NATURAIS
As espécies e foram selecionadas para
reflorestamento baseadas na literatura, estando de acordo com o zoneamento
30 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com dados dos municípios brasileiros.
indicado para a região pelo estudo “* , = , 8 6
& ” de Golfari et al. (1978) apud KRONKA et al. (2005, p. 23).
A produção de mudas foi realizada em viveiro próprio (figura 39). O viveiro tem capacidade de produzir um milhão e duzentas mil mudas de pinheiros (P- e ) para a empresa B. Quando houve produção excedente de mudas, foram comercializadas no mercado local.
": Funcionários florestais trabalhando no viveiro da empresa B
Fonte: Foto de Susanna Busch, 2005
Em 2005, a empresa citou que os novos plantios da empresa estavam sendo realizados somente com o " devido ao seu maior incremento em relação
ao .
Todos os atores sociais do setor florestal consideraram excelente o uso de técnicas e equipamentos que promovam a conservação ambiental.
Todos os plantios foram realizados em áreas de reforma (áreas onde anteriormente havia o cultivo de ), minimizando a ocorrência de novos impactos ambientais. A limpeza da área foi realizada sem a utilização de fogo. O plantio foi efetuado com o uso da técnica de cultivo mínimo, o que não provocou o
revolvimento do solo. O espaçamento entre as árvores foi de 3 m por 1,5 m. Esse espaçamento foi escolhido porque promovia o aumento da utilização de biomassa e cavaco pela indústria. A empresa realizava um desbaste seletivo precoce, sem que este prejudicasse o incremento das árvores remanescentes. Neste desbaste eram retiradas as árvores que não atendiam às especificações da indústria. Estas especificações eram: toras de grande diâmetro, árvores com fustes retos, de boa qualidade visual e, de preferência, sem nós.
A figura 40 mostra um talhão da empresa B.
F Talhão da empresa B com torras de madeira
Fonte: Foto de Susanna Busch, 2005
A colheita da empresa era semimecanizada. Para diminuir o impacto da colheita sobre as árvores remanescentes, a empresa realizava o pré@traçamento com derrubada direcionada.
Para minimizar o impacto da colheita sobre o solo, a empresa utilizava pequenos tratores ou animais para o arraste da tora. Estes provocam menor compactação do solo quando comparados a maquinários mais pesados. Cerca de 95% do arraste era mecanizado (figura 41) e 5% era realizado com animais. Geralmente,
as empreiteiras terceirizadas ainda utilizavam animais para o arraste devido ao baixo custo operacional.
Para minimizar os danos da colheita sobre os recursos hídricos, a empresa evitava a exploração da madeira próxima às margens de rios ou cursos d’água.
= Arraste mecanizado
Fonte: Foto de Susanna Busch, 2005
Na beira da estrada, era feito o leiramento (figura 42). O tamanho da tora variava de acordo com a necessidade da empresa. A empresa possuía cinco tipos de classificações de tamanho de torras (três para a laminação e dois para a serraria).
A Leiramento
7.6. ENFOQUE LEGAL E ADMINISTRATIVO
Segundo o gerente de recursos naturais da empresa, a unidade de manejo florestal respeita as leis internacionais, nacionais, locais e todas as exigências administrativas do setor florestal. Esses indicadores foram valorizados por todos os atores sociais do setor florestal.
Na unidade de manejo são respeitados todos os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, como o: CITES (Convenção Internacional do Comércio da Fauna e Flora em Perigo de Extinção) e o OIT (Organização Internacional de Trabalho), além de acordos sobre Diversidade Biológica e Convenção sobre Mudanças Climáticas. Os atores ligados indiretamente à certificação florestal consideraram esse indicador excelente.
7.7 ENFOQUE AMBIENTAL
O índice de extração da floresta de é de 70.000 m3 e sua taxa de crescimento é de 5 m3/ hectare. O índice de extração adequava@se escala do empreendimento.
Todos os atores sociais do setor florestal consideraram a existência de inventário da produção florestal adequados à escala da operação um indicador excelente. Os inventários da empresa são realizados de modo contínuo e foram realizados pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF).
A otimização dos recursos florestais foi considerado um indicador excelente pelos atores sociais ligados diretamente à certificação florestal.
Os resíduos madeireiros não especificados como galhos maiores que 5 cm e madeira não específica para indústria, eram recolhidos e transportados para a empresa e utilizados como cavaco ou energia para caldeira. Eram, também, oferecidos treinamentos para os trabalhadores florestais de modo a evitar a formação de resíduos de madeira.
A empresa também utilizava vários produtos não madeireiros como sementes, xaxim, nó de pinho e erva mate. Em 2005, a empresa estava elaborando um plano de
manejo para a erva mate e buscando sua certificação como produto não madeireiros situado na Mata Atlântica.
Para minimizar os danos da colheita florestal sobre os recursos hídricos foi evitada a exploração da madeira próxima às margens de rios e cursos d’água.
Todos os atores sociais do setor florestal consideram excelente o indicador da existência de estudo de impacto ambiental. A empresa B não realizou nenhum estudo de impacto ambiental (EIA) por ser uma empresa antiga (a exigência do EIA surgiu após a publicação da Resolução CONAMA n. 001/86). No entanto, por ser uma empresa certificada, ela deveria ter realizado uma matriz de impactos ambientais e sociais e suas medidas mitigatórias para conhecer o impacto de suas operações sobre o meio ambiente e a comunidade local. Dessa maneira, a empresa utilizaria esta matriz como uma forma de prevenção a futuros impactos e a restauração das áreas degradadas, caso existentes.
O conhecimento do plano de manejo e suas alterações pelos funcionários florestais foi considerado um indicador excelente. No entanto, segundo o gerente de recursos naturais, esse plano não foi revisado, além do mais, nem todos os funcionários conheciam o plano.
O indicador referente a áreas destinadas à conservação, a florestas de alto valor de conservação, a reservas legais e áreas de preservação permanente, que representam ecossistemas de ocorrência natural na região, foi considerado excelente por todos os atores sociais do setor florestal. Todas as áreas da empresa B acima mencionadas eram constituídas de Mata de Araucária.
A existência de estudos ambientais foi considerado um indicador excelente pelos atores sociais ligados indiretamente à certificação florestal.
A empresa estava realizando estudos sobre os recursos hídricos em parceria com a Universidade Federal do Paraná. Os estudos eram sobre a avaliação de balanço hídrico, sobre a vazão dos rios que atravessam as áreas da empresa e sobre a taxa de infiltração do solo.
A empresa B realizou em parceria com uma organização não governamental ambiental (descrita posteriormente), o levantamento e monitoramento da fauna local (principalmente mastofauna) e avifauna. A empresa estabeleceu áreas reservadas para refúgio, e reprodução de espécies raras ameaçadas de extinção e zonas de
nidificação colonial. A empresa, no entanto, também deveria realizar estudos com a herpetofauna e fauna aquática, que são importantes bioindicadores, respectivamente, de qualidade ambiental, e de qualidade da água.
A população de macacos@pregos também estava sendo monitorada. Há alguns anos, a espécie começou a se alimentar do floema dos pinheiros e araucárias, provocando a mortalidade de 2 a 10% das árvores. Foi verificado que o ataque às árvores ocorre em épocas em que há a falta de frutas. Esse pode ser um dos reflexos do grande desmatamento ocorrido na região.
Em 2005, a empresa estava realizando um levantamento fitogeográfico da flora nativa (figura 43) em parceria com a Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná.
"@ Floresta de Araucária
Fonte: foto de Susanna Busch, 2005
A empresa possuía corredores ecológicos conectando suas áreas de conservação (áreas de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente), permitindo a dispersão da fauna e flora.
A existência de plano de gerenciamento de resíduos e infra@estrutura apropriada para o manuseio, tratamento e disposição final destes foram considerados
indicadores excelentes por todos os atores sociais do setor florestal. Todos os resíduos do campo eram recolhidos e transportados para a sede da empresa, onde é realizada a separação e o destino final. Os resíduos são enviados para um terminal de compra (recicláveis) ou para o aterro do município onde a empresa está localizada
A existência de programa de monitoramento e controle biológico foi valorizado por todos os atores sociais do setor florestal. A empresa realizava o
controle da vespa da madeira com o uso de nematóides . O
controle iniciou@se em 1996. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) considerou essa praga como controlada em 2000 e, desde então, havia apenas o seu monitoramento.
Pesticidas
A diminuição de uso de pesticidas químicos e a utilização de pesticidas aprovados pelo FSC foi considerado excelente por todos os atores socais do setor florestal. A empresa utiliza isca granulada (Mirex) para o controle da formiga cortadeira. Segundo a ESCOLA DE BIOTECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA31, O Mirex é um dos pesticidas mais estáveis e persistentes no solo, sedimentos e água, é bioacumulador e possui meia vida de 10 anos. A empresa não apresentou nenhuma alternativa ao uso desse pesticida.
A existência de prevenção de incêndios florestais e estrutura apropriada foi um indicador priorizado por todos os atores sociais.
A empresa calcula o Índice de Perigo de Incêndio Florestal diariamente (Figura 44). Caso haja risco de incêndio, um vigilante é colocado na torre de observação. Existem quatro torres de observação: duas na fazenda sede e duas em outras áreas florestais, localizada a cerca de 35 km da sede, onde também há atividades florestais.
Funcionários voluntários participam da brigada de incêndio. Eles são treinados pelo departamento de segurança da empresa. A empresa possui um carro bombeiro. No município onde está inserida a empresa B não há bombeiros. Portanto, a brigada de incêndio oferece apoio a outras empresas e comunidades da região.
31Escola Superior de Biotecnologia. Disponível em:
A empresa também realiza a roçada manual para a manutenção de suas estradas e aceiros.
> Quadro com o Índice de Perigo de Incêndio Florestal
Fonte: foto de Susanna Busch, 2005
A empresa B também construiu tanques artificiais como pontos de captação de água mais próximos às áreas florestais, para o caso de um incêndio florestal.
Em maio de 2005, ocorreu um incêndio de pequeno porte em 911 hectares causado por um curto@circuito na rede elétrica da Companhia de Energia Elétrica do Paraná (COPEL). O cabo elétrico caiu sobre as taquaras (tipo de bambu) que estavam em seu período seco e iniciou a ignição do incêndio. Havia 22 anos que a empresa não sofria um incêndio florestal.