por parte do docente para observar também de que forma conseguiriam ultrapassar as dificuldades respondendo às questões que lhes eram colocadas. Para além disso e segundo Almeida e César (2007):
O trabalho colaborativo contribui para a mobilização e desenvolvimento de competências várias, na medida em que permite explorar situações-problema ou questões cuja solução será procurada, através de interacções que favorecem a partilha, a negociação de significados, a interrelacionação e a mobilização de saberes e saber-fazer. Desta forma, as competências de argumentação poderão ser mobilizadas e desenvolvidas, pois os alunos são levados a ter de decidir quando concordam ou discordam sobre uma proposta de solução
Penso também que o trabalho a pares, para além de desenvolver nos (as) alunos (as), as capacidades de mobilização de saberes, faz com que vão desenvolvendo igualmente competências socio-afetivas, que por vezes não são tão valorizadas pela escola.
Numa sociedade em permanente mudança, os problemas que se colocam aos cidadãos são complexos e a sua resolução exige, com frequência, a mobilização de competências sócio-cognitivas e afectivas, que ultrapassam em muito os conhecimentos substantivos, habitualmente valorizados pela escola. Almeida e César .
No entanto, o trabalho a pares, não será o objetivo de estudo deste trabalho ficando aqui somente a justificação para essa opção e será feita, no questionário aos alunos, uma pergunta sobre o que acharam sobre o trabalho a pares, para tentar perceber que influência terá tido na resolução das tarefas.
Para além desta seleção, foi necessário escolher o recurso educativo que iria utilizar, que como já foi referido e explicado anteriormente foi a banda desenhada.
Mas que BD escolher? Para responder a esta questão foi necessário em primeiro lugar ver as semanas em que iria realizar o meu estágio em HGP, que conteúdos deveriam estar a ser lecionados nessa altura e assim apontar para um tema que eu soubesse que iria abordar durante as minhas aulas e que conseguisse tratar todo esse tema com a utilização da BD para que ficasse essa parte do programa ligada ao projeto
62 que queria por em prática, tentando ao máximo que não houvesse uma influência de outros fatores.
Após analisar os conteúdos programáticos que ainda iriam ser lecionados acabei por selecionar o subtema / um tempo de Revolução .
Estando escolhido o tema (subtema) a ser tratado, agora poderia sim, com mais eficácia procurar uma obra de banda desenhada que permitisse a sua utilização na sala de aula e que desse o mais corretamente possível resposta aos objetivos do Programa da disciplina.
Acabei por realizar uma busca em várias obras de banda desenhada e a que me pareceu mais indicada foi a coleção A (istória de Portugal em B.D. do historiador Carmo dos Reis e do desenhador José Garcês, da editora ASA. Esta obra está divida em quatro volumes, sendo que neste projeto foram utilizados o volume ) A Pátria Lusitana – Onde Portugal se fundou como Nação e Reino pp. a e o volume )) A grande aventura – Por mares nunca dantes navegados pp. a .
Esta obra para além da importante participação do desenhador José Garcês, um dos especialistas em Portugal de BD histórica, conta também com o texto do historiador Carmo dos Reis, que acaba por assegurar uma componente cientifica muito aceitável.
Por curiosidade, os quatro volumes da obra acabam por percorrer quase todo o programa de HGP do 5º ano de escolaridade. Não tendo a informação de que a intenção desta estrutura tenha sido propositada e relacionada com o programa da disciplina, acaba por ser uma vantagem a sua escolha, por poder ser usada em mais temas, tendo sido este mais um dos fatores para a sua escolha.