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No dia 30 de Abril de 2014 iniciou-se a primeira aula em que foi utilizada a BD, nesta foi feita uma introdução histórica ao contexto europeu da época utilizando a metodologia referida em cima para este tema.

No início da aula informei os alunos que para o novo tema que ia ser lecionado, em vez utilizarmos o manual de história ou a palavra do professor, iriamos utilizar a Banda Desenhada, explicando que esta opção estava relacionada com um trabalho que teria de desenvolver com a turma ao longo do estágio e que consistia em compreender se a banda desenhada poderia ser um recurso educativo válido a ser utilizado na sala de aula. Quando informei que ia ser utilizada a banda desenhada, pelo que foi possível observar através das expressões nas suas caras e pelos comentários, os (as) alunos (as) terão ficado entusiasmados, pude assistir a expressões de entusiasmo e sorrisos, e alguns comentários como fixe e deve ser giro .

Em seguida apresentei os livros que iriamos utilizar. Referi os autores, o facto de o desenhador ser um experiente artista de BD histórica, de o autor do texto ser um historiador e que os capítulos que íamos utilizar faziam parte de dois livros de uma obra em 4 volumes.

Como nesta aula, foi utilizado o PowerPoint (Anexo I) com vinhetas da obra, fui também chamando a atenção para vários aspetos da BD, como os diferentes tipos de balões, a importância das legendas e dos cartuchos, onde muitas vezes as informações pretendidas poderiam ser consultadas aí.

À medida que ia apresentando uma nova vinheta, solicitava sempre primeiro que os alunos falassem sobre a mesma, o que viam e liam, o que achavam que poderia representar, contextualizando-a com a vinheta que se vira anteriormente, para dar a ideia da sequência narrativa característica da BD e que se torna tão importante na sequencialização dos acontecimentos no ensino da História.

66 A utilização desta metodologia gerou um grande dinamismo à aula, os debates que são possíveis realizar em torno das vinhetas, a interpretação e a possibilidade de puxar pelo imaginário sobre o que está por trás de cada vinheta possibilita a troca de opiniões dentro do grupo turma.

Foi ainda pedido aos alunos, que lessem alguns dos balões com uma expressividade adequada criando momentos um pouco mais teatrais e l’dicos.

No final da discussão de cada vinheta era sempre feita, por parte do professor, uma síntese do que se deveria apreender em termos históricos.

Para terminar a aula, foi revisto com grande grupo, os principais pontos que se tinha abordado durante a aula relativamente ao contexto europeu do século XIV e que iria acabar por influenciar também a situação vivida em Portugal.

No dia 2 de maio de 2014 foi então iniciado o tema da Revolução de 1383-85. Foi transmitido aos alunos que iam continuar com a análise da BD, agora sem a utilização do PowerPoint, mas que seria dado a cada aluno uma cópia das páginas dos livros de banda desenhada. Também foram informados que iriam trabalhar a pares e que durante o trabalho de análise não poderiam pedir ajuda ao professor. No entanto, ser-lhes-ia entregue um glossário (apêndice 1) onde algumas das palavras e expressões que poderiam levantar mais dúvidas estariam lá explicadas.

Foram ainda informados que como o trabalho era a pares, deveriam ajudar-se mutuamente na interpretação das questões e na leitura da BD. Os pares foram formados atendendo à disposição dos alunos na sala, ou seja, com o seu colega de carteira.

Em seguida apresentou-se aos (ás) alunos (as) o guião, que era composto por uma série de questões das quais eles deveriam procurar as respostas na leitura da banda desenhada.

Foram então distribuídos os guiões, as fotocópias das páginas da BD e os glossários.

Não lhes foi indicado se deveriam ler primeiro toda a história ou não, essa opção foi deixada ao critério de cada par, foi por isso interessante reparar neste caso que existiram duas opções estratégicas, houve alguns grupos que escolheram ler primeiro toda a história, outros não o fizeram, preferindo ler primeiro as perguntas do guião e ir procurando na BD as respostas às mesmas.

Ao longo do resto da aula, os (as) alunos (as) foram então realizando o seu trabalho. Houve algumas tentativas de pedir ajuda, no entanto foram encorajados para em grupo tentarem chegar a uma conclusão. Somente se houvesse um grande número de grupos a terem a mesma dúvida em relação a uma questão, aí poderia ser a pergunta que estava mal formulada ou ser de difícil compreensão e nesse caso poderia ser dada uma breve explicação para o grande grupo.

67 No final da aula os alunos devolveram todos os questionários, para que o trabalho não pudesse ser feito em casa nem com ajudas externas, no entanto foi possibilitado que levassem as cópias das páginas da BD consigo.

Salientar o facto de que apesar de a turma ter 23 alunos (as) somente 21 participaram neste trabalho com o guião pois dois deles faltaram durante várias aulas. Em relação à primeira aula, participaram somente 20 alunos, pois um terceiro faltou somente a esta.

As duas aulas seguidas, realizaram-se nos dias 5 e 7 de maio, e funcionaram da mesma forma, no início da aula foram entregues os guiões e os alunos continuaram o seu trabalho de análise da BD.

De salientar que no início do segundo dia, foi necessário trocar um dos pares, pois tinha funcionado muito mal na primeira aula, tendo uma das alunas ficado sozinha, por escolha própria e a outra juntou-se ao aluno que tinha faltado à primeira aula.

Como recolhia os guiões no final de cada aula, ia observando as questões a que já tinham respondido. Inicialmente essa informação também não era muito significativa, pois houve alguns grupos que escolheram ler primeiro a BD e por isso pouco ou nada responderam na primeira aula, na segunda aula notou-se um avanço no número de respostas dadas, no entanto no terceiro dia, alguns dos grupos pouco adiantaram relativamente ao trabalho realizado na aula anterior.

Acredito que a extensão do guião possa ter começado a funcionar como gerador de alguma saturação, tendo acabado alguns dos (as) alunos (as) por se desmotivarem um pouco.

Como poderemos observar mais à frente na análise às respostas aos guiões, o número de respostas certas foi muito superior ao de respostas erradas, mas observa-se também que houve um grande número de questões que não foram respondidas, na sua quase totalidade referentes às últimas questões do guião.

No final das três aulas, na aula do dia 9 de maio, foi pedido aos alunos um novo desafio: sem terem consultado o manual de História e Geografia de Portugal, que respondessem às questões que estavam presentes no mesmo utilizando somente a BD. Para isso todas as questões do manual sobre este tema, foram transcritas e entregues numa folha à parte aos alunos.

Nesta aula, os alunos tiveram somente 35 minutos para responder às questões, pois no início da aula, houve assuntos que tiveram de ser tratados relativamente à turma.

Fiz esta opção para compreender se os alunos conseguiriam responder a essas questões, que normalmente são construídas segundo os objetivos do programa, utilizando apenas um recurso educativo diferente, servindo como mais um objeto de análise para a eficácia da utilização deste recurso no atingir dos objetivos do programa.

68 Na aula do dia 12 de maio, voltou-se à estratégia da primeira sessão em que foi utilizada a BD, no entanto, desta vez para ser feita uma sistematização das aprendizagens. Assim foram escolhidas algumas vinhetas das que faziam parte do guião e usando um PowerPoint, em grande grupo fez-se uma recapitulação dos conteúdos do que tinham estado ao longo de quatro aulas a analisar sozinhos. Pretendeu-se com isto que aqui o professor tivesse o papel de ajudar na organização das aprendizagens dos (as) alunos (as) e consolidar os seus conhecimentos.

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5 – Resultados